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WorksheetsTeoria do Conhecimento: de Aristóteles à Idade Média
Total questions: 25
Worksheet time: 17mins
Para Aristóteles, para que haja o movimento é necessário uma causa. E há quatro tipos de causa: formal, material, eficiente e causa final.
Correta.
Errada.
Para Aristóteles, todas as coisas tendem naturalmente para um fim (telos), sendo esta concepção teleológica da realidade a que explica a natureza de todos os seres.
Correta.
Errada.
“Segundo Aristóteles, tudo tende a passar da potência ao ato; tudo se move de uma para outra condição. Essa passagem se daria pela ação de forças que se originam de diferentes motores, isto é, coisas ou seres que promoveriam esta mudança. No entanto, se todo o Universo sofre transformações, o estagirita afirmava que deveria haver um primeiro motor [...]”.
O primeiro motor é imóvel, caso contrário, alguma causa deveria movê-lo e ele não seria mais o primeiro motor; é imutável, porque é ato puro.
Correta.
Errada.
Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C), apesar de ter sido discípulo de Platão, criou sua própria filosofia.
Uma das diferenças marcantes entre os dois é a importância dada aos fenômenos naturais do chamado mundo sensível. No mundo sensível, a mudança é constante, característica que Aristóteles procura explicar a partir das concepções de matéria, forma, potência e ato.
A potência e o ato são conceitos que não se referem, de fato, às coisas materiais sujeitas à transformação.
A potência é o que a matéria virá a ser, seu devir, o princípio do movimento; ato é aquilo que ela é no presente.
Para Aristóteles: “Só julgamos que temos conhecimento de uma coisa quando conhecemos sua causa. E há quatro tipos de causa: a essência, as condições determinantes, a causa eficiente desencadeadora do processo e a causa final. (ARISTÓTELES. Analíticos Posteriores. Livro II. Bauru: Edipro. 2005. p. 327.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a metafísica aristotélica, é correto afirmar.
A existência de um plano superior constituído das ideias e atingido apenas pelo intelecto permite a Aristóteles a compreensão objetiva dos fenômenos que ocorrem no mundo físico.
A realidade, para Aristóteles, sendo constituída por seres singulares, concretos e mutáveis, pode ser conhecida indutivamente pela observação e pela experimentação.
Para a compreensão das transformações e da mutabilidade dos seres, Aristóteles recorre ao princípio da criação divina.
Na metafísica aristotélica, a compreensão do devir de todas as coisas está vinculada à determinação da causa material e da causa formal sobre a causa final.
Para Aristóteles, todas as coisas tendem naturalmente para um fim (telos), sendo esta concepção teleológica da realidade a que explica a natureza de todos os seres.
A Escolástica é o período da filosofia cristã da Idade Média, que vai do século IX ao século XIV. Sobre a Escolástica é correto afirmar, EXCETO:
no século XIII, servindo-se das traduções das obras de Aristóteles, que foram feitas diretamente do grego, Tomás de Aquino realizou a síntese magistral entre a teologia cristã e a filosofia aristotélica.
a fundação das universidades, já no século XI, permitiu a expansão da cultura letrada, secularmente guardada nos mosteiros, e a fermentação de idéias que culminaria nos grandes sistemas filosóficos e teológicos do século XIII.
no século XII a Igreja condenou o pensamento platônico, principalmente na sua versão árabe, porque os teólogos perceberam um ateísmo intrínseco na forma de argumentação dialética da personagem Sócrates.
no século XIV surgiram pensadores, tais como Guilherme de Ockam, que criticaram a filosofia tomista pelo seu caráter substancialista; isto abriu perspectivas fecundas para o advento da ciência moderna.
Quatro tipos de causas podem ser objeto do conhecimento para Aristóteles: causa eficiente, final, formal e material. Assinale a alternativa correta em que as perguntas correspondem, respectivamente, às causas citadas.
Por que foi gerado? Do que é feito? O que é? Quem gerou?
O que é? Do que é feito? Por que foi gerado? Quem gerou?
Do que é feito? O que é? Quem gerou? Por que foi gerado?
Por que foi gerado? Quem gerou? O que é? Do que é feito?
Quem gerou? Por que foi gerado? O que é? Do que é feito?
Na Filosofia Escolástica (séc. VIII ao séc. XIV), aparece
um tema filosófico novo que ficou conhecido na História
da Filosofia como o Problema dos universais.
