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Worksheets9º Ano - 17 e 18 de out - Filosofia - Revisão SAS - Cap. 07 ao 13
Total questions: 25
Worksheet time: 26mins
Por que a ética voltou a ser um dos temas mais trabalhados do pensamento filosófico contemporâneo? Nos anos 1960, a política ocupava esse lugar e muitos cometeram o exagero de afirmar que tudo era político.
José Arthur Gianotti, “Moralidade Pública e Moralidade Privada”, em Adauto Novaes, Ética. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 239.
A partir desse fragmento sobre a ética e o pensamento filosófico, é correto afirmar que:
a) O tema foi relevante na obra de Aristóteles e apenas recentemente voltou a ocupar um espaço central na produção filosófica.
b) O pensamento filosófico abandonou sua postura política após o desencanto com os sistemas ideológicos que eram vigentes nos anos 1960
c) Os impasses morais e éticos das sociedades contemporâneas reposicionaram o tema da ética como um dos campos mais relevantes para a filosofia.
d) Na atualidade, a ética é uma pauta conservadora, pois nas sociedades atuais, não há demandas éticas rígidas.
"Ora, parece que a felicidade, acima de qualquer outra coisa, é considerada como esse sumo bem. Ela é buscada sempre por si e nunca no interesse de uma outra coisa". A Ética é uma investigação sobre os princípios que motivam, justificam ou orientam as ações humanas, refletindo sobre os fundamentos dos valores sociais e historicamente construídos.
O excerto apresenta o princípio fundamental da ética de:
a) Kant
b) Plotino
c) Aristóteles
d) Sócrates
Nos rituais indígenas, a ingestão do cauim evoca a busca de um estado de prazer e de felicidade. Na tradição filosófica, a ideia de felicidade foi abordada por Aristóteles, na obra “Ética a Nicômaco”. Considerando o pensamento ético de Aristóteles, assinale a alternativa correta:
a) Todos os seres humanos aspiram ao bem e à felicidade, que só podem ser alcançados pela conduta virtuosa, aliada à vontade e à escolha racional.
b) O interesse pessoal constitui o bem supremo a que visam todas as ações humanas, acima das escolhas racionais.
c) A felicidade do indivíduo não pode ser alcançada pelo discernimento racional, mas tão-somente pelo exercício da sensibilidade.
d) A felicidade é o bem supremo a que aspira todo indivíduo pela experiência sensível do prazer que se busca por ele mesmo.
Os pressupostos éticos são essenciais para a estruturação política e integração de indivíduos em uma sociedade. De acordo com o texto, a ética corresponde:
a) À transferência dos valores praticados em casa para a esfera social.
b) A preceitos normativos impostos pela coação das leis jurídicas.
c) À proibição da interferência de estrangeiros em nossa pátria.
d) A valores e costumes partilhados pela maioria da sociedade.
Na década de 30 do século XIX, Tocqueville escreveu as seguintes linhas a respeito da moralidade nos EUA: “A opinião pública norte-americana é particularmente dura com a falta de moral, pois esta desvia a atenção frente à busca do bem-estar e prejudica a harmonia doméstica, que é tão essencial ao sucesso dos negócios. Nesse sentido, pode-se dizer que ser casto é uma questão de honra”.
TOCQUEVILLE, A. Democracy in America. Chicago: Encyclopædia Britannica, Inc., Great Books 44, 1990 (adaptado).
Do trecho, infere-se que, para Tocqueville, os norte-americanos do seu tempo:
a) Relacionavam a conduta moral dos indivíduos com o progresso econômico.
b) Buscavam o êxito, descurando as virtudes cívicas.
c) Tinham na vida moral uma garantia de enriquecimento rápido.
d) Acreditavam que o comportamento casto perturbava a harmonia doméstica.
Segundo Aristóteles, "na cidade com o melhor conjunto de normas e naquela dotada de homens absolutamente justos, os cidadãos não devem viver uma vida de trabalho trivial ou de negócios, pois esses tipos de vida são desprezíveis e incompatíveis com as qualidades morais, tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania, pois o lazer é indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades políticas".
VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na cidade-Estado. Política. São Paulo: Atual, 1994.
O trecho, retirado da obra Política, de Aristóteles, permite compreender que a cidadania:
a) Era entendida como uma dignidade própria dos grupos sociais superiores, fruto de uma concepção política profundamente hierarquizada da sociedade.
b) Tinha profundas conexões com a justiça, razão pela qual o tempo livre dos cidadãos deveria ser dedicado às atividades vinculadas aos tribunais.
c) Possui uma dimensão histórica que deve ser criticada, pois é condenável que os políticos, de qualquer época, fiquem entregues à ociosidade, enquanto o resto dos cidadãos tem que trabalhar.
d) Estava vinculada, na Grécia Antiga, a uma percepção político-democrática, que levava todos os habitantes da polis a participarem da vida cívica.
