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17 e 19/03/2020 - 1ª Série - Filosofia - Cap 1 a 9

Total questions: 25

Worksheet time: 35mins

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1.

A Ética é uma disciplina autônoma, ou seja, deve ser pensada separada de outros ramos da Filosofia. Um tema, sob essa ótica, deveria ser estudado unicamente pela Filosofia, independente de outros vieses que o permeiam:

a)

a) A Ética é uma disciplina autônoma, ou seja, deve ser vista, desvinculada de outros ramos da filosofia, mas isso não quer dizer que ela esteja realmente separada de outras disciplinas tais como a Política, a Lógica e a Matemática.

b)

b) A visão da ética é que o objeto de sua investigação seja os atos humanos imorais, já que o fundamento de toda a filosofia é investigar as diferenças entre ética e moral.

c)

c) A Ética é um ramo da filosofia que deve ser pensada de forma interdependente, já que os fenômenos sociais, seu objeto de estudo, acontecem no grupo de indivíduos.

d)

d) A filosofia prescinde de outros ramos do conhecimento para investigar os fenômenos, isso significa dizer que ela não precisa organizar em partes o estudo do todo.

2.

Analise a frase de Jean Paul Sartre: “O homem está condenado a ser livre”.

O argumento de Sartre pode ser traduzido como:

a)

a) A ideia de destino, é reconsiderada, perante a ideia da liberdade como condenação.

b)

b) Os valores morais são limites para a liberdade, pois eles mantém a coesão social.

c)

c) O homem primeiro existe no mundo e só depois se define pelas escolhas e ações.

d)

d) A incapacidade de arcar com as próprias responsabilidades e definir seu projeto de vida.

3.

“Eu te coloquei no centro do mundo, a fim de poderes inspecionar, daí, de todos os lados, da maneira mais cômoda, tudo que existe. Não te fizemos nem celeste, nem terreno, mortal ou imortal, de modo que assim, tu, por ti mesmo, qual modelador e escultor da própria imagem, segundo tua preferência e, por conseguinte, para tua glória, possas retratar a forma que gostarias de ostentar. Fala de Deus a Adão”. Pico della Mirandola, 1486. PICO DELLA MIRANDOLA, Giovanni. A dignidade do homem. São Paulo: GRD, 1988.

O trecho acima reflete as novas ideias introduzidas no ocidente europeu, a partir do século XV, que permitiram o desabrochar de um pensamento mais original em relação às artes, às ciências e ao conhecimento.

Estas ideias podem ser relacionadas ao seguinte processo histórico:

a)

a) Renascimento

b)

b) Patrística

c)

c) Iluminismo

d)

d) Reforma Religiosa

4.

Blaise Pascal (1623-1662) filósofo francês assim se expressa no livro Pensamentos: "todos os homens procuram ser felizes; isto não tem exceção. É esse motivo de todas as ações de todos os homens, inclusive dos que vão se enforcar".

Contrariando a ideia de que a filosofia seja indiferente as questões da sensibilidade e dos sentimentos, Pascal afirma, no texto, o seguinte princípio filosófico:

a)

a) A felicidade é independente da sabedoria.

b)

b) A sabedoria é entendida como caminho para uma vida feliz.

c)

c) A felicidade não é universal como a sabedoria.

d)

d) A sabedoria filosófica é independente da felicidade sensível.

5.

Ser ou não ser - eis a questão.

Morrer - dormir - Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!

Os sonhos que hão de vir no sono da morte

Quando tivermos escapado ao tumulto vital

Nos obrigam a hesitar: e é essa a reflexão

Que dá à desventura uma vida tão longa.

SHAKESPEARE, W. Hamlet. Porto Alegre: L&PM, 2007.

Este solilóquio pode ser considerado um precursor do existencialismo ao enfatizar a tensão entre:

a)

a) Dependência paterna e impossibilidade de ação.

b)

b) Inevitabilidade do destino e incerteza moral.

c)

c) Consciência de si e angústia humana.

d)

d) Tragicidade da personagem e ordem do mundo.

6.

Para a Filosofia, o conceito de liberdade é complexo, abarcando várias concepções e sentidos. Em Aristóteles, por exemplo, a liberdade dá-se quando há ação de escolha sem interferência externa, em que o agente tem consciência das circunstâncias que envolvem o ato.

Nesse sentido, é correto afirmar que tal procedimento:

a)

a) Fundamenta-se no uso da razão.

b)

b) Realiza-se enquanto desejo divino.

c)

c) Inspira-se na predeterminação do futuro.

d)

d) Baseia-se na noção de livre-arbítrio.

