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Segundão do coração

Total questions: 12

Worksheet time: 12mins

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1.

Na perspectiva socialista, a luta de classes é o motor da história. Segundo essa perspectiva, na sociedade moderna, a classe que se beneficia com o sistema capitalista e serve-se da ideologia liberal é:

a)

os camponeses.

b)

a aristocracia.

c)

o proletariado.

d)

a burguesia.

2.

Um dos argumentos liberais contra o socialismo defende que esse sistema sempre acabou demonstrando ineficiência econômica e totalitarismo político. Esse argumento tem implícita a defesa do valor central do liberalismo, que é:

a)

a propriedade socializada (soviet).

b)

a liberdade individual.

c)

a justiça social.

d)

a expropriação da propriedade privada

3.

O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento:

Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização do mesmo é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo o homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade. (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991.)

Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar:

a)

A origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.

b)

O absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.

c)

A origem do governo como uma propriedade do rei.

d)

A existência do governo como um poder oriundo da natureza.

4.

Leia o texto a seguir:

Todos os sistemas socialistas, inclusive aquele de Karl Marx e seus apoiadores ortodoxos, partem da suposição de que, em uma sociedade socialista, um conflito entre os interesses do indivíduo e do coletivo jamais poderá surgir. Todos irão agir com total interesse em dar o seu melhor, pois ele participa da produção de toda a atividade econômica. A óbvia objeção de que o indivíduo está muito pouco preocupado em determinar se ele próprio é diligente e entusiástico, e que é da maior importância para ele que todos os outros o sejam, é algo completamente ignorado por eles. Quando muito, é insuficientemente abordado. Eles acreditam que podem construir uma economia socialista tendo por base apenas o Imperativo Categórico. O quão suave é a intenção deles em proceder desta maneira foi bem explicitado por Kautsky quando ele diz, “Se o socialismo é uma necessidade social, então é a natureza humana, e não o socialismo, quem deve se reajustar às necessidades caso os dois venham a colidir.” Isso nada mais é do que uma absoluta quimera. (Von MISES, Ludwig. O Cálculo econômico sob o socialismo. São Paulo: Instituto Ludwig Von Mises Brasil, 2012. p. 43.)

Sobre a crítica de L. Von Mises ao socialismo, pode-se afirmar:

a)

parte de uma concordância com Marx, mas acaba criticando os discípulos deste.

b)

ancora-se no argumento de que um dos erros do socialismo é ignorar o confronto latente entre indivíduo e coletividade.

c)

enumera argumentos que não dizem respeito à economia.

d)

defende o coletivismo em detrimento do indivíduo.

5.

“[…] Nunca certas previsões do marxismo pareceram mais verdadeiras do que hoje: o que não deixa de ser bastante irônico, se considerarmos que isso se dá no momento em que o marxismo está desacreditado como filosofia social […]”. (Quentin Skinner, historiador inglês, 1998).

O que permite o autor sustentar, respectivamente, a tese do descrédito e a da validade do marxismo, fundamenta-se:

a)

no fracasso das experiências socialistas em nosso século e no aumento extraordinário tanto da riqueza quanto da pobreza no mundo.

b)

no êxito do capitalismo em eliminar as crises financeiras periódicas e no seu fracasso em fazer diminuir a população mundial.

c)

na capacidade do capitalismo para controlar a pobreza e na sua dificuldade para desenvolver tecnologias que resolvessem problemas ambientais.

d)

no desaparecimento da luta de classes e na intensificação da concorrência e do conflito imperialista entre as potências capitalistas.

6.

As mudanças trazidas pela Revolução Industrial provocaram novas reflexões sobre a sociedade e seu comportamento. Karl Marx, um dos pensadores marcantes do século XIX, nas suas reflexões:

a)

reconhecia a falta de justiça social, devido aos exageros do sistema capitalista que incentivava a exploração das classes desfavorecidas.

b)

defendia a necessidade de ampliar a intervenção do Estado na gestão da economia, a fim de pôr fim aos sistemas parlamentares europeus.

c)

propunha a luta da sociedade para negar as mudanças sociais, admitindo a volta aos princípios do mercantilismo.

d)

restringia, às classes sociais urbanas, os planos de crescimento da sociedade europeia e de uma melhor qualidade de vida.

7.

