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Terceirão - História do Brasil

Total questions: 15

Worksheet time: 15mins

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1.

“Queremos Pedro II,

Ainda que não tenha idade.

A nação dispensa a Lei

E viva a maioridade.”


As ações pela antecipação da maioridade, expresso na quadrinha popular do século XIX, confirma a esperança de superação da crise vigente durante o Período Regencial.

Sobre o golpe da maioridade podemos afirmar:

a)

Este ato significou a diminuição das atribuições de D. Pedro II, e uma tentativa de solucionar a crise social e econômica que atingia as províncias do norte do país.

b)

A proposta da antecipação da maioridade do imperador foi apresentada pelos liberais para solucionar a crise política vivida pelo país.

c)

O golpe da maioridade foi uma manobra dos conservadores para antecipar a maioridade de D. Pedro, o qual assume o poder aos 17 anos.

d)

O golpe da maioridade ocorre no momento em que os problemas sociais que marcaram o período regencial: fome, seca e estagnação das culturas tradicionais tinham sido totalmente superados.

e)

A medida foi apresentada no momento em que a revoltas regenciais foram reprimidas pelos governos locais com ajuda do governo central.

2.

Dom Bertrand de Orleans e Bragança, de 75 anos, trineto de D. Pedro II e bisneto da princesa Isabel se pronunciou recentemente, por meio da mídia, defendendo que a melhor solução no âmbito da política interna seria o retorno do regime monárquico. Com base nesse enunciado, assinale qual foi a forma de governo adotado no Brasil entre o primeiro e o segundo reinado, período compreendido entre 1831 e 1840.

a)

Regime Republicano.

b)

Regime Parlamentarista.

c)

Regime Regencial.

d)

Regime Segregacionista.

e)

Regime Democrático.

3.

A legislação abolicionista do Brasil Império ganhou impulso, sobretudo, durante o período do II Reinado (1840-1889). Como exemplo, tem-se a Lei Eusébio de Queirós de 1850 que estabeleceu a

a)

libertação dos escravos ao completarem 65 anos.

b)

alforria para os escravos para participar da Guerra dos Farrapos.

c)

liberdade aos filhos de mãe escrava após atingirem 21 anos.

d)

proibição do tráfico internacional de escravos.

4.

A Guerra do Paraguai teve seu início no ano de 1864, a partir da ambição do ditador Francisco Solano Lopes, que tinha como objetivo aumentar o território paraguaio e obter uma saída para o Oceano Atlântico, através dos rios da Bacia do Prata. Uma das consequências dessa guerra foi que

a)

acarretou para o Brasil uma redução considerável em sua dívida externa, bem como uma crescente influência política e social do Exército na política vigente.

b)

ocorreu a união entre Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia, para combater as tropas de Solano Lopes e acabar com seu sonho de chegar ao Oceano Atlântico através da Bacia do Prata.

c)

estimou-se uma pequena perda de soldados paraguaios e as importações chegavam ao dobro das exportações no final da guerra.

d)

acarretou a destruição para a indústria paraguaia, que ficou arrasada após a guerra.

5.

Ao assinar a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil, a Princesa Isabel teria ouvido do Barão de Cotegipe que ela “ganhou a partida, mas perdeu o trono”. Sobre a frase do Barão de Cotegipe e a abolição da escravidão no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.

a)

A elite rural passou a apoiar a Coroa Brasileira após a abolição da escravidão.

b)

O Barão de Cotegipe afirmou que a Princesa traiu o seu pai e perderia o trono para sua irmã.

c)

A Lei Áurea não garantia a inserção social dos ex-escravos à sociedade brasileira, apenas declarava o fim da escravidão.

d)

A Lei Áurea não fez nenhuma diferença, pois todos os escravos já haviam sido libertos com a Lei do Ventre Livre.

e)

Em todo território nacional, a mão de obra escrava foi substituída totalmente pelo trabalho dos imigrantes europeus pelo sistema de parcerias.

6.

Analise a charge publicada em 1887. Nela, o artista retrata o imperador Dom Pedro II como um governante omisso

a)

diante dos graves problemas da nação publicados pelos jornais.

b)

acerca das notícias sobre as pressões inglesas pelo fim do tráfico

c)

frente à onda de manifestações feministas divulgadas pela imprensa.

d)

diante das manchetes diárias sobre a destruição das matas nacionais.

