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3ª Série - 25 de out - Filosofia - Revisão Geral - Atividade 3

Total questions: 25

Worksheet time: 13mins

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1.

Segundo Aristóteles, "na cidade com o melhor conjunto de normas e naquela dotada de homens absolutamente justos, os cidadãos não devem viver uma vida de trabalho trivial ou de negócios, pois esses tipos de vida são desprezíveis e incompatíveis com as qualidades morais, tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania, pois o lazer é indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades políticas". VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na cidade-Estado. Política. São Paulo: Atual, 1994.

O trecho, retirado da obra Política, de Aristóteles, permite compreender que a cidadania:

a)

a) Vivida pelos atenienses era, de fato, restrita àqueles que se dedicavam à política e que tinham tempo para resolver os problemas da cidade.

b)

b) Era entendida como uma dignidade própria dos grupos sociais superiores, fruto de uma concepção política pro­fundamente hierarquizada da sociedade.

c)

c) Tinha profundas conexões com a justiça, razão pela qual o tempo livre dos cidadãos deveria ser dedicado às ati­vidades vinculadas aos tribunais.

d)

d) Estava vinculada, na Grécia Antiga, a uma percepção político-democrática, que levava todos os habitantes da polis a participarem da vida cívica.

2.

Texto 2

Com um pouquinho de atenção, é fácil perceber as diferenças entre o violino e a viola clássica. Para começar, a viola d'arco, como também é conhecida, é um pouco maior e mais pesada. O tamanho pode variar entre 2,5 cm e 5 cm a mais que o violino. Por esse motivo, as cordas são ligeiramente mais longas. Disponível em: <https://estudiomarapassos.com.br>. Acesso em: 11 jul. 2018. (adaptado).

De acordo com a teoria aristotélica das causas fundamentais dos seres, pode-se afirmar que os textos explicitam diferenças relacionadas à causa:

a)

a) Final

b)

b) Formal

c)

c) Material

d)

d) Eficiente

3.

Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento, porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim é, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou faculdades constitui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo pertença à arte mais prestigiosa e que mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a política mostra ser dessa natureza, pois é ela que determina quais as ciências que devem ser estudadas num Estado, quais são as que cada cidadão deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades tidas em maior apreço, como a estratégia, a economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a política utiliza as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não devemos fazer, a finalidade dessa ciência deve abranger as das outras, de modo que essa finalidade será o bem humano. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: Pensadores. São Paulo: Nova Gunman 1991 (adaptado).

Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização da pólis pressupõe que:

a)

a) O bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir seus interesses.

b)

b) O sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os portadores da verdade.

c)

c) A política é a ciência que precede todas as demais na organização da cidade.

d)

d) A educação visa formar a consciência de cada pessoa para agir corretamente.

4.

A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento: Tudo é um. NIETZSCHE. F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural. 1999.

O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos?

a)

a) O impulso para transformar, mediante justificativas, os elementos sensíveis em verdades racionais.

b)

b) O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos seres e das coisas.

c)

c) A necessidade de buscar, de forma racional, a causa primeira das coisas existentes.

d)

d) A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças entre as coisas.

5.

No centro da imagem, o filósofo Platão é retratado apontando para o alto. Esse gesto significa que o conhecimento se encontra em uma instância na qual o homem descobre a:

a)

a) Suspensão do juízo como reveladora da verdade.

b)

b) Realidade inteligível por meio do método dialético.

c)

c) Salvação da condição mortal pelo poder de Deus.

d)


d) Essência das coisas sensíveis no intelecto divino.

6.

Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem querer justificá-las racionalmente, pode-se desprezar as evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar que uma outra atitude intelectual foi experimentada, a de adotar crenças com base em razões e evidências e questionar tudo o mais a fim de descobrir seu sentido último. ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2002.

Platão e Aristóteles marcaram profundamente a formação do pensamento Ocidental. No texto, é ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os autores que, em linhas gerais, refere-se à:

a)

a) Compreensão de que a verdade deve ser justificada racionalmente.

b)

b) Incapacidade de a razão confirmar o conhecimento resultante de evidências empíricas.

c)

c) Pretensão de a experiência legitimar por si mesma a verdade.

d)

d) Defesa de que a honestidade condiciona a possibilidade de se pensar a verdade.

7.

Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente. ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).

O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427–346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?

a)

a) Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.

b)

b) Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.

c)

c) Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.

d)

d) Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.

8.

