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Trovadorismo

Total questions: 26

Worksheet time: 20mins

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1.

Os tipos de cantigas trovadorescas são:

a)

líricas e satíricas

b)

líricas e religiosas

c)

líricas e pastoris

d)

religiosas e satíricas

e)

pastoris e satíricas

2.

leia as afirmativas abaixo e assinale a opção que contem o(s) item(ns) correto(s)

I. As poesias palacianas eram produzidas para serem declamadas, enquanto as cantigas trovadorescas para serem cantadas.

II. As cantigas satíricas trovadorescas são subdividas em dois tipos: cantigas de escárnio e cantigas de maldizer.

III. O trovadorismo é uma escola literária de transição que marcou o fim da Idade Média.

a)

I

b)

I e II

c)

I e III

d)

II e III

e)

I, II e III

3.

Sobre a prosa desenvolvida no trovadorismo, assinale a alternativa incorreta:

a)

As hagiografias eram textos em prosa que apresentavam a biografia de santos

b)

As novelas de cavalaria revelavam os grandes feitos dos cavaleiros medievais.

c)

As crônicas históricas e cronológicas eram chamadas de cronicões (CRONICAS)

d)

As cantigas trovadorescas foram produzidas por monges escritores

e)

Os nobiliários reuniam a genealogia de nobres medievais.

4.

(Mackenzie) Assinale a alternativa INCORRETA a respeito das cantigas de amor.

a)

O ambiente é rural ou familiar.

b)

O trovador assume o eu-lírico masculino: é o homem quem fala.

c)

Têm origem provençal.

d)

Expressam a 'coita' amorosa do trovador, por amar uma dama inacessível.

e)

A mulher é um ser superior, normalmente pertencente a uma categoria social mais elevada que a do trovador

5.

O amor cortês foi um gênero praticado desde os trovadores medievais europeus. Nele a devoção masculina por uma figura feminina inacessível foi uma atitude cons­tante. A opção cujos versos confirmam o exposto é:

a)

Eras na vida a pomba predileta (...) Eras o idílio de um amor sublime. Eras a glória, - a inspiração, - a pátria, O porvir de teu pai! (Fagundes Varela)

b)

Carnais, sejam carnais tantos desejos, Carnais sejam carnais tantos anseios, Palpitações e frêmitos e enleios Das harpas da emoção tantos arpejos... (Cruz e Sousa)

c)

Quando em meu peito rebentar-se a fibra, Que o espírito enlaça à dor vivente, Não derramem por mim nenhuma lágrima Em pálpebra demente. (Álvares de Azevedo)

d)

Em teu louvor, Senhora, estes meus versos E a minha Alma aos teus pés para cantar-te, E os meus olhos mortais, em dor imersos, Para seguir-lhe o vulto em toda a parte. (Alphonsus de Guimaraens)

e)

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? amar e esquecer amar e mal amar, amar, desamar, amar? (Manuel Bandeira)

6.

Cantiga de Amor

Afonso Fernandes

Senhora minha, desde que vos vi,

lutei para ocultar esta paixão

que me tomou inteiro o coração;

mas não o posso mais e decidi

que saibam todos o meu grande amor,

a tristeza que tenho, a imensa dor

que sofro desde o dia em que vos vi.

Já que assim é, eu venho-vos rogar

que queirais pelo menos consentir

que passe a minha vida a vos servir (...)

(www.caestamosnos.org/efemerideS/118. Adaptado)




Observando-se a última estrofe, é possível afirmar que o apaixonado

a)

Se sente inseguro quanto aos próprios sentimentos.

b)

Se sente confiante em conquistar a mulher amada

c)

Se declara surpreso com o amor que lhe dedica a mulher amada.

d)

Possui o claro objetivo de servir sua amada.

e)

Conclui que a mulher amada não é tão poderosa quanto parecia a princípio.

7.

SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.


De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez-se o drama.


De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente


Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.


(Vinícius de Morais)


Releia com atenção a última estrofe:


"Fez-se de amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente".


Tomemos a palavra AMIGO. Todos conhecem o sentido com que esta forma linguística é usualmente empregada no falar atual. Contudo, na Idade Média, como se observa nas cantigas medievais, a palavra AMIGO significou:

a)

companheiro

b)

colega

c)

namorado

d)

simpático

e)

acolhedor

8.

(Unifesp) Leia a cantiga seguinte, de Joan Garcia de Guilhade.


Un cavalo non comeu

á seis meses nen s’ergueu

mais prougu’a Deus que choveu,

creceu a erva,

e per cabo si paceu,

e já se leva!


