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AULÃO DE CIÊNCIAS HUMANAS

Total questions: 14

Worksheet time: 28mins

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1.

(ENEM 2013) “A recuperação da herança cultural africana deve levar em conta o que é próprio do processo cultural: seu movimento, pluralidade e complexidade. Não se trata, portanto, do resgate ingênuo do passado nem do seu cultivo nostálgico, mas de procurar perceber o próprio rosto cultural brasileiro. O que se quer é captar seu movimento para melhor compreendê-lo historicamente.”


MINAS GERAIS: Cadernos do Arquivo 1: Escravidão em

Minas Gerais. Belo Horizonte: Arquivo Público Mineiro, 1988.

Com base no texto, a análise de manifestações culturais de origem africana, como a capoeira ou o candomblé, deve considerar que elas

a)

A) permanecem como reprodução dos valores e costumes africanos.

b)

B) perderam a relação com o seu passado histórico.

c)

C) derivam da interação entre valores africanos e a experiência histórica brasileira.

d)

D) contribuem para o distanciamento cultural entre negros e brancos no Brasil atual.

e)

E) demonstram a maior complexidade cultural dos africanos em relação aos europeus.

2.

CESGRANRIO) No Brasil, o quilombo foi uma das formas de resistência da população escrava. Sobre os quilombos no Brasil, é correto afirmar que o(a):

a)

A) maior número de quilombos se concentrou na região nordeste do Brasil, em função da decadência da lavoura cafeeira, já que os fazendeiros, impossibilitados de sustentar os escravos, incentivavam-lhes a fuga.

b)

B) maior dos quilombos brasileiros, Palmares, foi extinto a partir de um acordo entre Zumbi e o governador de Pernambuco, que se comprometeu a não punir os escravos que desejassem retornar às fazendas.

c)

C) existência de poucos quilombos na região Norte pode ser explicada pela administração diferenciada, já que, no Estado do Grão-Pará e Maranhão, a Coroa Portuguesa havia proibido a escravidão negra.

d)

D) quase inexistência de quilombos no Sul do Brasil se relaciona à pequena porcentagem de negros na região, o que também permitiu que lá não ocorressem questões ligadas à segregação racial.

e)

E) população dos quilombos também era formada por indígenas ameaçados pelos europeus, brancos pobres e outros aventureiros e desertores, embora predominassem africanos e seus descendentes.

3.

Os rios sempre foram importantes para a integração e desenvolvimento da França e

por isso foram homenageados pela corte do antigo regime monárquico. Após visitar o

Museu do Louvre é muito interessante fazer um passeio pelo rio Sena, que bordeia os

monumentos mais belos de Paris.

A respeito do rio Sena, assinale a alternativa correta:

a)

A) é o menor da França, passa pela capital Paris e deságua no Mar do Norte.

b)

B) nasce na Floresta Negra (Alemanha) e faz fronteira entre a Suíça e França e Alemanha e Holanda.

c)

C) é exclusivo da França, passa pela capital Paris e deságua no Canal da Mancha

d)

D) nasce nos Alpes Franceses, atravessa o lago Genebra, a cerca de 370 metros de altitude, e corre através da Suíça e da França.

e)

E) é um rio, principalmente espanhol, com a sua origem em França e que flui sobre 647 km antes de desaguar no Oceano Atlântico.

4.

União Europeia e o Mercosul negociam um acordo de livre comércio há 20 anos. A assinatura foi adiada durante todo esse período em razão da resistência de setores industriais ou agrícolas dos dois lados. Os agricultores franceses têm sido um dos setores que mais opuseram resistência à celebração de um documento União Europeia-Mercosul. “Quero também que o consumidor brasileiro possa beber um bom vinho europeu e comprar os produtos europeus em níveis [valores] muito mais baixos do que atualmente estão disponíveis”, disse Cravinho, embaixador da União Europeia, no Brasil.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-05/mercosul-e-uniao-europeia-podem-fechar-acordo-de-livre-comercio

O texto permite concluir que um dos entraves ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia refere-se

a)

A) à recusa dos países do Mercosul em importar produtos industrializados oriundos da União Europeia.

b)

B)às elevadas tarifas de importação aplicadas na Europa, em relação aos produtos industrializados oriundos do Mercosul.

c)

C) à pressão dos Estados Unidos que busca impedir o acordo entre Mercosul e União Europeia.

d)

D) aos subsídios agrícolas fornecidos aos agricultores europeus por alguns países da União Europeia.

e)

E) à influência da China que ameaça barrar suas importações

5.