7.

O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupção, revela pesquisa. Se o país fosse resultado dos padrões morais que as pessoas dizem aprovar, pareceria mais com a Escandinávia do que com o Bruzundanga (corrompida nação fictícia de Lima Barreto). FRAGA, P. Ninguém é inocente. Folha de S. Paulo, 4 out. 2009 (adaptado). O distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” efetivamente o que é moral constituiu uma ambiguidade inerente ao humano, porque as normas morais são:

a)

a) Criadas pelo homem, que concede a si mesmo a lei à qual deve se submeter.

b)

b) Cumpridas por aqueles que se dedicavam inteiramente a observar as normas jurídicas.

c)

c) Parâmetros idealizados, cujo cumprimento é destituído de obrigação.

d)

d) Amplas e vão além da capacidade de o indivíduo conseguir cumpri-las integralmente.

8.

A argumentação aristotélica parte do princípio de que o ser humano é, naturalmente, um ser carente que necessita de outras coisas e pessoas para se realizar plenamente. A realização plena consiste em atingir a felicidade (finalidade de toda e qualquer ação humana). Ou seja, para Aristóteles, só é possível ser um ser humano feliz e completo vivendo em comunidade com outros homens.

Com base no texto, pode-se concluir que, para Aristóteles:

a)

a) A sociabilidade humana seria resultado da competição entre os racionais e os irracionais.

b)

b) A vivência em sociedade é a forma pela qual o homem se constitui enquanto ser completo.

c)

c) O homem se realiza, enquanto ser, vivendo isoladamente.

d)

d) O ser humano não pode ser considerado um ser social, pois não necessita de convívio com outros homens.

9.

A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense que viveu no século V a.C., encontra o seu ponto de partida na afirmação “sei que nada sei”, registrada na obra Apologia de Sócrates. A frase foi uma resposta aos que afirmavam que ele era o mais sábio dos homens. Após interrogar artesãos, políticos e poetas, Sócrates chegou à conclusão de que ele se diferenciava dos demais por reconhecer a sua própria ignorância. O “sei que nada sei” é um ponto de partida para a Filosofia, pois:

a)

a) A dúvida é uma condição para o aprendizado e a Filosofia é o saber que estabelece verdades dogmáticas a partir de métodos rigorosos.

b)

b) Aquele que se reconhece como ignorante torna-se mais sábio por querer adquirir conhecimentos.

c)

c) É uma forma de declarar ignorância e permanecer distante dos problemas concretos, preocupando-se apenas com causas abstratas.

d)

d) É um exercício de humildade diante da cultura dos sábios do passado, uma vez que a função da Filosofia era reproduzir os ensinamentos dos filósofos gregos.

10.

Leia o fragmento: "É muito conhecida a célebre frase de Pascal, filósofo francês do século XVII: "O coração tem razões que a razão desconhece". Nessa frase, as palavras razões e razão não têm o mesmo significado, indicando coisas diversas. Razões são os motivos do coração, enquanto razão é algo diferente de coração; este é o nome que damos para as emoções e paixões, enquanto "razão" é o nome que damos à consciência intelectual e moral". (Marilena Chauí, Convite à Filosofia, p.70).

Uma vez que Pascal declara que a razão desconhece as razões do coração, é correto afirmar que:

a)

a) Há um conceito tradicional de razão que não estabelece nenhum vínculo relacional com o irracional.

b)

b) As paixões que dominam o homem não se tornam objeto à compreensão intelectual.

c)

c) As emoções movem o coração, enquanto que a razão é movida pela vontade de conhecer.

d)

d) A razão possui níveis diversos de manifestação.

11.

A crescente intelectualização e racionalização não indicam um conhecimento maior e geral das condições sob as quais vivemos. Significa a crença em que, se quiséssemos, poderíamos ter esse conhecimento a qualquer momento. Não há forças misteriosas incalculáveis; podemos dominar todas as coisas pelo cálculo. WEBER, M. A ciência como vocação. In: GERTH, H.; MILLS, W. (Org.). Max Weber: ensaios de sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1979 (adaptado).

Tal como apresentada no texto, a proposição de Max Weber a respeito do processo de desencantamento do mundo evidencia o(a):

a)

a) Extinção do pensamento mítico como um desdobramento do capitalismo.

b)

b) Progresso civilizatório como decorrência da expansão do industrialismo.

c)

c) Afastamento de crenças tradicionais como uma característica da modernidade.

d)

d) Emancipação como consequência do processo de racionalização da vida.

