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9 ano prova saresp 1

Total questions: 11

Worksheet time: 7mins

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1.

Medidas, no espaço e no tempo, de Stanislaw Ponte Preta Sérgio Porto

A medida, no espaço e no tempo, varia de acordo com as circunstâncias. E nisso vai o temperamento de cada um, o ofício, o ambiente em que vive. Nossa falecida avó media na base do novelo. Pobre que era, aceitava encomendas de crochê e disso tirava o seu sustento. Muitas vezes ouvimo-la dizer: – Hoje estou um pouco cansada. Só vou trabalhar três novelos. Nós todos sabíamos que ela levava uma média de duas horas para tecer cada um dos rolos de lã. Por isso, ninguém estranhava quando dizia que queria jantar dali a meio novelo. Era só fazer a conversão em horas e botar a comida na mesa sessenta minutos depois. Os índios, por sua vez, marcavam o tempo pela lua. Isso é ponto pacífico, embora, há alguns anos, por distração, eu assistisse a um desses terríveis filmes de carnaval do Oscarito, em que apareciam diversos índios, alguns dos quais, com relógio de pulso. Sim, os índios medem o tempo pelas luas, os ricos medem o valor dos semelhantes pelo dinheiro, vovó media as horas pelos seus novelos e todos nós, em maior ou menor escala, medimos distâncias e dias com aquilo que melhor nos convier. Agora mesmo houve qualquer coisa com a Light [companhia de luz] e a luz faltou. Para a maioria, a escuridão durou duas horas; para Raul, não. Ele, que se prepara para um exame, tem que aproveitar todas as horas de folga para estudar. E acaba de vir lá de dentro, com os olhos vermelhos do esforço, a reclamar: – Puxa! Estudei uma vela inteira. Comigo mesmo aconteceu de recorrer a tais medidas, que quase sempre medem melhor ou, pelos menos, dão uma ideia mais aproximada daquilo que queremos dizer. Foi noutro dia quando certa senhora, outrora tão linda e hoje tão gorda, me deu um prolongado olhar de convite ao pecado. Fingi não perceber, mas pensei: “Há uns quinze quilos atrás, eu teria me perdido”. (In Flora Bender e Ilka Laurito, Crônica: história, teoria e prática. São Paulo: Scipione, 1993, p. 96-9

Assinale a alternativa que contém a tese da crônica.

a)

“Para a maioria, a escuridão durou duas horas; para Raul, não”.

b)

“Era só fazer a conversão em horas e botar a comida na mesa sessenta minutos depois”.

c)

“Agora mesmo houve qualquer coisa com a Light [companhia de luz] e a luz faltou”.

d)

“todos nós, em maior ou menor escala, medimos distâncias e dias com aquilo que melhor nos convier

2.

No texto, o traço de humor está

a)

no ato de surpresa da expressão do vovô.

b)

na constatação de que a vó nunca tira sua bolsa de debaixo do braço.

c)

no fato de os vestidos da Super-Vó serem todos iguais.

d)

na forma com que a Super-Vó trata o Vovô ao chamá-lo de “meu bem”.

3.

Leia os textos para responder a questão abaixo:

A moda e a publicidade

Ana Sánchez de la Nieta

[...]

Se antes os ídolos da juventude eram os desportistas e os atores de cinema, agora são as modelos. [...]. Se, no passado, as mulheres queriam presidir Bancos, dirigir empresas ou pilotar aviões, hoje muitas só sonham em desfilar pela passarela

e ser capa da "Vogue".

A vida de modelo apresenta-se para muitas adolescentes como o cúmulo da felicidade: beleza, fama, êxito e dinheiro. [...]

[...] Os aspectos relacionados com o físico são engrandecidos. Esta é uma constante da chamada civilização da imagem, imperante na atualidade.[...] O tipo de atração que hoje impera é o de uma magreza extrema. Esta é a causa principal de uma enfermidade que ganha cada vez mais importância na adolescência: a anorexia, uma perturbação psíquica que leva a uma distorção, a uma falsa percepção de si mesmo. Na maioria dos casos, esta enfermidade costuma começar com o desejo de emagrecer. Se alguém se julga gordo sente-se rejeitado por esta

razão. Pouco a pouco deixa de ingerir alimentos e perde peso. No entanto, a pessoa continua a considerar-se gorda, persiste a insegurança e começa a sentir-se incapaz de comer. Esta enfermidade leva a desequilíbrios psíquicos que podem acompanhar a pessoa para o resto da sua vida e em não raras ocasiões provoca a morte.

