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WorksheetsRevisão - Realismo
Total questions: 15
Worksheet time: 24mins
Covest-PE modificado
Relacione a coluna I com a coluna II.
Coluna I
(1) Valorizou a natureza com intuito nacionalista.
(2) Homem dividido entre os valores terrenos e os valores divinos
(3) Idealizou a vida campestre como verdadeiro estado de poesia.
(4) Analisou a contemporaneidade, revelando a pequenez humana em sua miséria moral.
Coluna II
( ) Realismo
( ) Barroco
( ) Romantismo
( ) Arcadismo
A sequência correta, de cima para baixo, é:
3, 1, 2, 3
4, 2, 1, 3
3, 2, 1, 4
1, 3, 4, 2
2, 4, 3, 1
(Mackenzie-SP)
Assinale a afirmação correta a respeito do autor de Dom Casmurro.
Reconhecido renovador da narrativa literária, não teve igual desempenho no conto, que exige o espírito de concisão que ele preferiu não cultivar.
Avesso às manifestações excessivas da fantasia e da imaginação, voltou-se à construção de narrativas que comprovam as teorias deterministas e evolucionistas do século XIX.
Um dos aspectos fundamentais da inovação estética que realizou foi fazer, no interior das narrativas, reflexões sobre a própria linguagem que estava sendo utilizada nos relatos.
Em sua prosa, que atingiu destacado nível entre as mais valorosas produções literárias, elegeu tipos humanos que sofreram a decadência dos engenhos de cana-de-açúcar
A tendência ficcional para o regionalismo originou, no conjunto de sua obra, vasto painel de personagens-símbolo das aflições do migrante nordestino, em variadas manifestações.
(ITA-SP modificado) Quando comparamos a ficção de José de Alencar com as obras realistas de Machado de Assis, é possível diferenciá-las em muitos pontos, tais como:
I. A ficção romântica, em geral, termina com a união do casal no casamento, ao passo que a narrativa realista costuma terminar com a dissolução do casamento (como em D. Casmurro).
II. Na ficção romântica, é visível que tudo gira em torno do sentimento amoroso (como em Senhora), mas na ficção realista o que se percebe é o adultério como marca notável (como em Memórias póstumas de Brás Cubas, em que há o envolvimento adúltero de Virgília e Brás Cuba).
III. Os protagonistas das obras românticas são muito virtuosos (como Peri em O guarani), já os protagonistas das obras realistas são comuns (como em D. Casmurro).
IV. As obras românticas são sempre localizadas no passado histórico (como em O guarani), enquanto as realistas são invariavelmente localizadas no presente (como em Quincas Borba).
Está(ão) correta(s):
apenas I, II e III
apenas I, II, e IV.
apenas I e III.
apenas II, III, e IV.
I, II, III e IV
(PUC-SP)
Assinale a alternativa que caracteriza os romances machadianos da fase realista.
Análise psicológica sobre os personagens, linguagem correta, técnica dos capítulos curtos e da conversa com o leitor
Negativismo, quebra da linearidade da narrativa, sentimentalismo exagerado
Frase curta, predominância de narrador de 3ª pessoa, visão mística sobre a vida
Pessimismo, técnica dos capítulos longos, seleção de palavras visando ao máximo de precisão
Narrativa de estrutura informal e aberta, visão irônica da vida, comprometimento com a herança romântica
(UFSCar-SP)
“Marcela lançou os olhos para a rua, com a atonia de quem reflete ou relembra; eu deixei-me ir então ao passado, e, no meio das recordações e saudades, perguntei a mim mesmo por que motivo fizera tanto desatino. Não era esta certamente a Marcela de 1822; mas a beleza de outro tempo valia uma terça parte dos meus sacrifícios? Era o que eu buscava saber, interrogando o rosto de Marcela. O rosto dizia-me que não; ao mesmo tempo os olhos me contavam que, já outrora, como hoje, ardia neles a flama da cobiça. Os meus é que não souberam ver-lha; eram olhos da primeira edição.”
Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.
Reencontrar Marcela é uma situação que faz com que o narrador pense, sobretudo:
na possibilidade de um amor com Marcela, se não tão bela quanto antes, ao menos mais honesta e menos cobiçosa.
na beleza da mulher amada que para ele sempre valeria os seus sacrifícios, mais ainda agora que ela deixara de lado a ambição.
no espírito ambicioso de Marcela do presente, que se opõe a uma jovem bela e desinteressada de outrora.
na certeza de que os seus sacrifícios de outro tempo valeram a pena; afinal, ela era uma mulher bela e ambiciosa.
nos abusos que cometera quando jovem, iludido por uma beleza que agora ele não acreditava que valeria os seus sacrifícios.
(ENEM) No trecho que segue, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente um outro estilo de época, o Romantismo.
“Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura de nossa raça, e, com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.”
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Jackson, 1957.
A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao Romantismo está transcrita na alternativa:
"... o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas..."
