WorksheetsPortuguês para Concurso
Total questions: 10
Worksheet time: 20mins
Ver o mundo com o olhar do outro
1 - Se o etnocentrismo pode, em certa medida, ser entendido como necessário para o reforço e legitimação das identidades dos diferentes grupos, pois alimenta no ser humano a crença no valor da própria cultura, por outro lado, ele pode, quando exacerbado, provocar resultados perigosos. Isto significa que no limite o etnocentrismo é aquela postura que, se levada às últimas consequências, provoca atitudes que deslegitimam e revogam o direito do outro à existência em sua diferença.
2 - Assim, ao longo de seu processo de construção enquanto ciência, a Antropologia vai paulatinamente saindo da visão etnocêntrica que orienta os diferentes grupos humanos. Para isso, nos propõe um esforço, e por que não dizer um desafio metodológico, no sentido de “abrir mão” das próprias crenças e abrir espaço para o entendimento do outro em sua própria lógica. Ou seja, o exercício que nos desafia enquanto observadores da cultura do “outro”, “exótico”, diferente, é especificamente “olhar o mundo com os olhos do nativo (indivíduo integrante da cultura que observamos)” como propunha Bronislaw Malinowski (1884-1942), um dos primeiros antropólogos a vivenciarem de perto a realidade cultural do “estranho”, já nas primeiras décadas do século passado. Este pesquisador de origem polonesa, radicado na Inglaterra, nos deixou como legado a possibilidade de exercitar a “ida ao outro”, ou seja, sair do próprio mundo cultural com todas as suas “maravilhas” e certezas e aventurar-se na vivência cotidiana da realidade cultural dos grupos pesquisados.
(Subsídios para o ensino de Sociologia nº 4. Jornal Mundo Jovem e Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da PUC/RS
Em relação ao emprego de alguns recursos linguísticos no texto, assinale (V) nas afirmações verdadeiras e (F) nas falsas; a seguir, responda ao que se pede:
( ) “... necessário” (linha 01), “provocar sentimentos perigosos” (linha 04) e “deslegitima e revoga” (linha 06) encerram três ideias que têm como implicação uma pluralidade de visões de mundo, expressa pelo conceito de etnocentrismo.
( ) “...à existência” (linha 06) funciona como objeto indireto do verbo “revogar”.
( ) A expressão “à existência” (linha 06)funciona como complemento nominal de “direito”.
( ) O advérbio “paulatinamente” (linha 08) é um marcador temporal e pode ser substituído pela expressão “aos poucos”, sem que haja prejuízo de sentido no texto.
( ) Os verbos “deslegitimam” e “revogam” (linha 06) podem ser considerados sinônimos.
( ) Os vocábulos... “que” ( linha 04) e “que” (linha 13) podem ser classificados, respectivamente, como CONJUNÇÃO e PRONOME.
A sequência correta, de cima para baixo, é
V – F – V – V - V - F.
V – F – V – V – F - V
F – V – V – F - F - V
V – F – V – F – V - F
F – F – F – V – V- V
Ver o mundo com o olhar do outro
1 - Se o etnocentrismo pode, em certa medida, ser entendido como necessário para o reforço e legitimação das identidades dos diferentes grupos, pois alimenta no ser humano a crença no valor da própria cultura, por outro lado, ele pode, quando exacerbado, provocar resultados perigosos. Isto significa que no limite o etnocentrismo é aquela postura que, se levada às últimas consequências, provoca atitudes que deslegitimam e revogam o direito do outro à existência em sua diferença.
