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Worksheetssétimo - CDT - III
Total questions: 10
Worksheet time: 8mins
“Assim confabulam, os profetas, numa reunião fantástica, batida pelos ares de Minas. Onde mais poderíamos conceber reunião igual, senão em terra mineira, que é o paradoxo mesmo, tão mística que transforma em alfaias e púlpitos e genuflexórios a febre grosseira do diamante, do ouro e das pedras de cor?” (ANDRADE, Carlos Drummond de. Colóquio das Estátuas. In: MELLO, S. Barroco mineiro. São Paulo: Brasiliense, 1985.)
A origem desse traço contraditório que o poeta afirma caracterizar a sociedade mineira remete a um contexto no qual houve:
a reafirmação bilateral do Tratado de Tordesilhas entra Portugal e Espanha e o crescimento da miscigenação racial no ambiente colonial.
o rebaixamento na política de distribuição de terras na colônia e a vigência de uma concepção racionalista de planejamento das cidades.
a diversificação das atividades produtivas na colônia e a construção de um conjunto artístico e arquitetônico que singularizou a principal região da mineração.
o deslocamento do eixo produtivo do nordeste para as regiões centrais da colônia e o desenvolvimento de uma estética que procurava reproduzir as construções românicas europeias.
Com a descoberta das minas de metais e pedras preciosas nos séculos XVII e XVIII, muitos colonos aventureiros de outras capitanias do Brasil dirigiram-se à Capitania de São Paulo, onde, à época, encontravam-se centros da mineração. A relação entre mineradores paulistas e aqueles que lá chegavam passou a ficar tensa na primeira década do século XVIII, fato que deu origem a um confronto sangrento conhecido como:
Guerra dos Emboabas
Guerra de Canudos
Revolta do Contestado
Guerra dos Tropeiros
No século XVIII a produção do ouro provocou muitas transformações na colônia. Entre elas podemos destacar:
a introdução do tráfico africano, a integração do índio, a desarticulação das relações com a Inglaterra.
a industrialização de São Paulo, a produção de café no Vale do Paraíba, a expansão da criação de ovinos em Minas Gerais.
a preservação da população indígena, a decadência da produção algodoeira, a introdução de operários europeus.
o aumento da produção de alimentos, a integração de novas áreas por meio da pecuária e do comércio, a mudança do eixo econômico para o Sul.
Leia o texto a seguir: “Entre 1740 e 1771, a região, inteiramente demarcada pelas autoridades e já constituindo o 'distrito diamantino', foi entregue a contratadores, como o famoso João Fernandes de Oliveira. Problemas de administração e contrabando crescente, além das sempre presentes dificuldades de comercialização no mercado mundial, fizeram com que o Estado assumisse a exploração da área. A Real Extração passou a ser regulamentada por um severo regimento, chamado “Livro da Capa Verde”, ficando o distrito sob a responsabilidade de um intendente nomeado pelo governo metropolitano”. (Wehling, Arno. Formação do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994. p. 213.)
O texto acima aponta uma mudança substancial na administração da extração de pedras preciosas na região do Distrito Diamantino a partir de 1640. Essa mudança foi possível, sobretudo, pela instituição:
da Intendência das Minas
dos Regulamentos do Marquês de Pombal
dos Contratos de Monopólio
da Casa de Fundição
No Brasil colônia, a pecuária teve um papel decisivo na:
ocupação das áreas litorâneas
expansão para o interior
fixação do escravo na agricultura
formação e exploração dos minifúndios
A expansão da colonização portuguesa na América, a partir da segunda metade do século XVIII, foi marcada por um conjunto de medidas, dentre as quais podemos citar:
a instalação de missões indígenas nas fronteiras sul e oeste, para garantir a posse dos territórios por Portugal.
o bandeirismo paulista, que destruiu parte das missões jesuíticas e descobriu as áreas mineradoras do planalto central.
a expansão da lavoura da cana para o interior, incentivada pela alta dos preços no mercado internacional.
as alianças políticas e a abertura do comércio colonial aos ingleses, para conter o expansionismo espanhol.
A economia mineradora brasileira, florescida na época colonial, na passagem do século XVII para o século XVIII, só foi possível pela ação de determinadas figuras históricas que desbravaram e adentraram pelo sertão brasileiro. Tais figuras eram:
os jesuítas
os bandeirantes
os militares
os comunistas
"E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em pó e em moedas para os reinos estranhos e a menor é a que fica em Portugal e nas cidades do Brasil, salvo o que se gasta em cordões, arrecadas e outros brincos, dos quais se vêem hoje carregadas as mulatas de mau viver e as negras, muito mais que as senhoras". (André João Antonil. "Cultura e opulência do Brasil", 1711.) No trecho transcrito, o autor denuncia:
a corrupção dos proprietários de lavras no desvio de ouro em seu próprio benefício e na compra de escravos.
o prejuízo para o desenvolvimento interno da colônia e da metrópole gerado pelo contrabando de ouro brasileiro.
a transferência do ouro brasileiro para outros países em decorrência de acordos comerciais internacionais de Portugal.
o controle do ouro por funcionários reais preocupados em esbanjar dinheiro e dominar o poder local
O desenvolvimento da economia mineradora no século XVII teve diferentes repercussões sobre a vida colonial, conforme se apresenta caracterizado numa das opções a seguir. Assinale-a
Incremento do comércio interno e das atividades voltadas para o abastecimento na região centro-sul.
Movimento de interiorização conhecido como bandeirismo, responsável pelo fornecimento de mão-de-obra indígena para as minas.
Descentralização da administração colonial para facilitar o controle da produção
Sufocamento dos movimentos de rebelião, graças à riqueza material gerada pelo ouro e pela prata.
Foram características dominantes da colonização portuguesa na América:
pequenas unidades de produção diversificada, comércio livre e trabalho compulsório.
grandes unidades produtivas de exportação, monopólio do comércio e escravidão.
pacto colonial, exploração de minérios e trabalho livre.
latifúndio, produção monocultora e trabalho assalariado de indígenas.
