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Worksheets3º Aulão e 2º Quiz filosófico - HSC
Total questions: 10
Worksheet time: 19mins
(ENEM 2018) Não é verdade que estão ainda cheios de velhice espiritual aqueles que nos dizem: “Que fazia Deus antes de criar o céu e a terra? Se estava ocioso e nada realizava”, dizem eles, “por que não ficou sempre assim no decurso dos séculos, abstendo-se, como antes, de toda ação? Se existiu em Deus um novo movimento, uma vontade nova para dar o ser a criaturas que nunca antes criara, como pode haver verdadeira eternidade, se n’Ele aparece uma vontade que antes não existia?”
AGOSTINHO. Confissões, São Paulo: Abril Cultural, 1984.
A questão da eternidade, tal como abordada pelo autor, é um exemplo de reflexão filosófica sobre a(s)
essência da ética cristã.
abrangência da compreensão humana.
interpretações da realidade circundante.
certezas inabaláveis da experiência.
(ENEM 2015) Se os nossos adversários, que admitem a existência de uma natureza não criada por Deus, o Sumo Bem, quisessem admitir que essas considerações estão certas, deixariam de proferir tantas blasfêmias, como a de atribuir a Deus tanto a autoria dos bens quanto dos males. pois sendo Ele fonte suprema de Bondade, nunca poderia ter criado aquilo que é contrário à sua natureza.
AGOSTINHO. A natureza do Bem. Rio de Janeiro: Sétimo Selo, 2005 (adaptado).
Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal porque:
por ser bom, Deus não pode criar o que lhe é oposto, o mal.
o surgimento do mal é anterior à existência de Deus.
Deus apenas transforma a matéria, que é, por natureza, má.
Deus se limita a administrar a dialética existente entre o bem e o mal.
Segundo a tradição racionalista, a verdade não reside nas próprias coisas, mas somente no juízo. De acordo com essa concepção de verdade, é lícito afirmar:
As ideias são verdadeiras por coincidirem naturalmente com as coisas.
O sujeito do juízo não deve pertencer ao predicado, para se evitar um julgamento preconceituoso
A verdade reside na atribuição do predicado inerente ao sujeito do juízo.
A apreensão do objeto é produto de um julgamento exclusivamente ético.
O filósofo francês René Descartes escreveu o seguinte em seu Discurso do Método: Logo que adquiri algumas noções gerais relativas à física julguei que não podia mante -las ocultas, sem pecar grandemente contra a lei que nos obriga a procurar o bem geral de todos os homens. Pois elas me fizeram ver que é possível chegar a conhecimentos que sejam úteis à vida e assim nos tornar como que senhores e possuidores da natureza. O que é de desejar, não só para a invenção de uma infinidade de utensílios, que permitiriam gozar, sem qualquer custo, os frutos da terra e de todas as comodidades que nela se acham, mas principalmente também para a conservação da saúde, que é sem dúvida o primeiro bem e o fundamento de todos os outros bens desta vida.
Assinale a alternativa que resume o pensamento de Descartes.
O conhecimento e o domínio da natureza devem ser empregados para satisfazer as necessidades humanas e aperfeiçoar nossa existência.
O conhecimento deve ser mantido oculto para evitar que seja empregado para dominar a natureza.
O conhecimento da natureza satisfaz apenas ao intelecto e não é capaz de alterar as condições da vida humana.
Devemos buscar o conhecimento exclusivamente pelo prazer de conhecer.
(Enem/2010) – O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente de outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levam ao assassinato e ao roubo.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe, São Paulo: Martin Claret, 2009.
No século XVI, Maquiavel escreveu “O Príncipe”, reflexão sobre a Monarquia e a função do governante.
A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na
conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe.
inércia do julgamento de crimes polêmicos.
neutralidade diante da condenação dos servos.
compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.
ENEM 2012 – Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado).
Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao:
redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão.
valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo.
rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos.
afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana.
Sócrates, grande filósofo grego, formou numerosos discípulos, que seguiram diferentes caminhos para buscar o conhecimento real.
A grande preocupação socrática era:
o autoconhecimento que poderia ser obtido por meio da ironia e da maiêutica, métodos que consistiam em fazer indagação, fingindo ignorância, para despertar no interlocutor o conhecimento latente.
interpretar o mundo como sendo espiritual e organizado segundo uma moral baseada em verdadeiros conceitos imutáveis.
mostrar que todo o conhecimento era obtido por intermédio dos sentidos humanos e que, por esses serem falhos, era relativo e limitado.
fazer um estudo crítico da História, comparando a História Grega com a dos povos orientais, a fim de mostrar que o mundo era mais amplo do que se imaginava.
(ENEM 2016) – Questão sobre Platão
Estamos, pois, de acordo quando, ao ver algum objeto, dizemos: “Este objeto que estou vendo agora tem tendência para assemelhar-se a um outro ser, mas, por ter defeitos, não consegue ser tal como o ser em questão, e lhe é, pelo contrário, inferior”. Assim, para podermos fazer estas reflexões, é necessário que antes tenhamos tido ocasião de conhecer esse ser de que se aproxima o dito objeto, ainda que imperfeitamente.
PLATÃO. Fédon. São Paulo: Abril Cultural, 1972.
Na epistemologia platônica, conhecer um determinado objeto implica:
comparar o objeto observado com uma descrição detalhada dele.
estabelecer semelhanças entre o que é observado em momentos distintos.
fazer correspondência entre o objeto observado e seu ser
identificar outro exemplar idêntico ao observado.
Leia o fragmento a seguir, extraído do Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, de Rousseau:
“É do homem que devo falar, e a questão que examino me indica que vou falar a homens, pois não se propõem questões semelhantes quando se teme honrar a verdade. Defenderei, pois, com confiança a causa da humanidade perante os sábios que a isso me convidam e não ficarei descontente comigo mesmo se me tornar digno de meu assunto e de meus juízes”.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo: Martins Fontes, 1999, p.159.
A partir da teoria contratualista de Rousseau, assinale a alternativa que representa aquilo que o filósofo de Genebra pretende defender na obra.
Que há, na espécie humana, duas espécies de desigualdade: a primeira, natural, e a segunda, moral ou política.
Que a desigualdade moral ou política é uma continuidade daquilo que já está presente no estado natural.
Que no estado natural existe apenas o direito de propriedade.
Que a desigualdade social é autorizada pela lei natural, ou seja, que a natureza não se encontra submetida à lei.
A influência de Sócrates na filosofia grega foi tão marcante que dividiu a sua história em períodos: período pré-socrático, período socrático e período pós-socrático. O período pré-socrático é visto como uma época de formação da filosofia grega, na qual predominavam os problemas cosmológicos. Ele se desenvolveu em cidades da Jônia e da Magna Grécia. Grandes escolas filosóficas surgem nesse período e muitos pensadores se destacam. Entre eles, um jônico, que ficou conhecido como pai da filosofia. Seu nome é:
Leucipo de Abdera.
Tales de Mileto.
Parmênides de Eléia.
Sócrates de Atenas.
