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Worksheets3ª Série - Filosofia - Revisão Simulado Geral
Total questions: 25
Worksheet time: 38mins
Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá. KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto:
a) Opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal.
b) Permite que a ação individual produza a mais ampla felicidade para as pessoas envolvidas.
c) Assegura que a ação seja aceita por todos a partir da livre discussão participativa.
d) Materializa-se no entendimento de que os fins da ação humana podem justificar os meios.
Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha, que já conhecíamos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos capazes de conceber a virtude a partir de nossos próprios sentimentos, e podemos unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que nos é familiar. HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995. Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que:
a) As ideias fracas resultam de experiências sensoriais determinadas pelo acaso.
b) Os conteúdos das ideias no intelecto têm origem na sensação.
c) O espírito é capaz de classificar os dados da percepção sensível.
d) Os sentimentos ordenam como os pensamentos devem ser processados na memória.
Hume considerou não haver nenhuma razão para supor que, dado o que se chama um “efeito”, deva haver uma causa invariavelmente unida a ele. Observamos sucessões de fenômenos: à noite, sucede o dia; ao dia, a noite etc.; sempre que se solta um objeto, ele cai no chão etc. Diante da regularidade observada, concluímos que certos fenômenos são causas, e outros, efeitos. Entretanto, podemos afirmar somente que um acontecimento sucede a outro – não podemos compreender que haja alguma força ou poder pelo qual opera a chamada “causa”, e não podemos compreender que haja alguma conexão necessária entre semelhante “causa” e seu suposto “efeito”. FERRATER-MORA, J. Dicionário de Filosofia. Tomo I. São Paulo: Loyola, 2000. p. 427.
A visão de Hume, presente no texto:
a) Critica a noção de causalidade.
b) Defende o uso da razão inata.
c) Aceita o conhecimento dogmático.
d) Rejeita o pressuposto do ceticismo.
Nunca nos tornaremos matemáticos, por exemplo, embora nossa memória possua todas as demonstrações feitas por outros, se nosso espírito não for capaz de resolver toda espécie de problemas; não nos tornaríamos filósofos, por ter lido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido sobre o que nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos ter aprendido, não ciências, mas histórias. DESCARTES. R. Regras para a orientação do espírito. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
Em sua busca pelo saber verdadeiro, o autor considera o conhecimento, de modo crítico, como resultado da:
a) Investigação de natureza empírica.
b) Liberdade do agente moral.
c) Autonomia do sujeito pensante.
d) Retomada da tradição intelectual.
É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida. SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado). Apesar de questionar os conceitos da tradição, a dúvida radical da filosofia cartesiana tem caráter positivo por contribuir para o(a):
a) Surgimento do conhecimento inabalável.
b) Fortalecimento dos preconceitos religiosos.
c) Dissolução do saber científico.
d) Exaltação do pensamento clássico.
A moralidade, Bentham exortava, não é uma questão de agradar a Deus, muito menos de fidelidade a regras abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a maior quantidade de felicidade possível neste mundo. Ao decidir o que fazer, deveríamos, portanto, perguntar qual curso de conduta promoveria a maior quantidade de felicidade para todos aqueles que serão afetados. RACHELS, J. Os elementos da filosofia moral. Barueri-SP: Manole, 2006.
Os parâmetros da ação indicados no texto estão em conformidade com uma:
a) Inclinação de natureza passional.
b) Fundamentação científica de viés positivista.
c) Convenção social de orientação normativa.
d) Racionalidade de caráter pragmático.
Até hoje admitia-se que nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, todas as tentativas para descobrir, mediante conceitos, algo que ampliasse nosso conhecimento malogravam-se com esse pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento. KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste-Guibenkian, 1994 (adaptado). O trecho em questão é uma referência ao que ficou conhecido como revolução copernicana da filosofia. Nele, confrontam-se duas posições filosóficas que:
a) Defendem que o conhecimento é impossível, restando-nos somente o ceticismo.
b) Revelam a relação de interdependência entre os dados da experiência e a reflexão filosófica.
c) Assumem pontos de vista opostos acerca da natureza do conhecimento.
d) Refutam-se mutuamente quanto à natureza do nosso conhecimento e são ambas recusadas por Kant.
Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não satisfeitos não são necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é difícil obter sua satisfação ou parecem geradores de dano. EPICURO DE SAMOS. Doutrinas principais. In: SANSON, V F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: Eduff, 1974. No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim:
a) Valorizar os deveres e as obrigações sociais.
b) Aceitar o sofrimento e o rigorismo da vida com resignação.
c) Refletir sobre os valores e as normas dadas pela divindade.
d) Alcançar o prazer moderado e a felicidade.
“O imperativo categórico é, portanto só um único, que é este: Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal.” (KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. de Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, 1995. p. 59.)