Seu dono non lhi buscou

cevada neno ferrou:

mai-lo bon tempo tornou,

creceu a erva,

e paceu, e arriçou,

e já se leva!


Seu dono non lhi quis dar

cevada, neno ferrar;

mais, cabo dum lamaçal

creceu a erva,

e paceu, e arriç’ar,

e já se leva!


(CD Cantigas from the Court of Dom Dinis. harmonia mundi usa, 1995.)


A leitura permite inferir que se trata de uma cantiga de

a)

escárnio, em que se critica a atitude do dono do cavalo, que dele não cuidara, mas graças ao bom tempo e à chuva, o mato cresceu e o animal pôde recuperar-se sozinho.

b)

amor, em que se mostra o amor de Deus com o cavalo que, abandonado pelo dono, comeu a erva que cresceu graças à chuva e ao bom tempo.

c)

escárnio, na qual se conta a divertida história do cavalo que, graças ao bom tempo e à chuva, alimentou-se, recuperou-se e pôde, então, fugir do dono que o maltratava.

d)

maldizer, satirizando a atitude do dono que ferrou o cavalo, mas esqueceu-se de alimentá-lo, deixando-o entregue à própria sorte para obter alimento.

e)

amigo, em que se mostra que o dono do cavalo não lhe buscou cevada nem o ferrou por causa do mau tempo e da chuva que Deus mandou, mas mesmo assim o cavalo pôde recuperar-se.

9.

O que é a prosa de cavalaria?

a)

Narrativas que contam episódios das cruzadas.

b)

Epopeias que contam episódios da vida cotidiana medieval.

c)

Narrativas heroicas que contam histórias de cavaleiros andantes.

10.

Há, na Idade Média, um outro tipo de produção literária, a qual chamamos de:

a)

prosa trovadoresca

b)

prosa de cavalaria

c)

poesia de cavalaria

11.

As cantigas de maldizer apresentam algumas diferenças com relação às cantigas de escárnio, dentre elas:

a)

Ausência de críticas.

b)

A críticas são indiretas, em detrimento das críticas diretas das cantigas de escárnio.

c)

As críticas são diretas, em detrimento das críticas indiretas das cantigas de escárnio.

12.

As críticas indiretas das cantigas de escárnio são possibilitadas por recursos linguísticos apresentados em uma das alternativas abaixo. Assinale-a

a)

Ironia, denotação e precisão.

b)

Ironia, denotação e ambiguidade.

c)

Ironia, trocadilhos, conotação e ambiguidade

13.

Quais são os tipos de cantigas satíricas?

a)

Cantigas de escárnio e de maldizer.

b)

Cantigas de escárnio e de deboche

c)

Cantigas de maldizer e de inimigo.

14.

As cantigas satíricas são, também, fontes históricas, pois:

a)

registram, através da idealização do momento histórico, as realidades vividas naquele período.

b)

registram, através da crítica, as realidades vividas naquele período.

c)

escondem as realidades vividas naquele período.

15.

(UM-SP) Nas cantigas de amor,

a)

o trovador expressa um amor à mulher amada, encarando-a como um objeto acessível a seus anseios.

b)

o trovador velada ou abertamente ironiza personagens da época.

c)

o “eu-lírico” é feminino, expressando a saudade da ausência do amado.

d)

o poeta pratica a vassalagem amorosa, pois, em postura platônica, expressa seu amor à mulher amada

e)

existe a expressão de um sentimento feminino, apesar de serem escritas por homens

16.

(UFMG) Nas mais importantes novelas de cavalaria que circularam na Europa medieval, principalmente como propaganda das Cruzadas, sobressaem-se:

a)

as namoradas sofredoras, que fazem bailar para atrair o namorado ausente.

b)

as namorada castas, fiéis, dedicadas, dispostas a qualquer sacrifício para ir ao encontro do amado.

c)

os cavaleiros medievais, concebidos segundo os padrões da Igreja Católica (por quem lutam).

d)

os cavaleiros sarracenos, eslavos e infiéis, inimigos da fé cristã.

e)

os namorados castos, fiéis, dedicados que, entretanto, são traídos pelas namoradas sedutoras

17.

É correto afirmar sobre o Trovadorismo que

a)

os poemas são produzidos para ser encenados.

b)

as cantigas de escárnio e maldizer têm temáticas amorosas.

c)

nas cantigas de amigo, o eu lírico é sempre feminino.

d)

as cantigas de amigo têm estrutura poética complicada.

e)

as cantigas de amor são de origem nitidamente popular

18.

