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Terceirão 2

Total questions: 11

Worksheet time: 7mins

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1.

Anarquismo é uma corrente de pensamento com variadas expressões no pensamento filosófico e político. Os anarquistas têm em comum a defesa da liberdade pessoal, da participação direta dos cidadãos em todos os assuntos políticos e a recusa às diferentes formas de autoridade e de governo. São contrários à representação política e à delegação de poder. Entendem que a ordem social não requer a existência de governo. Há um segundo sentido do termo, comum na linguagem popular, em que anarquista significa ser apoiador da desordem e do caos. Quanto ao anarquismo.

a)

Voto universal e eleições diretas para todos os cargos governamentais.

b)

Cooperativas e sindicatos de trabalhadores.

c)

Democracia representativa.

d)

Parlamentos livres (de deputados, senadores ou vereadores).

2.

Sobre o conceito de ideologia.

a)

Mantém independência dos processos cotidianos da vida social, tendo suporte nas relações estabelecidas no mundo do trabalho.

b)

Jamais pretende reproduzir a sociedade e a estrutura de classes que nela se estabelece.

c)

Gera processos de identificação e de controle de comportamentos, condenando as condutas desviantes.

d)

Define as escolhas dos indivíduos e age sobre eles como um corpo sistemático de representações e de normas.

3.

Ideologia é um conceito

a)

desenvolvido por Marx e significa uma falsa consciência produzida pelos especialistas no trabalho intelectual.

b)

desenvolvido por Weber e significa um processo de passagem da ética protestante para o espírito do capitalismo.

c)

que significa anomia, para Durkheim; alienação, para Marx; e racionalização, para Weber.

d)

criado por Durkheim e significa ausência de leis e regras na sociedade.

4.

A Filosofia e a Sociologia são disciplinas que promovem uma reflexão crítica sobre os mais variados temas, particularmente o da ideologia. Partindo de uma análise crítica e utilizando o conceito de ideologia desenvolvido por Marx e outros pensadores, é correto afirmar que o cartum

a)

revela que, independentemente dos indivíduos e das classes sociais, todos pertencemos ao povo brasileiro.

b)

mostra que, diante da televisão, todos os brasileiros são iguais nesse momento.

c)

sugere que há um crescimento quantitativo dos telespectadores com o passar do tempo.

d)

mostra que o discurso sobre “povo brasileiro” é ideológico, falso, abole as divisões e desigualdades sociais.

5.

“[...] uma grande marca enaltece - acrescenta um maior sentido de propósito à experiência, seja o desafio de dar o melhor de si nos esportes e nos exercícios físicos ou a afirmação de que a xícara de café que você bebe realmente importa [...] Segundo o velho paradigma, tudo o que o marketing vendia era um produto. De acordo com o novo modelo, contudo, o produto sempre é secundário ao verdadeiro produto, a marca, e a venda de uma marca adquire um componente adicional que só pode ser descrito como espiritual”. O efeito desse processo pode ser observado na fala de um empresário da Internet comentando sua decisão de tatuar o logo da Nike em seu umbigo: “Acordo toda manhã, pulo para o chuveiro, olho para o símbolo e ele me sacode para o dia. É para me lembrar a cada dia como tenho de agir, isto é, ‘just do it’.”

(KLEIN, Naomi. Sem logo: a tirania das marcas em um planeta vendido. Rio de Janeiro: Record, 2002, p. 45-76.)


Com base no texto e nos conhecimentos sobre ideologia, é correto afirmar:

a)

A atual tendência do capitalismo globalizado é produzir marcas que estimulam a conscientização em detrimento dos processos de alienação.

b)

O capitalismo globalizado, ao tornar o ser humano desideologizado, aproximou-se dos ideais marxistas quanto ao ideal humano.

c)

Graças às marcas e à influência da mídia, em sua atuação educativa, as pessoas tornaram-se menos sujeitas ao consumo.

d)

Por meio da ideologia associada à mundialização do capital, ampliou-se o fetichismo das mercadorias, o qual se reflete na resposta social às marcas.

6.

Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. Sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.

BREHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.

O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na

a)

Contemplação da tradição mítica.

b)

Sustentação do método dialético.

c)

Relativização do saber verdadeiro.

d)

Valorização da argumentação retórica.

7.

Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente.

ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).

O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427 a.C.-346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?

a)

Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.

b)

Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.

c)

Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.

d)

Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.

8.

Para Maquiavel, quando um homem decide dizer a verdade pondo em risco a própria integridade física, tal resolução diz respeito apenas a sua pessoa. Mas se esse mesmo homem é um chefe de Estado, os critérios pessoais não são mais adequados para decidir sobre ações cujas consequências se tornam tão amplas, já que o prejuízo não será apenas individual, mas coletivo. Nesse caso, conforme as circunstâncias e os fins a serem atingidos, pode-se decidir que o melhor para o bem comum seja mentir.

ARANHA, M. L. Maquiavel: a lógica da força. São Paulo: Moderna, 2006 (adaptado).

O texto aponta uma inovação na teoria política na época moderna expressa na distinção entre

a)

idealidade e efetividade da moral.

b)

nulidade e preservabilidade da liberdade.

c)

ilegalidade e legitimidade do governante.

d)

verificabilidade e possibilidade da verdade.

9.

Dizem que Humboldt, naturalista do século XIX, maravilhado pela geografia, flora e fauna da região sul-americana, via seus habitantes como se fossem mendigos sentados sobre um saco de ouro, referindo-se a suas incomensuráveis riquezas naturais não exploradas. De alguma maneira, o cientista ratificou nosso papel de exportadores de natureza no que seria o mundo depois da colonização ibérica: enxergou-nos como territórios condenados a aproveitar os recursos naturais existentes.

ACOSTA, A. Bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. São Paulo: Elefante, 2016 (adaptado).

A relação entre ser humano e natureza ressaltada no texto refletia a permanência da seguinte corrente filosófica:

a)

Relativismo cognitivo.

b)

Materialismo dialético.

c)

Racionalismo cartesiano.

d)

Pluralismo epistemológico.

10.

TEXTO I

Duas coisas enchem o ânimo de admiração e veneração sempre crescentes: o céu estrelado sobre mim e a lei moral em mim.

KANT, I. Crítica da razão prática. Lisboa: Edições 70, s/d (adaptado).

TEXTO II

Duas coisas admiro: a dura lei cobrindo-me e o estrelado céu dentro de mim.

FONTELA, O. Kant (relido). In: Poesia completa. São Paulo: Hedra, 2015.

A releitura realizada pela poeta inverte as seguintes ideias centrais do pensamento kantiano:

a)

Interioridade da norma e fenomenalidade do mundo.

b)

Possibilidade da liberdade e obrigação da ação.

c)

Aprioridade do juízo e importância da natureza.

d)

Necessidade da boa vontade e crítica da metafísica.

11.

Sentimos que toda satisfação de nossos desejos advinda do mundo assemelha-se à esmola que mantém hoje o mendigo vivo, porém prolonga amanhã a sua fome. A resignação, ao contrário, assemelha-se à fortuna herdada: livra o herdeiro para sempre de todas as preocupações.

SCHOPENHAUER, A. Aforismo para a sabedoria da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

O trecho destaca uma ideia remanescente de uma tradição filosófica ocidental, segundo a qual a felicidade se mostra indissociavelmente ligada à

a)

a consagração de relacionamentos afetivos.

b)

administração da independência interior.

c)

fugacidade do conhecimento empírico.

d)

liberdade de expressão religiosa.