Fonte: http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo346.shtml

Comparando os dois textos, pode-se dizer que tratam do mesmo tema, porém

a)

o texto 1 critica as modelos por seguirem a civilização da imagem e o 2 defende a perspectiva da civilização da imagem.

b)

o texto 1 informa sobre o problema da anorexia e o 2, de forma humorística, faz uma crítica à magreza das modelos.

c)

o texto 1 defende as modelos que sofrem de anorexia e o texto 2 indica os problemas mais comuns das modelos.

d)

o texto 1 explica os problemas decorrentes da anorexia e o texto 2 elogia a magreza extrema das modelos.

4.

Pandas ainda correm perigo na China


Inverno agrava escassez de bambu provocada pelo terremoto de maio do ano passado


O terremoto que matou 70 mil pessoas em maio do ano passado na província de Sichuan, no sudoeste da China, comoveu o mundo também por causa da situação dos pandas. Sichuan é a região onde vive a maior parte desses ursos, em reservas e centros de pesquisa. [...]

Quase um ano depois, a escassez de bambu é considerada a maior ameaça à sobrevivência dos pandas. No inverno, os pandas continuam a se alimentar dessa planta. "O impacto destrutivo do terremoto será maior que o de 1983", disse Zhang Hemin, diretor do Centro de Pesquisa e Conservação de Pandas Gigantes de Wolong. Zhang se refere a uma mortandade de 40% da população de pandas, naquele ano, devido a uma praga que devastou as florestas de bambu.

ANDRÉ FONTENELLE

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ - 14/01/2009


A mortandade de 40% da população de pandas em 1983 ocorreu por causa

a)

da praga que na época devastou as florestas de bambu.

b)

do terremoto na província de Sichuan, que matou 70 mil pessoas.

c)

da alimentação dos pandas no inverno continuar a ser bambu.


d)

do grande impacto destrutivo do terremoto ocorrido naquela época.

5.

Leia o texto para responder a questão abaixo:

Admirável Chip Novo

Pitty


Pane no sistema alguém me desconfigurou

onde estão meus olhos de robô?

Eu não sabia, eu não tinha percebido

Eu sempre achei que era vivo

Parafuso e fluído em lugar de articulação

Até achava que aqui batia um coração

Nada é orgânico é tudo programado

E eu achando que tinha me libertado

Mas lá vêm eles novamente, eu sei o que vão fazer:

Reinstalar o sistema


Pense, fale, compre, beba

Leia,vote, não se esqueça

Use, seja, ouça, diga

Tenha, more, gaste, viva


Pense, fale, compre, beba

Leia,vote, não se esqueça

Use, seja, ouça, diga

Não senhor, Sim senhor, Não senhor, Sim senhor

[...]

Fonte: http://letras.terra.com.br/pitty/


A forma como os verbos são utilizados nas segunda e terceira estrofes da letra da música reforça a ideia de

a)

revolta, pois o eu do texto critica o sistema.

b)

alegria, pois o eu do texto concorda com o sistema.

c)

ordem, pois o eu da música é governado por um sistema.

d)

desejo, pois o eu da música era livre.

6.

A canícula

Artur Xexéo

A cena aconteceu num restaurante do Flamengo. Cinco pessoas à mesa comentavam o calor que fazia lá fora – e alguém comenta alguma outra coisa ultimamente na cidade?[...]

Desde então, não penso em outra coisa. Que fim levou o ventinho que fazia parte do verão carioca? Foi sugado pelo aquecimento global? Escapou pelo buraco da camada de ozônio? Cadê aqueles tempos em que, no auge do calor, a gente ia se refrescar à beira–mar? [...]

Que fim levou o cine Metro-Copacabana? Mais precisamente, que fim levou o ar refrigerado “com clima de montanha” que tornava as matinês de quinta feira, dia em que mudava o filme em cartaz, num oásis contra a canícula?[...] Considerando o tema do texto e a necessidade de um oásis (3 ° parágrafo), pode-se entender que o significado do título “A canícula” é

a)

O calor muito forte.

b)

A brisa refrescante.

c)

A matinê de quinta-feira.

d)

O aquecimento global

7.

Texto I

O ESPELHO

Marcello Migliaccio


Falar mal da TV virou moda. É "in” repudiar a baixaria, desancar o onipresente eletrodoméstico. E, num país em que os domicílios sem televisão são cada vez mais raros, o que não falta é especialista no assunto. Se um dia fomos uma pátria de 100 milhões de técnicos de futebol, hoje, mais do que nunca, temos um considerável rebanho de briosos críticos televisivos.

[..]

Mas, quando os "especialistas" criticam a TV, estão olhando para o próprio umbigo. Feita à nossa imagem e semelhança, ela é resultado do que somos enquanto rebanho globalizado. [...]