12.

Leia o trecho a seguir:

É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer por que no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Disponível em: <http://pensador.uol.com.br/e_curioso_como_nao_sei_dizer_quem_sou/>. Acesso em: 29 nov. 2012.

Desde Sócrates, uma das empreitadas da filosofia tem sido a investigação sobre a “natureza” humana.

O trecho de Clarice mostra que a definição sobre o homem:

a)

a) Identifica-se com a tentativa de expressão do homem acerca daquilo que ele imagina ser.

b)

b) Apresenta-se transparente para a linguagem humana, mas confusa para o entendimento humano.

c)

c) Impõe-se como óbvia no plano do discurso e opaca no plano das ideias.

d)

d) Mostra-se condicionada ao reconhecimento alheio.

13.

O Deus aristotélico é o ente absolutamente suficiente, e por isso mesmo é o ente máximo. Mas, diferentemente do Deus Cristão, ele não é o criador. O Deus de Aristóteles está separado e consiste em pura teoria, em pensamento do pensamento ou visão da visão.

Qual expressão abaixo define Deus, segundo Aristóteles?

a)

a) É o puro devir.

b)

b) É um ente inerte.

c)

c) É o primeiro motor imóvel.

d)

d) É um ente em constante movimento.

14.

John Locke, filósofo inglês do século XVII, ao abordar sobre a liberdade de ação considerava que, onde não há lei não há liberdade. Isso significa que:

I. Que o indivíduo determina a si mesmo, sem ser determinado por nada. (Liberdade da vontade)

II. A lei irá garantir um conjunto de possibilidades de ação.

III. Que o ser humano está condenado a ser livre. (Sartre)

IV. Se não há lei, nada impede, por exemplo, que uma pessoa ou grupo de pessoas, venha a escravizar outras.

Estão corretas as alternativas:

a)

a) II e IV

b)

b) I e III

c)

c) II e III

d)

d) II, III e IV

15.

Aristóteles, na obra Ética a Nicômaco, procura o fim último de todas as atividades humanas, uma vez que tudo o que fazemos visa alcançar um bem, ou o que nos parece ser um bem. Pergunta-se, então, pelo “sumo bem”, aquele que em si mesmo é um fim, e não um meio para o que quer que seja. Para Aristóteles, na Ética a Nicômaco, o sumo bem está na:

a)

a) Honra

b)

b) Vida feliz

c)

c) Fama

d)

d) Lealdade

16.

É fato que algumas espécies animais também apresentam essa tendência de se agregar e viver em comunidades, como as abelhas ou mesmo os macacos. No entanto, tais “sociedades” não são formadas baseando-se no logos e, portanto, como resultado da ação de agentes livres. Trata-se, na verdade, de uma ação mecânica, instintiva, que visa à perpetuação da espécie ou à satisfação dos desejos imediatos de seus indivíduos (reprodução, alimentação, proteção etc.).

Para Aristóteles, a principal característica que favorece aos seres humanos a formação de sociedades distintas das dos outros animais é a:

a)

a) Ausência de reflexão e julgamento.

b)

b) Atuação dos instintos e sensibilidades.

c)

c) Necessidade de defesa e reprodução.

d)

d) Presença de linguagem e racionalidade.

17.

As normas morais variam a depender da cultura e do período histórico. Também podem ser questionadas e destituídas. Isso significa que:

a)

a) A moral é um conjunto de valores pelos quais as pessoas guiam seus comportamentos e, por isso, está sujeita a mudanças a depender do país e do momento histórico em que as pessoas estão inseridas.

b)

b) Não agimos de forma “moral” se obedecermos às regras que a sociedade estabelece.

c)

c) Nós temos que concordar com as normas morais porque são as normas da nossa cultura.

d)

d) Nós não podemos pensar sobre as normas morais que são impostas.

18.

A ética aristotélica estava muito ligada à vida na pólis grega. O objetivo da convivência social era a felicidade, que não significava a posse de bens materiais ou prestígio político, mas estava fundamentalmente associada a uma existência virtuosa. Portanto, a felicidade, para Aristóteles, consistia em:

a)

a) Dar maior importância às emoções que à razão.

b)

b) Controlar os instintos por meio do uso da razão.

c)

c) Seguir o que a consciência individual determinasse.

d)

d) Buscar a satisfação máxima das necessidades imediatas.

19.