7.

Na edição de julho de 1818 do Correio Braziliense, o jornalista Hipólito José da Costa, residente em Londres, publicou a seguinte avaliação sobre os dilemas então enfrentados pelo Império português na América:


A presença de S.M. [Sua Majestade Imperial] no Brasil lhe dará ocasião para ter mais ou menos influência naqueles acontecimentos; a independência em que el-rei ali se acha das intrigas europeias o deixa em liberdade para decidir-se nas ocorrências, segundo melhor convier a seus interesses. Se volta para Lisboa, antes daquela crise se decidir, não poderá tomar parte nos arranjamentos que a nova ordem de coisas deve ocasionar na América.


Nesse excerto, o autor referia-se

a)

aos desdobramentos da Revolução Pernambucana do ano anterior, que ameaçara o domínio português sobre o centro-sul do Brasil.

b)

às demandas da Revolução Constitucionalista do Porto, exigindo a volta imediata do monarca a Portugal.

c)

à posição de independência de D. João VI em relação às pressões da Santa Aliança para que interviesse nas guerras do rio da Prata.

d)

às implicações que os movimentos de independência na América espanhola traziam para a dominação portuguesa no Brasil.

e)

ao projeto de D. João VI para que seu filho D. Pedro se tornasse imperador do Brasil independente.

8.

Comparando-se o processo de independência das colônias da América espanhola com o do Brasil, no início do século XIX, é correto afirmar que

a)

em ambos, a ideologia predominante foi o liberalismo, que influenciou a organização dos novos Estados sob governos republicanos com três poderes.

b)

no primeiro, os 'criollos' conduziram a emancipação política, mas no segundo, as camadas médias conseguiram controlar o aparelho de Estado.

c)

em ambos, o domínio econômico das respectivas metrópoles foi encerrado e desenvolveu-se o caudilhismo, forma de dominação local das elites de origem nativa.

d)

no primeiro, ocorreu a fragmentação do território em vários países, já o Brasil manteve-se politicamente unido e governado pelo herdeiro português.

e)

em ambos, o contexto das guerras napoleônicas foi determinante, embora o primeiro tenha sido singularizado pela transferência da Corte para a América.

9.

A transferência da Corte de D. João VI para a colônia portuguesa teve apoio do governo britânico, uma vez que:

a)

Portugal negociou o domínio luso na Península Ibérica com a Inglaterra, em troca de proteção estratégica e bélica na longa viagem marítima ao Brasil.

b)

Em meio à crescente Revolução Industrial, os negociantes ingleses precisavam expandir seus mercados rumo às Américas, já que o europeu era insuficiente.

c)

O bloqueio continental imposto por Napoleão fechou o comércio inglês com o continente europeu; a instalação do governo luso no Brasil propiciou a retomada dos negócios luso-anglicanos.

d)

O exército napoleônico invadiu Portugal visando a instituir o regime democrático republicano de paz e comércio, em franca oposição ao expansionismo da monarquia britânica.

e)

Os ingleses pretendiam consolidar novos mercados na América Portuguesa, tendo em vista antigas afinidades socioculturais com os ibéricos.

10.

Em 25 de março de 1824, Dom Pedro I outorgou a Constituição Política do Império do Brasil. Em relação à Constituição de 1824, assinale a alternativa correta.

a)

O Texto Constitucional foi construído coletivamente pela Câmara de Deputados, votado e aprovado em 25 de março de 1824. Expressava os interesses tanto do partido liberal quanto do partido conservador, para o futuro na nação que recém conquistara sua independência.

b)

A Constituição de 1824 instaurava a laicidade no território nacional, extinguindo a religião católica como religião oficial do império e expressando textualmente que “todas as outras religiões serão permitidas com seu culto doméstico, ou particular em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior do Templo”.

c)

A organização política instaurada pela Constituição de 1824 dividia-se em 4 poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador, sendo que este último determinava a pessoa do imperador como inviolável e sagrada.

d)

A Constituição de 1824 determinou a cidadania amplificada e o direito ao voto para todos os nascidos em solo brasileiro, independentemente de gênero, raça ou renda.

e)

A Constituição de 1824 promoveu, em diversos artigos, ideais de cunho abolicionista. Tais ideais foram respaldo para movimentos políticos posteriores, tais como a Revolta dos Farrapos e a Revolta dos Malês.