(Enem/2019) A maior parte das agressões e manifestações discriminatórias contra as religiões de matrizes africanas ocorrem em locais públicos (57%). É na rua, na via pública, que tiveram lugar mais de 2/3 das agressões, geralmente em locais próximos às casas de culto dessas religiões. O transporte público também é apontado como um local em que os adeptos das religiões de matrizes africanas são discriminados, geralmente quando se encontram paramentados por conta dos preceitos religiosos.

REGO, L. F.; FONSECA, D. P. R.; GIACOMINI, S. M.. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2014.


As práticas descritas no texto são incompatíveis com a dinâmica de uma sociedade laica e democrática porque

a)

A) asseguram as expressões multiculturais.

b)

B) promovem a diversidade de etnias.

c)

C) falseiam os dogmas teológicos.

d)

D) estimulam os rituais sincréticos.

e)

E) restringem a liberdade de credo.

6.

(Enem/2016) Hoje, a indústria cultural assumiu a herança civilizatória da democracia de pioneiros e empresários, que tampouco desenvolvera uma fineza de sentido para os desvios espirituais. Todos são livres para dançar e para se divertir, do mesmo modo que, desde a neutralização histórica da religião, são livres para entrar em qualquer uma das inúmeras seitas. Mas a liberdade de escolha da ideologia, que reflete sempre a coerção econômica, revela-se em todos os setores como a liberdade de escolher o que é sempre a mesma coisa. ADORNO, T HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.


A liberdade de escolha na civilização ocidental, de acordo com a análise do texto, é um(a)

a)

A) legado social.

b)

B) patrimônio político.

c)

C) produto da moralidade.

d)

D) conquista da humanidade.

e)

E) ilusão da contemporaneidade.

7.

(ENEM 2009) “Formou-se na América tropical uma sociedade agrária na estrutura, escravocrata na técnica de exploração econômica, híbrida de índio – e mais tarde de negro – na composição. Sociedade que se desenvolveria defendida menos pela consciência de raça, do que pelo exclusivismo religioso desdobrado em sistema de profilaxia social e política. Menos pela ação oficial do que pelo braço e pela espada do particular. Mas tudo isso subordinado ao espírito político e de realismo econômico e jurídico que aqui, como em Portugal, foi desde o primeiro século elemento decisivo de formação nacional; sendo que entre nós através das grandes famílias proprietárias e autônomas; senhores de engenho com altar e capelão dentro de casa e índios de arco e flecha ou negros armados de arcabuzes às suas ordens”.


De acordo com a abordagem de Gilberto Freyre sobre a formação da sociedade brasileira, é correto afirmar que

a)

A) a colonização na América tropical era obra, sobretudo, da iniciativa particular.

b)

B) o caráter da colonização portuguesa no Brasil era exclusivamente mercantil.

c)

C) a constituição da população brasileira esteve isenta de mestiçagem racial e cultural.

d)

D) a Metrópole ditava as regras e governava as terras brasileiras com punhos de ferro

e)

E) os engenhos constituíam um sistema econômico e político, mas sem implicações sociais.

8.

