WorksheetsLiteratura 4ºBim
Total questions: 20
Worksheet time: 35mins
A fala de D. Carolina em “negro é raça do diabo, raça maldita, que não sabe perdoar, que não sabe esquecer...Aleixo bem conhecia o gênio de Bom-Crioulo”. (Bom-Crioulo, capítulo X) expressa uma “opinião” negativa sobre o grupo étnico afro-descendente representado nesta ficção.
certo
errado
A fala de Amaro em “– Atrás dos apedrejados, vêm as pedras...Uma pessoa, no fim das contas, era obrigada a tornar-se ruim, a fazer tantas loucuras” (Bom-Crioulo, capítulo XI) corrobora uma tese bastante defendida pelos escritores naturalistas: a de que o homem é produto do meio, da raça e do momento histórico, tese de H. Taine.
certo
errado
A fala do narrador em “Ninguém se importava com o ‘outro’, com o negro, que lá ia, rua abaixo, triste e desolado, entre baionetas, à luz quente da manhã: todos, porém, todos queriam ‘ver o cadáver’, analisar o ferimento, meter o nariz na chaga” (Bom-Crioulo, capítulo XII) expressa uma tese negativa sobre os afro-descendentes, representados na figura de Amaro.
certo
errado
Inquieto, sobre excitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios… Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga – ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva – rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza… Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa. (CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)
Corresponde à dificuldade que o próprio Amaro sentia de resistir às constantes investidas femininas sobre ele.
Revela que Amaro considerava o amante como alguém suscetível a tentações sexuais irresistíveis.
Indica que um homem é desprovido de forças para resistir aos apelos sexuais de uma menina insinuante.
Sugere que uma criança tem maior capacidade de resistir às tentações mundanas do que um adulto.
“Nunca se apercebera de semelhante anomalia (…) As mulheres o desarmavam para os combates do amor (…) E o mais interessante é que ‘aquilo’ ameaçava ir longe, para mal de seus pecados… Não havia jeito, senão ter paciência, uma vez que a ‘natureza’ impunha-lhe esse castigo.” O trecho destacada do obra “O Bom-crioulo” ressalta que o comportamento humano não é explicado por leis biológicas.
certo
errado
Sobre o poema Ismália, de Alphonsus de Guimaraens, a desorientação desta fica expressa por termos como “enlouqueceu”, “sonho em que se perdeu”, “desvario” e na imagem da torre.
certo
errado
Os versos predominantes em "Ismália" são
redondilhas menores
redondilhas maiores
decassílabos
dodecassílabos
O simbolismo se ampara em influências medievais, como alguns traços da literatura barroca. Outra escola que os utilizam, é o romantismo. Identifique o item cujas características estejam presentes tanto na simbolista quanto na romântica.
religiosidade como tema central, sensualidade da mulher, sentimentalismo.
referências bíblicas, subjetividade, escapismo e identidade nacional.
subjetividade, escapismo, sensualidade da mulher e sentimentalismo.
indianismo, objetividade, mulher idealizada e misticismo.
O onirismo, presente no simbolismo, significa:
a arte pela arte
o que se refere aos sonhos
idealização da mulher
valorização da morte
Sobre o que se fala quanto ao parnasianismo, está INCORRETO:
1O Parnasianismo, marcado pela impessoalidade e pela objetividade, inclui-se entre as estéticas que se opõem ao Romantismo. No Brasil, o Parnasianismo foi representado especialmente por Olavo Bilac.
É comum ao simbolismo a compreensão da mente humana, esta repleta de subjetivismo.
O Parnasianismo prioriza a forma e não menospreza o impacto da poesia como ferramenta social, posicionando-se frente às mazelas sociais e raciais.
O Assinalado
(Cruz e Sousa).
Tu és o louco da imortal loucura,
O louco da loucura mais suprema.
A Terra é sempre a tua negra algema,
Prende-te nela a extrema Desventura.
Mas essa mesma algema de amargura,
Mas essa mesma Desventura extrema
Faz que tu’alma suplicando gema
E rebente em estrelas de ternura.
Tu és o Poeta, o grande Assinalado
Que povoas o mundo despovoado,
De belezas eternas, pouco a pouco…
Na Natureza prodigiosa e rica
Toda a audácia dos nervos justifica
Os teus espasmos imortais de louco!
