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WorksheetsSofistas e Sócrates
Total questions: 10
Worksheet time: 8mins
O pensamento mítico teve início na Grécia, do séc. XXI ao VI a.C. Nasceu do desejo de dominação do mundo, para afugentar o medo e a insegurança. Podemos então, definir Mito como sendo:
Ilusão, mentira, lenda.
Narrativas e ritos tradicionais, integrantes da cultura de um povo, que utilizam elementos simbólicos para explicar a realidade e dar sentido à vida humana.
Uma primeira atribuição de sentido ao mundo, que precisa de prova para ser aceita.
Histórias sobre deuses e heróis, cuja finalidade é apresentar uma resposta cientifica para a origem do mundo.
O consenso geralmente mais aceito é de que a Filosofia nasceu com os gregos, mais especificamente quando realizaram a passagem de um pensamento mítico para uma visão racional do mundo, da sociedade e dos seres humanos. Como característica da Filosofia, podemos citar:
A filosofia é acima de tudo o reino da subjetividade e da arbitrariedade, onde se admitem, sem critério ou crítica, todas as idéias.
A filosofia é um sistema acabado, fechado em si mesmo.
A filosofia é um modo crítico de refletir sobre as nossas convicções e ultrapassar as limitações do senso comum.
A filosofia procura compreender o real na sua totalidade e unidade, visando permanecer com a consciência ingênua.
Em meados do século V, em Atenas, um grupo de intelectuais escandalizou os filósofos da época ao fazer do saber profissão, oferecendo aulas de retórica e de eloquência aos jovens da classe dirigente que pretendiam dedicar-se à carreira política.
Como se chamou esse grupo?
Pitagóricos
Pré-socráticos
Socráticos
Sofistas
Qual a concepção de verdade que encontramos no pensamento dos sofistas?
Uma verdade inquestionável
Uma verdade relativa
Uma verdade universal
Uma verdade inconclusiva
O problema do conhecimento passou a ser uma problemática central na filosofia socrática, pois "a briga" de Sócrates com os sofistas tinha por objetivo resgatar o amor pela sabedoria e a valorização pela busca da verdade.
Nesse contexto, Sócrates inaugura seu método que se fundamenta em dois princípios básicos, que são:
A indução e dedução das verdades lógicas.
A doxa e o lógos convergindo para o conceito racional.
A ironia e a Maiêutica enquanto caminhos para conhecer a verdade através do autoconhecimento.
O diálogo e a dúvida dialética já em Sócrates não temos a verdade, só dispomos da dúvida.
A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense que viveu no século V a.C., encontra o seu ponto de partida na afirmação “sei que nada sei”, registrada na obra Apologia de Sócrates. A frase foi uma resposta aos que afirmavam que ele era o mais sábio dos homens. Após interrogar artesãos, políticos e poetas, Sócrates chegou à conclusão de que ele se diferenciava dos demais por reconhecer a sua própria ignorância. O “sei que nada sei” é um ponto de partida para a Filosofia, pois:
É um exercício de humildade diante da cultura dos sábios do passado, uma vez que a função da Filosofia era reproduzir os ensinamentos dos filósofos gregos.
A dúvida é uma condição para o aprendizado e a Filosofia é o saber que estabelece verdades dogmáticas a partir de métodos rigorosos.
É uma forma de declarar ignorância e permanecer distante dos problemas concretos, preocupando-se apenas com causas abstratas.
Aquele que se reconhece como ignorante torna-se mais sábio por querer adquirir conhecimentos.
Por meio do diálogo, Sócrates construía com seus interlocutores uma relação pautada em perguntas, respostas e novas perguntas. Tal método também ficou conhecido como maiêutica, e sobre ele é correto afirmar que:
Tem como finalidade uma conclusão efetiva, ainda que seu interlocutor não abandone a doxa.
A verdade descoberta por seu interlocutor consiste em uma novidade ontológica.
Enquanto dizia saber apenas que não sabia, Sócrates propunha o "não saber" como termo à sua filosofia.
Possibilitava Sócrates ajudar seus interlocutores a dar à luz ideias que já estavam neles.
A insistência de Sócrates em seguir perguntando e a refletir sobre o que o seu interlocutor havia dito, dava a impressão de que Sócrates realmente nada sabia sobre o que conversavam. Este comportamento ficou conhecido como
Persuasão.
Ironia.
Retórica.
Escárnio.
Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.
BRÉHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na
Contemplação da tradição mítica.
Sustentação do método dialético.
Relativização do saber verdadeiro.
Valorização da argumentação retórica.
O exercício de contrapor argumentos contrários, conhecido como dialética socrática, pode ser representado em qual alternativa?
Argumento 1 X Argumento 2 = Argumento 3.
Verdade X Falsidade = Confirmação da Verdade.
Tese X Antítese = Síntese.
Afirmação X Oposição = Verdade.
