
Pré-Socráticos III - Escolas Atomista, Eleatica, Pitagorica
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THIAGO ROCHA
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Alguns historiadores e pensadores consideram que a filosofia tem data e local de nascimento. Ela teria surgido nas colônias gregas da Ásia Menor no séc. VII a.C. inaugurando assim o período chamado Pré-socrático.Dentre as características desse primeiro período da filosofia grega destaca-se:
que a filosofia em sua origem defende a tese da verdade revelada baseada em mistérios inacessíveis à razão humana.
que a filosofia surge como cosmologia, compreensão racional da ordem cósmica e como monismo, buscando um princípio único originário de todas as coisas.
a criação de modelos cosmogônicos e teogônicos capazes de oferecer uma explicação racional para a origem e as mudanças que afetam o homem e seu mundo.
que a invenção da escrita, da moeda, da política e do calendário tornou-se obstáculo para o desenvolvimento da capacidade de abstração do homem grego.
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Sobre o período Pré-socrático, assinale a alternativa CORRETA.
Os primeiros pré-socráticos, como Tales de Mileto, Anaxímenes e Platão, são conhecidos como “monistas”, porque identificam apenas um elemento constitutivo de todas as coisas.
Para Heráclito, o ser é o múltiplo, não apenas no sentido de que há uma multiplicidade de coisas, mas por estar constituído de oposições internas. Para ele, o dinamismo de todas as coisas pode ser explicado pelo fogo primordial, expressão visível da instabilidade, símbolo da eterna agitação do devir.
Para o filósofo Anaximandro, o princípio constitutivo de todas as coisas é um ser eterno, suprassensível e imutável, ao qual ele nomeia de Noûs.
Demócrito é o precursor da matemática, atribui aos números a máxima perfeição original.
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Multiple Choice
Atomismo é a doutrina filosófica elaborada por Leucipo e desenvolvida por Demócrito e Epicuro, retomada depois pelo poeta latino Lucrécio, segundo a qual a matéria é composta de átomos, isto é, partículas elementares indivisíveis [...] eternos e possuem todos a mesma natureza, embora difiram por sua forma.
(JAPIASSU, H.; MARCODES, D. Dicionário básico de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990, p.28)
Sobre o atomismo em Demócrito (c.460-c.370 a.C.), é CORRETO afirmar que:
Nega o movimento, ainda que este se mostre aos sentidos.
Concorda com Parmênides, recusando, assim, o conhecimento sensível.
É a continuidade de uma visão antropomórfica do mundo.
Explica a realidade a partir do indeterminado e transcendente.
Trata-se de uma concepção mecanicista do mundo, onde tudo é matéria.
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A Escola Atomista, representada por filósofos como Leucipo e Demócrito, buscou explicar a constituição da realidade com base em um princípio inovador para a época: a existência de átomos, partículas indivisíveis e eternas que compõem todas as coisas no universo. Segundo os atomistas, esses átomos se movem no vazio e suas combinações formam toda a diversidade do mundo. Com base nos princípios da Escola Atomista, assinale a alternativa CORRETA:
Leucipo e Demócrito defendiam que os átomos eram infinitamente divisíveis e que sua essência estava no fogo.
A teoria atomista nega a existência do vazio, afirmando que o universo é composto exclusivamente de matéria contínua.
Para a Escola Atomista, as mudanças no mundo são explicadas pela recombinação dos átomos, que se movem no vazio e formam diferentes objetos.
Demócrito acreditava que os átomos possuíam qualidades como cor, sabor e som, o que determinava as características dos objetos sensíveis.
Os atomistas defendiam que o mundo era imutável e que não havia movimento, já que a realidade era composta de uma única substância indivisível.
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A visão mecanicista dos filósofos atomistas, como Leucipo e Demócrito, buscava explicar a realidade por meio de causas puramente físicas, sem recorrer a entidades divinas ou princípios sobrenaturais. Segundo essa visão, todos os fenômenos do mundo resultam do movimento e da interação dos átomos no vazio, de forma determinista.
