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WorksheetsFIC 1005 - Interpretação textual- 3º período
Total questions: 20
Worksheet time: 20mins
Leia o texto para responder às próximas 5 questões.
Sobre os perigos da leitura
Nos tempos em que eu era professor da Unicamp, fui designado presidente da comissão encarregada da seleção dos candidatos ao doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer esse entra, esse não entra é uma responsabilidade dolorida da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, em 20 minutos de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa amedrontada? Mas não havia alternativas. Essa era a regra.
Os candidatos amontoavam-se no corredor recordando o que haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura era exigida. Aí tive uma ideia que julguei brilhante. Combinei com os meus colegas que faríamos a todos os candidatos uma única pergunta, a mesma pergunta. Assim, quando o candidato entrava trêmulo e se esforçando por parecer confiante, eu lhe fazia a pergunta, a mais deliciosa de todas: “Fale-nos sobre aquilo que você gostaria de falar!”. [...]
A reação dos candidatos, no entanto, não foi a esperada. Aconteceu o oposto: pânico. Foi como se esse campo, aquilo sobre o que eles gostariam de falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os pensamentos dos outros, tudo bem. Para isso, eles haviam sido treinados durante toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas falar sobre os próprios pensamentos – ah, isso não lhes tinha sido ensinado!
Na verdade, nunca lhes havia passado pela cabeça que alguém pudesse se interessar por aquilo que estavam pensando. Nunca lhes havia passado pela cabeça que os seus pensamentos pudessem ser importantes.
(Rubem Alves, www.cuidardoser.com.br. Adaptado)
A palavra “a”, em –...no entanto, não foi a esperada.(3.º parágrafo), refere-se a
Candidatos.
Pergunta.
Reação.
Falar.
Gostaria.
A expressão “um vazio imenso” (3.º parágrafo) refere-se a
Candidato.
Pânico.
Eles.
Reação.
Esse campo.
No terceiro parágrafo do texto de Rubem Alves, alguns elementos substituem o termo “os candidatos”. São eles:
Nunca, alguém, pensando.
Eles, lhes, sua.
Aquilo, eles, seus.
Eles, isso, próprios.
Eles, outros, próprios.
De acordo com o texto, os candidatos
Não tinham assimilado suas leituras.
Só conheciam o pensamento alheio.
Tinham projetos de pesquisa deficientes.
Tinham perfeito autocontrole.
Ficavam em fila, esperando a vez.
O autor entende que os candidatos deveriam
Ter opiniões próprias.
Ler os textos requeridos.
Não ter treinamento escolar.
Refletir sobre o vazio.
Ter mais equilíbrio.
Leia o texto para responder às próximas 4 questões.

Zelosa com sua imagem, a empresa multinacional Gillette retirou a bola da mão, em uma das suas publicidades, do atacante francês Thierry Henry, garoto-propaganda da marca com quem tem um contrato de 8,4 milhões de dólares anuais. A jogada previne os efeitos desastrosos para vendas de seus produtos, depois que o jogador trapaceou, tocando e controlando a bola com a mão, para ajudar no gol que classificou a França para a Copa do Mundo de 2010. (...)
Na França, onde 8 em cada dez franceses reprovam o gesto irregular, Thierry aparece com a mão no bolso. Os publicitários franceses acham que o gato subiu no telhado. A Gillette prepara o rompimento do contrato. O serviço de comunicação da gigante Procter & Gamble, proprietária da Gillette, diz que não.
Em todo caso, a empresa gostaria que o jogo fosse refeito, que a trapaça não tivesse acontecido. Na impossibilidade, refez o que está ao seu alcance, sua publicidade.
Segundo lista da revista Forbes, Thierry Henry é o terceiro jogador de futebol que mais lucra com a publicidade – seus contratos somam 28 milhões de dólares anuais. (...)
(Veja, 02.11.2009. Adaptado)
A palavra jogada, em – A jogada previne os efeitos desastrosos para venda de seus produtos... – refere-se ao fato de
Thierry Henry ter dado um passe com a mão para o gol da França.
A Gillette ter modificado a publicidade do futebolista francês.
A Gillete não concordar com que a França dispute a Copa do Mundo.
Thierry Henry ganhar 8,4 milhões de dólares anuais com a propaganda.
A FIFA não ter cancelado o jogo em que a França se classificou.
A expressão o gato subiu no telhado é parte de uma conhecida anedota em que uma mulher, depois de contar abruptamente ao marido que seu gato tinha morrido, é advertida de que deveria ter dito isso aos poucos: primeiramente, que o gato tinha subido no telhado, depois, que tinha caído e, depois, que tinha morrido. No texto em questão, a expressão pode ser interpretada da seguinte maneira:
Foi com a “mão do gato” que Thierry assegurou a classificação da França.
Thierry era um bom jogador antes de ter agido com má fé.
A Gillette já cortou, de fato, o contrato com o jogador francês.
A Fifa reprovou amplamente a atitude antiesportiva de Thierry Henry.
A situação de Thierry, como garoto-propaganda da Gillette, ficou instável.
A expressão diz que não, no final do 2.º parágrafo, significa que
A Procter & Gamble nega o rompimento do contrato.
O jogo em que a França se classificou deve ser refeito.
A repercussão na França foi bastaPnte negativa.