Segundo essa formulação do imperativo categórico por Kant, uma ação é considerada ética quando:
a) Privilegia os interesses particulares em detrimento de leis que valham universal e necessariamente.
b) Ajusta os interesses egoístas de uns ao egoísmo dos outros, satisfazendo as exigências individuais de prazer e felicidade.
c) Está subordinada à vontade de Deus, que preestabelece o caminho seguro para a ação humana.
d) A máxima que rege a ação pode ser universalizada, ou seja, quando a ação pode ser praticada por todos, sem prejuízo da humanidade.
A ética precisa ser compreendida como um empreendimento coletivo a ser constantemente retomado e rediscutido, porque é produto da relação interpessoal e social. A ética supõe ainda que cada grupo social se organize sentindo-se responsável por todos e que crie condições para o exercício de um pensar e agir autônomos. A relação entre ética e política é também uma questão de educação e luta pela soberania dos povos. É necessária uma ética renovada, que se construa a partir da natureza dos valores sociais para organizar também uma nova prática política. CORDI et al. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 2007 (adaptado).
O Século XX teve de repensar a ética para enfrentar novos problemas oriundos de diferentes crises sociais, conflitos ideológicos e contradições da realidade. Sob esse enfoque e a partir do texto, a ética pode ser compreendida como:
a) Instrumento de garantia da cidadania, porque através dela os cidadãos passam a pensar e agir de acordo com valores coletivos.
b) Mecanismo de criação de direitos humanos, porque é da natureza do homem ser ético e virtuoso.
c) Meio para resolver os conflitos sociais no cenário da globalização, pois a partir do entendimento do que é efetivamente a ética, a política internacional se realiza.
d) Parâmetro para assegurar o exercício político primando pelos interesses e ação privada dos cidadãos.
Leia o texto a seguir:
Como o costume nos determina a transferir o passado para o futuro em todas as nossas inferências, esperamos — se o passado tem sido inteiramente regular e uniforme — o mesmo evento com a máxima segurança e não toleramos qualquer suposição contrária. Mas, se temos encontrado que diferentes efeitos acompanham causas que em aparência são exatamente similares, todos estes efeitos variados devem apresentar-se ao espírito ao transferir o passado para o futuro, e devemos considerá-los quando determinamos a probabilidade do evento. (HUME, D. Investigações acerca do entendimento humano.Tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Nova Cultural, 1996, p. 73.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Hume, é correto afirmar que:
a) Ele procura demonstrar o cálculo matemático de probabilidades.
b) Para ele, há uma conexão necessária entre causa e efeito.
c) Para ele, as inferências causais são a priori.
d) Ele procura mostrar o mecanismo psicológico pelo qual a crença se fixa na imaginação.
Nunca nos tornaremos matemáticos, por exemplo, embora nossa memória possua todas as demonstrações feitas por outros, se nosso espírito não for capaz de resolver toda espécie de problemas; não nos tornaríamos filósofos, por ter lido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido sobre o que nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos ter aprendido, não ciências, mas histórias. DESCARTES. R. Regras para a orientação do espírito. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
Em sua busca pelo saber verdadeiro, o autor considera o conhecimento, de modo crítico, como resultado da:
a) Autonomia do sujeito pensante.
b) Investigação de natureza empírica.
c) Liberdade do agente moral.
d) Retomada da tradição intelectual.
Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento. A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma condição estranha, continuem, no entanto, de bom grado menores durante toda a vida. (KANT, I. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? Petrópolis: Vozes, 1985 [adaptado].)
Kant destaca no texto o conceito de Esclarecimento, fundamental para a compreensão do contexto filosófico da Modernidade. Esclarecimento, no sentido empregado por Kant, representa:
a) A imposição de verdades matemáticas, com caráter objetivo, de forma heterônoma.
b) A compreensão de verdades religiosas que libertam o homem da falta de entendimento.
c) Reivindicação de autonomia da capacidade racional como expressão da maioridade.
d) A emancipação da subjetividade humana de ideologias produzidas pela própria razão.
“Tomemos [...] este pedaço de cera que acaba de ser tirado da colméia: ele não perdeu ainda a doçura do mel que continha, retém ainda algo do odor das flores de que foi recolhido; sua cor, sua figura, sua grandeza, são patentes; é duro, é frio, tocamo-lo e, se nele batermos, produzirá algum som. Enfim, todas as coisas que podem distintamente fazer conhecer um corpo encontram-se neste. Mas eis que, enquanto falo, é aproximado do fogo: o que nele restava de sabor exala-se, o odor se esvai, sua cor se modifica, sua figura se altera, sua grandeza aumenta, ele torna-se líquido, esquenta-se, mal o podemos tocar e, embora nele batamos, nenhum som produzirá. A mesma cera permanece após essa modificação? Cumpre confessar que permanece: e ninguém o pode negar. O que é, pois, que se conhecia deste pedaço de cera com tanta distinção? Certamente não pode ser nada de tudo o que notei nela por intermédio dos sentidos, visto que todas as coisas que se apresentavam ao paladar, ao olfato, ou à visão, ou ao tato, ou à audição, encontravam-se mudadas e, no entanto, a mesma cera permanece.” (DESCARTES, René. Meditações. Trad. De Jacó Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Nova Cultural, 1996. p. 272.)