"...era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça..."
"Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno,..."
"Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos..."
"... o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação."
As afirmações seguintes se referem ao romance O Ateneu, de Raul Pompeia:
I. O narrador Sérgio, ao relembrar sua experiência de adolescente vivida no internato, faz uma crítica ao modelo educacional autoritário do Brasil imperial.
II. A linguagem de Raul Pompeia é caracterizada como prosa artística pelo uso do tom requintado e pela utilização de figuras estilísticas na escrita.
III. Segundo a visão de Raul Pompeia, a escola reproduz a mesma estrutura corrompida e degradada da sociedade da época, representada por todos os integrantes da instituição: diretor, professores, alunos e funcionários.
Quais estão corretas?
Apenas a I
Apenas a II
I e II
II e III
I, II e III
(ENEM)
“Talvez pareça excessivo o escrúpulo do Cotrim, a quem não souber que ele possuía um caráter ferozmente honrado. Eu mesmo fui injusto com ele durante os anos que se seguiram ao inventário de meu pai. Reconheço que era um modelo. Arguiam-no de avareza, e cuido que tinham razão; mas a avareza é apenas a exageração de uma virtude, e as virtudes devem ser como os orçamentos: melhor é o saldo que o déficit. Como era muito seco de maneiras, tinha inimigos que chegavam a acusá-lo de bárbaro. O único fato alegado neste particular era o de mandar com frequência escravos ao calabouço, donde eles desciam a escorrer sangue; mas, além de que ele só mandava os perversos e os fujões, ocorre que, tendo longamente contrabandeado em escravos, habituara-se de certo modo ao trato um pouco mais duro que esse gênero de negócio requeria, e não se pode honestamente atribuir à índole original de um homem o que é puro efeito de relações sociais. A prova de que o Cotrim tinha sentimentos pios encontrava-se no seu amor aos filhos, e na dor que padeceu quando morreu Sara, dali a alguns meses; prova irrefutável, acho eu, e não única. Era tesoureiro de uma confraria, e irmão de várias irmandades, e até irmão remido de uma destas, o que não se coaduna muito com a reputação da avareza; verdade é que o benefício não caíra no chão: a irmandade (de que ele fora juiz) mandara-lhe tirar o retrato a óleo.”
ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992.
Obra que inaugura o Realismo na literatura brasileira, Memórias póstumas de Brás Cubas condensa uma expressividade que caracterizaria o estilo machadiano: a ironia. Descrevendo a moral de seu cunhado, Cotrim, o narrador-personagem Brás Cubas refina a percepção irônica ao
acusar o cunhado de ser avarento para confessar-se injustiçado na divisão da herança paterna.
atribuir a "efeito de relações sociais" a naturalidade com que Cotrim prendia e torturava os escravos.
considerar os "sentimentos pios" demonstrados pelo personagem quando da perda da filha Sara.
menosprezar Cotrim por ser tesoureiro de uma confraria e membro remido de várias irmandades.
insinuar que o cunhado era um homem vaidoso e egocêntrico, contemplado com um retrato a óleo.
(SAS)
Machado de Assis, além de ser considerado por muitos um dos maiores nomes da literatura brasileira, é apontado pela crítica internacional como um importante nome da literatura mundial. Pode-se afirmar que esse autor
usou a clareza e a objetividade especialmente em Dom Casmurro, apresentando um narrador em 1a pessoa.
inovou na literatura brasileira com seu senso de coletividade; em suas obras, o homem é impulsionado pelas circunstâncias sociais.
fez a análise psicológica e social de temas presentes na sociedade burguesa da época, como o adultério e o interesse material.
extrapolou os limites do humor em Dom Casmurro, ao narrar as peripécias amorosas de Bentinho e Capitu.
inviabilizou em suas obras a representação social da época a partir da introspecção das personagens.
(SAS)
Leia o texto
[...] Retórica dos namorados , dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer , sem quebra da dignidade do estilo , o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca ?
Neste pequeno trecho extraído de Dom Casmurro , pode-se perceber uma característica da personagem feminina que é a
sinceridade
honestidade
dissimulação
vaidade
compaixão
Por conta disso, o romance adquire um caráter memorialista, que é indicado pelo subtítulo: “Crônicas de saudades”. Desta forma, o universo escolar é sempre retratado e visto da perspectiva particular, irônica e deformadora de Sérgio. Assim, a instituição, os professores, os colegas e o diretor da escola, “Aristarco”, são representados de forma caricatural, destacando seus erros, hipocrisias e ambições.
Marque a alternativa que melhor corresponde às ideias apresentadas no texto.
A obra simboliza os processos educativos da época , demonstrando a eficácia e a rigidez do ensino tradicional
A casa de pensão caracteriza-se por ser um romance homônimo e de caráter sociopolítico
O Ateneu é visto como um romance introspectivo e de análise psicológica
A obra sintetiza as características naturalistas, fato já preconizado por José de Alencar no Romantismo
O Ateneu continua sendo uma referência de ensino que busca o comprometimento com a educação.
