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1.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

3 mins • 1 pt

Expressões e termos utilizados no Amazonas

são retratados em livro e em camisetas

“Na linguagem, podemos nos ver da forma mais

verdadeira: nossas crenças, nossos valores, nosso lugar

no mundo”, afirmou o doutor em linguística e professor da

Ufam em seu livro Amazonês: expressões e termos usados

no Amazonas. Portanto, o amazonense, com todas as suas

“cunhantãs” e “curumins”, acaba por encontrar um lugar no

mundo e formar uma unidade linguística, informalmente

denominada de português “caboco”, que muito se diferencia

do português “mineiro”, “gaúcho”, “carioca” e de tantos

outros espalhados pelo Brasil. O livro, que conta com cerca

de 1100 expressões e termos típicos do falar amazonense,

levou dez anos para ser construído. Para o autor, o principal

objetivo da obra é registrar a linguagem.

Um designer amazonense também acha o amazonês

“xibata”, tanto é que criou uma série de camisetas estampadas

com o nome de Caboquês Ilustrado, que mistura o bom

humor com as expressões típicas da região. A coleção conta

com sete modelos já lançados, entre eles: Leseira Baré,

Xibata no Balde e Até o Tucupi, e 43 ainda na fila de espera.

Para o criador, as camisas têm como objetivo “resgatar o

orgulho do povo manauara, do povo do Norte”.

A reportagem apresenta duas iniciativas: o livro Amazonês

e as camisetas do Caboquês Ilustrado. Com temática em

comum, essas iniciativas

recomendam produtos feitos por empreendedores da

região Norte.

ressaltam diferenças entre o falar manauara e outros

falares

reverenciam o trabalho feito por pesquisadores brasileiros.

destacam a descontração no jeito de ser do amazonense.

valorizam o repertório linguístico do povo do Amazonas.

2.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

3 mins • 1 pt

Conheça histórias de atletas paralímpicas que

trocaram de modalidade durante a carreira esportiva

Jane Karla: a goiana de 45 anos teve poliomielite aos três

anos, o que prejudicou seus movimentos das pernas. Em

2003, iniciou no tênis de mesa e conseguiu conquistar títulos

nacionais e internacionais. Mas conheceu o tiro com arco e,

em 2015, optou por se dedicar somente à nova modalidade.

Em seu ano de estreia no tiro, já faturou a medalha de ouro

nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015.

Elizabeth Gomes: a santista de 55 anos era jogadora de

vôlei quando foi diagnosticada com esclerose múltipla em

1993. Ingressou no Movimento Paralímpico pelo basquete

em cadeira de rodas até experimentar o atletismo.

Chegou a praticar as duas modalidades simultaneamente até optar pelas provas de campo em 2010. No

Campeonato Mundial de Atletismo, realizado em Dubai, em

2019, Beth se sagrou campeã do lançamento de disco e

estabeleceu um novo recorde mundial da classe F52.

Silvana Fernandes: a paraibana de 21 anos é natural de

São Bento e nasceu com malformação no braço direito.

Aos 15 anos, começou a praticar atletismo no lançamento

de dardo. Em 2018, enquanto competia na regional

Norte-Nordeste, foi convidada para conhecer o paratae

kwon do. No ano seguinte, migrou para a modalidade

e já faturou o ouro na categoria até 58 kg nos Jogos

Parapan-Americanos de Lima 2019.

Disponível em: https://cpb.org.br. Acesso em: 15 jan. 2024 (adaptado).

Esse conjunto de minibiografias tem como propósito:

descrever as rotinas de treinamento das atletas.

comparar os desempenhos de atletas de alto rendimento.

destacar a trajetória profissional de atletas paralímpicas

brasileiras.

indicar as categorias mais adequadas a adaptações

paralímpicas.

estimular a participação de mulheres em campeonatos

internacionais.

3.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

3 mins • 1 pt

É fundamentalmente no Minho, norte de Portugal, que o

cavaquinho aparece como instrumento tipicamente popular,

ligado às formas essenciais da música característica dessa

província. O cavaquinho minhoto tem escala rasa com o

tampo, o que facilita a prática do “rasqueado”. O cavaquinho

chega ao Brasil diretamente de Portugal, e o modelo

brasileiro é maior do que a sua versão portuguesa, com

uma caixa de ressonância mais funda. Semelhante ao

cavaquinho minhoto, o machete, ou machetinho madeirense,

é um pequeno cordófono de corda dedilhada, que faz

parte da grande e diversificada família das violas de mão

portuguesas. O ukulele tem a sua origem no século XIX,

tendo como ancestrais o braguinha (ou machete) e o rajão,

instrumentos levados pelos madeirenses quando eles

emigraram para o Havaí.

O conjunto dessas práticas musicais demonstra que os

instrumentos mencionados no texto

refletem a dependência da utilização de matéria-prima

europeia.

adaptam suas características a cada cultura, assumindo

nova identidade

comprovam a hegemonia portuguesa na invenção de

cordófonos dedilhados.

lustram processos de dominação cultural, evidenciando

situações de choque cultural.

mantêm nomenclatura própria para garantir a fidelidade

às formas originais de confecção.

4.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

3 mins • 1 pt

Já ouvi gente falando que o podcast é o renascimento

do rádio. O rádio é genial, uma mídia imorredoura,

mas podcast não tem nada a ver com ele. O formato está

mais próximo do ensaio literário do que de um programa

de ondas curtas, médias ou longas.

