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FAMEMA

Total questions: 10

Worksheet time: 30mins

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1.

Nosso atual modelo de Estado é fruto da Revolução Francesa, que, fascinada pela democracia grega, considerava que os atenienses criaram o princípio do Estado legal – um governo fundado em leis discutidas, planejadas, emendadas e obedecidas por cidadãos livres – e a ideia de que o Estado representa uma comunidade de cidadãos livres. Ao afirmarem que o governo era algo que as pessoas criavam para satisfazer as necessidades humanas, os atenienses consideravam seus governantes homens que haviam demonstrado capacidade para dirigir o Estado, e não deuses ou sacerdotes.

(Flavio de Campos e Renan G. Miranda. A escrita da História, 2005.)

De acordo com o excerto e seus conhecimentos, é correto afirmar que

a)

a concepção moderna de democracia deriva da Revolução Francesa e da Atenas antiga, embora nesta a cidadania estivesse limitada à minoria da população.

b)

a democracia ateniense, por fundamentar-se na comunidade de homens livres, não era compatível com a existência de trabalho escravo.

c)

a Revolução Francesa ampliou o conceito de democracia grega, ao tornar cidadãos todos os habitantes da comunidade, inclusive as mulheres e os estrangeiros.

d)

os gregos desenvolveram a noção de lei como uma emanação dos deuses, à qual os homens deveriam obedecer após discussão em assembleia.

e)

os atenienses vinculavam a política à religião e, por isso, seu Estado nacional dependia da razão divina e limitava a expressão política dos cidadão

2.

No Brasil Colonial, uma determinada atividade gerou maior articulação entre regiões distantes, ampliou a intervenção regulamentadora da metrópole e deu origem a uma sociedade diferenciada, caracterizada pela vida urbana, pelo aumento da mestiçagem e do número de alforrias e por uma notável produção cultural. Trata-se

a)

da pecuária no sertão nordestino.

b)

das plantations de tabaco e algodão no Nordeste.

c)

da coleta de drogas do sertão na região amazônica

d)

das missões jesuíticas no Sul.

e)

a extração de ouro nas Minas Gerais.

3.

Johann Moritz Rugendas esteve no Brasil entre 1821 e 1825, inicialmente como membro da Expedição Langsdorff. Desenhista e documentarista, produziu obras sobre paisagens, cenas cotidianas e tipos humanos, como a representada a seguir, denominada Família de fazendeiros (1825).


(www.portugues.seed.pr.gov.br)

Nessa obra, observam-se

a)

a influência da arquitetura colonial portuguesa e a simplicidade dos trajes usados em público.

b)

a presença de símbolo religioso e a convivência de senhores e escravos em um mesmo espaço.

c)

as relações escravistas de produção e a riqueza e diversidade do mobiliário das casas de fazendeiros.

d)

o patriarcalismo na organização familiar e a importância da educação para a ascensão social.

e)

o vestuário como forma de eliminação das distinções sociais e a incorporação de costumes alimentares indígenas.​

4.

Nassau Senior, economista de renome, passou por Manchester em 1837, e assim descreveu o que viu: “Num lugar encontramos toda uma rua seguindo o curso de um canal, porque dessa forma era possível conseguir porões mais profundos, sem o custo de escavações, porões destinados não ao armazenamento de mercadorias ou de lixo, mas à residência de seres humanos. Nenhuma das casas dessa rua esteve isenta do cólera”.

a)

aos efeitos sociais da industrialização, com a formação de bairros operários onde as condições de habitação e higiene eram precárias.

b)

às causas das epidemias nas áreas rurais da Inglaterra, devido à concentração dos camponeses em aldeias sob condições degradantes.

c)

aos ideais do socialismo científico, que formulava críticas à organização industrial da produção, mas não oferecia meios práticos de mudança.

d)

aos resultados do planejamento urbano das metrópoles, cujo objetivo principal foi integrar socialmente a população trabalhadora das periferias.

e)

aos motivos da distribuição de renda na economia britânica, devido ao aumento da massa salarial e da produtividade proporcionada pelas fábricas.

5.

A instabilidade social e política do Terceiro Mundo era evidente para os EUA, protetores do status quo global, que a identificavam com o comunismo soviético. Quase desde o início da Guerra Fria, os EUA partiram para combater esse perigo por todos os meios, desde a ajuda econômica e a propaganda ideológica até a guerra maior, passando pela subversão militar oficial e não oficial.

(Eric Hobsbawm. Era dos extremos, 1995. Adaptado.)

Durante as décadas de 1960 e 1970, setores sociais de países da América Latina combateram “esse perigo” por meio de

a)

guerrilhas financiadas pelo governo soviético, que promoveram a implantação de regimes comunistas em boa parte do continente.

b)

governos populistas, que se legitimaram em eleições fraudulentas e adotaram medidas modernizantes ao romper relações com os EUA.

c)

empréstimos oriundos da União Europeia, que visaram à melhoria das condições sociais nos países mais pobres do continente.

d)

golpes que estabeleceram ditaduras militares e privaram os cidadãos de parte de seus direitos, às vezes com apoio explícito dos EUA.

e)

campanhas publicitárias que mostraram os progressos dos países do bloco socialista e criticaram o modelo econômico estadunidense.​

6.