O que é necessário para que exista uma conduta ética?
a) Juízos normativos que prescrevam as obrigações do sujeito moral e o que pode ser considerado sua responsabilidade, de modo que a conduta do sujeito não depende da atuação de sua consciência, mas da norma.
b) Consciência da diferença entre atitudes boas e más, segundo a avaliação das consequências para si e para os outros e responsabilidade para assumir tais consequências.
c) Juízos éticos pré-existentes à conduta, de forma que a sociedade seja regulada sem precisar recorrer à consciência moral dos indivíduos, sendo a responsabilidade ética uma aplicação da lei.
d) Procurar agir com a máxima liberdade de escolha, para evitar coações externas; para manter a própria liberdade, qualquer meio é justificável e legítimo.
A ética exige um governo que amplie a igualdade entre os cidadãos. Essa é a base da pátria. Sem ela, muitos indivíduos não se sentem “em casa”, experimentam-se como estrangeiros em seu próprio lugar de nascimento.
SILVA, R. R. Ética, defesa nacional, cooperação dos povos. OLIVEIRA, E. R (Org.) Segurança & Defesa Nacional: da competição à cooperação regional. São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, 2007.
Os pressupostos éticos são essenciais para a estruturação política e integração de indivíduos em uma sociedade. De acordo com o texto, a ética corresponde a:
a) Normas determinadas pelo governo, diferentes das leis estrangeiras.
b) Transferência dos valores praticados em casa para a esfera social.
c) Valores e costumes partilhados pela maioria da sociedade.
d) Preceitos normativos impostos pela coação das leis jurídicas.
Toda cidade (pólis), portanto, existe naturalmente, da mesma forma que as primeiras comunidades; aquela é o estágio final destas, pois a natureza de uma coisa é o seu estágio final. […] Estas considerações deixam claro que a cidade é uma criação natural, e que o homem é por natureza um animal social, e um homem que por natureza, e não por mero acidente, não fizesse parte de cidade alguma, seria desprezível ou estaria acima da humanidade.
ARISTÓTOLES. Política. Brasília, 1997, p. 15.
De acordo com o texto de Aristóteles, é correto afirmar que a pólis:
a) É instituída por uma convenção entre os homens.
b) Passa a existir por um ato de vontade dos deuses, alheia à vontade humana.
c) Existe por natureza e é de natureza humana buscar a vida em sociedade.
d) É estabelecida pela vontade arbitrária d de um déspota.
A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consiste numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática.
Aristóteles. Ética a Nicômaco. Trad. de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Livro II, p. 273.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a situada ética em Aristóteles, pode-se dizer que a virtude ética:
a) Implica na escolha do que é conveniente no excesso e do que é prazeroso na falta.
b) Reside no meio termo, que consiste numa escolha situada entre o excesso e a falta.
c) Consiste na eleição de um dos extremos como o mais adequado, isto é, ou o excesso ou a falta.
d) Pauta-se na escolha do que é mais satisfatório em razão de preferências pragmáticas.
Leia o texto a seguir:
“[…] a ética [pode ser definida] como a problematização ou interpretação dos valores morais ou dos costumes
naturalizados pelo hábito. […] Os dilemas éticos e morais fazem parte de uma discussão que perpassa a Filosofia, o Direito e as religiões: a discussão a respeito do certo e do errado, do bom e do mau”. Tomando a ética como a parte da Filosofia que investiga os princípios orientadores das normas de conduta humana, principalmente os relacionados aos conflitos de interpretação e concepção de mundo presentes na sociedade, assinale a alternativa que contém exemplos de debates em que o campo da ética está presente.
a) Desonestidade, luta de classes e sistema de educação inclusiva.
b) Papel do pai na educação dos filhos, divórcio e guarda compartilhada.
c) Utilização de células-tronco, eutanásia e aborto de fetos anencéfalos.
d) Esportes violentos, sexualidade e propaganda voltada para o público infantil.
O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo. MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo: Martin Claret, 2009.
No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão sobre a Monarquia e a função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na:
a) Inércia do julgamento de crimes polêmicos.
b) Bondade em relação ao comportamento dos mercenários.
c) Conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe.
d) Compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.
