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Sofistas e Sócrates

Total questions: 10

Worksheet time: 8mins

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1.

O pensamento mítico teve início na Grécia, do séc. XXI ao VI a.C. Nasceu do desejo de dominação do mundo, para afugentar o medo e a insegurança. Podemos então, definir Mito como sendo:

a)

Ilusão, mentira, lenda.

b)

Narrativas e ritos tradicionais, integrantes da cultura de um povo, que utilizam elementos simbólicos para explicar a realidade e dar sentido à vida humana.

c)

Uma primeira atribuição de sentido ao mundo, que precisa de prova para ser aceita.

d)

Histórias sobre deuses e heróis, cuja finalidade é apresentar uma resposta cientifica para a origem do mundo.

2.

O consenso geralmente mais aceito é de que a Filosofia nasceu com os gregos, mais especificamente quando realizaram a passagem de um pensamento mítico para uma visão racional do mundo, da sociedade e dos seres humanos. Como característica da Filosofia, podemos citar:

a)

A filosofia é acima de tudo o reino da subjetividade e da arbitrariedade, onde se admitem, sem critério ou crítica, todas as idéias.

b)

A filosofia é um sistema acabado, fechado em si mesmo.

c)

A filosofia é um modo crítico de refletir sobre as nossas convicções e ultrapassar as limitações do senso comum.

d)

A filosofia procura compreender o real na sua totalidade e unidade, visando permanecer com a consciência ingênua.

3.

Em meados do século V, em Atenas, um grupo de intelectuais escandalizou os filósofos da época ao fazer do saber profissão, oferecendo aulas de retórica e de eloquência aos jovens da classe dirigente que pretendiam dedicar-se à carreira política.

Como se chamou esse grupo?

a)

Pitagóricos

b)

Pré-socráticos

c)

Socráticos

d)

Sofistas

4.

Qual a concepção de verdade que encontramos no pensamento dos sofistas?

a)

Uma verdade inquestionável

b)

Uma verdade relativa

c)

Uma verdade universal

d)

Uma verdade inconclusiva

5.

O problema do conhecimento passou a ser uma problemática central na filosofia socrática, pois "a briga" de Sócrates com os sofistas tinha por objetivo resgatar o amor pela sabedoria e a valorização pela busca da verdade.

Nesse contexto, Sócrates inaugura seu método que se fundamenta em dois princípios básicos, que são:

a)

A indução e dedução das verdades lógicas.

b)

A doxa e o lógos convergindo para o conceito racional.

c)

A ironia e a Maiêutica enquanto caminhos para conhecer a verdade através do autoconhecimento.

d)

O diálogo e a dúvida dialética já em Sócrates não temos a verdade, só dispomos da dúvida.

6.

A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense que viveu no século V a.C., encontra o seu ponto de partida na afirmação “sei que nada sei”, registrada na obra Apologia de Sócrates. A frase foi uma resposta aos que afirmavam que ele era o mais sábio dos homens. Após interrogar artesãos, políticos e poetas, Sócrates chegou à conclusão de que ele se diferenciava dos demais por reconhecer a sua própria ignorância. O “sei que nada sei” é um ponto de partida para a Filosofia, pois:

a)

É um exercício de humildade diante da cultura dos sábios do passado, uma vez que a função da Filosofia era reproduzir os ensinamentos dos filósofos gregos.

b)

A dúvida é uma condição para o aprendizado e a Filosofia é o saber que estabelece verdades dogmáticas a partir de métodos rigorosos.

c)

É uma forma de declarar ignorância e permanecer distante dos problemas concretos, preocupando-se apenas com causas abstratas.

d)

Aquele que se reconhece como ignorante torna-se mais sábio por querer adquirir conhecimentos.

7.

Por meio do diálogo, Sócrates construía com seus interlocutores uma relação pautada em perguntas, respostas e novas perguntas. Tal método também ficou conhecido como maiêutica, e sobre ele é correto afirmar que:

a)

Tem como finalidade uma conclusão efetiva, ainda que seu interlocutor não abandone a doxa.

b)

A verdade descoberta por seu interlocutor consiste em uma novidade ontológica.

c)

Enquanto dizia saber apenas que não sabia, Sócrates propunha o "não saber" como termo à sua filosofia.

d)

Possibilitava Sócrates ajudar seus interlocutores a dar à luz ideias que já estavam neles.

8.

A insistência de Sócrates em seguir perguntando e a refletir sobre o que o seu interlocutor havia dito, dava a impressão de que Sócrates realmente nada sabia sobre o que conversavam. Este comportamento ficou conhecido como

a)

Persuasão.

b)

Ironia.

c)

Retórica.

d)

Escárnio.

9.

Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.

BRÉHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.

O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na

a)

Contemplação da tradição mítica.

b)

Sustentação do método dialético.

c)

Relativização do saber verdadeiro.

d)

Valorização da argumentação retórica.

10.

O exercício de contrapor argumentos contrários, conhecido como dialética socrática, pode ser representado em qual alternativa?

a)

Argumento 1 X Argumento 2 = Argumento 3.

b)

Verdade X Falsidade = Confirmação da Verdade.

c)

Tese X Antítese = Síntese.

d)

Afirmação X Oposição = Verdade.