O filósofo judeu Ludwig Wittgenstein (1889-1951) afirmava que “tudo que podia ser pensado podia ser dito”. Para ele, “nada pode ser dito sobre algo, como Deus, que não podia ser pensado direito” e “sobre o que não se pode falar, deve-se ficar calado”. Com base nessas teses fundamentais do pensamento de Wittgenstein, pode-se interpretar sua filosofia como

a)

a busca pela clareza na filosofia, evitando-se temas metafísicos.

b)

o fundamento da censura no mundo moderno, uma vez que inibe o livre pensamento.

c)

uma tentativa de combater o nazismo e suas ideias absurdas, indizíveis.

d)

uma tentativa de transformar o debate filosófico num debate retórico.

8.

Considerando que a linguagem verbal é um dos principais elementos constitutivos do mundo cultural porque nos permite transcender a experiência vivida, é correto afirmar:

a)

O nome não tem relação alguma com seu referente.

b)

A relação entre significante e significado do signo verbal é aleatória e transcendental

c)

A cultura é um processo transcendental da constituição do imaginário popular.

d)

O signo verbal tem a capacidade de apresentar para a consciência o respectivo objeto que se encontra ausente.

9.

Qual a diferença entre comunicação e linguagem?

a)

Não existe diferença alguma entre as duas formas de comunicação.

b)

Comunicação representa formas de linguagens próprias dos animais. Linguagem desenvolvida pelos seres humanos, forma complexa de comunicação.

c)

A comunicação é toda forma de linguagem desenvolvida pelos seres vivos, menos pelos humanos.

d)

Linguagem e comunicação são semelhantes, aliais são iguais.

10.

Sobre Wittgenstein e sua Filosofia é correto afirmar:

a)

Defende que a tarefa da crítica consiste em examinar os limites da razão teórica e estabelecer os critérios do conhecimento legítimo.

b)

É o responsável pela superação do aristotelismo e pelo advento do conceito moderno de ciência.

c)

É considerado o iniciador da corrente filosófica conhecida como Filosofia Analítica, que tem como interesse a investigação acerca das formas e dos modos de funcionamento da linguagem.

d)

A sua obra Tractatus Logicus Philosophicus versa sobre a relação entre forma lógica da linguagem e a sua relação com o divino.

11.

Tenho 44 anos e presenciei uma transformação impressionante na condição de homens e mulheres gays nos Estados Unidos. Quando nasci, relações homossexuais eram ilegais em todos os Estados Unidos, menos Illinois. Gays e lésbicas não podiam trabalhar no governo federal. Não havia nenhum político abertamente gay. Alguns homossexuais não assumidos ocupavam posições de poder, mas a tendência era eles tornarem as coisas ainda piores para seus semelhantes.

ROSS, A. “Na máquina do tempo”. Época, ed. 766, 28 jan. 2013.

A dimensão política da transformação sugerida no texto teve como condição necessária a

a)

reformulação de concepções religiosas.

b)

ampliação da noção de cidadania.

c)

implantação de cotas nas listas partidárias.

d)

alteração da composição étnica da população.

12.

TEXTO I

O que vemos no país é uma espécie de espraiamento e a manifestação da agressividade através da violência. Isso se desdobra de maneira evidente na criminalidade, que está presente em todos os redutos — seja nas áreas abandonadas pelo poder público, seja na política ou no futebol. O brasileiro não é mais violento do que outros povos, mas a fragilidade do exercício e do reconhecimento da cidadania e a ausência do Estado em vários territórios do país se impõem como um caldo de cultura no qual a agressividade e a violência fincam suas raízes.

Entrevista com Joel Birman. A Corrupção é um crime sem rosto. IstoÉ. Edição 2099; 3 fev. 2010.

TEXTO II

Nenhuma sociedade pode sobreviver sem canalizar as pulsões e emoções do indivíduo, sem um controle muito específico de seu comportamento. Nenhum controle desse tipo é possível sem que as pessoas anteponham limitações umas às outras, e todas as limitações são convertidas, na pessoa a quem são impostas, em medo de um ou outro tipo.

ELIAS, N. O Processo Civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.

Considerando-se a dinâmica do processo civilizador, tal como descrito no Texto II, o argumento do Texto I acerca da violência e agressividade na sociedade brasileira expressa a

a)

incompatibilidade entre os modos democráticos de convívio social e a presença de aparatos de controle policial.

b)

manutenção de práticas repressivas herdadas dos períodos ditatoriais sob a forma de leis e atos administrativos.

c)

inabilidade das forças militares em conter a violência decorrente das ondas migratórias nas grandes cidades brasileiras.

d)

dificuldade histórica da sociedade brasileira em institucionalizar formas de controle social compatíveis com valores democráticos.