Worksheets3º Período - Modernismo
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Worksheet time: 31mins
A Semana de Arte Moderna é considerada como um divisor de águas para a cultura brasileira porque:
a) propôs a continuação da tradição e o apego à literatura clássica, mas, ao mesmo tempo, deixou-se influenciar pelos movimentos de vanguarda que eclodiam na Europa no início do século XX.
b) antecipou as renovações artísticas que só se consolidariam a partir da década de 1950 com o Concretismo, corrente literária liderada pelos poetas Décio Pignatari e os irmãos Haroldo e Auguso de Campos.
c) foi considerada como a primeira manifestação coletiva pública na história cultural de nosso país em favor de um espírito novo e moderno que contrariasse a arte tradicional de teor conservador que predominava no Brasil desde o século XIX.
d) uniu técnicas literárias de maneira inédita na literatura, mesclando as influências oriundas das vanguardas europeias com o Naturalismo e o Simbolismo, estéticas em voga no século XIX. Essa simbiose temática proporcionou a criação de uma nova linguagem, que em muito lembrava aquela empregada no período Barroco de nossa literatura.
Após estudar na Europa, Anita Malfatti retornou ao Brasil com uma mostra que abalou a cultura nacional do início do século XX. Elogiada por seus mestres na Europa, Anita se considerava pronta para mostrar seu trabalho no Brasil, mas enfrentou as duras críticas de Monteiro Lobato. Com a intenção de criar uma arte que valorizasse a cultura brasileira, Anita Malfatti e outros modernistas
a) buscaram libertar a arte brasileira das normas acadêmicas europeias, valorizando as cores, a originalidade e os temas nacionais.
b) defenderam a liberdade limitada de uso da cor, até então utilizada de forma irrestrita, afetando a criação artística nacional.
c) representavam a ideia de que a arte deveria copiar fielmente a natureza, tendo como finalidade a prática educativa.
d) mantiveram de forma fiel a realidade nas figuras retratadas, defendendo uma liberdade artística ligada à tradição acadêmica.
O Manifesto Antropofágico, escrito por Oswald de Andrade, publicado em maio de 1928, representa a continuidade do Movimento Modernista, iniciado no início da década de 1920. Esse movimento configurou-se como fundamental para a história e para arte brasileira. Sobre as propostas do Manifesto Antropofágico, leia as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
I. A retomada de costumes indígenas, em que o canibalismo era essencial para a formação de uma identidade genuinamente brasileira, livre de influências de outrem;
II. Ironizar costumes indígenas, tido como selvagem, por uma forma misturada e brasileira de composição da arte, fundamentada pela apropriação teórica marxista da história e da arte surrealista;
III. Retomada do fundamento antropofágico, no sentido de apropriação do outro, de elementos culturais, das técnicas importadas como surrealismo, para reelaborando-as com autonomia autoral;
IV. Entre as diversas influências filosóficas, o materialismo histórico e a psicanálise freudiana, destacam-se.
É correto o que se afirma em:
III e IV, apenas.
II e III, apenas.
I e IV, apenas.
I e II, apenas.
São objetivos dos movimentos pós a Semana de 1922, EXCETO:
Reconstruir a cultura brasileira
Basear suas composições em técnicas clássicas e acadêmicas
Valorizar as origens nacionais
Fazer uma revisão crítica do passado histórico e cultural
Autores como Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, Murilo Mendes, Jorge de Lima e Carlos Drummond de Andrade dão a essa geração "régua e compasso” que duram até nossos dias.
Estamos falando da 2.ª Geração Modernista.
São considerados os principais autores regionalistas da 2.ª fase do Modernismo.
Estamos falando da 1.ª fase do Modernismo.
São autores da 1.ª geração do Romantismo brasileiro - Indianismo.
O tema é o regionalismo do Nordeste, a miséria, a seca e o descaso dos políticos com esse estado.
Estamos falando da Fase Heroica do Modernismo.
Trata-se da busca da arte com as palavras.
Obras compostas por linguagem mais requintada, pela busca da perfeição, poemas rima e métrica.
Prosa de 30. Preocupados com os problemas sociais, a prosa dessa fase se aproximou da linguagem coloquial e regional.