Assinale a alternativa incorreta a respeito do Trovadorismo em

a)

Durante o Trovadorismo, ocorreu a separação entre poesia e a música.

b)

Muitas cantigas trovadorescas foram reunidas em livros ou coletâneas que receberam o nome de cancioneiros

c)

Nas cantigas de amor, há o reflexo do relacionamento entre o senhor e vassalo na sociedade feudal: distância e extrema submissão.

d)

Nas cantigas de amigo, o trovador escreve o poema do ponto de vista feminino.

e)

A influência dos trovadores provençais é nítida nas cantigas de amor galego-portuguesas.

19.

Dentre as características das cantigas de amor, temos o:

a)

eu-lírico feminino, amor cortês e coita amorosa do poeta.

b)

eu-lírico masculino, amor cortês e coita amorosa do poeta.

c)

eu-lírico masculino, amor natural e coita amorosa do poeta.

20.

As cantigas de amor apresentam algumas diferença com relação às antigas de amigo, dentre elas:

a)

Presença de paralelismo, considerado uma das inovações das cantigas de amor.

b)

O eu-lírico é feminino, em detrimento do eu-lírico masculino das cantigas de amigo.

c)

O eu-lírico é masculino, em detrimento do eu-lírico feminino das cantigas de amigo.

21.

Nas cantigas de amigo, o eu-lírico é:

a)

ora feminino, ora masculino, a depender do gênero do trovador.

b)

sempre masculino.

c)

sempre feminino.

22.

O que são as cantigas?

a)

Poesias escritas na forma de sonetos.

b)

Poesias disseminadas de maneira oral.

c)

Textos que narravam os acontecimentos épicos por meio da epopeia.

23.

"Ai dona fea! Foste-vos queixar

Que vos nunca louv'en meu trobar

Mais ora quero fazer un cantar

En que vos loarei toda via;

E vedes como vos quero loar:

Dona fea, velha e sandia!


Ai dona fea! Se Deus mi pardon!

E pois havedes tan gran coraçon

Que vos eu loe en esta razon,

Vos quero já loar toda via;

E vedes qual será a loaçon:

Dona fea, velha e sandia!


Dona fea, nunca vos eu loei

En meu trobar, pero muito trobei;

Mais ora já en bom cantar farei

En que vos loarei toda via;

E direi-vos como vos loarei:

Dona fea, velha e sandia!"


Cantiga de João Garcia de Guilhade


A leitura permite inferir que se trata de uma cantiga de

a)

Maldizer

b)

Amor

c)

Amigo

d)

Escárnio

24.

"Ai flores, ai flores do verde pino,

se sabedes novas do meu amigo!

ai Deus, e u é?


Ai flores, ai flores do verde ramo,

se sabedes novas do meu amado!

ai Deus, e u é?


Se sabedes novas do meu amigo,

aquel que mentiu do que pôs comigo!

ai Deus, e u é?


Se sabedes novas do meu amado,

aquel que mentiu do que mi há jurado!

ai Deus, e u é?"


Cantiga de D. Dinis


A leitura permite inferir que se trata de uma cantiga de

a)

Maldizer

b)

Amigo

c)

Escárnio

d)

Amor

25.

"A dona que eu amo e tenho por Senhor

amostra-me-a Deus, se vos en prazer for,

se non dade-me-a morte.


A que tenh'eu por lume d'estes olhos meus

e porque choran sempr(e) amostrade-me-a Deus,

se non dade-me-a morte.


Essa que Vós fezestes melhor parecer

de quantas sei, a Deus, fazede-me-a veer,

se non dade-me-a morte.


A Deus, que me-a fizestes mais amar,

mostrade-me-a algo possa con ela falar,

se non dade-me-a morte."


Cantiga de Bernardo de Bonaval


A leitura permite inferir que se trata de uma cantiga de

a)

Amor

b)

Amigo

c)

Escárnio

d)

Maldizer

26.

Maria Mateu, daqui vou desertar.

De cona não achar o mal me vem.

Aquela que a tem não ma quer dar

e alguém que ma daria não a tem.

Maria Mateu, Maria Mateu,

tão desejosa sois de cona como eu!


Quantas conas foi Deus desperdiçar

quando aqui abundou quem as não quer!

E a outros, fê-las muito desejar:

a mim e a ti, ainda que mulher.

Maria Mateu, Maria Mateu

tão desejosa sois de cona como eu!


Cantiga de Afonso Eanes de Coton


A leitura permite inferir que se trata de uma cantiga de

a)

Amor

b)

Amigo

c)

Maldizer

d)

Escárnio