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Simulado- 3º ano - Prova Brasil

Authored by Marco Antônio da Silva Diniz

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Simulado- 3º ano - Prova Brasil
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1.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

5 mins • 1 pt

Todo ponto de vista é a vista de um ponto


Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.

Todo ponto de vista é um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura.

A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação.

BOFF, Leonardo. A águia e a galinha. 4ª ed. RJ: Sextante, 1999


A expressão “com os olhos que tem” , no texto, tem o sentido de:

enfatizar a leitura.

incentivar a leitura.

individualizar a leitura.

priorizar a leitura.

valorizar a leitura.

2.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

5 mins • 1 pt

Canguru


Todo mundo sabe (será?) que canguru vem de uma língua nativa australiana e quer dizer “Eu Não Sei”. Segundo a lenda, o Capitão Cook, explorador da Austrália, ao ver aquele estranho animal dando saltos de mais de dois metros de altura, perguntou a um nativo como se chamava o dito. O nativo respondeu guugu yimidhirr, em língua local, Gan-guruu, “Eu não sei”. Desconfiado que sou dessas divertidas origens, pesquisei em alguns dicionários etimológicos. Em nenhum dicionário se fala nisso. Só no Aurélio, nossa pequena Bíblia – numa outra versão.

Definição precisa encontrei, como quase sempre, em Partridge:

Kangarroo; wallaby

As palavras kanga e walla, significando saltar e pular, são acompanhadas pelos sufixos rôo e by, dois sons aborígines da Austrália, significando quadrúpedes.

Portanto quadrúpedes puladores e quadrúpedes saltadores.

Quando comuniquei a descoberta a Paulo Rónai, notável linguista e grande amigo de Aurélio Buarque de Holanda, Paulo gostou de saber da origem “real” do nome canguru. Mas acrescentou: “Que pena. A outra versão é muito mais bonitinha”. Também acho.

Millôr Fernandes, 26/02/1999, In http://www.gravata.com/millor.


Pode-se inferir do texto que:

as descobertas científicas têm de ser comunicadas aos linguistas.

os dicionários etimológicos guardam a origem das palavras.

os cangurus são quadrúpedes de dois tipos: puladores e saltadores.

o dicionário Aurélio apresenta tendência religiosa.

os nativos desconheciam o significado de canguru.

3.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

5 mins • 1 pt

RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,

assim calmo, assim triste, assim magro,

nem estes olhos tão vazios,

nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,

tão paradas e frias e mortas;

eu não tinha este coração

que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,

Tão simples, tão certa, tão fácil:

— Em que espelho ficou perdida

a minha face?


Cecília Meireles: poesia, por Darcy Damasceno. Rio de Janeiro: Agir, 1974. p. 19-20.


O tema do texto é

a consciência súbita sobre o envelhecimento.

a decepção por encontrar-se já fragilizada.

a falta de alternativa face ao envelhecimento.

a recordação de uma época de juventude.

a revolta diante do espelho.

4.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Media Image

O comportamento da personagem Pina no terceiro quadrinho sugere

caridade.

entusiasmo.

gratidão.

interesse.

satisfação.

5.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

5 mins • 1 pt

A sombra do meio-dia


A Sombra do Meio-Dia é o belo título de um romance lançado recentemente, de autoria do diplomata Sérgio Danese. O livro trata da glória (efêmera) e da desgraça

(duradoura) de um ghost-writer, ou redator-fantasma – aquele que escreve discursos para outros. A glória do ghost-writer de Danese adveio do dinheiro e da ascensão

profissional e social que lhe proporcionaram os serviços prestados ao patrão – um ricaço feito senador e ministro, ilimitado nas ambições e limitado nos escrúpulos como soem ser as figuras de sua laia. A desgraça, da sufocação de seu talento literário, ou daquilo que gostaria que fosse talento literário, posto a serviço de outrem, e ainda mais um

outrem como aquele. As exigências do patrão, aos poucos, tornam-se acachapantes. Não são apenas discursos que ele encomenda. É uma carta de amor a uma bela que deseja como amante. Ou um conto, com que acrescentar, às delícias do dinheiro e do poder, a glória literária. Nosso escritor de aluguel vai se exaurindo. É a própria personalidade que lhe vai sendo sugada pelo insaciável senhorio. Na forma de palavras, frases e parágrafos, é a alma que põe em continuada venda.


Roberto Pompeu de Toledo, Revista VEJA, ed.1843, 3 de março de 2004. Ensaio p. 110.


O texto foi escrito com o objetivo de:

conscientizar o leitor.

apresentar sumário de uma obra.

opinar sobre um livro.

dar informações sobre o autor.

narrar um fato científico.

6.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

5 mins • 1 pt

Texto I

Carta

(Fragmento)


A terra não pertence ao homem; é o homem que pertence à terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo

está relacionado entre si. O que fere a terra fere também os filhos da terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo que ele fizer

à trama, a si próprio fará.

Carta do cacique Seattle ao presidente dos EUA em 1855.

Texto de domínio público distribuído pela ONU.


Texto II

Dicionário de Geografia

(Fragmento)


Segundo o geógrafo Milton Santos: “o espaço geográfico é a natureza modificada pelo homem através do seu trabalho”. E “o espaço se define como um conjunto de formas representativas de relações sociais do passado e do presente e por uma estrutura representada por relações sociais que estão acontecendo diante dos nossos

olhos e que se manifestam através de processos e funções”.


GIOVANNETTI, G. Dicionário de Geografia. Melhoramentos, 1996.


Os dois textos diferem, essencialmente, quanto:

à abordagem mais objetiva do texto I.

ao público a que se destina cada texto.

ao rigor científico presente no texto II.

ao sentimentalismo presente no texto I.

ao tema geral abordado por cada autor.

7.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

5 mins • 1 pt

A Ciência é Masculina?

Attico Chassot

Editora Unisinos, RS (51) 590-8239.

104 págs. R$ 12.


O autor procura mostrar que a ciência não é feminina. Um dos maiores exemplos que se pode dar dessa situação é o prêmio Nobel, em que apenas 11 mulheres de ciências foram laureadas em 202 anos de premiação. O livro apresenta duas hipóteses, uma histórica e outra biológica, para a possível superação do machismo em frase como a de Hipócrates (460-400 a.C.) considerado o pai da medicina, que escreveu: “A língua é a última coisa que morre em uma mulher”.


Revista GALILEU, Fevereiro de 2004


A expressão “dessa situação” (? . 2) refere-se ao fato de:

a ciência não ser feminina.

a premiação possuir 202 anos.

a língua ser a última coisa que morre em uma mulher.

o pai da medicina ser Hipócrates.

o Prêmio Nobel foi concedido a 11 mulheres.

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