Na primeira coluna estão os nomes de romancistas românticos brasileiros; relacione-os aos comentários e nomes de obras da segunda coluna.
I. José de Alencar
II. Joaquim Manuel de Macedo
III. Bernardo de Guimarães
IV. Visconde D’Escragnolle Taunay
V. Franklin Távora
VI. Manuel Antônio de Almeida
( ) Autor de um romance antiescravagista de pouco efeito contra a escravidão, pela descaracterização da real situação de dores e de humilhações vividas na realidade, pelos escravos brasileiros. – A escrava Isaura
( ) Deixou apenas um livro, clássico da nossa literatura, no qual, com fidelidade e em tom satírico, registra a vida de tipos populares do Brasil, no início do século XIX. – Memórias de um sargento de milícias
( ) Sua obra, extremamente fiel à realidade, é resultado da ideia de construir uma literatura verdadeiramente nordestina, por meio do regionalismo. – O Cabeleira
( ) Sua obra é um verdadeiro projeto sobre o Brasil, no sentido de consolidar nossa Independência, daí a temática variada, abrangendo o cosmo brasileiro urbano, indianista e do sertão. – Ubirajara
( ) Regionalista e fiel na descrição da natureza, legou respeitada obra de base histórica. – A retirada da Laguna
( ) Suas descrições urbanas são razoavelmente fiéis, numa obra digna dos folhetins românticos da época, dadas as histórias de amor, simples e superficiais. – A Moreninha
I, III, IV, II, V
II, IV, I, V, III
IV, III V, II, I
III, VI, V, I, IV, II.
Eça de Queirós afirmava:
O Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos – para nos conhecermos, para que saibamos se somos verdadeiros ou falsos, para condenar o que houver de mau na nossa sociedade.
Para realizar essa proposta literária, quais foram os recursos utilizados no discurso realista?
Selecione-os na relação abaixo e depois assinale a alternativa que os contém.
1. Preocupação revolucionária, atitude de crítica e de combate
2. Imaginação criadora
3. Personagens fruto de observação; tipos concretos e vivos
4. Linguagem natural, sem rebuscamentos
5. Preocupação com mensagem que revela a concepção materialista do homem
6. Senso de mistério
7. Retorno ao passado
8. Determinismo biológico ou social
1, 2, 3, 5, 7, 8
1, 3, 4, 5, 8
2, 3, 4, 5, 8
3, 4, 5, 6, 8
2, 3, 4, 5, 7
(SAS)
Capítulo CVI - Jogo perigoso
Respirei e sentei-me. Dona Plácida atroava a sala com exclamações e lástimas. Eu ouvia, sem lhe dizer cousa nenhuma; refletia comigo se não era melhor ter fechado Virgília na alcova e ficado na sala; mas adverti logo que seria peor; confirmaria a suspeita, chegaria o fogo à pólvora, e uma cena de sangue [...] Foi muito melhor assim.
Mas depois? que ia acontecer em casa de Virgília? matá-la-ia o marido? espancá-la-ia? encerrá-la-ia? expulsá-la-ia? Estas interrogações percorriam lentamente o meu cérebro, como os pontinhos e vírgulas escuras percorrem o campo visual dos olhos enfermos ou cansados. Iam e vinham, com o seu aspecto seco e trágico, e eu não podia agarrar um deles e dizer: és tu, tu e não outro.
Uma das características mais marcantes do Realismo brasileiro consolidou-se como um apego à psicologia das personagens, como demonstra o trecho lido. Assinale, a seguir, outro fragmento que apresente de maneira clara esta característica.
“Por ocasião dos intensos calores de fevereiro e março e do fim do ano, havia aí dois banhos por dia. E cada banho era uma festa, naquela água gorda, salobra da transpiração lavada das turmas precedentes, que as dimensões do tanque impediam a devida renovação [...].” (Raul Pompéia)
“[...] João Romão mandou levantar na frente, nas vinte braças que separavam a venda do sobrado do Miranda, um grosso muro de dez palmos de altura, coroado de cacos de vidro, e fundos de garrafa, e com um grande portão no centro [...].” (Aluísio Azevedo)
"Rubião escutava, com a alma nos olhos, sinceramente desejoso de entender; mas não dava pela necessidade a que o amigo atribuía a morte da avó.” (Machado de Assis)
“[...] expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado por onze amigos.” (Machado de Assis)
“Foi no Rio de Janeiro [...], defronte da Capela Imperial, que era então Real, em dia de grande festa; minha avó saiu, atravessou o adro, para ir ter à cadeirinha, que a esperava no Largo do Paço. Gente como formiga.” (Machado de Assis)
São obras românticas de Machado de Assis
A mão e a luva
Memorial de Aires
Helena
Senhora
Dom Casmurro