A Procter & Gamble é proprietária da Gillette.
Os publicitários franceses se opõem a Thierry.
Segundo a revista Forbes,
Thierry deverá perder muito dinheiro daqui para frente.
Há três jogadores que faturam mais que Thierry em publicidade.
O jogador francês possui contratos publicitários milionários.
O ganho de Thierry, somado à publicidade, ultrapassa 28 milhões.
É um absurdo o que o jogador ganha com o futebol e a publicidade.
O texto tem o objetivo de solucionar um problema social,
descrevendo a situação do país em relação à gripe suína.
alertando a população para o risco de morte pela Influenza A.
informando a população sobre a iminência de uma pandemia de Influenza A.
orientando a população sobre os sintomas da gripe suína e procedimentos para evitar a contaminação.
convocando toda a população para se submeter a exames de detecção da gripe suína.
A charge acima ilustra um problema de comunicação entre aluno e professora. Pode-se dizer que essa falha de entendimento se deve à(ao):
emprego inadequado da norma culta, necessária para o pleno entendimento nas conversações.
uso inadequado da variante linguística formal, necessária não só para essa situação específica retratada na charge como também para as demais situações de conversação do cotidiano
uso inadequado do vocabulário, repleto de erros gráficos e estrangeirismos, o que torna inviável a comunicação em qualquer meio social.
uso inadequado da variedade linguística informal, não adequada ao estereótipo de falante retratado na charge: o estudante adolescente.
uso inadequado do código linguístico, que gera dúvidas de entendimento por parte do interlocutor que não compartilha da mesma variedade de linguagem
Leia o texto com atenção e depois marque a alternativa correta:
Eu
Eu não era velho nem novo. Tinha a capa colorida, um pouco amassada, e uma das páginas rasgada na parte de baixo, naquele lugar que chamavam de pé de página. Vivia jogado no canto de um quarto, junto de velhos brinquedos. Todos os dias o menino entrava para brincar. O que eu mais queria era que ele me desse atenção, me segurasse, passasse as minhas páginas, lesse o que eu tenho para contar. Mas que nada! Brincava naquele quarto e nem me olhava. Ficava horas e horas com os toquinhos de madeira, carrinhos, quebra-cabeça e outros brinquedos. Eu me sentia um grande inútil.
Um dia não aguentei mais: chorei tanto, mas tanto, que minhas lágrimas molharam todas as minhas páginas e o chão. Parecia que eu tinha feito xixi no quarto. Levei um tempão para secar. Veio a noite, as lágrimas continuavam úmidas. Comecei a bater o queixo de frio e espirrar. Só não fiquei gripado porque fui dormir debaixo do ursinho de pelúcia.
No dia seguinte, quando os raios de sol entraram pela janela, me senti melhor, e minhas páginas secaram todas.
A minha sorte é que as letras não deslizaram pelas páginas e foram embora.
Pontes Neto
A história que você leu acontece:
Numa rua
Numa janela
Num quarto
Num baú
O personagem principal do texto EU era:
Um brinquedo
Um livro
Um caderno
Um menino
No trecho “Parecia que eu tinha feito xixi no quarto” a expressão grifada dá a ideia de:
Tempo
Causa
Intensidade
Lugar
O desejo do personagem era:
Que lhe desse atenção
Que passasse suas páginas.
Que lhe segurasse e lesse
Todas às opções anteriores.
“Eu me sentia um grande inútil”, a palavra grifada significa:
Sem valor.
Valorizado
Agradável
Útil
Leia o texto
O que disse o passarinho
(...)
Um passarinho me contou
Que a ostra é muito fechada,
Que a cobra é muito enrolada
Que a arara é uma cabeça oca,
E que o leão-marinho e a foca...
Xô xô, passarinho, chega de fofoca!
PAES, José Paulo. O que disse o passarinho.
A pontuação usada no final do verso “e que o leão-marinho e a foca...” sugere que o passarinho:
Está cansado.
Está confuso.
Não tem mais fofocas para contar.
Ainda tem fofocas para contar.
Leia o texto abaixo e, a seguir.
A Raposa e o Canção
Passara a manhã chovendo, e o cancão todo molhado, sem poder voar, estava tristemente pousado à beira da estrada. Veio a raposa e levou-o na boca para os filhinhos. Mas o caminho era longo e o sol ardente. Mestre cancão enxugou e começou a cuidar do meio de escapar à raposa. Passam perto de um povoado. Uns meninos que brincavam começam a dirigir desaforos à astuciosa caçadora. Vai o cancão e fala:
— Comadre raposa, isso é um desaforo! Eu se fosse você não agüentava! Passava uma decompostura!...
A raposa abre a boca num impropério terrível contra a criançada. O vaia o voa, pousa triunfalmente num galho e ajuda a vaia-la...
CASCUDO, Luís Câmara. Contos tradicionais do Brasil. 6ª ed. Rio de Janeiro. Ediouro, 2001.01
Para escapar da raposa, canção encontrou uma forma:
inteligente
bondosa
ingênua
corajosa
Na frase “O canção voa, pousa triunfante num galho e ajuda a vaiá-la...”, a palavra “la” substitui:
a estrada
a manhã
a criançada
a raposa
O canção escapou porque:
a raposa estava cansada.
ele estava molhado.
a raposa abriu a boca.
eles passavam perto de um povoado.