2 - Assim, ao longo de seu processo de construção enquanto ciência, a Antropologia vai paulatinamente saindo da visão etnocêntrica que orienta os diferentes grupos humanos. Para isso, nos propõe um esforço, e por que não dizer um desafio metodológico, no sentido de “abrir mão” das próprias crenças e abrir espaço para o entendimento do outro em sua própria lógica. Ou seja, o exercício que nos desafia enquanto observadores da cultura do “outro”, “exótico”, diferente, é especificamente “olhar o mundo com os olhos do nativo (indivíduo integrante da cultura que observamos)” como propunha Bronislaw Malinowski (1884-1942), um dos primeiros antropólogos a vivenciarem de perto a realidade cultural do “estranho”, já nas primeiras décadas do século passado. Este pesquisador de origem polonesa, radicado na Inglaterra, nos deixou como legado a possibilidade de exercitar a “ida ao outro”, ou seja, sair do próprio mundo cultural com todas as suas “maravilhas” e certezas e aventurar-se na vivência cotidiana da realidade cultural dos grupos pesquisados.
(Subsídios para o ensino de Sociologia nº 4. Jornal Mundo Jovem e Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da PUC/RS
Leia os segmentos abaixo, considerando o contexto em que eles se inserem.
I. “Se o etnocentrismo pode, em certa medida... (linha 01)
II. “se levada às últimas consequências” (linha 05)
III. “... a crença no valor da própria cultura” (linha 03)
IV. “..."abrir mão” das próprias crenças...” (linha 10)
Sobre eles são feitas as seguintes afirmações:
Sobre eles são feitas as seguintes afirmações:
A) A partícula SE, nos segmentos I e II, é classificada como conjunção condicional.
B) Em “se levada às últimas consequências”, a partícula SE introduz uma oração intercalada com função subordinativa.
C) “... Crença”, no segmento III, é um termo com função sintática de objeto direto.
D) “...crenças”, no segmento IV, exerce a função de objeto direto preposicionado.
A e B
A, B e C
A, C e D
B, C e D
C e D
Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.
– Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo
– disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.
– Senhor – respondeu o cordeiro – não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.
– Você agita a água – continuou o lobo ameaçador – e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.
– Não pode – respondeu o cordeiro – no ano passado eu ainda não tinha nascido.
O lobo pensou um pouco e disse:
– Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.
– Eu não tenho irmão – disse o cordeiro – sou filho único.
– Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue.
Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.
(La Fontaine)
Em "Peço-vos perdão mais uma vez, mas deve ser engano, pois eu não tenho irmão." Podemos afirmar que:
Mais é advérbio de intensidade e mas conjunção explicativa.
Mais é advérbio de modo e mas é conjunção adversativa.
Mais é conjunção adversativa e mas, advérbio de intensidade.
Mais é advérbio de intensidade e mas, conjunção adversativa.
Mais é advérbio de modo e mas, conjunção conclusiva.
(Fonte: http://blog.isocial.com.br/a-inclusao-de-profissionais-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-um- panorama-positivo-para-uma-mudanca-necessaria - Texto adaptado especialmente para esta prova)
Assinale a alternativa INCORRETA a respeito das expressões “Nesse sentido” (l. 22) e “Dessa forma” (l. 37).
A primeira tem o mesmo sentido de “Logo” e poderia ser substituída por esse vocábulo.
A segunda tem o mesmo sentido de “Portanto” e poderia ser substituída por esse vocábulo.
Ambas são classificadas como locuções conjuntivas.
Ambas dão sentido de conclusão ao período em que se encontram.
Deslocar a segunda, entre vírgulas, para após “exagero” causaria grave erro na frase.
(Fonte: Marta Avancini e Luciana Alvarez. http://revistaeducacao.uol.com.br/ – publicado em out./2014 – adaptação)
Conforme Cegalla, conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da mesma oração. Sobre o uso de conjunções no texto, avalie as afirmações que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Na linha 04, Embora é uma conjunção concessiva, que exprime um fato que se concede, que se admite, em oposição a outro.
( ) apesar de (l. 11) é uma locução conjuntiva que, no contexto, expressa ideia de consequência em relação ao fato principal.
( ) Na linha 33, Quando é uma conjunção que exprime tempo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – F.