Com base na visão mecanicista dos atomistas, assinale a alternativa correta:
Os atomistas acreditavam que os fenômenos naturais, como o movimento e a mudança, eram resultados diretos da intervenção de deuses nos eventos do mundo.
Segundo os atomistas, os fenômenos da natureza podem ser explicados pelo movimento aleatório e imprevisível dos átomos, sem qualquer regularidade ou causalidade.
A visão mecanicista dos atomistas propunha que os átomos possuem qualidades como cor e sabor, e que essas propriedades determinam a estrutura do cosmos.
Para Leucipo e Demócrito, o universo é regido por leis físicas e deterministas, nas quais os átomos se movem de maneira ordenada, produzindo todos os fenômenos por necessidade.
Na teoria atomista, os eventos do universo são regidos pela sorte ou pelo acaso, sendo impossível estabelecer relações de causa e efeito entre os fenômenos.
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Considere a frase a seguir, de Leucipo de Mileto, 450 a.C.
“Uma pedra pode ser partida em pedaços cada vez mais pequenos, pode ser pulverizada mais e mais e cada pedaço dela, ou cada partícula de pó segue sendo igual à matéria original”.
O autor da frase estava referindo-se
à natureza da matéria.
ao modelo atômico.
à indivisibilidade da matéria.
à molécula elementar.
ao componente fundamental.
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Leucipo, considerado o fundador da teoria atomista, postulou que o universo é constituído por átomos indivisíveis e eternos. Esses átomos, movendo-se no vazio, formam a base da realidade material, e sua interação explica os fenômenos naturais. Para Leucipo, a existência do vácuo é essencial para permitir o movimento dos átomos e, consequentemente, a multiplicidade e a mudança no mundo.
Sobre a teoria atomista de Leucipo, assinale a alternativa correta:
A teoria de Leucipo pressupõe que os átomos possuem qualidades sensíveis, como cor e odor, que determinam as características dos objetos.
Leucipo defende que o movimento dos átomos no vazio é aleatório e que não segue qualquer tipo de regularidade ou lei natural.
Leucipo rompe com a visão tradicional dos filósofos pré-socráticos ao afirmar que o universo é composto por um princípio contínuo e indivisível, sem vazio.
A existência do vácuo, para Leucipo, é essencial para explicar o movimento dos átomos e, por conseguinte, a multiplicidade e a mudança no mundo físico.
A teoria de Leucipo considera o movimento dos átomos resultado da vontade divina, sendo o vácuo um espaço preenchido por substâncias etéreas e invisíveis.
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Multiple Choice
Leucipo introduziu, com sua teoria atomista, a ideia de que os fenômenos naturais resultam do movimento e da interação dos átomos, sem a necessidade de intervenção divina. Essa concepção promovia uma visão determinista da natureza, na qual tudo o que ocorre no universo segue leis físicas imutáveis e previsíveis, eliminando a ideia de acaso ou interferência dos deuses.
Com base no determinismo mecanicista de Leucipo, assinale a alternativa CORRETA:
A visão determinista de Leucipo implica que todos os eventos no universo, incluindo o comportamento humano, são resultado de leis físicas e do movimento dos átomos, sem espaço para livre-arbítrio ou intervenção divina.
O determinismo mecanicista de Leucipo propõe que os átomos seguem um movimento caótico, sendo os fenômenos naturais explicados pela intervenção ocasional de entidades divinas.
Leucipo defende que os fenômenos naturais ocorrem por pura sorte, sendo o movimento dos átomos imprevisível e não regido por leis físicas.
Segundo Leucipo, o determinismo mecanicista é incompatível com a ideia de vácuo, já que este implicaria a existência de um espaço fora da ordem física controlada.
Leucipo propõe que a regularidade dos fenômenos naturais depende de forças sobrenaturais que influenciam o movimento dos átomos em certos momentos cruciais.