Ninguém delibera sobre coisas que não podem ser de outro modo, nem sobre as que lhe é impossível fazer. Por conseguinte, como o conhecimento científico envolve demonstração, mas não há demonstração de coisas cujos primeiros princípios são variáveis (pois todas elas poderiam ser diferentemente), e como é impossível deliberar sobre coisas que são por necessidade, a sabedoria prática não pode ser ciência, nem arte: nem ciência, porque aquilo que se pode fazer é capaz de ser diferentemente, nem arte, porque o agir e o produzir são duas espécies diferentes de coisa. Resta, pois, a alternativa de ser ela uma capacidade verdadeira e raciocinada de agir com respeito às coisas que são boas ou más para o homem. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

Aristóteles considera a ética como pertencente ao campo do saber prático. Nesse sentido, ela difere-se dos outros saberes porque é caracterizada como:

a)

a) Conduta definida pela capacidade racional de escolha.

b)

b) Capacidade de escolher de acordo com padrões científicos.

c)

c) Conhecimento das coisas importantes para a vida do homem.

d)

d) Técnica que tem como resultado a produção de boas ações.

9.

A representação de Demócrito é semelhante à de Anaxágoras, na medida em que um infinitamente múltiplo é a origem; mas nele a determinação dos princípios fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo que para o que foi formado não é, absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo, partículas de carne e de ouro seriam princípios que, através de sua concentração, formam aquilo que aparece como figura. HEGEL. G. W. F. Critica moderna. In: SOUZA. J. C. (Org.). Os pró-socráticos: vida e obra.

São Paulo: Nova Cultural, 2000 (adaptado).

O texto faz uma apresentação crítica acerca do pensamento de Demócrito, segundo o qual o "princípio constitutivo das coisas" estava representado pelo(a) :

a)

a) Número, que fundamenta a criação dos deuses.

b)

b) Átomo, que explica o surgimento dos entes.

c)

c) Água, que expressa a causa material da origem do universo.

d)

d) Imobilidade, que sustenta a existência do ser atemporal.

10.

TEXTO I

Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado. As nuvens formam-se a partir do ar por filtragem e, ainda mais condensadas, transformam-se em água. A água, quando mais condensada, transforma-se em terra, e quando condensada ao máximo possível, transforma- se em pedras. BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado).

TEXTO II

Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e dos tempos. Quão parcas de conteúdo se nos apresentam, em face desta concepção, as especulações contraditórias dos filósofos, para os quais o mundo se origina, ou de algum dos quatro elementos, como ensinam os Jônios, ou dos átomos, como julga Demócrito. Na verdade, dão a impressão de quererem ancorar o mundo numa teia de aranha”. GILSON, E.; BOEHNER, P. História da Filosofia Cristã. São Paulo: Vozes, 1991 (adaptado).

Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a partir de uma explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego antigo, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua fundamentação teorias que:

a)

a) Eram baseadas nas ciências da natureza.

b)

b) Refutavam as teorias de filósofos da religião.

c)

c) Tinham origem nos mitos das civilizações antigas.

d)

d) Postulavam um princípio originário para o mundo.

11.

A ética precisa ser compreendida como um empreendimento coletivo a ser constantemente retomado e rediscutido, porque é produto da relação interpessoal e social. A ética supõe ainda que cada grupo social se organize sentindo-se responsável por todos e que crie condições para o exercício de um pensar e agir autônomos. A relação entre ética e política é também uma questão de educação e luta pela soberania dos povos. É necessária uma ética renovada, que se construa a partir da natureza dos valores sociais para organizar também uma nova prática política. CORDI et al. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 2007 (adaptado).

O Século XX teve de repensar a ética para enfrentar novos problemas oriundos de diferentes crises sociais, conflitos ideológicos e contradições da realidade. Sob esse enfoque e a partir do texto, a ética pode ser compreendida como:

a)

a) Aceitação de valores universais implícitos numa sociedade que busca dimensionar sua vinculação à outras sociedades.

b)

b) Meio para resolver os conflitos sociais no cenário da globalização, pois a partir do entendimento do que é efetivamente a ética, a política internacional se realiza.

c)

c) Instrumento de garantia da cidadania, porque através dela os cidadãos passam a pensar e agir de acordo com valores coletivos.

d)

d) Mecanismo de criação de direitos humanos, porque é da natureza do homem ser ético e virtuoso.

12.

A felicidade é, portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade. ARISTOTELES. A Política. São Paulo: Cia das Letras, 2010.

Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica como:

a)

a) Plenitude espiritual e acesse pessoal.

b)

b) Finalidade das ações e condutas humanas.

c)

c) Busca por bens materiais e títulos de nobreza.

d)

d) Conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.