V – F – V.
V – V – F.
F – V – V.
F – F – F.
Maninha
Chico Buarque
Se lembra da fogueira.
se lembra dos balões.
se lembra dos luares dos sertões.
A roupa no varal, feriado nacional,
as estrelas salpicadas nas canções.
Se lembra quando toda modinha falava de amor.
Pois nunca mais cantei, maninha,
depois que ele chegou.
[...]
Disponível em:<https://www.letras.com.br/chico-buarque/maninha> . Acesso em: 10 nov. 2017.
Em que aspecto o autor – em nome da liberdade poética – provoca um desvio da norma culta?
Regência do verbo “lembrar”.
Início do 7° verso por conjunção.
Posição proclítica do pronome “se”.
Ponto final nos dois primeiros versos.
Separação com vírgulas do termo “maninha”.
Barbárie e civilização Em 1777, o ferino filósofo francês Voltaire escreveu: “O mundo começa a civilizar-se um pouco; mas que ferrugem espessa, que noite grosseira, que barbárie dominam ainda certas províncias, sobretudo entre os probos agricultores tão louvados em elegias e éclogas, entre lavradores inocentes e vigários de aldeia, que por um escudo arrastariam os irmãos para a prisão e vos apedrejariam se duas velhas, vendo-vos passar, exclamassem: herege! O mundo está melhorando um pouco; sim, o mundo pensante, mas o mundo bruto será ainda por muito tempo um composto de animais, e a canalha será sempre de cem para um. É para ela que tantos homens, mesmo com desdém, mostram compostura e dissimulam; é a ela que todos querem agradar; é dela que todos querem arrancar vivas; é para ela que se realizam cerimônias pomposas; é só para ela, enfim, que se faz do suplício de um infeliz um grande e soberbo espetáculo.”
Voltaire.
O preço da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 29-30
(Defensoria Pública do Estado de São Paulo — Agente de Defensoria Pública — Administrador de Redes — FCC) Estão adequadas ambas as construções pronominais indicadas entre parênteses, como alternativas válidas, no contexto, para as expressões sublinhadas em:
Voltaire atribui aos grosseiros (atribui-lhes) a responsabilidade por aplaudirem a barbárie (lhe aplaudirem).
As velhas acusam a vítima (acusam-lhe) de herege e os bárbaros seguem as velhas (seguem-nas) em seu preconceito.
Os poetas idealistas louvam os campesinos (lhes louvam), ignorando os defeitos deles (ignorando-lhes os defeitos).
Muitos homens querem agradar as massas (as agradar), não hesitando em cortejar as mesmas (cortejar-lhes).
Para que aprimoremos a civilização (a aprimoremos), é preciso prestigiar os pensantes (prestigiá-los).
Texto para responder á questão .
Um chá maluco
Em frente à casa havia uma mesa posta sob uma árvore, e a Lebre de Março e o Chapeleiro estavam tomando chá; entre eles estava sentado um Caxinguelê, que dormia a sono solto [...]
Era uma mesa grande, mas os três estavam espremidos numa ponta. “Não há lugar! Não há lugar!”, gritaram ao ver Alice se aproximando. “Há lugar de sobra!”, disse Alice indignada, e sentou-se numa grande poltrona à cabeceira.
[...]
“Não foi muito polido de sua parte sentar-se sem ser convidada”, retrucou a Lebre de Março.
“Não sabia que mesa era sua”, declarou Alice, “está posta para muito mais do que três pessoas.”
“Seu cabelo está precisando de um corte”, disse o Chapeleiro. Fazia algum tempo que olhava para Alice com muita curiosidade e essas foram suas primeiras palavras.
“Devia aprender a não fazer comentários pessoais”, disse Alice com alguma severidade; “é muito indelicado.”
O Chapeleiro arregalou os olhos ao ouvir isso, mas disse apenas: “Por que um corvo se parece com uma escrivaninha?”