A esse respeito é correto afirmar que o Problema dos
universais
I - consiste em saber sobre seu modo de existência, ou
seja, se os universais existem realmente ou se são apenas
produtos do pensamento.
II - consiste em saber se eles constituem a essência
material das coisas sensíveis ou se constituem a essência
espiritual de cada alma humana.
III - consiste em saber se eles estão separados das coisas
sensíveis ou se estão no interior delas.
IV - consiste em saber se eles foram as idéias gerais, os
modelos, de que Deus se serviu para criar o mundo ou se
são apenas produtos da imaginação humana destituídos de
qualquer importância teórica.
Assinale a alternativa que contém as afirmativas corretas.
Apenas II e III.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas III e IV.
Aristóteles, em suas ideias, propõe o dualismo expresso nas realidades sensíveis (real) e inteligível (ideal).
Verdadeiro
Falso
Sobre as ideias de matéria e forma de Aristóteles é correto afirmar que (marque um ou duas alternativas)
descobre que existe algo do qual as coisas são feitas (a matéria) e uma forma que as distingue.
não existe matéria sem forma no mundo, ainda que possa existir superposição de formas em uma matéria.
Considerando os conceitos da teoria de Aristóteles, marque a alternativa que está INCORRETA:
Matéria é aquilo de que uma coisa é constituída.
Matéria é o princípio de especificação.
Essência é o que faz com que o ser seja aquilo que é.
O que é a Questão dos Universais?
É o debate da relação entre as palavras e as coisas.
É a busca por saber se existem outros universos.
É um problema matemático.
É uma questão que precisa ser resolvida.
Para o realismo Deus seria um universal?
Sim, pois Deus é uma ideia perfeita, como no mundo inteligível de Platão.
Não, pois Deus não passa de um nome sem significado.
Não, pois Deus é como um substantivo que tem uma perfeição maior que a bondade e a justiça que existe no mundo.
Sim, porque Deus é inquestionável.
Quais são as duas posições contrárias dentro da Querela dos Universais?
Realismo e realismo moderado.
Conceitualismo e nominalismo.
Nominalismo e realismo moderado.
Realismo e nominalismo.
Na Questão dos Universais, a corrente filosófica chamada Realismo, defendia que:
Os Universais não existem.
Os Universais são coisas, existem em si mesmos.
Os Universais só existem nas coisas individuais.
Na Questão dos Universais, a corrente filosófica denominada Nominalismo, defendia que:
Os Universais existem de fato, são coisas.
Os Universais existem com toda certeza.
o universal é apenas o que é expresso em um nome.
Em Tomás de Aquino
a razão e a fé são conciliáveis.
a razão substitui a fé.
a fé é inalcançável.
a fé e a razão são polos opostos.
Procurou uma sistematização da filosofia cristã, utilizando a filosofia de Aristóteles. Representante: Santo Tomás de Aquino. Esta é uma referência à:
Patrística.
Escolástica.
Escola de Atenas.
Academia de Platão.
A teologia natural, segundo Tomás de Aquino (1225-1274), é uma parte da filosofia, é a parte que ele elaborou mais profundamente em sua obra e na qual ele se manifesta como um gênio verdadeiramente original. Se se trata de física, de fisiologia ou dos meteoros, Tomás é simplesmente aluno de Aristóteles, mas se se trata de Deus, da origem das coisas e de seu retorno ao Criador, Tomás é ele mesmo. Ele sabe, pela fé, para que limite se dirige, contudo, só progride graças aos recursos da razão.
GILSON, Etienne. A Filosofia na Idade Média, São Paulo: Martins Fontes, 1995, p. 657.
De acordo com o texto acima, é correto afirmar que:
é necessário procurar a concordância entre razão e fé, apesar da distinção entre ambas.
Tomás parte da revelação divina (Bíblia) para entender a natureza das coisas.
a obra de Tomás de Aquino é uma mera repetição da obra de Aristóteles.
Considere o seguinte texto sobre Tomás de Aquino (1226-1274).
Fique claro que Tomás não aristoteliza o cristianismo, mas cristianiza Aristóteles. Fique claro que ele nunca pensou que, com a razão se pudesse entender tudo; não, ele continuou acreditando que tudo se compreende pela fé: só quis dizer que a fé não estava em desacordo com a razão, e que, portanto, era possível dar-se ao luxo de raciocinar, saindo do universo da alucinação.