De fato, apesar da relativa igualdade em termos estratégicos e tecnológicos, os europeus contavam com uma arma muito mais potente que as armas de fogo: as doenças contagiosas. Assim como em outras partes do Novo Mundo no século XVI, os contágios surtiram efeito devastador no litoral brasileiro.

(John Manuel Monteiro. Negros da terra, 1994. Adaptado.)

O historiador identifica um fator que favoreceu

a)

a hegemonia portuguesa nas rotas do tráfico negreiro.

b)

a colonização de povoamento na América hispânica.

c)

o processo de conquista do interior nas colônias inglesas.

d)

o domínio europeu sobre os povos pré-colombianos.

e)

a organização das Cruzadas contra os infiéis.​

7.

Contudo, o príncipe deve fazer-se temer de tal modo que, se não conseguir a amizade, possa pelo menos fugir à inimizade, visto haver a possibilidade de ser temido e não ser odiado, ao mesmo tempo. Isto sucederá, sempre, se ele se abstiver de se apoderar dos bens e riquezas dos seus cidadãos e súditos e também das suas mulheres.

(Nicolau Maquiavel [O Príncipe] apud Ricardo de Moura Faria et al. História, 1993.)

Se o homem em estado de natureza está tão livre quanto se disse, se é senhor absoluto de sua pessoa e bens, igual aos maiores, sem estar sujeito a quem quer que seja, por que abandonará sua liberdade? [...] Portanto, a grande e principal finalidade dos homens que se unem em comunidade é a preservação de sua propriedade.

(John Locke [Sobre o governo civil] apud Ricardo de Moura Faria et al. História, 1993.)

Com base nesses excertos escritos na Europa da Idade Moderna, é correto afirmar que os autores

a)

legitimam a filosofia iluminista, apesar de discordarem quanto à divisão da sociedade.

b)

defendem o direito à propriedade, embora se refiram a diferentes concepções de Estado.

c)

ustificam o absolutismo monárquico, a partir da submissão a uma autoridade superior.

d)

condenam a teoria do direito divino dos reis, além de apoiarem a divisão do poder em três.

e)

expressam visões ideológicas opostas, pois representam, respectivamente, a burguesia e a nobreza.

8.

O aumento acelerado da produção, impulsionado pelos avanços técnicos, gerou uma grande depressão, que se estendeu de 1873 a 1896.

Uma das medidas adotadas pelas empresas para combater os efeitos da crise econômica foi criar mecanismos de associação com outras empresas do mesmo ramo. Os governos de alguns países recorreram a medidas protecionistas. Outra medida adotada pelos países industrializados foi sair em busca de novos mercados.

O aumento da população europeia também exigiu novas terras que pudessem absorver a mão de obra excedente. Nos campos, as dificuldades da crise econômica e a crescente mecanização geraram tensões sociais. No meio urbano, as pressões exercidas por uma classe operária cada dia mais numerosa e organizada levaram os governos europeus a buscarem uma saída para afastar a ameaça de uma revolução social.

(Alexandre Alves e Letícia Fagundes de Oliveira. Conexões com a História, 2010. Adaptado.)

Esse contexto está relacionado

a)

ao neocolonialismo na África e na Ásia e aos processos migratórios intercontinentais.

b)

à expansão napoleônica na Europa e ao controle italiano do comércio oriental.

c)

à fundação de feitorias na África e ao apogeu dos Impérios Português e Espanhol.

d)

aos movimentos de independência na América e ao auge da escravidão negra

e)

ao monopólio mercantilista na Ásia e ao pioneirismo inglês na Revolução Industrial.

9.

Getúlio Vargas parecia entender melhor nossa formação. Ele procurava manter-se, no plano internacional, equidistante em relação tanto ao imperialismo ianque [norte-americano] como ao imperialismo germânico. Esse jogo não era facilmente entendido pelo estado-maior das Forças Armadas.

(Antonio Pedro Tota. O imperialismo sedutor, 2000. Adaptado.)

A partir do excerto, é correto afirmar que o governo Vargas, no Estado Novo,

a)

aderiu ao bloco liderado pelo Império Alemão, em função da afinidade ideológica da ditadura brasileira com o nazismo.

b)

conseguiu manter a neutralidade nas relações internacionais, deixando de enviar tropas para combater na Segunda Guerra.

c)

explorou habilmente a oposição entre os imperialismos norte-americano e alemão, em confronto na Guerra Fria.

d)

aproveitou-se da rivalidade entre as potências, mas acabou aceitando o empréstimo norte-americano para instalar uma siderúrgica.

e)

contrariou a cúpula militar brasileira ao adotar uma posição de isolamento no conflito mundial, o que provocou sua queda do poder

10.

Examine a imagem.A cena, ocorrida no dia 09 de novembro de 1989, é habitualmente entendida como o símbolo

a)

do triunfo dos ideais da Revolução Russa.

b)

da divisão da Alemanha após a Primeira Guerra.

c)

da hegemonia do modelo soviético.

d)

da bipolarização do mundo aprovada pela ONU.

e)

da crise do socialismo na Europa Oriental.