Com base no texto, é correto afirmar que para Descartes:
a) Os sentidos nos garantem o conhecimento dos objetos, mesmo considerando as alterações em sua aparência.
b) A causa da alteração dos corpos se encontra nos sentidos, o que impossibilita o conhecimento dos mesmos.
c) A constante variação no modo como os corpos se apresentam aos sentidos comprova a inexistência dos mesmos.
d) A variação no modo como os corpos se apresentam aos sentidos revela que o conhecimento destes excede o conhecimento sensitivo.
O conhecimento é uma ferramenta essencial para a sobrevivência humana. Os principais filósofos modernos argumentaram que nosso conhecimento do mundo seria muito limitado se não pudéssemos ultrapassar as informações que a percepção sensível oferece. No período moderno, qual processo cognitivo foi ressaltado como fundamental, pois permitia obter conhecimento direto, novo e capaz de antecipar acontecimentos do mundo físico e também do comportamento social?
a) Dedução.
b) Indução.
c) Memorização.
d) Testemunho.
A dúvida é uma atitude que contribui para o surgimento do pensamento filosófico moderno. Neste comportamento, a verdade é atingida através da supressão provisória de todo conhecimento, quepassa a ser considerado como mera opinião. A dúvida metódica aguça o espírito crítico próprio da Filosofia.(Adaptado de Gerd A. Bornheim, Introdução ao filosofar. Porto Alegre: Editora Globo, 1970, p. 11). A partir do texto, é correto afirmar que:
a) A Filosofia estabelece que opinião, conhecimento e verdade são conceitos equivalentes.
b) A dúvida é necessária para o pensamento filosófico, por ser espontânea e dispensar o rigor metodológico.
c) O espírito crítico é uma característica da Filosofia e surge quando opiniões e verdades são coincidentes.
d) A dúvida, o questionamento rigoroso e o espírito crítico são fundamentos do pensamento filosófico moderno.
Descartes (1596-1650) é importante para a Filosofia Moderna porque foi quem superou o ceticismo da filosofia do século XVI. Embora tenha se servido do recurso dos céticos -a dúvida -, Descartes utilizou este recurso para atingir a ideia clara e distinta, algo evidente e, portanto, irrefutável. Com base neste argumento:
I. A evidência não diz respeito à clareza e à distinção das coisas;
II. A análise é o procedimento que deve ser realizado para dividir as dificuldades até a sua menor parte;
III. A enumeração é a primeira regra do método para a investigação da verdade;
IV. A síntese proporciona a ordem para os raciocínios, desde o mais simples até o mais complexo.
Estão corretas as afirmações:
a) I, II e III
b) I, III e IV
c) II e IV
d) II e III
Leia o texto a seguir:
As ideias produzem as imagens de si mesmas em novas ideias, mas, como se supõe que as primeiras ideias derivam de impressões, continua ainda a ser verdade que todas as nossas ideias simples procedem, mediata ou imediatamente, das impressões que lhes correspondem.
HUME, D. Tratado da Natureza Humana. Trad. De Serafim da Silva Fontes. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. p.35.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a questão da sensibilidade, razão e verdade em David Hume, considere as afirmativas a seguir:
I. Geralmente as ideias simples, no seu primeiro aparecimento, derivam das impressões simples que lhes correspondem.
II. A conexão entre as ideias e as impressões provém do acaso, de modo que há uma independência das ideias com relação às impressões.
III. As ideias são sempre as causas de nossas impressões.
IV. Assim como as ideias são as imagens das impressões, é também possível formar ideias secundárias, que são imagens das ideias primárias.
Assinale a alternativa correta:
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
David Hume nasceu na cidade de Edimburgo, em pleno Século das Luzes, denominação pela qual ficou conhecido o século XVIII. Para investigar a origem das ideias e como elas se formam, Hume parte, como a maioria dos filósofos empiristas, do cotidiano das pessoas. Do ponto de vista de um empirista:
a) não existem ideias inatas.
b) não existem ideias abstratas.
c) não existem ideias a posteriori.
d) não existem ideias formadas pela experiência.