Eco, Umberto. “Elogio de santo Tomás de Aquino”. In: Viagem na irrealidade cotidiana, p.339.
É correto afirmar, segundo esse texto, que:
Tomás de Aquino, com a ajuda da filosofia de Aristóteles, conseguiu uma prova científica para as certezas da fé, por exemplo, a existência de Deus.
Tomás de Aquino se empenha em mostrar os erros da filosofia de Aristóteles para mostrar que esta filosofia é incompatível com a doutrina cristã.
o estudo da filosofia de Aristóteles levou Tomás de Aquino a rejeitar as verdades da fé cristã que não fossem compatíveis com a razão natural.
a atitude de Tomás de Aquino diante da filosofia de Aristóteles é de conciliação desta filosofia com as certezas da fé cristã.
Aristóteles, em sua teoria do conhecimento, afirmava que cada ser ou objeto tem sua própria substância e seus acidentes. Para este filósofo, a substância:
consiste nos elementos físicos que constituem a coisa.
é o propósito, o objetivo, a finalidade do ser específico.
é aquela que não altera a essência daquilo que um ser ou objeto é.
é o suporte dos atributos.
Elaborando a teoria das quatro causas e a distinção entre ato e potência, Aristóteles busca explicar a realidade do devir e da mudança a que estão submetidas as coisas causadas. Assinale o que for correto.
Para Aristóteles, a mudança implica em uma percepção ilusória, onde os sentidos humanos atuam como enganadores.
Segundo Aristóteles, tudo que acontece no mundo se deve ao acaso.
Segundo Aristóteles, a causa material e a causa formal de uma coisa são, respectivamente, aquilo de que a coisa é feita e aquilo que ela essencialmente é.
Em primeiro lugar, é claro que, com a expressão “ser segundo a potência e o ato”, indicam-se dois modos de ser muito diferentes e, em certo sentido, opostos. Aristóteles, de fato, chama o ser da potência até mesmo de não-ser, no sentido de que, com relação ao ser-em-ato, o ser-em-potência é não-ser-em-ato.
REALE, Giovanni. História da Filosofia Antiga. Vol. II. Trad. de Henrique Cláudio de Lima Vaz e Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 1994, p. 349.
A partir da leitura do trecho acima e em conformidade com a Teoria do Ato e Potência de Aristóteles, assinale a alternativa correta.
Para Aristóteles,
ser-em-ato é o ser em sua capacidade de se transformar em algo diferente
dele mesmo, como, por exemplo, o mármore (ser-em-ato) em relação à
estátua (ser-em-potência).
Segundo Aristóteles, o ato é
próprio do mundo sensível (das coisas materiais) e a potência se
encontra tão-somente no mundo inteligível, apreendido apenas com o
intelecto.
Para Aristóteles, a bem da verdade, existe apenas o ser-em-ato. Isto ocorre porque o movimento verificado no mundo material é apenas ilusório, e o que existe é sempre
imutável e imóvel.
Segundo Aristóteles, a teoria do ato e potência explica o movimento percebido no mundo sensível. Tudo o que possui matéria possui potencialidade (capacidade de assumir ou receber uma forma diferente de si), que tende a se atualizar
(assumindo ou recebendo aquela forma).
A filosofia de Aristóteles (384-322 a.C.) representou uma nova interpretação do problema da mobilidade do ser, em contraposição à tradição filosófica. Para explicar a mobilidade do ser, Aristóteles utilizou dois conceitos ontológicos, que foram:
a essência e a existência.
a substância e o acidente.
o ato e a potência.
o universal e o particular.
Aristóteles rejeitou a dicotomia estabelecida por Platão entre mundo sensível e mundo inteligível. No entanto, acabou fundindo os dois conceitos em um só. Esse conceito é:
a forma, aquilo que faz com que algo seja o que é. É o princípio de inteligibilidade das coisas.
a matéria, enquanto princípio indeterminado de que o mundo físico é composto, e aquilo de que algo é feito.
a substância, enquanto aquilo que é em si mesmo e enquanto é suporte dos atributos.
o Ato Puro ou Primeiro Motor Imóvel, causa incausada e causa primeira e necessária de todas as coisas.