13.

Todas as coisas são diferenciações de uma mesma coisa e são a mesma coisa. E isto é evidente. Porque se as coisas que são agora neste mundo – terra, água ar e fogo e as outras coisas que se manifestam neste mundo –, se alguma destas coisas fosse diferente de qualquer outra, diferente em sua natureza própria e se não permanecesse a mesma coisa em suas muitas mudanças e diferenciações, então não poderiam as coisas, de nenhuma maneira, misturar-se umas às outras, nem fazer bem ou mal umas às outras, nem a planta poderia brotar da terra, nem um animal ou qualquer outra coisa vir à existência, se todas as coisas não fossem compostas de modo a serem as mesmas. Todas as coisas nascem, através de diferenciações, de uma mesma coisa, ora em uma forma, ora em outra, retomando sempre a mesma coisa. DIÓGENES, In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-socráticos. São Paulo, Cultrix, 1967.

O texto descreve argumentos dos primeiros pensadores, denominados pré-socráticos. Para eles, a principal preocupação filosófica era de ordem:

a)

a) Ética, desenvolvendo uma filosofia dos valores virtuosos que tem a felicidade como o bem maior.

b)

b) Estética, procurando investigar a aparência dos entes sensíveis.

c)

c) Cosmológica, propondo uma explicação racional do mundo fundamentada nos elementos da natureza.

d)

d) Política, discutindo as formas de organização da pólis ao estabelecer as regras de democracia.

14.

Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá. KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto:

a)

a) Materializa-se no entendimento de que os fins da ação humana podem justificar os meios.

b)

b) Opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal.

c)

c) Assegura que a ação seja aceita por todos a partir da livre discussão participativa.

d)

d) Garante que os efeitos das ações não destruam a possibilidade da vida futura na terra.

15.

Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento. A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma condição estranha, continuem, no entanto, de bom grado menores durante toda a vida. (KANT, I. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? Petrópolis: Vozes, 1985 [adaptado]).

Kant destaca no texto o conceito de Esclarecimento, fundamental para a compreensão do contexto filosófico da Modernidade. Esclarecimento, no sentido empregado por Kant, representa:

a)

a) Reivindicação de autonomia da capacidade racional como expressão da maioridade.

b)

b) A compreensão de verdades religiosas que libertam o homem da falta de entendimento.

c)

c) A imposição de verdades matemáticas, com caráter objetivo, de forma heterônoma.

d)

d) A emancipação da subjetividade humana de ideologias produzidas pela própria razão.

16.

A figura do inquilino ao qual a personagem da tirinha se refere é o(a):

a)

a) Pessoa habitante da mesma casa.

b)

b) Temor de possível castigo.

c)

c) Consciência da obrigação moral.

d)

d) Costume importo aos filhos por coação.

17.

O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupção, revela pesquisa. Se o país fosse resultado dos padrões morais que as pessoas dizem aprovar, pareceria mais com a Escandinávia do que com Bruzundanga (corrompida nação fictícia de Lima Barreto). O distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” efetivamente o que é moral constitui uma ambiguidade inerente ao humano, porque as normas morais são:

a)

a) Decorrentes da vontade divina e, por esse motivo, utópicas.

b)

b) Criadas pelo homem, que concede a si mesmo a lei à qual deve se submeter.

c)

c) Parâmetros idealizados, cujo cumprimento é destituído de obrigação.

d)

d) Amplas e vão além da capacidade de o indivíduo conseguir cumpri-las integralmente.

18.

TEXTO I

Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez. (DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979)

TEXTO II

Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum significado, precisaremos apenas indagar: de que impressão deriva esta suposta ideia? E se for impossível atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, isso servirá para confirmar nossa suspeita. (Adaptado de: HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 2004)

Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume:

a)

a) Defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo.

b)

b) Atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento.

c)

c) Entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica.

d)

d) São legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento.

19.

É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida. SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado). Apesar de questionar os conceitos da tradição, a dúvida radical da filosofia cartesiana tem caráter positivo por contribuir para o(a):

a)

a) Fortalecimento dos preconceitos religiosos.

b)

b) Surgimento do conhecimento inabalável.

c)

c) Dissolução do saber científico.

d)

d) Exaltação do pensamento clássico.

20.

TEXTO I

Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípiose tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto. Era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente a fim de estabelecer um saber firme e inabalável. DESCARTES, R. Meditações concernentes à Primeira Filosofia. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).

TEXTO II

É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida.

SILVA, F.L. Descartes. a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado).