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Multiple Choice
Demócrito julga que a natureza das coisas eternas são pequenas substâncias infinitas, em grande número. E julga que as substâncias são tão pequenas que fogem às nossas percepções. E lhes são inerentes formas de toda espécie, figuras de toda espécie e diferenças em grandeza. Destas, então, engendram-se e combinam-se todos os volumes visíveis e perceptíveis.
SIMPLÍCIO. Do Céu (DK 68 a 37). In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1996 (adaptado).
A Demócrito atribui-se a origem do conceito de
princípio móvel do universo, a arché.
qualidade única dos seres, a essência.
quantidade variante da massa, o corpus
substrato constitutivo dos elementos, a physis.
porção mínima da matéria, o átomo.
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Multiple Choice
Demócrito ampliou a teoria atomista de Leucipo, defendendo que todos os corpos são formados por átomos indivisíveis e que esses átomos se movem eternamente no vazio, formando os objetos e seres do universo. Sua visão materialista do mundo incluía a ideia de que até a alma era constituída por átomos, e ele rejeitava qualquer intervenção divina nos processos naturais.
Com base nas ideias de Demócrito, assinale a alternativa CORRETA:
Demócrito introduz o conceito de que os átomos possuem uma essência espiritual, capaz de interagir com o plano divino, influenciando os processos naturais.
Ao contrário de Leucipo, Demócrito defendia a ideia de que os átomos poderiam se dividir infinitamente, gerando novos tipos de matéria.
Demócrito concebia a realidade de forma materialista, afirmando que todos os fenômenos, inclusive a alma humana, são explicados pela interação de átomos sem necessidade de um propósito ou intervenção divina.
A teoria de Demócrito sustenta que os átomos se movem apenas em circunstâncias específicas, controladas por uma ordem divina que regula a criação do universo.
Demócrito contradiz a visão de Leucipo ao postular que os fenômenos naturais dependem de uma força sobrenatural, que organiza os átomos em formas específicas.
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Multiple Choice
Demócrito desenvolveu uma teoria do conhecimento em que propunha a existência de dois tipos de saber: o "bastardo" (conhecimento sensível) e o "legítimo" (conhecimento racional). Ele acreditava que os sentidos, embora importantes, podiam ser enganosos, e que apenas o conhecimento racional poderia nos aproximar da verdadeira compreensão da estrutura atômica da realidade.
Com base na epistemologia de Demócrito, assinale a alternativa CORRETA:
Demócrito acreditava que o conhecimento sensível era a forma mais confiável de entender a natureza dos átomos, sendo o conhecimento racional secundário.
Segundo Demócrito, o conhecimento sensível é limitado, pois os sentidos podem nos enganar; apenas o conhecimento racional é capaz de revelar a verdade sobre a estrutura do mundo atômico.
Para Demócrito, a distinção entre conhecimento sensível e conhecimento racional era irrelevante, pois ele considerava ambos igualmente confiáveis na busca pela verdade.
O conhecimento legítimo, segundo Demócrito, é aquele que se obtém pela fé e intuição, sendo superior ao conhecimento racional ou sensível.
Demócrito defendia que os átomos possuíam qualidades sensíveis, como cor e odor, e que tais qualidades eram apreendidas diretamente pelos sentidos humanos de maneira infalível.
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A representação de Demócrito é semelhante à de Anaxágoras, na medida em que um infinitamente múltiplo é a origem; mas nele a determinação dos princípios fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo que para o que foi formado não é, absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo, partículas de carne e de ouro seriam princípios que, através de sua concentração, formam aquilo que aparece como figura.
HEGEL, G. W. F. Crítica moderna. ln: SOUZA, J. C. (Org.). Os pré-socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000 (adaptado).
