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3º Aulão e 2º Quiz filosófico - HSC

Total questions: 10

Worksheet time: 19mins

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1.

(ENEM 2018) Não é verdade que estão ainda cheios de velhice espiritual aqueles que nos dizem: “Que fazia Deus antes de criar o céu e a terra? Se estava ocioso e nada realizava”, dizem eles, “por que não ficou sempre assim no decurso dos séculos, abstendo-se, como antes, de toda ação? Se existiu em Deus um novo movimento, uma vontade nova para dar o ser a criaturas que nunca antes criara, como pode haver verdadeira eternidade, se n’Ele aparece uma vontade que antes não existia?”

AGOSTINHO. Confissões, São Paulo: Abril Cultural, 1984.


A questão da eternidade, tal como abordada pelo autor, é um exemplo de reflexão filosófica sobre a(s)

a)

essência da ética cristã.

b)

abrangência da compreensão humana.

c)

interpretações da realidade circundante.

d)

certezas inabaláveis da experiência.

2.

(ENEM 2015) Se os nossos adversários, que admitem a existência de uma natureza não criada por Deus, o Sumo Bem, quisessem admitir que essas considerações estão certas, deixariam de proferir tantas blasfêmias, como a de atribuir a Deus tanto a autoria dos bens quanto dos males. pois sendo Ele fonte suprema de Bondade, nunca poderia ter criado aquilo que é contrário à sua natureza.

AGOSTINHO. A natureza do Bem. Rio de Janeiro: Sétimo Selo, 2005 (adaptado).

Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal porque:

a)

por ser bom, Deus não pode criar o que lhe é oposto, o mal.

b)

o surgimento do mal é anterior à existência de Deus.

c)

Deus apenas transforma a matéria, que é, por natureza, má.

d)

Deus se limita a administrar a dialética existente entre o bem e o mal.

3.

Segundo a tradição racionalista, a verdade não reside nas próprias coisas, mas somente no juízo. De acordo com essa concepção de verdade, é lícito afirmar:

a)

As ideias são verdadeiras por coincidirem naturalmente com as coisas.

b)

O sujeito do juízo não deve pertencer ao predicado, para se evitar um julgamento preconceituoso

c)

A verdade reside na atribuição do predicado inerente ao sujeito do juízo.

d)

A apreensão do objeto é produto de um julgamento exclusivamente ético.

4.

O filósofo francês René Descartes escreveu o seguinte em seu Discurso do Método: Logo que adquiri algumas noções gerais relativas à física julguei que não podia mante -las ocultas, sem pecar grandemente contra a lei que nos obriga a procurar o bem geral de todos os homens. Pois elas me fizeram ver que é possível chegar a conhecimentos que sejam úteis à vida e assim nos tornar como que senhores e possuidores da natureza. O que é de desejar, não só para a invenção de uma infinidade de utensílios, que permitiriam gozar, sem qualquer custo, os frutos da terra e de todas as comodidades que nela se acham, mas principalmente também para a conservação da saúde, que é sem dúvida o primeiro bem e o fundamento de todos os outros bens desta vida.

Assinale a alternativa que resume o pensamento de Descartes.

a)

O conhecimento e o domínio da natureza devem ser empregados para satisfazer as necessidades humanas e aperfeiçoar nossa existência.

b)

O conhecimento deve ser mantido oculto para evitar que seja empregado para dominar a natureza.

c)

O conhecimento da natureza satisfaz apenas ao intelecto e não é capaz de alterar as condições da vida humana.

d)

Devemos buscar o conhecimento exclusivamente pelo prazer de conhecer.

5.

(Enem/2010) – O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente de outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levam ao assassinato e ao roubo.


MAQUIAVEL, N. O Príncipe, São Paulo: Martin Claret, 2009.


No século XVI, Maquiavel escreveu “O Príncipe”, reflexão sobre a Monarquia e a função do governante.

A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na

a)

conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe.

b)

inércia do julgamento de crimes polêmicos.

c)

neutralidade diante da condenação dos servos.

d)

compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.

6.

ENEM 2012 – Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.


MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado).


Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao:

a)

redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão.

b)

valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo.

c)

rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos.

d)

afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana.

7.

Sócrates, grande filósofo grego, formou numerosos discípulos, que seguiram diferentes caminhos para buscar o conhecimento real.

A grande preocupação socrática era:

a)

o autoconhecimento que poderia ser obtido por meio da ironia e da maiêutica, métodos que consistiam em fazer indagação, fingindo ignorância, para despertar no interlocutor o conhecimento latente.

b)

interpretar o mundo como sendo espiritual e organizado segundo uma moral baseada em verdadeiros conceitos imutáveis.

c)

mostrar que todo o conhecimento era obtido por intermédio dos sentidos humanos e que, por esses serem falhos, era relativo e limitado.

d)

fazer um estudo crítico da História, comparando a História Grega com a dos povos orientais, a fim de mostrar que o mundo era mais amplo do que se imaginava.

8.

(ENEM 2016) – Questão sobre Platão

Estamos, pois, de acordo quando, ao ver algum objeto, dizemos: “Este objeto que estou vendo agora tem tendência para assemelhar-se a um outro ser, mas, por ter defeitos, não consegue ser tal como o ser em questão, e lhe é, pelo contrário, inferior”. Assim, para podermos fazer estas reflexões, é necessário que antes tenhamos tido ocasião de conhecer esse ser de que se aproxima o dito objeto, ainda que imperfeitamente.


PLATÃO. Fédon. São Paulo: Abril Cultural, 1972.


Na epistemologia platônica, conhecer um determinado objeto implica:

a)

comparar o objeto observado com uma descrição detalhada dele.

b)

estabelecer semelhanças entre o que é observado em momentos distintos.

c)

fazer correspondência entre o objeto observado e seu ser

d)

identificar outro exemplar idêntico ao observado.

9.

Leia o fragmento a seguir, extraído do Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, de Rousseau:

“É do homem que devo falar, e a questão que examino me indica que vou falar a homens, pois não se propõem questões semelhantes quando se teme honrar a verdade. Defenderei, pois, com confiança a causa da humanidade perante os sábios que a isso me convidam e não ficarei descontente comigo mesmo se me tornar digno de meu assunto e de meus juízes”.


ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo: Martins Fontes, 1999, p.159.


A partir da teoria contratualista de Rousseau, assinale a alternativa que representa aquilo que o filósofo de Genebra pretende defender na obra.

a)

Que há, na espécie humana, duas espécies de desigualdade: a primeira, natural, e a segunda, moral ou política.

b)

Que a desigualdade moral ou política é uma continuidade daquilo que já está presente no estado natural.

c)

Que no estado natural existe apenas o direito de propriedade.

d)

Que a desigualdade social é autorizada pela lei natural, ou seja, que a natureza não se encontra submetida à lei.

10.

A influência de Sócrates na filosofia grega foi tão marcante que dividiu a sua história em períodos: período pré-socrático, período socrático e período pós-socrático. O período pré-socrático é visto como uma época de formação da filosofia grega, na qual predominavam os problemas cosmológicos. Ele se desenvolveu em cidades da Jônia e da Magna Grécia. Grandes escolas filosóficas surgem nesse período e muitos pensadores se destacam. Entre eles, um jônico, que ficou conhecido como pai da filosofia. Seu nome é:

a)

Leucipo de Abdera.

b)

Tales de Mileto.

c)

Parmênides de Eléia.

d)

Sócrates de Atenas.