Kant escreveu obras epistemológicas (de teoria do conhecimento), jurídicas, políticas e éticas. No âmbito da reflexão ética e moral, destacam-se as obras:
a) Crítica da razão prática e Fundamentação da metafísica dos costumes.
b) Do contrato Social e Fundamentação da metafísica dos costumes.
c) Crítica da razão prática e Do Contrato Social.
d) Tratado sobre a Tolerância e Fundamentação da metafísica dos costumes.
A Alegoria da caverna de Platão, além de ser um texto de teoria do conhecimento, é também um texto político. No sentido político, é correto afirmar que Platão sustentava um modelo:
a) Monárquico, cujo governo deveria ser exercido por um filósofo e cujo poder deveria ser absoluto, centralizador e hereditário.
b) Vivido pelos espartanos e romanos.
c) Democrático, baseado, principalmente, na experiência política de governo da época de Péricles.
d) Aristocrático, cujo governo deveria ser confiado aos melhores em inteligência e em conduta ética.
A democracia ateniense assegurava aos cidadãos o exercício da função legislativa. Segundo os relatos de Platão, Sócrates vivenciou os dois lados do exercício da cidadania, ora como integrante da Eclésia, ora como réu. Esse aspecto peculiar da vida política ateniense indica que:
a) Os cidadãos podiam e deviam participar da elaboração das leis que regiam os destinos da cidade.
b) A democracia permitia que as distorções da vida coletiva fossem suprimidas.
c) O exercício das funções que garantem a manutenção do Estado de Direito, como modelo participativo, cabe a todos na cidade
d) A filosofia socrática apresenta-se como uma apologia à democracia.
As práticas políticas da Grécia, a partir do século VI a.C., se dão em torno da constituição da pólis (Cidade-Estado). As consequências da pólis democrática trazem a perspectiva do modelo de cidadania que se exerce através da participação. Os princípios da isonomia e da isegoria garantem a reciprocidade das relações, pois ambos significam, respectivamente, direito de:
a) Tratar todos de forma igualitária perante a lei e expressar as opiniões livremente.
b) Viver no ambiente urbano das cidades-Estado e participar das Ekklesias.
c) Vincular-se a uma doutrina religiosa e expressar opiniões livremente.
d) Exercer cargos políticos e vincular-se a uma doutrina religiosa.
Platão (428-347 a.C.), discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, fundador da Academia, é até hoje um dos filósofos mais importantes da história da Filosofia. Círculos culturais e intelectuais no mundo inteiro dedicam-se a estudar sua obra. Sobre o modo como Platão expressou seu pensamento, assinale a alternativa correta:
a) Platão escreveu textos filosóficos na forma de diálogos.
b) Platão escreveu textos filosóficos na forma de romances.
c) Platão escreveu textos filosóficos na forma de novelas.
Platão escreveu textos filosóficos na forma de poesias
d) Platão escreveu textos filosóficos na forma de poesias.
“A escolha dos ministros por parte de um príncipe não é coisa de pouca importância: os ministros serão bons ou maus, de acordo com a prudência que o príncipe demonstrar. A primeira impressão que se tem de um governante e da sua inteligência, é dada pelos homens que o cercam. Quando estes são eficientes e fiéis, pode-se sempre considerar o príncipe sábio, pois foi capaz de reconhecer a capacidade e manter fidelidade. Mas quando a situação é oposta, pode-se sempre dele fazer mau juízo, porque seu primeiro erro terá sido cometido ao escolher os assessores”. (MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Trad. de Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret, 2004. p. 136). Com base no texto e nos conhecimentos sobre Maquiavel, é correto afirmar:
a) O povo distingue e julga, separadamente, as atitudes do príncipe daquelas de seus ministros.
b) As atitudes do príncipe são livres da influência dos ministros que ele escolhe para governar.
c) A escolha dos ministros é irrelevante para garantir um bom governo, desde que o príncipe tenha um projeto político perfeito.
d) Um príncipe e seu governo são avaliados também pela escolha dos ministros.
Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento. A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma condição estranha, continuem, no entanto, de bom grado menores durante toda a vida. (KANT, I. Resposta â pergunta: o que é esclarecimento? Petrópolis: Vozes, 1985); (adaptado). Kant destaca no texto o conceito de esclarecimento, fundamental para a compreensão do contexto filosófico da Modernidade. Esclarecimento, no sentido empregado por Kant, representa:
a) A reivindicação de autonomia da capacidade racional como expressão da maioridade.
b) O exercício da racionalidade como pressuposto menor diante das verdades eternas.
c) A imposição de verdades matemáticas, com caráter objetivo, de forma heterônoma.
d) Compreensão de verdades religiosas que libertam o homem da falta de entendimento.
