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Lição sem título

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GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

COLÉGIO CÍVICO MILITAR PLANTA DEODORO – EFM

Av. Nilza Gelinsky de Farias, 713 – Planta Deodoro

E-mail: pqaplantadeodoro@escola.pr.gov.br

Fone: 3589 2014

O Mistério da Herança

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Dono de uma grande fortuna, não teve

tempo de fazer o seu testamento. Lembrou, nos momentos finais, que precisava fazer

isso. Pediu, então, papel e caneta. Só que, com a ansiedade em que estava para deixar

tudo resolvido, acabou complicando ainda mais a situação, pois deixou um testamento

sem nenhuma pontuação. Escreveu assim:

“DEIXO MEUS BENS A MINHA IRMÃ NÃO A MEU SOBRINHO JAMAIS SERÁ PAGA A

CONTA DO PADEIRO NADA DOU AOS POBRES.”

Morreu, antes de fazer a pontuação.

A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes: o sobrinho, a irmã, o padeiro e

os pobres. Os herdeiros assim o pontuaram:

1) O SOBRINHO fez a seguinte pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do

padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A IRMÃ chegou em seguida. Pontuou assim o escrito :

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do

padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O PADEIRO puxou a brasa pra sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do

padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Então, chegaram os POBRES da cidade. Espertos, fizeram esta interpretação:

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Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do

padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Dorme, ruazinha… É tudo escuro…

E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?

Dorme o teu sono sossegado e puro,

Com teus lampiões, com teus jardins tranquilos…

Dorme… Não há ladrões, eu te asseguro…

Nem guardas para acaso persegui-los…

Na noite alta, como sobre um muro,

As estrelinhas cantam como grilos…

O vento está dormindo na calçada,

O vento enovelou-se como um cão…

Dorme, ruazinha… Não há nada…

Só os meus passos… Mas tão leves são

Que até parecem, pela madrugada,

Os da minha futura assombração…

Mario Quintana

DORME RUAZINHA… É TUDO ESCURO!…

Dorme ruazinha… É tudo escuro…

E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?

Dorme teu sono sossegado e puro,

Com teus lampiões, com teus jardins tranqüilos…

Dorme… Não há ladrões, eu te asseguro…

Nem guardas para acaso perseguí-los…

Na noite alta, como sobre um muro,

As estrelinhas cantam como grilos…

O vento está dormindo na calçada,

O vento enovelou-se como um cão…

Dorme, ruazinha… Não há nada…

Só os meus passos… Mas tão leves são,

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Que até parecem, pela madrugada,

Os da minha futura assombração…

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GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

COLÉGIO CÍVICO MILITAR PLANTA DEODORO – EFM

Av. Nilza Gelinsky de Farias, 713 – Planta Deodoro

E-mail: pqaplantadeodoro@escola.pr.gov.br

Fone: 3589 2014

O Mistério da Herança

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Dono de uma grande fortuna, não teve

tempo de fazer o seu testamento. Lembrou, nos momentos finais, que precisava fazer

isso. Pediu, então, papel e caneta. Só que, com a ansiedade em que estava para deixar

tudo resolvido, acabou complicando ainda mais a situação, pois deixou um testamento

sem nenhuma pontuação. Escreveu assim:

“DEIXO MEUS BENS A MINHA IRMÃ NÃO A MEU SOBRINHO JAMAIS SERÁ PAGA A

CONTA DO PADEIRO NADA DOU AOS POBRES.”

Morreu, antes de fazer a pontuação.

A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes: o sobrinho, a irmã, o padeiro e

os pobres. Os herdeiros assim o pontuaram:

1) O SOBRINHO fez a seguinte pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do

padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A IRMÃ chegou em seguida. Pontuou assim o escrito :

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do

padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O PADEIRO puxou a brasa pra sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do

padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Então, chegaram os POBRES da cidade. Espertos, fizeram esta interpretação:

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