O texto faz uma apresentação crítica acerca do pensamento de Demócrito, segundo o qual o "princípio constitutivo das coisas" estava representado pelo(a)
número, que fundamenta a criação dos deuses
devir, que simboliza o constante movimento dos objetos
água, que expressa a causa material da origem do universo
imobilidade, que sustenta a existência do ser atemporal
átomo, que explica o surgimento dos entes
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A Escola Eleática, representada por filósofos como Parmênides e Zenão, trouxe uma visão inovadora sobre a realidade, negando a multiplicidade e o movimento. Parmênides defendia que o ser é único, imutável e eterno, enquanto Zenão ficou conhecido por seus paradoxos, que visavam desafiar a ideia de movimento e mudança.
Com base nos princípios da Escola Eleática, assinale a alternativa correta:
A Escola Eleática defendia que o movimento e a multiplicidade são fundamentais para entender a realidade.
Parmênides afirmava que o ser é múltiplo e está em constante mudança, representando o dinamismo da realidade.
Zenão de Eleia formulou paradoxos para mostrar que o movimento é ilusório e que a realidade é imutável.
Para a Escola Eleática, o vazio e o movimento são essenciais para a existência do ser.
Parmênides defendia que o ser não pode ser conhecido pela razão, apenas pelos sentidos.
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Multiple Choice
eterno e imutável, negando a existência de qualquer forma de mudança, pluralidade ou geração na realidade verdadeira. Ele também criticou a percepção sensível, afirmando que os sentidos nos enganam ao mostrar um mundo de transformações. Segundo Parmênides, a verdadeira compreensão da realidade só pode ser obtida pela razão, baseada no princípio de que "o ser é" e "o não-ser não é". Com base nas ideias de Parmênides, assinale a alternativa CORRETA:
Parmênides defendeu que o conhecimento sensível, apesar de limitado, é a única forma de alcançar a verdade sobre o ser e o não-ser.
Segundo Parmênides, o vazio ou "não-ser" é um elemento fundamental da realidade, já que permite o movimento e a transformação.
A percepção sensível é, para Parmênides, a principal ferramenta para compreender a pluralidade e a mudança do mundo.
Parmênides argumentava que o ser é único, eterno e imutável, e que a razão, não os sentidos, é o meio pelo qual podemos acessar a verdadeira realidade.
O princípio de Parmênides afirma que o "não-ser" é essencial para a existência do ser, pois sem ele a realidade não seria múltipla e diversificada.
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Mas, imóvel, nos limites de grandes liames é sem princípio e sem fim, pois o gerar-se e o perecer foram afastados para longe e rechaçou-os uma certeza veraz. E idêntico no idêntico [lugar] ficando, em si mesmo jaz e assim, fixo, permanece, pois a Necessidade inflexível o mantém nas cadeias do limite, que o encerra em torno, pois é Destino que o ser não seja ilimitado: pois de nada é carente, enquanto o não-ser carece de tudo.
Fonte: PARMÊNIDES DE ELEIA apud REALE, História da filosofia antiga, 1993, p. 110.
O fragmento do poema de Parmênides de Eleia indica o pensamento do filósofo que se destaca, entre outros motivos, pelo seu caráter imobilista.
Assinale a alternativa abaixo que NÃO apresenta uma proposta que possa ser associada à filosofia de Parmênides.
É característico ao ser de Parmênides ser pensado e enunciado, não nascido, imóvel, incorruptível, imutável, perfeito e uno; por esses aspectos o ser se apresenta como sempre idêntico, impassível a alterações.
A despeito de todo movimento e mudança ocorridos, no mundo, e que podemos constatar cotidianamente, os dados vindos por intermédio dos sentidos são ilusórios e dignos de desconfiança
Devido aos aspectos da realidade do ser descrito por Parmênides, é plenamente impossível admitir a existência do não ser ou daquilo que em algum momento se transforme devido a um motivo qualquer
Todas as coisas percebidas pelos sentidos mostram-se múltiplas e variáveis e, por tais motivos, podem ser consideradas como fonte segura de conhecimento acerca da verdade presente no mundo
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Os corcéis que me transportam, tanto quanto o ânimo me impele, conduzem-me, depois de me terem dirigido pelo caminho famoso da divindade [. . . ] E a deusa acolheu-me de bom grado, mão na mão direita tomando, e com estas palavras se me dirigiu: [...] Vamos, vou dizer-te – e tu escuta e fixa o relato que ouviste – quais os únicos caminhos de investigação que há para pensar, um que é, que não é para não ser, é caminho de confiança (pois acompanha a realidade): o outro que não é, que tem de não ser, esse te indico ser caminho em tudo ignoto, pois não poderás conhecer o não-ser, não é possível, nem indicá-lo [. . . ] pois o mesmo é pensar e ser.