Pode-se perceber a figura de linguagem predominante:
Aliteração: repetição do som do s.
Metalinguagem: explora o fazer poético.
O Assinalado
(Cruz e Sousa).
Tu és o louco da imortal loucura,
O louco da loucura mais suprema.
A Terra é sempre a tua negra algema,
Prende-te nela a extrema Desventura.
Mas essa mesma algema de amargura,
Mas essa mesma Desventura extrema
Faz que tu’alma suplicando gema
E rebente em estrelas de ternura.
Tu és o Poeta, o grande Assinalado
Que povoas o mundo despovoado,
De belezas eternas, pouco a pouco…
Na Natureza prodigiosa e rica
Toda a audácia dos nervos justifica
Os teus espasmos imortais de louco!
ASSINALE O ITEM INCORRETO.
"O Assinalado" é quem tem o azar de viver de desventuras e desilusões.
O poeta fala de si para si.
O sujeito lírico afirma que o poeta é um louco e que a poesia é uma loucura, a “loucura mais suprema”.
Segundo o poema, a poesia pode ser uma espécie de prisão, mas é, também, semelhante à ternura, algo distante do materialismo presente na sociedade.
A "Arte pela arte" é lema do
Simbolismo
Parnasianismo
Naturalismo
Realismo
A principal diferença entre parnasianismo e simbolismo é o norte que os rege. O que defende o simbolismo?
Oposição aos ideias românticos
Oposição ao ideal da mulher idealizada
Oposição ao ideais parnasianos
Oposição ao ideias padronizados
No poema Ismália, quais palavras representam o paralelismo?
subir/descer, amor/ódio, céu/mar
céu/mar, céu/terra, feliz/triste
céu/mar, alma/corpo, subir/descer
Ismalia/Ismaria, alto/baixo, céu/terra
SONHO AFRICANO
A João Ribeiro
Ei-lo em sua choupana. A lâmpada, suspensa
Ao teto, oscila; a um canto, um velho e ervado fimbo;
Entrando, porta dentro, o sol forma-lhe um nimbo
Cor de cinábrio em torno à carapinha densa.
Estira-se no chão... Tanta fadiga e doença!
Espreguiça, boceja... O apagado cachimbo
Na boca, nessa meia escuridão de limbo,
Mole, semicerrando os dúbios olhos, pensa...
Pensa na pátria, além... As florestas gigantes
Se estendem sob o azul, onde, cheios de mágoa,
Vivem negros reptis e enormes elefantes...
Calma em tudo. Dardeja o sol raios tranquilos...
Desce um rio, a cantar... Coalham-se à tona d'água
Em compacto apertão, os velhos crocodilos...
Sobre o poema, não se pode afirmar que
há referências africanas na linguagem do texto.
a autora apresenta certo enaltecimento do personagem descrito por meio da auréola formada sobre a “carapinha”.
o personagem João Ribeiro é elevado na narrativa, porém sua percepção sobre a natureza é descrita de maneira saudosista.
O saudosismo do texto é expresso por meio das imagens sugeridas sobre “florestas gigantes”, “céu azul”, “enormes elegantes”, rio a cantar”
Os temas pertinentes ao simbolismo restringem-se a temas universais, sem engajamento social e com sentimentalismo, como se percebe no texto “Mal secreto”.
Certo
Errado
Em “Mal secreto”, de Raimundo Correia, identificam-se características como
arte pela arte, sentimentalismo e engajamento social
forma perfeita, objetividade e racionalidade
linguagem subjetiva, sinestesia e aliteração
linguagem objetiva, temática racional e sentimentalismo
O principal autor parnasiano foi
Olavo Bilac
Cruz e Sousa
Machado de Assis
Adolfo Caminha
Os perfumes, as cores, os sons se correspondem.
Perfumes de frescor tal a carne de infantes,
Suaves iguais oboés e verdes iguais os prados,
- E outros, corrompidos, ricos e triunfantes,
Estão presentes as figuras de linguagem:
Em “doces como o oboé” obtém-se sinestesia.
Em “suaves iguais oboés” percebe-se a repetição em assonância.
Em “outros, corrompidos ricos e triunfantes”
o som da repetição do R simboliza a sinestesia.