Para Caio Prado Jr., a formação brasileira se completaria no momento em que fosse superada a nossa herança de inorganicidade social ― o oposto da interligação com objetivos internos ― trazida da colônia. Este momento alto estaria, ou esteve, no futuro. Se passarmos a Sérgio Buarque de Holanda, encontraremos algo análogo. O país será moderno e estará formado quando superar a sua herança portuguesa, rural e autoritária, quando então teríamos um país democrático. Também aqui o ponto de chegada está mais adiante, na dependência das decisões do presente. Celso Furtado, por seu turno, dirá que a nação não se completa enquanto as alavancas do comando, principalmente do econômico, não passarem para dentro do país. Como para os outros dois, a conclusão do processo encontra-se no futuro, que agora parece remoto.

SCHWARZ, R. Os sete fôlegos de um livro. Sequências brasileiras. São Paulo: Cia. das Letras,1999 (adaptado).


Acerca das expectativas quanto à formação do Brasil, a sentença que sintetiza os pontos de vista apresentados no texto é:

a)

A) Brasil, um país que vai pra frente.

b)

B) Brasil, a eterna esperança.

c)

C) Brasil, glória no passado, grandeza no presente.

d)

D) Brasil, terra bela, pátria grande.

e)

E) Brasil, gigante pela própria natureza.

9.

(ENEM) O que se entende por Corte do antigo regime é, em primeiro lugar, a casa de habitação dos reis de França, de suas famílias, de todas as pessoas que, de perto ou de longe, dela fazem parte. As despesas da Corte, da imensa casa dos reis, são consignadas no registro das despesas do reino da França sob a rubrica significativa de Casas Reais.

ELIAS, N. A sociedade de corte. Lisboa: Estampa, 1987.

Algumas casas de habitação dos reis tiveram grande efetividade política e terminaram por se transformar em patrimônio artístico e cultural, cujo exemplo é

a)

A) o palácio de Versalhes.

b)

B) o Museu Britânico.

c)

C) a catedral de Colônia.

d)

D) a Casa Branca.

e)

E) a pirâmide do faraó Quéops.

10.

(ENEM ) Própria dos festejos juninos, a quadrilha nasceu como dança aristocrática. oriunda dos salões franceses, depois difundida por toda a Europa. No Brasil, foi introduzida como dança de salão e, por sua vez, apropriada e adaptada pelo gosto popular. Para sua ocorrência, é importante a presença de um mestre “marcante” ou “marcador”, pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores desenvolvem. Observa-se a constância das seguintes marcações: “Tour”, “En avant”, “Chez des dames”, “Chez des cheveliê”, “Cestinha de flor”, “Balancê”, “Caminho da roça”, “Olha a chuva”, “Garranchê”, “Passeio”, “Coroa de flores”, “Coroa de espinhos” etc.


No Rio de Janeiro, em contexto urbano, apresenta transformações: surgem novas figurações, o francês aportuguesado inexiste, o uso de gravações substitui a música ao vivo, além do aspecto de competição, que sustenta os festivais de quadrilha, promovidos por órgãos de turismo.

CASCUDO. L.C. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro: Melhoramentos. 1976.


As diversas formas de dança são demonstrações da diversidade cultural do nosso país. Entre elas, a quadrilha é considerada uma dança folclórica por

a)

A) possuir como característica principal os atributos divinos e religiosos e, por isso, identificar uma nação ou região.

b)

B) abordar as tradições e costumes de determinados povos ou regiões distintas de uma mesma nação.

c)

C) apresentar cunho artístico e técnicas apuradas, sendo também, considerada dança-espetáculo.

d)

D) necessitar de vestuário específico para a sua prática, o qual define seu país de origem.

e)

E) acontecer em salões e festas e ser influenciada por diversos gêneros musicais.

11.

Apesar de várias semelhanças entre si, os movimentos emancipacionistas mineiro e baiano, ambos do final do século XVIII, destacava-se uma diferença, de cunho predominantemente social, que nos permite o caráter limitado e seletivo da influência iluminista sobre os conspiradores, que foi

a)

A) enquanto a mineira defendia a instalação de um regime monárquico, a baiana pretendia uma república.

b)

B) o apoio de um dos movimentos à emancipação dos escravos, enquanto o outro se omitia a esse respeito.

c)

C) a diferença de projetos econômicos, tanto um favorável quanto outro contrário ao desenvolvimento industrial.

d)

D) a defesa, no sudeste de atividades agrícolas, enquanto que no nordeste o apoio às funções urbanas.

e)

E) a apoio à independência política regional, sem, entretanto, romper o monopólio comercial metropolitano.

