WorksheetsRevisão 3º ano
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Observe a imagem e leia o comentário.
A pandemia mais grave foi a gripe espanhola de 1918. Durou 2 anos, em 3 ondas de contaminação com 500 milhões de pessoas infectadas e totalizando 55 milhões de mortes.
A História tem se repetido? A partir dos seus conhecimentos históricos avalie o momento atual.
Sim. O contágio é muito rápido, milhões de pessoas morreram e a melhor solução é o distanciamento social e higienização pessoal.
Sim. Enquanto as esferas governamentais não sabem como agir, o povo continua agindo como se nada estivesse acontecendo.
Não. Estamos em outro contexto histórico, que apesar das semelhanças e dificuldade de tratamento, sabemos que se trata de um vírus novo.
Precisamos ter cautela nas comparações assim como as notícias falsas que circularam nos dois períodos, que contribuíram para a solução das pandemias.
Não. Diferente da gripe espanhola que teve seu epicentro na Espanha, na Covid-19, tudo começou na China.
Leia atentamente o texto e, a seguir, responda:
“Mas o número de gripados aumentou rapidamente nas semanas seguintes e outras medidas médico-governamentais foram tomadas na tentativa de minimizar a propagação epidêmica. Escolas, internatos, cinemas, teatros, e vários outros lugares e de reunião pública cerraram suas portas. As igrejas diminuíram drasticamente suas atividades. Práticas cotidianas, como beijos e abraços ou as compras nos mercados por mais de uma pessoa de uma mesma família, foram desaconselhadas (era necessário diminuir a quantidade de indivíduos circulando e assim o contato/contágio). A vida da cidade foi parando.”
(Liane Maria Bertucci-Martins. Fragmentos do discurso científico na gripe espanhola. Texto integrante dos Anais do XVII Encontro Regional de História – O lugar da História. ANPUH/SPUNICAMP. Campinas, 6 a 10 de setembro de 2004).
A gripe de 1918, também conhecida como gripe espanhola, tornou-se uma pandemia no segundo semestre daquele ano. No Brasil, foram registradas cerca de 300 mil mortes. Dentre as vítimas ilustres da doença, o presidente Rodrigues Alves e a educadora Anália Franco. Na década de 1910, algumas transformações sociais possibilitaram a formação de condições ideais para a propagação da doença.
Marque a alternativa correta acerca da Gripe espanhola.
A Gripe espanhola foi apenas uma “gripezinha” no início do século XX que afetou apenas os grupos de risco.
Foi uma tragédia anunciada, pois apesar das notícias vindas da Europa, o governo brasileiro não tomou medidas efetivas contra a sua propagação.
Após as medidas sanitárias tomadas por Oswaldo Cruz na capital brasileira, o Rio de Janeiro não foi tão afetado quanto o restante do país.
Extremamente católico, o povo apegava-se à religião, indo as igrejas e frequentando as missas em busca de cura.
As funerárias lucraram bastante nesse período com o aumento exponencial de enterros a ser realizados, exigindo maior contratação de coveiros.
Observe os dados abaixo.
SP: violência contra mulher aumenta 44,9% durante pandemia
Mulheres enfrentam dificuldades para prestar queixa, alerta FBSP.
No contexto da pandemia de covid-19, os atendimentos da Polícia Militar a mulheres vítimas de violência aumentaram 44,9% no estado de São Paulo. Em relatório divulgado hoje (20), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) informa que o total de socorros prestados passou de 6.775 para 9.817, na comparação entre março de 2019 e março de 2020. A quantidade de feminicídios também subiu no estado, de 13 para 19 casos (46,2%).
(Publicado em 20/04/2020 - Por Letycia Bond - Repórter da Agência Brasil - São Paulo)
Diante dos dados podemos auferir:
Gênero e feminicídio não têm correlação já que o primeiro trata da população LGBTIA+ e o segundo é homicídio cometido contra mulheres.
O debate acerca do gênero tem contribuído na conscientização da mulher na busca dos seus direitos e aos homens no respeito com elas.
O Brasil está em 7º lugar na comparação, logo não é assunto relevante a tratar o assassinato de mulheres no país.
O feminicídio é um tema sério no Brasil, a ponto das mulheres terem delegacia própria a elas e serem bem recebidas nas delegacias comuns.
A Covid-19 tem demonstrado o quanto a discussão de gênero e feminismo ainda precisa avançar diante do aumento de casos de violência.
Leia com a atenção com o posicionamento abaixo sobre as mulheres:
“[alguns] homens rejeitam a ideia de casar-se porque acham que as mulheres tornaram-se muito independentes. [...] [pensam eles que] as mulheres hoje são quase agressivas. Disputam conosco a primazia nas repartições, nos escritórios, nos esportes e na vida social. Se em vez de companheiros, seremos competidores, para que casar?
(O Cruzeiro, 14 fev. 1959)
De acordo com contexto no qual ele foi proferido, como podemos explicar o tom de revolta presente no discurso?
A tomada de posições das mulheres ao longo do século XX fez com que homens as repudiassem.
Os homens estavam a perder seus empregos para as mulheres mais qualificadas para os mesmos cargos.
O número de casamentos diminuiu já que as mulheres estavam se tornando independente, logo não precisavam de maridos.
A revolta deve-se ao medo natural dos homens devido a revolução feminina que acabou com o patriarcado.
No começo, os homens estranharam as conquistas sociais das mulheres, mas atualmente a situação está melhor.
Na Antiguidade Clássica, a classificação de gênero aparecia entrecortada por outros diferenciais de status: condição social, cidadania, faixa etária. Além da polaridade “homem” / “mulher”, essa sociedade era marcada por outras classificações, como “homem” / “não-homem” ou “não totalmente homem”.
