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Análise literária de "A caçada" de Lygia Fagundes Telles

Análise literária de "A caçada" de Lygia Fagundes Telles

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3 Slides • 1 Question

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Análise literária de "A caçada" de Lygia Fagundes Telles

Professor Fernando Laerty Pedro

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Conforme estudado, é possível empreender uma análise literária a partir da micro e da macroestrutura textuais: enquanto esta busca investigar elementos para além do campo visível da obra, aquela se pauta numa inquirição da superfície textual.  

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​Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=CVTcHou6YOw. Data de acessp 20 de março de 2022.

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Com base nisso e nos elementos de análise do texto literário, identifique de que forma a obra “A Caçada”, de Lygia Fagundes Telles traz o prenúncio da morte de “o homem” e a sua condição de “caça”.

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No início da narrativa, antes de o protagonista “o homem” vislumbrar a tapeçaria, se depara com a imagem de São Francisco com mãos decepadas a qual sugere impotência, paralisia e dor. Além disso, vê-se a figura de uma mariposa que se espatifa na estátua desse santo, inseto esse que representa culturalmente mau agouro e morte de alguém próximo. Tais descrições feitas no inicio de “A caçada” sugerem que em algum momento da trama haverá morte, supostamente a de “O homem”.

            Outras marcas textuais para além das identificadas apontam para a morte desse personagem, como quando teve consciência de que fez parte da caçada (“Vinha-lhe agora uma certa paz, agora que sabia ter feito parte da caçada.”), mas sabia que não era o caçador (“Mas se detesto caçadas!). Ora, se na trama de a Tapeçaria só existem três personagens, dos quais dois são caçadores e uma é a caça, é claro, por mais que o protagonista não perceba, o papel que ele desempenhava naquele enredo.

            Por último, mas não esgotando as marcas que apontam para o prenúncio de sua morte, a obra de Lygia Fagundes Telles revela a empatia que “O homem” teve ao perceber o estado em que a caça se encontrava: “Compadeceu-se daquele ser em pânico, à espera de uma oportunidade para prosseguir fugindo. Tão próxima a morte!”, bem como percebe-se nesse trecho o uso da palavra morte como um desfecho inevitável. Esse desfecho inevitável da caça também se materializará no desfecho de “o homem”, uma vez que são o mesmo personagem, mas em espaços e em tempos diferentes. Essa visão pode ser contemplada pelo personagem, em sua casa, quando apalpou o rosto e “ao invés da barba encontrou a viscosidade do sangue.”, imagem que se repetirá no final do conto, no momento em que consegue lembrar do seu papel na trama da tapeçaria: “Abriu a boca. E lembrou-se. Gritou e mergulhou numa touceira. Ouviu o assobio da seta varando a folhagem, a dor!”

Horizonte de expectativa

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Professor Fernando Laerty Pedro

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