Você, que só faz usufruir
e tem mulher para usar ou para exibir,
você vai ver um dia
em que toca você foi bulir.
A mulher foi feita
pro amor e pro perdão.
Cai nessa, não.
Cai nessa, não. (Vinícius de Moraes e Toquinho)
Assinale a alternativa correta, de acordo com o trecho acima:
O homem não se deve iludir, porque a mulher é traiçoeira.
O importante, na relação amorosa, são as aparências.
Usufruir, no texto, significa esbanjar dinheiro.
Não se deve crer que a mulher sabe apenas amar e perdoar.
Uma das diretrizes do Modernismo foi a percepção de elementos do cotidiano como matéria de inspiração poética. O poema de Manuel Bandeira exemplifica essa tendência e alcança expressividade porque
a) realiza um inventário dos elementos lúdicos tradicionais da criança brasileira.
b) promove uma reflexão sobre a realidade de pobreza dos centros urbanos.
c) traduz em linguagem lírica o mosaico de elementos de significação corriqueira.
d) introduz a interlocução como mecanismo de construção de uma poética nova.
e) constata a condição melancólica dos homens distantes da simplicidade infantil.
São características da geração de 30
predomínio do humor, ironia, descontração e irreverência; rejeição de padrões literários e gramaticais tradicionais.
regionalismo, predomínio do humor, exaltação da terra por meio do primitivismo
regionalismo e antropofagia
Arte engajada, com preocupação e crítica social sobre a realidade brasileira; linguagem aproximada do popular; regionalismo.
A Terceira Fase do Modernismo surgiu em um ano de grande agitação na história do Brasil e do mundo. Por qual expressão esta fase também é conhecida?
Geração de 45
Literatura do fim da guerra
Geração guerreira
Geração psicológica
Prosa regionalista
Cultivada desde o Romantismo, essa prosa focalizava o homem da cidade e seus conflitos sociais, aprofundando a relação entre ser humano e meio e ser humano e sociedade.
Essa prosa é uma das inovações propostas pela Geração de 30. A influência da psicanálise de Freud despertava o desejo por temas que investigavam e sondavam o mundo interior, os motivos individuais de cada um e suas origens.
Tendência com raízes no Romantismo e adotada por vários escritores naturalistas e pré-modernistas, renasceu com força total na segunda fase do Modernismo brasileiro, trazendo inovações tanto na temática quanto na linguagem. O ciclo nordestino é um dos principais da prosa dessa geração. São abordados inúmeros problemas, como a miséria, a seca, as relações do homem com o povo, com o poder e com o poderosos, a hostilidade, etc.
Prosa intimista
Essa prosa é uma das inovações propostas pela Geração de 30. A influência da psicanálise de Freud despertava o desejo por temas que investigavam e sondavam o mundo interior, os motivos individuais de cada um e suas origens.
Tendência com raízes no Romantismo e adotada por vários escritores naturalistas e pré-modernistas, renasceu com força total na segunda fase do Modernismo brasileiro, trazendo inovações tanto na temática quanto na linguagem. O ciclo nordestino é um dos principais da prosa dessa geração. São abordados inúmeros problemas, como a miséria, a seca, as relações do homem com o povo, com o poder e com o poderosos, a hostilidade, etc.
Cultivada desde o Romantismo, essa prosa focalizava o homem da cidade e seus conflitos sociais, aprofundando a relação entre ser humano e meio e ser humano e sociedade.
(Cespe – 2017)
Texto:
O nosso Modernismo importa, essencialmente, na libertação de uma série de recalques históricos, sociais, étnicos, que são trazidos triunfalmente à tona da consciência literária. Esse sentimento de triunfo, que assinala o fim da posição de inferioridade no diálogo secular com Portugal e já nem o leva mais em conta, define a originalidade própria do Modernismo na dialética do geral e do particular.
Na nossa cultura há uma ambiguidade fundamental: a de sermos um povo latino, de herança cultural europeia, mas etnicamente mestiço, situado no trópico, influenciado por culturas primitivas, ameríndias e africanas. Essa ambiguidade deu sempre às afirmações particularistas um tom de constrangimento, que geralmente se resolvia pela idealização.