“Oba, vou me divertir um pouco agora!”, pensou Alice. “Que bom que tenham começado a propor adivinhações”. E acrescentou em voz alta: “acho que posso matar esta”.
“Está sugerindo que pode achara resposta?”, perguntou a Lebre de Março.
“Exatamente isso”, declarou Alice.
“Então deveria dizer o que pensa”, a Lebre de Março continuou.
“Eu digo”, Alice respondeu apressadamente; “pelo menos... pelo menos eu penso o que digo... é a mesma coisa, não?”
“Nem de longe a mesma coisa!”, disse o Chapeleiro. “Seria como dizer que ‘vejo o que como’ é a mesma coisa que ‘como o que vejo’!”
“Ou o mesmo que dizer”, acrescentou a Lebre de Março, “que ‘aprecio o que tenho’ é a mesma coisa que ‘tenho o que aprecio’!”
“Ou o mesmo que dizer”, acrescentou o Caxinguelê, que parecia estar falando dormindo, “que ‘respiro quando durmo’ é a mesma coisa que ‘durmo quando respiro’!”
“É a mesma coisa no seu caso”, disse o Chapeleiro, e nesse ponto a conversa arrefeceu e o grupo ficou sentado em silêncio por um minuto, enquanto Alice refletia sobre tudo de que conseguia se lembrar sobre corvos e escrivaninhas, o que não era muito.
O Chapeleiro foi o primeiro a quebrar o silêncio. “Que dia do mês é hoje?”, disse, voltando-se para Alice. [...]
Alice pensou um pouco e disse: “Dia quatro.”
“Dois dias de atraso!”, suspirou o Chapeleiro. “Eu lhe disse que manteiga não ia fazer bem para o maquinismo”, acrescentou, olhando furioso para a Lebre de Março.
“Era manteiga da melhor qualidade” , respondeu humildemente a Lebre de Março.
“Sim, mas deve ter entrado um pouco de farelo”, o Chapeleiro rosnou. “Você não devia ter usado a faca de pão.”
A Lebre de Março pegou o relógio e contemplou -o melancolicamente. Depois mergulhou-o na sua xícara de chá, e fitou-o de novo. Mas não conseguiu encontrar nada melhor para dizer que seu primeiro comentário: “Era manteiga da melhor qualidade.” [...]
CARROL, Lewis. Alice no país das maravilhas. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. p. 67-9.
“Ou o mesmo que dizer”, acrescentou o Caxinguelê, que parecia estar falando dormindo, “que ‘respiro quando durmo’ é a mesma coisa que ‘durmo quando respiro’!”
A respeito do trecho acima, quanto aos aspectos gramatical, sintático e semântico, analise as afirmativas a seguir.
I. Quanto à regência, os verbos usados são significativos, transitivos, por isso fundamentais à ideia do predicado.
II. OU é uma conjunção coordenativa.
III. COISA é um pronome indefinido.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):
II
I e II
I e III
II e III
I
Ler Texto UM CHÁ MALUCO
“Eu digo”, Alice respondeu apressadamente; “pelo menos... pelo menos eu penso o que digo... é a mesma coisa, não?”
Com relação aos componentes destacados do trecho, é correto afirmar que:
RESPONDEU é um verbo impessoal.
o QUE é uma conjunção subordinativa.
a palavra O é um pronome demonstrativo.
APRESSADAMENTE é uma locução adverbial de modo.
a expressão PELO MENOS, em todas as ocorrências, atribui ideia adversativa.
(Disponível em: <https://goo.gl/9DObC5>. Acesso em: 09 maio. 2017.)
A oração introduzida pela conjunção “que” tem como finalidade
acrescentar o complemento de um verbo de ligação.
especificar o sentido do substantivo que a precede
inserir uma causa à consequência da frase anterior.
instaurar relação de alternância entre concepções.
somar uma ideia à outra colocada anteriormente.