PARMÊNIDES. Da Natureza, frags. 1-3. Trad. José Trindade Santos. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2009. p. 13-15.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Parmênides, assinale a alternativa CORRETA.
Pensar e ser se equivalem, por isso o pensamento só pode tratar e expressar o que é, e não o que não é – o não ser
A percepção sensorial nos possibilita conhecer as coisas como elas verdadeiramente são
O ser é mutável, eterno, divisível, móvel e, por isso, a razão consegue conhecê-lo e expressá-lo
A linguagem pode expressar tanto o que é como o que não é, pois ela obedece aos princípios de contradição e de identidade
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“Afasta o pensamento desse caminho de busca e que o hábito nascido de muitas experiências humanas não te force, nesse caminho, a usar o olho que não vê, o ouvido que retumba e a língua: mas, com o pensamento, julga a prova que te foi fornecida com múltiplas refutações. Um só caminho resta ao discurso: que o ser existe.”
REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia: filosofia pagã antiga. Tradução de Ivo Storniolo. São Paulo: Paulus, 2003. p. 35.
Com base no pensamento de Parmênides, assinale a alternativa CORRETA.
Os sentidos atestam e conduzem à verdade absoluta do ser
O ser é o eterno devir, mas o devir é de alguma maneira regido pelo Logos
O discurso se move por teses e antíteses, pois essas são representações exatas do devir
Quem afirma que “o ser não existe” anda pelo caminho do erro
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“Tivessem os bois, os cavalos e os leões mãos, e pudessem, com elas, pintar e produzir obras como os homens, os cavalos pintariam figuras de deuses semelhantes a cavalos, e os bois semelhantes a bois, cada (espécie animal) reproduzindo a sua própria forma”.
(Xenófanes de Colofão, séc. VI-V a. C. In: BORNHEIM, Gerd A. (org.). Os filósofos pré-socráticos. São Paulo: Cultrix, 2008, p. 32.)
Nascido por volta de 570 a. C. o filósofo Xenófanes, oriundo da cidade jônica de Colofão, foi um crítico da concepção dos deuses herdada de Homero e Hesíodo. No fragmento citado, essa crítica recai
sobre o antropomorfismo, pelo recurso a analogias sem questionamento racional.
sobre a arte médica, por sua dependência da experiência.
sobre a atitude contemplativa, voltada para o conhecimento das coisas divinas e humanas.
sobre a técnica artística, que imita a natureza.
sobre a imanência dos princípios, característica da sabedoria antiga.
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Xenófanes de Colofão é conhecido por sua abordagem crítica em relação às tradições religiosas de seu tempo e por suas contribuições à filosofia da religião. Ele argumentou que a ideia de deuses antropomórficos era uma projeção das características humanas, sugerindo que essa visão limitava a compreensão do divino. Além disso, Xenófanes enfatizou a importância do conhecimento e da busca pela verdade em oposição às crenças tradicionais.
Considerando os ensinamentos de Xenófanes, assinale a alternativa CORRETA:
Ele acreditava que a crença em deuses antropomórficos era justificada, pois refletia a diversidade das experiências humanas e a relação com o sagrado.
Xenófanes defendia que a verdade sobre os deuses é acessível apenas por meio da revelação divina e não pela razão ou observação.
O filósofo afirmava que a sabedoria divina era imutável e que a busca pelo conhecimento deveria se basear na razão e na crítica das tradições.
