
Solos
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Geography
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11th Grade
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Gustavo e Rafael
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"A mais alta das torres começa no solo."
Provérbio chinês
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A formação do sol
Pedologia: ciência que estuda a formação, o desenvolvimento e a composição dos solos.
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Os diferentes conceitos de solo estão relacionados às atividades humanas que nele se desenvolvem e às ciências que o estudam. Para a mineração, solo é um detrito que deve ser removido e separado dos minerais explorados; para algumas ciências, como a Ecologia, é um sistema vivo, composto de partículas minerais e orgânicas, que possibilita o desenvolvimento de diversos ecossistemas. Para a Geografia, em particular a Pedologia, o solo corresponde à parte natural e integrada à paisagem que dá suporte às plantas que nele se desenvolvem. Finalmente, a Agronomia define solo como um meio natural no qual o ser humano cultiva plantas, interessando-se pelas características ligadas à produção agrícola.
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O solo é formado, num processo contínuo, pela desagregação física e decomposição química das rochas.
Quando expostas à atmosfera, as rochas sofrem a ação direta do calor do Sol e da água da chuva, entre outros fatores, que modifi cam os aspectos físicos delas e a composição química dos minerais que as compõem. Em outras palavras, as rochas sofrem a ação dos intemperismos físico e químico. Em regiões tropicais úmidas, são necessários, em média, cem anos para a formação de uma camada de
apenas 1 centímetro de solo. Em áreas de clima frio e seco, esse período é ainda maior.
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O O solo se organiza em camadas com características
diferentes, denominadas horizontes. A figura ao lado representa, de forma bastante esquemática,
um perfil de solo bem desenvolvido, por meio de um corte vertical no terreno. Observe as letras R, C, B, O e A.
Observe que os horizontes são identificados por letras e vão se diferenciando cada vez mais da rocha-mãe (camada R) à medida que
aumenta sua distância em relação a ela.
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Os horizontes O, A e B são os mais importantes para a agricultura dada a sua fertilidade: quanto mais equilibrada for a disponibilidade de certos elementos químicos, como o potássio, o nitrogênio, o sódio, o ferro e o magnésio, maior é sua fertilidade e seu potencial de produtividade agrícola. Esses horizontes também são importantes para o ecossistema, por causa da densidade e variedade de vida em seu interior (por exemplo, minhocas, formigas e microrganismos).
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O processo de formação dos solos, assim como a erosão, é modelador do relevo. Ao longo do tempo geológico, as rochas que sofreram intemperismo vão se transformando em solo e a sua porosidade permite a penetração de ar e água, criando condições favoráveis para o desenvolvimento de organismos vegetais e animais, bem como de microrganismos. Com o tempo, esses organismos aceleram a ação de reações químicas, que também provocam intemperismo, e vão fornecendo a matéria orgânica que participa da composição do solo, aumentando cada vez mais sua fertilidade. O solo é, portanto, constituído de:
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Partículas minerais: apresentam composição e tamanhos diferentes, dependendo da rocha que lhe deu origem. Quanto ao tamanho, as partículas podem ser classificadas em frações: argila, silte, areia fina, areia grossa e cascalho (variando do menor ao maior tamanho).
Matéria orgânica: formada por restos vegetais e animais não decompostos e pelo produto desses restos depois de decompostos por microrganismos. O produto resultante dessa decomposição é o húmus.
Água: fica retida por tempo determinado nos poros do solo. Sua reposição é feita, principalmente, pela chuva ou pela irrigação. A água do solo contém sais minerais, oxigênio e gás carbônico, constituindo um importante meio para fornecer nutrientes aos vegetais.
Ar: ocupa os poros do solo não preenchidos pela água. É essencial para as plantas, que absorvem oxigênio pelas raízes; além disso, em abundância, favorece a produção de húmus.
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Silte: Substância mineral, cujas partículas são mais finas que grãos de areia e maiores que partículas de argila, carregada por água corrente e depositada como sedimento.
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Fatores de formação dos solos
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O tipo de rocha matriz, o clima, o relevo, os organismos e a ação do tempo são os fatores determinantes para a origem e evolução dos solos
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Rocha matriz: sob as mesmas condições climáticas, cada tipo de rocha exposta ao intemperismo dá origem a um tipo de solo diferente, dependendo de sua constituição mineralógica. Assim, os solos podem se desenvolver de rochas ígneas ou metamórficas claras, como os granitos e os quartzitos; de rochas ígneas escuras, como o basalto; de sedimentos consolidados, como os arenitos e as rochas calcárias; e de sedimentos não consolidados, como as dunas de areia e cinzas vulcânicas. Se a rocha matriz for o arenito, por exemplo, podem surgir solos arenosos; se o arenito tiver pouca concentração de calcário, o solo será quimicamente pobre.
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Clima: a temperatura e a umidade regulam a velocidade, a intensidade, o tipo de intemperismo das rochas, a distribuição e o deslocamento de materiais ao longo do perfil do solo. Quanto mais quente e úmido for o clima, mais rápida e intensa será a decomposição das rochas, pois o aumento da temperatura e da umidade acelera a velocidade das reações químicas. Solos de climas tropicais são mais profundos que de climas temperados (menos quentes) e áridos (menos úmidos).
Relevo: com suas diferentes formas, proporciona desigual distribuição de água da chuva, de luz e de calor, além de favorecer ou não os processos de erosão. As diferenças topográficas facilitam, por exemplo, o acúmulo de água das chuva sem áreas mais baixas e côncavas e aceleram a velocidade de escoamento dela em vertentes íngremes. As vertentes mais expostas à insolação tornam-se mais quentes e secas do que outras faces menos iluminadas, que, no hemisfério sul, estão voltadas predominantemente para a direção sul.
