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Authored by Maria Bezerra
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1.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
3 mins • 1 pt
1. (Unioeste 2011) No itinerário histórico-cultural ocidental de estruturação do pensamento filosófico-político sobre a origem e fundamento do Estado e da sociedade política, encontra-se o modelo de pensamento contratualista (jusnaturalista), tendo em Hobbes, Locke e Rousseau filósofos relevantes na discussão dos elementos estruturais deste modelo. Segundo Norberto Bobbio, este modelo é “construído com base na grande dicotomia ‘estado (ou sociedade) de natureza/estado (ou sociedade) civil’”, e contém “elementos caracterizadores” deste modelo.
Com base no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
1. (Unioeste 2011) No itinerário histórico-cultural ocidental de estruturação do pensamento filosófico-político sobre a origem e fundamento do Estado e da sociedade política, encontra-se o modelo de pensamento contratualista (jusnaturalista), tendo em Hobbes, Locke e Rousseau filósofos relevantes na discussão dos elementos estruturais deste modelo. Segundo Norberto Bobbio, este modelo é “construído com base na grande dicotomia ‘estado (ou sociedade) de natureza/estado (ou sociedade) civil’”, e contém “elementos caracterizadores” deste modelo.
Com base no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
A. Na concepção política de HOBBES, o estado de natureza é tido como um estado de guerra generalizada, de todos contra todos.
B. Na concepção política de Aristóteles, o homem é, por natureza, um ser insociável e apolítico.
C. Na concepção política de HOBBES, o poder soberano que resulta do pacto de união, por ser soberano, tem como atributos fundamentais ser um poder absoluto, indivisível e irrevogável.
D. Na concepção política de Locke, a passagem do estado de natureza para o estado civil se realiza mediante o contrato social que é um pacto de consentimento unânime de indivíduos singulares para o ingresso no estado civil.
E. Contrapondo-se a Hobbes, Locke concebe o estado de natureza como um estado de “relativa paz, concórdia e harmonia”.
2.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
3 mins • 1 pt
2. (Enem 2012) Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.
2. (Enem 2012) Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado).
Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao:
A. valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo.
B. rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos.
C. afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana.
D. romper com a tradição que valorizava o passado como fonte de aprendizagem.
E. redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão.
3.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
3 mins • 1 pt
(Enem 2013)
Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas. Porque dos homens se pode dizer, duma maneira geral, que são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ávidos de lucro, e enquanto lhes fazes bem são inteiramente teus, oferecem-te o sangue, os bens, a vida e os filhos, quando, como acima disse, o perigo está longe; mas quando ele chega, revoltam-se.
MAQUIAVEL, N. O príncipe. Rio de Janeiro: Bertrand, 1991.
A partir da análise histórica do comportamento humano em suas relações sociais e políticas, Maquiavel define o homem como um ser:
A. munido de virtude, com disposição nata a praticar o bem a si e aos outros.
B. possuidor de fortuna, valendo-se de riquezas para alcançar êxito na política.
C. guiado por interesses, de modo que suas ações são imprevisíveis e inconstantes
D. naturalmente racional, vivendo em um estado pré-social e portando seus direitos naturais
E. sociável por natureza, mantendo relações pacíficas com seus pares.
4.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
3 mins • 1 pt
Enem 2015) A natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para que um deles possa com base nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente aspirar.
HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
Para Hobbes, antes da constituição da sociedade civil, quando dois homens desejavam o mesmo objeto, eles:
A. entravam em conflito.
B. recorriam aos clérigos.
C. consultavam os anciãos
D. apelavam aos governantes.
E. exerciam a solidariedade.
5.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
3 mins • 1 pt
(Enem 2013) Hobbes realiza o esforço supremo de atribuir ao contrato uma soberania absoluta e indivisível. Ensina que, por um único e mesmo ato, os homens naturais constituem-se em sociedade política e submetem-se a um senhor, a um soberano. Não firmam contrato com esse senhor, mas entre si. É entre si que renunciam, em proveito desse senhor, a todo o direito e toda liberdade nocivos à paz.
A proposta de organização da sociedade apresentada no texto encontra-se fundamentada na:
A. imposição das leis e na respeitabilidade ao soberano.
B. abdicação dos interesses individuais e na legitimidade do governo.
C. alteração dos direitos civis e na representatividade do monarca.
D. cooperação dos súditos e na legalidade do poder democrático.
E. mobilização do povo e na autoridade do parlamento.
6.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
3 mins • 1 pt
Considere o texto a seguir:
A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consiste numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática.
Aristóteles. Ética a Nicômaco. Trad. de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Livro II, p. 273.
A virtude ética, segundo o texto e seus conhecimentos sobre o assunto:
A. reside no meio-termo, que consiste numa escolha situada entre o excesso e a falta.
B. implica a escolha do que é conveniente no excesso e do que é prazeroso na falta.
C. consiste na eleição de um dos extremos como o mais adequado, isto é, ou o excesso ou a falta.
D. pauta-se na escolha do que é mais satisfatório em razão de preferências pragmáticas.
E. baseia-se no que é mais prazeroso em sintonia com o fato de que a natureza é que nos torna mais perfeitos.
7.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
3 mins • 1 pt
(ENEM 2014)
Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não satisfeitos não são necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é difícil obter sua satisfação ou parecem geradores de dano.
EPICURO DE SAMOS. “Doutrinas principais”. In: SANSON, V. F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: Eduff, 1974.
No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim
A. alcançar o prazer moderado e a felicidade.
B. valorizar os deveres e as obrigações sociais.
C. aceitar o sofrimento e o rigorismo da vida com resignação.
D. refletir sobre os valores e as normas dadas pela divindade.
E. defender a indiferença e a impossibilidade de se atingir o saber.
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