Podcasts são antípodas das redes sociais. Enquanto

elas são dispersivas, levam à evasão e à desinformação,

os podcasts são uma possibilidade de imersão,

concentração, aprendizado. Depois que eles surgiram,

lavar a louça e me locomover pela cidade viraram um

programaço. Um pós-almoço de domingo e aprendo tudo

sobre bonobos e gorilas. Um táxi pro aeroporto e chego

ao embarque PhD em reforma tributária.

Segundo a argumentação construída nesse texto, o podcast

provoca dispersão da atenção em seu público.

funciona por meio de uma frequência de ondas curtas.

propicia divulgação de conhecimento para seus usuários.

tem um formato de interação semelhante ao das redes

sociais

constitui uma evolução na transmissão de informações

via rádio.

5.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

3 mins • 1 pt

Diante do pouco dinheiro para produtos básicos de

sobrevivência, são as adolescentes o alvo mais vulnerável

à precariedade menstrual. Sofrem com dois fatores:

o desconhecimento da importância da higiene menstrual

para sua saúde e a dependência dos pais ou familiares para

a compra do absorvente, que acaba entrando na lista de

artigos supérfluos da casa.

A falta do absorvente afeta diretamente o desempenho

escolar dessas estudantes e, como consequência, restringe

o desenvolvimento de seu potencial na vida adulta.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do IBGE,

revelaram que, das meninas entre 10 e 19 anos que

deixaram de fazer alguma atividade (estudar, realizar

afazeres domésticos, trabalhar ou, até mesmo, brincar)

por problemas de saúde nos 14 dias anteriores à data

da pesquisa, 2,88% deixaram de fazê-la por problemas

menstruais. Para efeitos de comparação, o índice de

meninas que relataram não ter conseguido realizar alguma

de suas atividades por gravidez e parto foi menor: 2,55%..

Dados da ONU apontam que, no mundo, uma em cada

dez meninas falta às aulas durante o período menstrual.

No Brasil, esse número é ainda maior: uma entre quatro

estudantes já deixou de ir à escola por não ter absorventes.

Com isso, perdem, em média, até 45 dias de aula, por

ano letivo, como revela o levantamento Impacto da Pobreza

Menstrual no Brasil. O ato biológico de menstruar acaba

por virar mais um fator de desigualdade de oportunidades

entre os gêneros.

Esse texto é marcado pela função referencial da linguagem,

uma vez que cumpre o propósito de

sugerir soluções para um problema de ordem social.

estabelecer uma relação entre menstruação e gravidez.

comparar o desempenho acadêmico de mulheres e

homens.

informar o leitor sobre o impacto da pobreza menstrual

na vida das mulheres.

orientar o público sobre a necessidade de rotinas de

autocuidado na adolescência.

6.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

3 mins • 1 pt

Uma definição possível para o conceito de arte

afro-brasileira pode ser: produção plástica que é feita por

negros, mestiços ou brancos a partir de suas experiências

sociais com a cultura negra nacional. Exemplos clássicos

dessa abordagem são Carybé (1911-1997), Mestre Didi

(1917-2013) e Djanira da Motta e Silva (1914-1979), cujas

obras emergem e ganham forma em razão do ambiente

social no qual habitaram e viveram. Se Didi era um

célebre representante da cultura religiosa nagô baiana e

brasileira, iniciado desde o ventre no candomblé, Carybé

era argentino e, naturalizado brasileiro, envolveu-se de

tal modo com essa religião que alguns dos orixás dos

quais conhecemos a imagem visual são produções suas.

Sob a perspectiva da multiculturalidade e de acordo com

o texto, a produção artística afro-brasileira caracteriza-se

pelo(a)

estranhamento no modo de apropriação da cultura

religiosa de matriz africana.

distanciamento entre as raízes de matriz africana e

a estética de outras culturas.

visão uniformizadora das religiões de matriz africana

expressada nas diferentes produções.

relação complexa entre as vivências pessoais dos

artistas e os referenciais estéticos de matriz africana.

padronização da forma de produção e da temática da

matriz africana presente nas obras dos artistas citados.

7.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

3 mins • 1 pt

Influenciadores negros têm recorrentemente chamado

a atenção para o fato de terem muito menos repercussão

em suas postagens e nas entregas do seu conteúdo

quando comparados com os influenciadores brancos,

mesmo se fotos, contextos e anúncios forem extremamente

semelhantes. Segundo o site Negrê, a digital influencer

e youtuber criadora do projeto digital Preta Pariu iniciou

um experimento em uma plataforma. Após perceber a

crescente queda nos índices de alcance digital, a paulista

publicou fotografias de modelos brancas em seu perfil e

analisou as métricas de engajamento. Surpreendentemente,

a ferramenta de estatísticas aferiu um aumento de 6 000%

em seu alcance.

A apresentação do dado estatístico ao final desse texto

revela a intenção de

demonstrar a repercussão de projetos como o Preta Pariu.

informar o quantitativo de postagens da comunidade negra.

potencializar o alcance de textos e imagens em sites

como o Negrê.

exaltar a qualidade das publicações sobre negritude

em redes sociais.

comprovar a relação entre o alcance de conteúdos

digitais e o viés racial.

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