11.

Vossa majestade verá que fiz de minha parte tudo quanto podia e, por mim, no dito tratado, está feita a paz. É impossível que vossa majestade, havendo alcançado suas reais pretensões negue ratificar um tratado que lhe felicita seus reinos, abrindo-lhe os portos ao comércio estagnado, e que vai pôr em paz tanto a nação portuguesa, de que vossa majestade é tão digno rei, como a brasileira, de que tenho a ventura de ser imperador.


Paulo Rezzuti. D. Pedro: a história não contada. O homem revelado por cartas e documentos inéditos.


O fragmento é parte da carta de D. Pedro a D. João VI, versando sobre o tratado por meio do qual Portugal reconhecia a inde­pendência do Brasil, mediante:

a)

a renovação dos tratados comerciais de 1810;

b)

a concessão aos portugueses da Ilha de Trindade;

c)

a assinatura de um acordo de reciprocidade;

d)

o compromisso assumido pelo Brasil de cessar o tráfico negreiro;

e)

o pagamento pelo Brasil de uma indeniza­ção de 2 milhões de libras.

12.

O texto a seguir é um fragmento de decreto de D. Pedro I, de 1823, em que o imperador dissolve a Assembleia Constituinte.


Havendo Eu convocado, como Tinha Direito de convocar, a Assemblea Geral, Constituinte e Legislativa, [...] e havendo esta Assemblea perjurado ao tão solemne juramento, que prestou á Nação [...]: Hei por bem, como Imperador, e Defensor Perpetuo do Brasil, dissolver a mesma Assemblea, e convocar já huma outra na forma das Instruções, feitas para a convocação desta, que agora acaba; a qual deverá trabalhar sobre o Projecto de Constituição, que Eu Hei-de em breve Apresentar; que será duplicadamente mais liberal, do que a extincta Assemblea acabou de fazer.


D. PEDRO I. Decreto de dissolução da Assembleia Nacional Constituinte, em 12 nov. 1823 apud PEREIRA, V. “A longa ‘noite da agonia’”. Revista de História da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: SABIN, ano 7, n. 76, jan. 2012, p. 42.


Com base na justificativa do ato político explicitado no texto do decreto, e analisando as suas consequências, identifica-se um antagonismo entre:

a)

Monarquia e República

b)

Capitalismo e Socialismo

c)

Imperialismo e Independência

d)

Absolutismo e Liberalismo

e)

Nacionalismo e antilusitanismo

13.

O golpe da maioridade, datado de julho de 1840 e que elevou D. Pedro II a imperador do Brasil, foi justificado como sendo:

a)

uma estratégia para manter a unidade nacional, abalada pelas sucessivas rebeliões provinciais;

b)

o único caminho para que o país alcançasse novo patamar de desenvolvimento econômico e social;

c)

a melhor saída para impedir que o partido Liberal dominasse a política nacional;

d)

a forma mais viável para o governo aceitar a proclamação da República e a abolição da escravatura;

e)

uma estratégia para impedir a instalação de um governo ditatorial e simpatizante do socialismo utópico.

14.

Durante as primeiras décadas do Império, a Bahia passou grande agitação política e social. Ocorreram várias revoltas contra a permanência de portugueses que haviam lutado contra os baianos na Guerra da Independência. Entre as revoltas a que o texto se refere pode-se destacar, a:

a)

Farroupilha

b)

Praieira

c)

Balaiada

d)

Cabanagem

e)

Sabinada

15.

“Em 1835, o temor da “haitianização” que já era comum entre muitos políticos do Primeiro Reinado, cresceu ainda mais depois da veiculação da estarrecedora notícia: milhares de escravos se amotinaram a ameaçavam tomar a capital da província.”

O texto acima trata da:

a)

Balaiada ocorrida no Maranhão;

b)

Revolta dos Quebra-Quilos, verificada em Alagoas;

c)

Abrilada, detonada no Rio de Janeiro;

d)

Revolta dos Malês, ocorrida na Bahia;

e)

Revolta do “Maneta”, destravada em Pernambuco.