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Nas áreas de declividade acentuada, os solos são mais rasos porque a alta velocidade de escoamento das águas diminui a infiltração; assim, a água fica pouco tempo em contato com as rochas, diminuindo a intensidade do intemperismo. Além disso, o material decomposto ou desagregado é rapidamente transportado para as baixadas – por isso, no pico de serras e de montanhas, a rocha costuma ficar exposta, sem nenhum recobrimento.
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Organismos: compreendem os microrganismos (bactérias, algas e fungos), questão decompositores, e os vegetais e animais. Todos são agentes de conservação do solo. Já o ser humano, por exemplo, pode degradar ou conservar o solo, dependendo do uso que faz dele.
Tempo: período de exposição da rocha matriz às condições da atmosfera. Solos jovens são geralmente mais rasos que os velhos.
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Conservação dos solos
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A perda anual de milhares de toneladas de solos agricultáveis, sobretudo em consequência da erosão, é um dos mais graves problemas ambientais, que abrange as maiores áreas na superfície terrestre. A principal causa da erosão, notadamente em países de
clima tropical, é a retirada total da vegetação (muitas vezes feita por meio de queimadas) para implantação de culturas agrícolas e pastagens.
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Algumas práticas possibilitam a quebra da velocidade de escoamento das águas das chuvas e consequentemente diminuem a erosão. São elas:
Terraceamento: consiste em fazer cortes nas superfícies íngremes para formar degraus – terraços. Esse procedimento possibilita a expansão das áreas agrícolas em regiões montanhosas e populosas, por isso é muito comum em países asiáticos, como China, Japão, Tailândia e Filipinas.
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Curvas de nível: prática que consiste em arar o solo e depois semeá-lo seguindo as cotas altimétricas do relevo (curvas de nível ou isoípsas), o que por si só já reduz a velocidade de escoamento superficial da água da chuva. Para reduzi-la ainda mais, é comum a construção de obstáculos no terreno, espécie de lombadas, com terra retirada dos próprios sulcos resultantes da aração. Com esse método simples, a perda de solo agricultável é sensivelmente reduzida.
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Associação de culturas: em cultivos que deixam boa parte do solo exposta à erosão (como algodão e café), é comum plantar, entre uma fileira e outra, espécies leguminosas (feijão, por exemplo), que recobrem bem o terreno. Além de reduzir a erosão, essa prática favorece o equilíbrio orgânico do solo.
Cultivo de árvores: em regiões onde os ventos são fortes e a erosão eólica é intensa, podem-se plantar árvores em linha para formar uma barreira que quebre sua velocidade e, consequentemente, reduza sua capacidade erosiva.
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Alguns cuidados podem manter ou até mesmo melhorar a fertilidade do solo, o que contribui para sua conservação. Dentre os mais importantes, destacam-se:
• adequar as culturas aos tipos de solo, respeitando seu limite, sua possibilidade de uso;
• adubar o solo, tanto para corrigir uma deficiência de nutrientes como para repor o que o cultivo retira dele;
• revezar culturas, já que cada uma delas tem exigências diferentes em relação aos nutrientes do solo.
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Percolação da água no solo: você sabe o que é isso?
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O movimento descendente da água no interior do solo, de cima para baixo, é chamado de percolação. A partir daí, essa água muda sua nomenclatura e recebe o nome de subterrânea.
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O solo funciona, portanto, como um meio poroso com capacidade de armazenar água em seus poros. Dependendo da quantidade de água armazenada no solo, ele poderá apresentar três níveis distintos de umidade, que são:
-Seco
Quando todos os poros do solo estiverem preenchidos apenas por ar;
- Úmido
Quando existe água e ar no interior dos poros; e
- Saturado
Um solo é considerado saturado quando todos os seus poros estiverem preenchidos apenas com água, significando que ele não mais conseguirá reter água.
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Multiple Choice
O aquífero Alter do Chão, um dos maiores da
América do Sul, está sofrendo contaminação por
sedimentos vindos de atividades mineradoras
irregulares, motivo até de ações repressivas da Polícia
Federal. A forma pela qual o aquífero é contaminado pelos
materiais tóxicos da mineração é a(o)
erosão.
percolação.
intemperismo físico.
intemperismo químico.
tectonismo.
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Movimentos de massa
Em encostas que apresentam declividade acentuada, os movimentos de massa são fenômenos naturais, ou seja, fazem parte da dinâmica externa da crosta terrestre e são agentes que participam da modelagem do relevo ao longo do tempo.
Os movimentos de massa devem ser analisados considerando-se basicamente dois fatores: a natureza do material movimentado (solo, detritos ou rocha) e a velocidade do movimento (desde alguns centímetros por ano até mais de 5 km/hora). Nos extremos, podem ocorrer quedas ou rolamentos de grandes blocos de rocha montanha abaixo ou escoamento lento de solo em vertentes de baixa declividade, mas os movimentos mais frequentes e que mais causam impactos sociais e ambientais são os escorregamentos de solo em encostas.
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Movimento de Massa — Português (Brasil)
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Repositório Institucional de Geociências: Diagnóstico da população em áreas de risco geológico: Encantado, RS
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Centro nacional que monitora desastres naturais teve menor orçamento da história em 2021, diz diretor - BBC News Brasil
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