(Carla Bassanezi Pinsky, Gênero. In: Carla Bassanezi Pinsky (org.), Novos temas nas aulas de história)
A perspectiva de gênero
não contribui para o estudo das sociedades antigas, pois as concepções são muito diferentes quando comparadas à cultura ocidental moderna.
permite uma aproximação com as sociedades antigas, pois revela alguns aspectos da cultura e da vida social de gregos e romanos.
revela que gregos e romanos possuíam um conceito distorcido de sexo, pois não tinham a polaridade “homem” / “mulher” como padrão de normalidade.
indica que as sociedades antigas estavam preocupadas apenas com a condição socioeconômica, mas não com outras perspectivas de identidade.
reforça a ideia de que gregos e romanos eram imorais e tinham práticas sexuais desvirtuadas, o que contribuiu para a queda do Império Romano.
Em 1860, um contemporâneo da unificação da Itália afirmou: "Fizemos a Itália; agora precisamos fazer os italianos".
(D AZEGLIO, Massimo (1792-1866). Apoud HOBSBAWM, E. "A era do capital: 1848-1875". Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.)
Essa frase traduz uma particularidade da construção da unidade italiana, que é identificada na:
união entre os interesses dos partidários da Igreja e da República.
fusão entre nacionalismo de massa e patriotismo.
adoção da língua italiana no dia-a-dia da população.
divergência entre nacionalismo e nação-estado.
a interferência da língua falada na construção do país
Nas últimas décadas do século XIX, na Europa, dois países ainda lutavam pela unidade e pela consolidação de um Estado Nacional. Esses países são:
França e Itália.
França e Alemanha.
Itália e Espanha.
Alemanha e Itália.
Espanha e França.
O texto, a seguir, retrata uma das mais tristes páginas da história do Brasil: a escravidão
“O bojo dos navios da danação e da morte era o ventre da besta mercantilista: uma máquina de moer carne humana, funcionando incessantemente para alimentar as plantações e os engenhos, as minas e as mesas, a casa e a cama dos senhores – e, mais do que tudo, os cofres dos traficantes de homens.”
(Fonte: BUENO, Eduardo. Brasil: uma história – Cinco séculos de um país em construção. São Paulo: Leya, 2010. p. 124).
Sobre a escravidão como atividade econômica no Brasil Colônia, é correto afirmar:
A mão-de-obra escrava no Brasil, diferente de outros lugares, não era permitida em atividades econômicas complementares. Por isso, destinaram-se escravos exclusivamente às plantações de cana-de-açúcar, às minas e à produção do café.
Os escravos, amontoados e em condições desumanas, eram transportados da África para o Brasil, nos porões dos navios negreiros, como forma de diminuição de custos. Com isso, muitos cativos morriam antes de chegarem ao destino. justificava-se, devido aos altos custos para se ter escravos.
A compra e posse de escravos, durante todo o período em que perdurou a escravidão, só foi permitida para quem pudesse manter um número de, pelo menos, 30 cativos. Essa proibição
Muitos cativos, no início da escravidão, conseguiam a liberdade, após adquirirem a carta de alforria. Isso explica o grande número de ex-escravos que, na Paraíba, conseguiram tornar-se grandes proprietários de terras.
As pressões inglesas, para que o tráfico de escravos continuasse, aumentaram após 1850. Porém, no Brasil, com a Lei Eusébio de Queiróz, ocorreu o fim do tráfico intercontinental e, praticamente, desapareceu o tráfico interno entre as regiões.
“A conquista sanguinária da América espanhola é dominada por [uma] paixão frenética. Rio da Prata, Rio do Ouro, Castela do Ouro, Costa Rica, assim se batizavam as terras que os conquistadores desvendavam ao mundo...”
(Paulo Prado. Retrato do Brasil. 1928.)
A “paixão frenética” da conquista da América a que se refere o autor está relacionada
à irracionalidade da expansão comercial e marítima europeia, realizada sem conhecimentos tecnológicos adequados.
às condições de crise econômica das populações nativas dominadas pelo império dos astecas e dos incas.
ao esforço de solucionar a crise da economia europeia motivada pela escassez do meio circulante.
ao acordo entre banqueiros e sábios europeus para ampliar o conhecimento científico e facilitar a exploração econômica da região.
à ação da burguesia espanhola que agiu isoladamente, dado o desinteresse do governo espanhol pelos territórios americanos.
Com a Lei de 25 de março de 1570, a Coroa portuguesa procurou regulamentar a escravidão indígena, determinando duas situações em que tal prática seria considerada legítima: “Guerra Justa” e “tropas de resgate”. No entanto, colonos e missionários deveriam provar diante das autoridades coloniais a legitimidade do cativeiro, a fim de evitar abusos. Sobre esse contexto, é correto afirmar:
Muitos índios aprisionados eram ameaçados e declaravam falsamente que haviam sido resgatados dos rituais de antropofagia, o que gerava fraude na lei que regulamentava o cativeiro indígena.
Sabendo que a ação fiscalizadora da Coroa portuguesa era rigorosa, os colonos respeitavam a lei, apenas escravizando índios na situação legalmente determinada como legítima.
Graças à verificação da legitimidade do cativeiro, a escravidão indígena no Brasil foi insignificante, razão pela qual a mão-de-obra indígena foi substituída pela do africano.
Contrários à escravidão indígena, os missionários fiscalizavam rigorosamente as ações dos colonos; apenas eram aprisionados índios em situação de guerra justa ou tropa de resgate.
Após a verificação da legitimidade dos cativeiros, os índios eram separados por etnia e assim enviados às missões, formadas exclusivamente por índios que falavam a mesma língua.