Xenófanes sustentava que a compreensão do universo deveria ser feita exclusivamente por meio dos sentidos, pois eram eles que revelavam a verdadeira natureza dos deuses.
Ele propunha que as diferentes culturas tinham visões corretas sobre o divino, uma vez que cada uma delas expressava uma verdade única sobre a realidade.
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Multiple Choice
No campo da filosofia, a epistemologia investiga a natureza, a origem e os limites do conhecimento humano. Uma das correntes filosóficas defende que nosso conhecimento é intrinsecamente limitado e que a busca pela verdade absoluta é uma empreitada impossível. Essa perspectiva sugere que, apesar de nossos esforços para compreender a realidade, sempre haverá um grau de incerteza em nossas crenças e teorias. A noção de que podemos nos aproximar da verdade, mas nunca alcançá-la plenamente, tem profundas implicações para como interpretamos o mundo e para a maneira como construímos nosso conhecimento.
Com base nessa abordagem epistemológica, assinale a alternativa CORRETA:
A crença na possibilidade de alcançar a verdade absoluta é fundamental para a construção do conhecimento, segundo a perspectiva apresentada.
O filósofo mencionado argumenta que a incerteza é um aspecto essencial do conhecimento, indicando que nossas teorias e crenças são sempre suscetíveis a revisões e aprimoramentos.
A afirmação de que nunca alcançaremos a verdade absoluta implica que todas as teorias são igualmente válidas, independentemente de seu embasamento racional.
A ideia de que a verdade é alcançável e que o conhecimento humano é infalível contradiz a visão apresentada, que enfatiza a certeza como fundamental.
O autor do texto defende que o conhecimento é uma construção social, isenta de incertezas, uma vez que as crenças se tornam verdadeiras pela aceitação coletiva.
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ZENÃO
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Multiple Choice
Zenão de Eleia, um dos principais filósofos da Escola Eleática, é famoso por seus paradoxos, que desafiam a compreensão intuitiva do movimento e da multiplicidade. Um dos seus paradoxos mais conhecidos é o paradoxo de Aquiles e a tartaruga, que ilustra a dificuldade de conciliar a percepção do movimento com a lógica.
Com base nos argumentos de Zenão, assinale a alternativa CORRETA:
Zenão sustentava que o movimento é uma ilusão e que a multiplicidade das coisas pode ser plenamente compreendida através da razão.
Segundo Zenão, a tartaruga sempre alcançará Aquiles, pois o movimento é contínuo e, portanto, não há limite para a velocidade do perseguidor.
O paradoxo de Aquiles e a tartaruga demonstra que, se Aquiles correr mais rápido que a tartaruga, ele a ultrapassará imediatamente, invalidando a ideia de movimento.
Zenão utilizou paradoxos para apoiar a visão de que a realidade é composta por uma infinidade de partes indivisíveis, onde o movimento pode ser explicado de forma linear.
O objetivo dos paradoxos de Zenão era demonstrar que a realidade é imutável e que a percepção do movimento é incompatível com a lógica da razão.
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Multiple Choice
Zenão de Eleia, um dos principais filósofos da Escola Eleática, é famoso por seus paradoxos, que desafiam a compreensão intuitiva do movimento e da multiplicidade. Um dos seus paradoxos mais conhecidos é o paradoxo de Aquiles e a tartaruga, que ilustra a dificuldade de conciliar a percepção do movimento com a lógica.
Com base nos argumentos de Zenão, assinale a alternativa CORRETA:
A tartaruga vence a corrida.
Aquiles vence a corrida.
Há um empate.
Aquiles não alcança a tartaruga
Nenhum dos dois competidores se movem.
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A Escola Pitagórica, liderada por Pitágoras, acreditava que os números e as proporções matemáticas eram essenciais para compreender a estrutura do universo. Além de suas investigações sobre matemática e geometria, os pitagóricos também tinham crenças sobre a harmonia espiritual, a reencarnação e práticas de vida que promoviam a disciplina.
