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WorksheetsClaro enigma
Total questions: 12
Worksheet time: 5mins
"Meu pai perdi no tempo e ganho em sonho.
Se a noite me atribui poder de fuga,
sinto logo meu pai e nele ponho
o olhar, lendo-lhe a face, ruga a ruga."
I - Entre Lobo e Cão
II - Notícias Amorosas
III - O Menino e os Homens
V - Os Lábios Cerrados
"Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável
pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar."
IV - Selo de Minas
II - Notícias Amorosas
VI - A Máquina do Mundo
V - Os Lábios Cerrados
"A igreja era grande e pobre. Os altares, humildes,
Havia poucas flores. Eram flores de horta.
Sob a luz fraca, na sombra esculpida
(quais as imagens e quais os fiéis?)
ficávamos."
IV - Selo de Minas
I - Entre Lobo e Cão
III - O Menino e os Homens
V - Os Lábios Cerrados
"Quero que meu soneto, no futuro,
não desperte em ninguém nenhum prazer.
E que, no seu maligno ar imaturo,
ao mesmo tempo saiba ser, não ser."
III - O Menino e os Homens
I - Entre Lobo e Cão
VI - A Máquina do Mundo
V - Os Lábios Cerrados
"As amadas do poeta, lá embaixo, na curva do rio, ordenham-se em lenta pavana, e uma a uma, gotas ácidas, desaparecem no poema. É há tantos anos, será ontem, foi amanhã? Signos criptográficos ficam gravados no céu eterno – ou na mesa de um bar abolido, enquanto debruçado sobre o mármore, silenciosamente viaja o poeta Mário Quintana."
I - Entre Lobo e Cão
IV - Selo de Minas
III - O Menino e os Homens
II - Notícias Amorosas
“enquanto o tempo, em suas formas breves / ou longas, que sutil interpretavas, / se evapora no fundo de teu ser?”
(a)
"por teus condutos flui um sangue vago,
e nas tuas pupilas, sob o tédio,
é a vida um suspiro sem paixão."
(a)
O filho que não fiz
hoje seria homem.
Ele corre na brisa,
sem carne, sem nome."
(a)
"A madureza sabe o preço exato
dos amores, dos ócios, dos quebrantos,
e nada pode contra sua ciência
e nem contra si mesma. O agudo olfato,
o agudo olhar, a mão, livre de encantos,
se destroem no sonho da existência."
(a)
"Que metro serve
para medir-nos?
Que forma é nossa
e que conteúdo?
Contemos algo?
Somos contidos?
Dão-nos um nome?
Estamos vivos?
(a)
"No voo que desfere,
silente e melancólico,
rumo da eternidade,
ele apenas responde
(se acaso é responder
a mistérios, somar-lhes
um mistério mais alto):
Amar, depois de perder."
(a)
"e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,
passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes
em si mesmas abertas e fechadas;"
(a)