O filósofo Immanuel Kant, que nasceu em 1724 e morreu em 1804, deu grande contribuição para o pensamento moderno e contemporâneo da ética e da política, ajudando inclusive, com seu pensamento, na criação de uma organização internacional que visava a manutenção da paz no mundo. Uma de suas ideias principais dizia “Age de tal modo que a máxima da tua ação se possa tornar princípio de uma legislação universal”, que ele chamava de:
a) Lei geral da paz
b) Imperativo Categórico
c) Paz Perpétua
d) Moralidade
Um menino, a pedido de sua mãe, foi de manhã à padaria para comprar pães de queijo. Como estiva como dificuldades financeiras, o comerciante cobrou-lhe trinta centavos a mais pela mercadoria, pensando que este dinheiro não faria falta a uma criança da aparência tão saudável. No início da noite, o pai do menino voltou à padaria para comprar leite, e equivocou-se ao pagar o comerciante, dando-lhe cinquenta centavos a mais. O comerciante, no entanto, prontamente restituiu ao freguês os cinquenta centavos pagos a mais, considerando que o pai do menino era fiscal da prefeitura e que seria conveniente manter boas relações com as autoridades locais.
Do ponto de vista da ética kantiana, é correto afirmar que:
a) No primeiro caso o comerciante agiu por dever e no segundo apenas em conformidade com o dever.
b) No primeiro caso o comerciante agiu meramente em conformidade com o dever e no segundo por dever.
c) Nos dois casos o comerciante agiu por dever.
d) Nos dois casos o comerciante agiu meramente em conformidade com o dever.
Com sua operação filosófica denominada “dúvida metódica”, René Descartes acabou instituindo um paradigma filosófico que foi identificado como racionalismo. Em oposição ao racionalismo cartesiano, alguns filósofos britânicos desenvolveram a filosofia empirista, que consistia em:
a) Tomar como premissa principal para o conhecimento os dados da realidade sensível, isto é, os dados empíricos, materiais.
b) Negar a importância dos dados empíricos para o processo do conhecimento.
c) Tomar como premissa principal para o conhecimento a faculdade da razão, a partir da qual o mundo se torna inteligível.
d) Não ter um método filosófico racional, convertendo-se assim ao irracionalismo, corrente que depois dominaria parte da filosofia do século XIX.
O principal problema de Descartes pode ser formulado do seguinte modo: “Como poderemos garantir que o nosso conhecimento é absolutamente seguro?” Como o cético, ele parte da dúvida; mas, ao contrário do cético, não permanece nela. Na Meditação Terceira, Descartes afirma: “[...] engane-me quem puder, ainda assim jamais poderá fazer que eu nada seja enquanto eu pensar que sou algo; ou que algum dia seja verdade eu não tenha jamais existido, sendo verdade agora que eu existo [...]”
Com base no enunciado e considerando o itinerário seguido por Descartes para fundamentar o conhecimento, é correto afirmar:
a) Todas as coisas se equivalem, não podendo ser discerníveis pelos sentidos nem pela razão, já que ambos são falhos e limitados, portanto o conhecimento seguro detém-se nas opiniões que se apresentam certas e indubitáveis.
b) A condição necessária para alcançar o conhecimento seguro consiste em submetê-lo sistematicamente a todas as possibilidades de erro, de modo que ele resista à dúvida mais obstinada.
c) O conhecimento seguro que resiste à dúvida apresenta-se como algo relativo, tanto ao sujeito como às próprias coisas que são percebidas de acordo com as circunstâncias em que ocorrem os fenômenos observados.
d) Pela dúvida metódica, reconhece-se a contingência do conhecimento, uma vez que somente as coisas percebidas por meio da experiência sensível possuem existência real.
Nos rituais indígenas, a ingestão do cauim evoca a busca de um estado de prazer e de felicidade. Na tradição filosófica, a ideia de felicidade foi abordada por Aristóteles, na obra “Ética a Nicômacos”. Considerando o pensamento ético de Aristóteles, assinale a alternativa correta.
a) A felicidade é o bem supremo a que aspira todo indivíduo pela experiência sensível do prazer que se busca por ele mesmo.
b) Todos os seres humanos aspiram ao bem e à felicidade, que só podem ser alcançados pela conduta virtuosa, aliada à vontade e à escolha racional.
c) O interesse pessoal constitui o bem supremo a que visam todas as ações humanas, acima das escolhas racionais.
d) Fim último da existência humana, a felicidade refere-se à vida solitária do indivíduo, desvinculada da convivência social na polis.
“Tudo o que sabemos existir nos é dado pelas sensações e percepções, portanto, pela experiência. Visto que a experiência nos mostra e nos dá a conhecer apenas as coisas particulares e singulares, somente elas existem. Por conseguinte, as ideias gerais ou universais não correspondem a realidades ou a essências existentes, mas são nomes que instituímos por convenção para organizar nosso pensamento e nossos discursos.” (CHAUÍ, 2010, p. 50).Esta afirmação representa o pensamento:
a) De Platão.
b) Do Empirismo em geral.
c) De Descartes.
d) Do Racionalismo em geral.