Com base nas ideias e práticas da Escola Pitagórica, assinale a alternativa CORRETA:
Os pitagóricos consideravam a matemática uma ciência isolada, sem relação com outras áreas do conhecimento, como a música e a filosofia.
A harmonia do universo, segundo os pitagóricos, era explicada apenas pelas proporções numéricas, sem qualquer relação com a música ou a estética.
Os seguidores de Pitágoras acreditavam que a prática da matemática poderia conduzir à harmonia espiritual e estavam envolvidos em práticas de disciplina e vegetarianismo.
A Escola Pitagórica rejeitava a ideia de reencarnação,considerando-a incompatível com sua compreensão da alma e da matemática.
Pitágoras e seus discípulos afirmavam que a matemática era irrelevante para a compreensão do universo e não tinha impacto nas práticas diárias de vida.
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A conexão que Pitágoras estabeleceu entre a Música e a Matemática foi absorvida pelo espírito grego. Nessa fonte, alimentam-se novos conhecimentos normativos, que banham todos os domínios da existência entre os gregos. Um momento decisivo é a nova concepção da estrutura da música. A harmonia exprime a relação das partes com o todo. Está nela implícito o conceito matemático de proporção que o pensamento grego figura em forma geométrica e intuitiva. A harmonia do mundo é um conceito complexo em que estão compreendidas a representação da bela combinação dos sons no sentido musical e a do rigor do número, a regularidade geométrica e a articulação tectônica. A ideia grega de harmonia abrange a arquitetura, a poesia e a retórica, a religião e a ética. (Adaptado de: JAEGER,W. Paideia: a formação do homem grego. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p.207.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o surgimento da filosofia e dos primeiros filósofos, assinale a alternativa correta.
A concepção pitagórica de mundo permitiu que os gregos formassem a consciência de que, na ação prática dos cidadãos, existe uma norma do que é proporcional, que deve ser seguida também na esfera do direito.
A filosofia pitagórica do número corresponde à ideia de que os números exprimem relações concretas entre as coisas, o que possibilita dizer que os fenômenos naturais são reduzidos a relações quantitativas e calculáveis
Inspirando-se nos estudos sobre a música e na observação da natureza, Pitágoras concluiu que há uma relação de proporção entre cosmos e música, qual seja, ambas são disformes e caóticas; essa ideia norteará a concepção pitagórica de ação humana
O estudo das proporções em música verifica a existência de uma relação assimétrica entre o número de vibrações e o comprimento das cordas da lira; a partir disso, Pitágoras estabeleceu a ideia de assimetria geométrica rigorosa do cosmos
Pitágoras compreendeu que a diversidade com que a natureza se manifesta permite inferir que a realidade última das coisas assenta-se na matéria sensível e no modo como as coisas se apresentam aos sentidos humanos
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Filolau de Crotona foi um importante filósofo da Escola Pitagórica, que expandiu as ideias de seus predecessores, propondo que números e proporções matemáticas não apenas descrevem a harmonia musical, mas também a estrutura do cosmos e dos corpos celestes. Sua teoria incluiu a ideia de que a Terra não está no centro do universo e introduziu o conceito de um "fogo central", ao contrário do modelo geocêntrico prevalente.
Com base nas contribuições de Filolau de Crotona, assinale a alternativa CORRETA:
Filolau sustentava que a harmonia musical era independente da matemática e não tinha relação com a estrutura do cosmos.
Ele desafiou o modelo geocêntrico ao afirmar que a Terra é o verdadeiro centro do universo, em conformidade com a visão pitagórica tradicional.
Filolau propôs a ideia de um "fogo central" como centro do universo, sugerindo que os corpos celestes giram em torno desse fogo e que a Terra se move.
O filósofo rejeitou a noção de movimento dos corpos celestes, mantendo a crença pitagórica de que o universo é estático e imutável.
Sua teoria não considerava a relação entre números e proporções matemáticas e a estrutura do universo, focando apenas em questões de moral e ética.
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