Aqui e ali, alguns vão argumentar que cultivam pensamentos mais nobres e que não se sentem representados no vídeo.

[...]

Folha de S. Paulo, 19/10/200

Texto II

A influência negativa da televisão para as crianças

Jussara de Barros

Bem diziam os Titãs, grupo de rock nacional, quando cantavam que “a televisão me deixou burro demais”. A verdade é que, ao pé da letra dessa música, a televisão coloca-nos dentro de jaulas, como animais. Assim, paralisa o desenvolvimento de pensamentos críticos e avaliativos que se desenvolvem em outras formas de diversão, além de influenciar crianças e adolescentes com cenas de violência, maldade, psicopatia e sexo explícito a todo o momento e sem qualquer responsabilidade.

Fonte: http://www.meuartigo.brasilescola.com/educacao

Vocabulário

“in” [inglês] – na moda

brioso – orgulhoso, vaidoso

onipresente – que está presente em todos os lugares.

Os textos divergem sobre o mesmo tema: a influência da televisão. A afirmação do texto 1 que contradiz o texto 2 é

a)

Falar mal da TV virou moda. É "in” repudiar a baixaria, desancar o onipresente eletrodoméstico.”

b)

“Feita à nossa imagem e semelhança, ela [a TV] é resultado do que somos [...].”

c)

E, num país em que os domicílios sem televisão são cada vez mais raros, o que não falta é especialista no assunto.”

d)

Aqui e ali, alguns vão argumentar que cultivam pensamentos mais nobres [...].”


8.

Stress Ancestral

Conhecido como um dos males do nosso tempo, o stress não é exclusividade deste século nem do anterior. Muito antes da era do trânsito caótico, e até mesmo da Revolução Industrial, a civilização inca, que viveu entre 550 e 1532, já sofria desse mal. A conclusão é de uma equipe de arqueólogos da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, que analisaram amostras de cabelo de restos mortais de dez indivíduos, provenientes de cinco diferentes sítios arqueológicos no Peru. Os pesquisadores encontraram cortisol – hormônio responsável pelo stress – em níveis superiores aos verificados em pessoas que passaram por estudos clínicos recentes. “O cortisol estava mais alto naqueles que, depois de alcançar tais níveis, morreram. Esses indivíduos podem ter desenvolvido uma doença que levou algum tempo para matá-los e essa talvez tenha sido a causa do stress”, diz a arqueóloga Emily Webb, que conduziu a pesquisa.

Fonte:http://www.istoe.com.br/reportagens/35451_STRESS

A finalidade do texto é

(A)

(B)

(C)

(D)

a)

relatar as consequências negativas do stress.

b)

informar que o stress já existe há mais de 400 anos.

c)

identificar a doença que causou o stress na civilização Inca.

d)

comparar o stress do homem moderno ao dos Incas.

9.

O traço de humor do texto pode ser identificado no fato de

a)

o homem ver um rato roubando um biscoito.

b)

o rato conseguir fugir do homem e do gato.

c)

o gato correr atrás do rato.

d)

o gato pegar o biscoito e não o rato.

10.

O formato dos parênteses, na primeira imagem, após a pergunta, reforça a ideia de que


(B)

(C) o

a)

a reeducação alimentar inclui muitos sacrifícios.

b)

o uso do pão anunciado contribui para o bom funcionamento do intestino.

c)

o funcionamento do intestino regulariza a vida do indivíduo.

d)

a alimentação equilibrada é fundamental para a saúde.


11.

Entre ovelhas e esportes radicais

Antonella Kann


Pegue a hospitalidade canadense, a praticidade americana e a bucólica paisagem britânica. Acrescente direitos humanos, qualidade de vida, liberdade de imprensa e pontualidade suíça.E, para ficar melhor ainda, nesta receita não entra corrupção. Pronto: você tem um blend para definir a Nova Zelândia, um pequeno país-ilha no sudoeste do Oceano Pacífico, a 2000 km da Austrália. A maioria dos 4 milhões de kiwis(como o povo local é carinhosamente chamado), descendentes de europeus, vive num ambiente em que tudo funciona, da máquina administrativa à infraestrutura turística. E no quesito natureza, os cenários tiram o fôlego.

[...]

O Globo, 16/01/2010.

Vocabulário

“[...] [...]você tem uma mistura para definir a Nova Zelândia.


De acordo com o texto, é característica da Nova Zelândia

a)

situar-se a menos de mil quilômetros da Austrália.

b)

possuir a maioria dos habitantes descendentes de asiáticos.

c)

ter belíssimas paisagens naturais.

d)

apresentar muitos problemas de infraestrutura turística.