Nasce aqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas. Porque dos homens se pode dizer, duma maneira geral, que são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ávidos de lucro, e enquanto lhes fazes bem são inteiramente teus, oferecem-te o sangue, os bens, a vida e os filhos, quando, como acima disse, o perigo está longe; mas, quando ele chega, revoltam-se. (MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Rio de Janeiro: Bertrand, 1991). A partir da análise histórica do comportamento humano em suas relações, Maquiavel define o homem como um ser:
a) Naturalmente racional, vivendo em um estado pré-social e portando seus direitos naturais.
b) Possuidor de fortuna, valendo-se de riquezas para alcançar êxito na política.
c) Guiado por interesses, de modo que suas ações são imprevisíveis e inconstantes.
d) Sociável por natureza, mantendo relações pacíficas com seus pares.
Segundo John Stuart Mill (1806-1873), filósofo inglês, verificou-se que:
I. Mill procurou estabelecer diferentes graus de prazer. A "equação do cálculo da felicidade" deveria dar mais peso aos prazeres intelectuais que aos prazeres sensíveis.
II. Ele foi influenciado pelas ideias de kantianas, em particular pela elegante fórmula benthamiana: "máxima felicidade possível para o máximo possível de pessoas".
III. Ele foi parlamentar, tendo entrado para a atividade política partidária a fim de colocar em prática suas ideias filosóficas.
IV. Para Stuart Mill, todo indivíduo é soberano sobre seu próprio corpo e sua própria mente.
V. A liberdade individual é, pois, defendida tanto contra as sanções de grupos que pensam diferente quanto contra as restrições impostas pelo Estado.
Estão corretas as alternativas:
a) I e III
b) I, II e IV
c) III, IV e V
d) I, III, IV e V
Sobre o pensador Nicolau Maquiavel, é correto afirmar:
a) Descreveu um modelo político ideal que deveria ser seguido por todos os monarcas do seu tempo.
b) Considerava que o político deveria agir com energia e vivacidade para alcançar o poder.
c) Afirmava que cabe ao político utilizar todos os meios permitidos pela moral cristã para atingir seus objetivos.
d) Considerava que os homens ofendem mais às pessoas que temem do que aos indivíduos que amam.
“O maquiavelismo é uma interpretação de O Príncipe de Maquiavel, em particular a interpretação segundo a qual a ação política, ou seja, a ação voltada para a conquista e conservação do Estado, é uma ação que não possui um fim próprio de utilidade e não deve ser julgada por meio de critérios diferentes dos de conveniência e oportunidade”. (BOBBIO, Norberto. Direito e Estado no pensamento de Emanuel Kant. Trad. de Alfredo Fait. 3.ed. Brasília: Editora da UNB, 1984. p. 14.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, para Maquiavel o poder político é:
a) Independente da moral e da religião, devendo ser conduzido por critérios restritos ao âmbito político.
b) Dependente da religião, devendo ser conduzido por parâmetros ditados pela Igreja.
c) Independente da conveniência e oportunidade, pois estas dizem respeito à esfera privada da vida em sociedade.
d) Dependente da ética, devendo ser orientado por princípios morais válidos universal e necessariamente.
"O imperativo categórico é, portanto só um único, que é este: Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal". (KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. de Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, 1995. p. 59). Segundo essa formulação do imperativo categórico por Kant, uma ação é considerada ética quando:
a) Está subordinada à vontade de Deus, que preestabelece o caminho seguro para a ação humana.
b) Privilegia os interesses particulares em detrimento de leis que valham universal e necessariamente.
c) Ajusta os interesses egoístas de uns ao egoísmo dos outros, satisfazendo as exigências individuais de prazer e felicidade.
d) A máxima que rege a ação pode ser universalizada, ou seja, quando a ação pode ser praticada por todos, sem prejuízo da humanidade.
O utilitarismo, escola filosófica nascida no século XVIII, afirma que é a utilidade o valor maior sobre o qual deve
fundamentar-se a ética. De acordo com esse entendimento, as ações humanas estão referidas ao prazer e à dor,
em que se busca atingir o primeiro e evitar a segunda. Assim, uma moral que pretenda corretamente englobar
a essência humana, precisa necessariamente levar em consideração esse fator. Os principais formuladores
dessa concepção filosófica foram Jeremy Bentham (1748-1832) e Stuart Mill (1806-1873).
Sobre sua concepção ética, pode-se afirmar corretamente que o utilitarismo:
a) Elege a felicidade como meta última esperada das ações humanas.
b) Prega a inveja como fundamento da vida em sociedade.
c) Atribui aos homens de sucesso econômico a condição de filósofos.
d) Defende o fim do convívio entre as pessoas como estrutura da sociedade.