O Modernismo rompe com esse estado de coisas. As nossas deficiências, supostas ou reais, são reinterpretadas como superioridades, através das vanguardas. A filosofia cósmica e superficial, que alguns adotaram certo momento nas pegadas de Graça Aranha, atribui um significado construtivo, heroico, ao cadinho de raças e culturas localizado numa natureza áspera. O mulato e o negro são definitivamente incorporados como temas de estudo, inspiração, exemplo. O primitivismo é agora fonte de beleza e não mais empecilho à elaboração da cultura. Isso, na literatura, na pintura, na música, nas ciências do homem.
Antonio Candido. Literatura e cultura de 1900 a 1945. In: Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2006, p. 126-7 (com adaptações)
De acordo com o texto, o Modernismo renova a estética literária brasileira porque:
acentua a crítica às deficiências nacionais.
valoriza esteticamente elementos anteriormente rebaixados.
produz uma estética desvinculada da realidade brasileira.
idealiza a natureza brasileira e os seus habitantes.
rebaixa criticamente grupos sociais marginalizados.
Considere o seguinte trecho do romance Vidas secas, de Graciliano Ramos: As vacas vinham abrigar-se junto à parede da casa, pegada ao curral, e a chuva fustigava-as, os chocalhos batiam. Iriam engordar com o pasto novo, dar crias. O pasto cresceria no campo, as árvores se enfeitariam, o gado se multiplicaria. Engordariam todos, ele Fabiano, a mulher, os dois filhos e a cachorra Baleia. Talvez Sinhá Vitória adquirisse uma cama de lastro de couro. Realmente o jirau de varas onde se espichavam era incômodo. Nesse trecho, fica claro que:
o narrador imagina uma cena que nada tem a ver com o cenário real em que se encontram suas personagens.
Sinhá Vitória gostava de imaginar coisas, com a chegada das chuvas e a prosperidade da família.
Fabiano, em certos momentos, tinha consciência de que a situação em que viviam era irreversível.
Fabiano não deixava de alimentar esperanças de um melhor destino para sua família.
Sinhá Vitória, em certos momentos, deixava de alimentar qualquer esperança quanto ao futuro da família.
(PUC-RS)
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
Uma das constantes na obra poética de Carlos Drummond de Andrade, como se verifica nos versos transcritos, é:
louvação do homem social
o negativismo destrutivo
a violação e desintegração da palavra
o questionamento da própria poesia.
o pessimismo lírico.
Com base no trecho de Morte e Vida Severina (texto I) e na análise crítica (texto II), observa-se que a relação entre o texto poético e o contexto social a que ele faz referência aponta para um problema social expresso literariamente pela pergunta “Como então dizer quem fala / ora a Vossas Senhorias?” — A resposta à pergunta expressa no poema é dada por meio da
descrição minuciosa dos traços biográficos do personagem-narrador.
construção da figura do retirante nordestino como um homem resignado com a sua situação.
representação, na figura do personagem-narrador, de outros
Severinos que compartilham sua condição.
apresentação do personagem-narrador como uma projeção do próprio poeta, em sua crise existencial.
descrição de Severino, que, apesar de humilde, orgulha-se de ser descendente do coronel Zacarias.
A poesia é marcada pela recriação do objeto por meio
da linguagem, sem necessariamente explicá-lo.
Nesse fragmento de João Cabral de Melo Neto, poeta da geração de 1945, o sujeito lírico propõe a recriação poética de
uma palavra, a partir de imagens com as quais ela pode ser
comparada, a fim de assumir novos significados.
um urinol, em referência às artes visuais ligadas às vanguardas do início do século XX.
uma ave, que compõe, com seus movimentos, uma imagem
historicamente ligada à palavra poética.
uma máquina, levando em consideração a relevância do discurso técnico-científico pós-Revolução Industrial.
um tecido, visto que sua composição depende de elementos
intrínsecos ao eu lírico.
Faz parte do projeto literário da poesia de 45
Valorização da Antiguidade mitológica
Valorização da técnica de composição
Valorização do nacionalismo ufanista
Não é representante de 45:
Guimarães Rosa
João Cabral de Melo Neto
Clarice Lispector
Graciliano Ramos
Não é característica típica da prosa de 45
Crítica social
regionalismo universal
Intimismo
Fluxo da consciência