12.

Manifesto Revolucionário (da Confederação do Equador)


“Brasileiros do Norte! D. Pedro I, filho de D. João VI, rei de Portugal, a quem vós, após uma estúpida condescendência com os brasileiros do Sul, aclamastes vosso imperador, quer descaradamente escravizar-vos. Que desaforo atrevimento de um europeu no Brasil. Acaso pensara esse estrangeiro ingrato e sem costumes que tem algum direito à Coroa, por descender da casa de Bragança na Europa, de quem já fomos independentes de fato e de direito? Não há delírio igual (...)”.

(BRANDÃO, Ulysses de Carvalho. A Confederação do Equador, Pernambuco: Publicações Oficiais, 1924).


Nesse movimento separatista, iniciado em Pernambuco, em 1824, foi posta em questão uma divergência político-administrativa que nos tem acompanhado no transcorrer de nossa história. Sobre explicar essa divergência dizendo que

a)

A) trata do projeto federalista, de modelo norte-americano, sempre foi o hegemônico no Brasil, apesar de enfrentar eventuais resistências.

b)

B) propunha a mudança do sistema eleitoral estabelecido na Constituição de 1824, para poder discriminar os portugueses.

c)

C) se refere ao enfrentamento político entre monarquistas e republicanos, levou às invasões estrangeiras ao nosso país.

d)

D) comenta a disputa entre a concessão de autonomia para as províncias (estados) ou o centralismo, com o poder decisório concentrado no governo central.

e)

E) se restringiu ao enfrentamento, por vezes violento, entre os grupos escravistas e os defensores do projeto abolicionista.

13.

(Enem 2016) A África Ocidental é conhecida pela dinâmica das suas mulheres comerciantes, caracterizadas pela perícia, autonomia e mobilidade. A sua presença, que fora atestada por viajantes e por missionários portugueses que visitaram a costa a partir do século XV, consta também na ampla documentação sobre a região. A literatura é rica em referências às grandes mulheres como as vendedoras ambulantes, cujo jeito para o negócio, bem como a autonomia e mobilidade, é tão típico da região.

HAVIK, P. Dinâmicas e assimetrias afro-atlânticas: a agência feminina e representações em mudança na Guiné (séculos XIX e XX). In: PANTOJA. S. (Org.). Identidades, memórias e histórias em terras africanas. Brasília: LGE; Luanda: Nzila, 2006.

A abordagem realizada pelo autor sobre a vida social da África Ocidental pode ser relacionada a uma característica marcante das cidades no Brasil escravista nos séculos XVIII e XIX, que se observa pela

a)

A) restrição à realização do comércio ambulante por africanos escravizados e seus descendentes.

b)

B) convivência entre homens e mulheres livres, de diversas origens, no pequeno comércio.

c)

C) presença de mulheres negras no comércio de rua de diversos produtos e alimentos.

d)

D) dissolução dos hábitos culturais trazidos do continente de origem dos escravizados.

e)

E) entrada de imigrantes portugueses nas atividades ligadas ao pequeno comércio urbano.

14.

(Enem 2014) O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão cuja planta se tornou doméstica na Índia. No restaurante, toda uma série de elementos tomada de empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Lê noticias do dia impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha.

LINTON, R. O homem: uma introdução à antropologia. São Paulo; Martins, 1959 (adaptado).

A situação descrita é um exemplo de como os costumes resultam da

a)

A) assimilação de valores de povos exóticos.

b)

B) experimentação de hábitos sociais variados.

c)

C) recuperação de heranças da Antiguidade Clássica.

d)

D) fusão de elementos de tradições culturais diferentes.

e)

E) valorização de comportamento de grupos privilegiados.