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avaliação cronica

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9th - 12th Grade

Hard

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1 Slide • 2 Questions

1

        
  Da influência dos espelhos, Mário Quintana
Tu lembras daqueles grandes espelhos côncavos ou convexos que em certos estabelecimentos os proprietários colocavam à entrada para atrair os fregueses, achatando-os, alongando-os, deformando-os nas mais estranhas configurações?

      Nós, as crianças de então, achávamos uma bruta graça, por saber que era tudo ilusão, embora talvez nem conhecêssemos o sentido da palavra "ilusão".

      Não, nós bem sabíamos que não éramos aquilo!

      Depois, ao crescer, descobrimos que, para os outros, não éramos precisamente isto que somos, mas aquilo que os outros veem.

      Cuidado, incauto leitor! Há casos, na vida, em que alguns acabam adaptando-se a essas imagens enganosas, despersonalizando-se num segundo "eu".

      Que pode uma alma, ainda por cima invisível, contra o testemunho de milhares de espelhos?

      Eis aqui um grave assunto para um conto, uma novela, um romance, ou uma tese de mestrado em Psicologia. (Mário Quintana, Na volta da esquina. Porto Alegre, Globo, 1979, p. 79)

2

Multiple Choice

Nesta crônica, Mário Quintana

1

vale-se de um incidente de seu tempo de criança, para mostrar a importância que tem a imaginação infantil.

2

alude às propriedades ilusórias dos espelhos, para mostrar que as crianças sentiam-se inteiramente capturadas por eles

3

lembra-se das velhas táticas dos comerciantes, para concluir que aqueles tempos eram bem mais ingênuos que os de hoje.

4

alude a um antigo chamariz publicitário, para refletir sobre a personalidade profunda e sua imagem exterior.

3

Multiple Choice

Considere as seguintes afirmações:

❶ O autor mostra que, quando criança, não imaginava a força que pode ter a imagem que os outros fazem de nós.

❷ As crianças deixavam-se cativar pela magia dos espelhos, chegando mesmo a confundir as imagens com a realidade.

❸ O autor sustenta a ideia de que as crianças são menos convictas da própria identidade do que os adultos.

Em relação ao texto, está correto o que se afirma em

1

1, 2, 3.           

2

3, apenas.          

3

3, apenas.          

4

1, apenas.

        
  Da influência dos espelhos, Mário Quintana
Tu lembras daqueles grandes espelhos côncavos ou convexos que em certos estabelecimentos os proprietários colocavam à entrada para atrair os fregueses, achatando-os, alongando-os, deformando-os nas mais estranhas configurações?

      Nós, as crianças de então, achávamos uma bruta graça, por saber que era tudo ilusão, embora talvez nem conhecêssemos o sentido da palavra "ilusão".

      Não, nós bem sabíamos que não éramos aquilo!

      Depois, ao crescer, descobrimos que, para os outros, não éramos precisamente isto que somos, mas aquilo que os outros veem.

      Cuidado, incauto leitor! Há casos, na vida, em que alguns acabam adaptando-se a essas imagens enganosas, despersonalizando-se num segundo "eu".

      Que pode uma alma, ainda por cima invisível, contra o testemunho de milhares de espelhos?

      Eis aqui um grave assunto para um conto, uma novela, um romance, ou uma tese de mestrado em Psicologia. (Mário Quintana, Na volta da esquina. Porto Alegre, Globo, 1979, p. 79)

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