A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense que viveu no século V a.C., encontra o seu ponto de partida na afirmação “sei que nada sei”, registrada na obra Apologia de Sócrates. A frase foi uma resposta aos que afirmavam que ele era o mais sábio dos homens. Após interrogar artesãos, políticos e poetas, Sócrates chegou à conclusão de que ele se diferenciava dos demais por reconhecer a sua própria ignorância. O “sei que nada sei” é um ponto de partida para a Filosofia, pois:

a)

a) A dúvida é uma condição para o aprendizado e a Filosofia é o saber que estabelece verdades dogmáticas a partir de métodos rigorosos.

b)

b) Aquele que se reconhece como ignorante torna-se mais sábio por querer adquirir conhecimentos.

c)

c) É uma forma de declarar ignorância e permanecer distante dos problemas concretos, preocupando-se apenas com causas abstratas.

d)

d) É um exercício de humildade diante da cultura dos sábios do passado, uma vez que a função da Filosofia era reproduzir os ensinamentos dos filósofos gregos.

20.

De acordo com o Filósofo francês Jean-Paul Sartre a liberdade da existência de um indivíduo não é determinada por sua essência. Isso quer dizer que:



a)

a) Liberdade é ausência de impedimentos.

b)

b) A razão pode conhecer o bem, mas a vontade pode rejeitá-lo.

c)

c) A lei irá garantir um conjunto de possibilidades de ação.

d)

d) Primeiro há a liberdade, isto é, a existência, e só depois essa liberdade fará as escolhas sobre a personalidade, ou seja, sobre a essência.

21.

Referindo-se à liberdade dos súditos, Thomas Hobbes diz que a Liberdade é:

a)

a) Vivenciar a Política no espaço público, respeitando as diversas espécies de governo por Instituição e da sucessão do poder soberano.

b)

b) Fazer tudo o que nos apraz, sem considerar o domínio paterno e despótico.

c)

c) Em sentido próprio, a ausência de oposição, entendendo por oposição os impedimentos externos do movimento.

d)

d) Vivenciar as potencialidades da existência humana, estendendo-a para o campo da Política.

22.

“Liberdade significa, em sentido próprio, a ausência de oposição [...] e não se aplica menos às criaturas irracionais e inanimadas do que às racionais”.

Esse é um fragmento de texto colhido de

a)

a) David Hume

b)

b) Friedrich Nietzsche

c)

c) Jean-Paul Sartre

d)

d) Thomas Hobbes

23.

Segundo essa formulação do imperativo categórico por Kant, uma ação é considerada ética quando:

a)

a) Privilegia os interesses particulares em detrimento de leis que valham universal e necessariamente.

b)

b) Ajusta os interesses egoístas de uns ao egoísmo dos outros, satisfazendo as exigências individuais de prazer e felicidade.

c)

c) É determinada pela lei da natureza, que tem como fundamento o princípio de autoconservação.

d)

d) A máxima que rege a ação pode ser universalizada, ou seja, quando a ação pode ser praticada por todos, sem prejuízo da humanidade.

24.

"Sabe por que não é fácil dizer quando um ser humano é "bom" e quando não é? Porque não sabemos para que servem os seres humanos. Um jogador de futebol serve para jogar futebol de modo a ajudar seu time a ganhar e marcar gols contra o time adversário; uma moto serve para nos transportar de maneira veloz, estável, resistente ... Sabemos quando um especialista em alguma coisa ou quando um instrumento funcionam devidamente, porque temos ideia do serviço que devem prestar, do que se espera deles." SAVATER, Fernando. Ética para meu filho, cap. III.

O texto acima justifica a dificuldade de se saber qual é a virtude do homem enquanto homem pelo fato de, segundo o autor, não ser possível determinar qual atividade lhe é mais própria e, portanto, seu fim. Qual dos filósofos abaixo buscou dizer o que é a felicidade, utilizando justamente a pergunta sobre a finalidade do homem quanto à atividade que lhe é mais própria?

a)

a) Maquiavel

b)

b) Heráclito

c)

c) Aristóteles

d)

d) Descartes

25.

Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus amigos presumiam que a justiça era algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as pessoas acreditavam no certo e no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras da sua sociedade. No entanto, essas regras não passavam de invenções humanas. RACHELS. J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009.

O sofista Trasímaco, personagem imortalizado no diálogo A República, de Platão, sustentava que a correlação entre justiça e ética é resultado de:

a)

a) Mandamentos divinos inquestionáveis, legados das tradições antigas.

b)

b) Verdades objetivas com fundamento anterior aos interesses sociais.

c)

c) Determinações biológicas impregnadas na natureza humana.

d)

d) Convenções sociais resultantes de interesses humanos passageiros.