A exposição e a análise do projeto cartesiano indicam que, para viabilizar a reconstrução radical do conhecimento, deve-se:

a)

a) Retomar o método da tradição para edificar a ciência com legitimidade.

b)

b) Questionar de forma ampla e profunda as antigas ideias e concepções.

c)

c) Investigar os conteúdos da consciência dos homens menos esclarecidos.

d)

d) Buscar uma via para eliminar da memória saberes antigos e ultrapassados.

21.

Nunca nos tornaremos matemáticos, por exemplo, embora nossa memória possua todas as demonstrações feitas por outros, se nosso espírito não for capaz de resolver toda espécie de problemas; não nos tornaríamos filósofos, por ter lido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido sobre o que nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos ter aprendido, não ciências, mas histórias. DESCARTES. R. Regras para a orientação do espírito. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

Em sua busca pelo saber verdadeiro, o autor considera o conhecimento, de modo crítico, como resultado da:

a)

a) Investigação de natureza empírica.

b)

b) Autonomia do sujeito pensante.

c)

c) Liberdade do agente moral.

d)

d) Retomada da tradição intelectual.

22.

Pirro afirmava que nada é nobre nem vergonhoso, justo ou injusto, e que, da mesma maneira, nada existe do ponto de vista da verdade, que os homens agem apenas segundo a lei e o costume, nada sendo mais isto do que aquilo. Ele levou uma vida de acordo com esta doutrina, nada procurando evitar e não se desviando do que quer que fosse, suportando tudo, carroças, por exemplo, precipícios, cães, nada deixando ao arbítrio dos sentidos. LAÉRCIO, D. Vidas e sentenças dos filósofos ilustres. Brasília: Editora UnB, 1988. O ceticismo, conforme sugerido no texto, caracteriza-se por:

a)

a) Desprezar quaisquer convenções e obrigações da sociedade.

b)

b) Atingir o verdadeiro prazer como o princípio e o fim da vida feliz.

c)

c) Defender a indiferença e a impossibilidade de obter alguma certeza.

d)

d) Aceitar o determinismo e ocupar-se com a esperança transcendente.

23.

Analise o trecho da música “Semáforo” da banda Vanguart:

Só acredito no semáforo

Só acredito no avião

Eu acredito no relógio

Só acredito

Eu só acredito

Disponível em:< http://letras.mus.br/vanguart/552105/>.

O empirismo se caracteriza por acreditar que a primazia do conhecimento seja proveniente dos sentidos. O trecho da música “Semáforo” e a concepção empirista se correspondem por:

a)

a) Fundamentarem o conhecimento na crença de que os sentidos revelam a realidade tal como ela é.

b)

b) Compreenderem que o princípio e o desenvolvimento do conhecimento se resumem aos sentidos.

c)

c) Associarem o desenvolvimento científico à aplicação da ciência empirista.

d)

d) Elegerem a tecnologia como critério de certeza.

24.

Democracia: “regime político no qual a soberania é exercida pelo povo, pertence ao conjunto dos cidadãos.” APIASSÚ, H.; MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.

Uma suposta “vacina” contra o despotismo, em um contexto democrático, tem por objetivo

a)

a) Impedir a contratação de familiares para o serviço público.

b)

b) Reduzir a ação das instituições constitucionais.

c)

c) Combater a distribuição equilibrada de poder.

d)

d) Evitar a escolha de governantes autoritários.

25.

Estamos testemunhando o reverso da tendência histórica da assalariação do trabalho e socialização da produção, que foi característica predominante na era industrial. A nova organização social e econômica baseada nas tecnologias da informação visa à administração descentralizadora, ao trabalho individualizante e aos mercados personalizados. As novas tecnologias da informação possibilitam, ao mesmo tempo, a descentralização das tarefas e sua coordenação em uma rede interativa de comunicação em tempo real, seja entre continentes, seja entre os andares de um mesmo edifício. CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2006 (adaptado).

No contexto descrito, as sociedades vivenciam mudanças constantes nas ferramentas de comunicação que afetam os processos produtivos nas empresas. Na esfera do trabalho, tais mudanças têm provocado:

a)

a) O aprofundamento dos vínculos dos operários com as linhas de montagem sob influência dos modelos orientais de gestão.

b)

b) O aumento das formas de teletrabalho como solução de larga escala para o problema do desemprego crônico.

c)

c) O avanço do trabalho flexível e da terceirização como respostas às demandas por inovação e com vistas à mobilidade dos investimentos.

d)

d) A autonomização crescente das máquinas e computadores em substituição ao trabalho dos especialistas técnicos e gestores.