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Parnasianismo

Authored by Gabriella Carvalho

Arts, Other

10th Grade

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Parnasianismo
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1.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

“Diferentemente do Realismo e do Naturalismo, que se voltavam para o exame e para a crítica da realidade, o Parnasianismo representou na poesia um retorno ao clássico, com todos os seus ingredientes: o princípio do belo na arte, a busca do equilíbrio e da perfeição formal. Os parnasianos acreditavam que o sentido maior da arte reside nela mesma, em sua perfeição, e não na sua relação com o mundo exterior. ” (CEREJA; MAGALHÃES, 1999, p. 334).

 

Sobre o Parnasianismo, assinale a alternativa CORRETA.

Os maiores expoentes do Parnasianismo, na poesia e na prosa, ocuparam-se da literatura indianista, na qual exaltavam a dignidade do nativo e a beleza superior da paisagem tropical.

Um exemplo de poesia parnasiana é a obra Suspiros poéticos e saudade, de Gonçalves de Magalhães, na qual o poeta anuncia a revolução literária, libertando-se dos modelos românticos, considerados ultrapassados.

Os parnasianos consideravam que certos princípios românticos, como a simplicidade da linguagem, valorização da paisagem nacional, emprego de sintaxe e vocabulário mais brasileiros, sentimentalismo, tudo isso ocultava as verdadeiras qualidades da poesia.

Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa exemplificam a tendência de uma poesia pura, indiferente às contingências históricas, com sátira à mestiçagem e elogio à nobreza local.

2.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Leia:

 

“Os parnasianos brasileiros se distinguem dos românticos pela atenuação da subjetividade e do sentimentalismo, pela ausência quase completa de interesse político no contexto da obra e pelo cuidado da escrita, aspirando a uma expressão de tipo plástico. ”

(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)

 

A referida “atenuação da subjetividade e do sentimentalismo” está bem exemplificada na seguinte estrofe do poeta parnasiano Alberto de Oliveira (1859-1937):

 

Quando em meu peito rebentar-se a fibra,

Que o espírito enlaça à dor vivente,

Não derramem por mim nem uma lágrima

Em pálpebra demente

 

Erguido em negro mármor luzidio,

Portas fechadas, num mistério enorme,

Numa terra de reis, mudo e sombrio,

Sono de lendas um palácio dorme.

Eu vi-a e minha alma antes de vê-la

Sonhara-a linda como agora a vi;

Nos puros olhos e na face bela,

Dos meus sonhos a virgem conheci.

Longe da pátria, sob um céu diverso

Onde o sol como aqui tanto não arde,

Chorei saudades do meu lar querido

– Ave sem ninho que suspira à tarde. –

Eu morro qual nas mãos da cozinheira

O marreco piando na agonia…

Como o cisne de outrora… que gemendo

Entre os hinos de amor se enternecia.

3.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

O excerto a seguir faz parte do soneto “A um poeta”, escrito por Olavo Bilac, um dos expoentes do Parnasianismo no Brasil.

 

Longe do estéril turbilhão da rua, Beneditino escreve!

No aconchego Do claustro, na paciência e no sossego,

Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego

Do esforço: e trama viva se construa

De tal modo, que a imagem fique nua

Rica mas sóbria, como um templo grego […]

(Fonte: BILAC, Olavo. A um poeta. In: Tarde. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 14.)

O poema tematiza, de modo central, algumas características da estética parnasiana, quais sejam:

a impessoalidade e a objetividade no tratamento da realidade.

o emprego de linguagem rebuscada e a preferência por formas fixas.

a exploração da mitologia grega e da cultura clássica, que se manifestam na comparação da arte a um templo grego (segunda estrofe).

a valorização da estética e a busca da perfeição formal, exprimindo o fazer poético no verso Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!.

a valorização da subjetividade e da emoção, em oposição ao racionalismo.

4.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Acerca do movimento denominado Parnasianismo, pode-se dizer que:

valorizava extremamente os aspectos formais do texto literário e retomava valores legados pela antiguidade greco-latina, assim como fizeram outros movimentos que o antecederam, como o Classicismo e o Arcadismo.

os seus autores, entre os quais estavam Manuel Bandeira e Olavo Bilac, adotavam pseudônimos latinos e celebravam a vida simples do campo, o que ficou conhecido como bucolismo e pastoralismo.

questionava radicalmente as formas consagradas de elaboração poética e defendia a liberdade de criação artística, como se percebe nos manifestos escritos.

começou após a proclamação da Independência e teve como nomes mais destacados Álvares de Azevedo e Gonçalves Dias, que visavam criar uma arte genuinamente brasileira.

tem como proposta principal a noção de “arte pela arte”, segundo a qual a poesia deve denunciar os problemas brasileiros, a fim de promover a transformação da realidade.

5.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Torce, aprimora, alteia, lima

A frase: e, enfim

No verso de ouro engasta a rima,

Como um rubim

Quero que a estrofe cristalina,

Dobrada ao jeito

Do ourives, saia da oficina

Sem um defeito

(Olavo Bilac)

No Parnasianismo, a atividade poética é comparada ao trabalho do ourives, porque, para o autor:

a poesia é preciosa como um rubim.

na poesia não pode faltar a rima.

o poeta não se assemelha ao trabalhador artesanal.

o poeta é como um lapidador.

o poeta se identifica com a natureza.

6.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

“Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,

Casualmente, uma vez, de um perfumado

Contador sobre o mármor luzidio,

Entre um leque e o começo de um bordado.”

O trecho do poema em destaque é parnasiano. Ele revela um poeta:

distanciado da realidade.

engajado.

crítico.

irônico.

informal.

7.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Com relação ao Parnasianismo, é correto afirmar:

É sentimentalista;

Assume uma visão crítica da sociedade;

Seus autores estiveram sempre atentos às transformações do final do século XIX e início do seguinte;

O seu traço mais característico é o endeusamento da forma;

Seu poeta mais expressivo, Olavo Bilac, defendeu um retorno à arte barroca.

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