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Revisão Barroco e Arcadismo

Total questions: 10

Worksheet time: 30mins

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1.

Leia o soneto a seguir, de autoria de Gregório de Mattos:

Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,

Da vossa piedade me despido,

Porque quanto mais tenho delinquido,

Vos tenho a perdoar mais empenhado.


Se basta a vos irar tanto pecado,

A abrandar-vos sobeja um só gemido,

Que a mesma culpa, que vos há ofendido,

Vos tem para o perdão lisonjeado.


Se uma ovelha perdida, e já cobrada

Glória tal e prazer tão repentino

vos deu, como afirmais na Sacra História:


Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,

Cobrai-a, e não queiras, Pastor divino,

Perder na vossa ovelha a vossa glória.


(Cf. DIMAS, Antônio. “Seleção de textos, notas, estudos biográficos, histórico e crítico.” 2. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988. p.141s)


Assinale a alternativa INCORRETA:

a)

No jogo de antíteses, o poeta vê-se como culpado, mas também ovelha indispensável ao Pastor Divino.

b)

O poeta recorre ao texto bíblico para justificar, perante Deus, a necessidade de ser perdoado.

c)

Segundo o poeta, o perdão de sua culpa favorecia a ambos: tanto ao culpado, quanto ao Pastor Divino.

d)

O poeta busca, em sua linguagem dualista, conciliar, poeticamente, fé e razão.

e)

O argumento do poeta, arrependido, constrói-se pelo jogo de ideias, ou seja, o cultismo.

2.

Ao lado dos versos críticos e contundentes, em geral dirigidos contra os poderosos e os oportunistas, há os versos líricos, tocados pelo sentimento amoroso ou pela devoção cristã. Num e noutro casos, apuravam-se o engenho verbal, as construções paralelísticas, o emprego de antíteses e hipérboles, por vezes inspirando-se diretamente em versos ou fórmulas dos espanhóis Gôngora e Quevedo – mestres desse estilo.


O trecho anterior está-se referindo à obra poética de:

a)

Cláudio Manuel da Costa.

b)

Gregório de Matos.

c)

Tomás Antônio Gonzaga.

d)

José de Anchieta.

e)

Bernardo Guimarães.

3.

Considere as afirmações que se seguem. Todas elas vinculam a poesia de Gregório de Matos aos princípios estéticos e ideológicos do Barroco brasileiro, EXCETO:

a)

A vertente lírica da poética de Gregório de Matos cultuou o amor feito de pequenos afetos, da meiga ternura e dos torneios gentis, tendo como cenário o ambiente campestre e pastoril.

b)

O “Boca do Inferno” insurgiu-se não só contra os desmandos administrativos e políticos da Bahia do século XVII, mas contra o próprio ser humano, que, na concepção do poeta, é por natureza corrupto e mau.

c)

Os poemas religiosos de Gregório de Matos fundiram a contemplação da divindade, o complexo de culpa, o desejo de arrependimento e o horror de ser pó, sensações, enfim, frequentes no atormentado espírito barroco.

d)

O significado social do Barroco brasileiro foi marcante, uma vez que a poesia de Gregório de Matos revestiu-se de alto sentido crítico aos vícios e violências da sociedade colonial.

e)

A produção literária de Gregório de Matos dividiu-se entre a temática lírico-religiosa e uma visão crítica das mazelas sociais oriundas do processo de colonização no Brasil.

4.

“Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

Depois da Lua se segue a noite escura,

Em tristes sombras morre a formosura,

Em contínuas tristezas a alegria.


Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

Como a beleza assim se transfigura?

Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

Na formosura não se dê constância,

E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,

E tem qualquer dos bens por natureza

A firmeza somente na inconstância.”

(Gregório de Matos)


Considerando todo a teoria que envolve Grergório de Matos, indique que tipo de poesia é essa citada:

a)

lírica

b)

satírica

c)

filosófica

d)

erótica

e)

religiosa

5.

Sobre a obra de Gregório de Matos é correto afirmar que:

a)

Os vícios da colônia são criticados e as autoridades públicas são ridicularizadas.

b)

Sua infância e sua família são temas recorrentes em seus poemas.

c)

A escravidão é denunciada como instituição perversa e desnecessária.

d)

O elogio da mulher amada está inserido em um quadro bucólico e pastoril.

e)

O ideal de racionalidade resulta na sintaxe simples e na ordem direta das frases.

6.

Relacione este trecho ao seu respectivo estilo, de acordo com as informações contidas nas alternativas a seguir:

“Que és terra, homem, e em terra hás de tornar-te,

Te lembra hoje Deus por sua igreja;

De pó te fez espelho, em que se veja

A vil matéria, de que quis formar-te.”

a)

BARROCO:

O homem barroco é angustiado, vive entre religiosidade e paganismo, espírito e matéria, perdão e pecado. As obras refletem tal dualismo, permeado pela instabilidade das coisas.

b)

ARCADISMO:

Em oposição ao Barroco, esse estilo procura atingir o ideal de simplicidade. Os árcades buscam na natureza o ideal de uma vida simples, bucólica, pastoril.

c)

ROMANTISMO:

A arte romântica valoriza o folclórico, o nacional, que se manifesta pela exaltação da natureza pátria, pelo retorno ao passado histórico e pela criação do herói nacional.

d)

PARNASIANISMO:

A poesia é descritiva, com exatidão e economia de imagens e metáforas.

e)

MODERNISMO:

Original e polêmico, o nacionalismo nele se manifesta pela busca de uma língua brasileira e informal, pelas paródias e pela valorização do índio verdadeiramente brasileiro.

7.

Sou pastor; não te nego; os meus montados

São esses, que aí vês; vivo contente

Ao trazer entre a relva florescente

A doce companhia do meu gado.


Nos versos anteriores, de Cláudio Manuel da Costa, exemplifica-se o seguinte traço da lírica arcádica:

a)

Valorização das circunstâncias biográficas do poeta.

b)

Imaginação delirante de paisagens exóticas.

c)

Valorização das classes humildes, opostas às aristocráticas.

d)

Representação da natureza amena e do sentimento bucólico.

e)

Representação da natureza como espelho das fortes paixões.

8.

Considere as afirmações a respeito do Arcadismo brasileiro. Todas as alternativas estão corretas, EXCETO:

a)

Foi o movimento literário que se desenvolveu no século XVIII, quando o “saber” assumiu uma importância fundamental.

b)

Confirmou um dos princípios ideológicos do Iluminismo, por uma forte preocupação com fugere urbem.

c)

Sob o ponto de vista literário reagiu contra o Barroco, retomando a simplicidade e o bucolismo dos clássicos.

d)

Empreendeu uma minuciosa análise do personagem, revelando-nos claramente os traços de seu corpo e de sua alma.

e)

Vivenciou uma expressiva transformação social, sendo fortemente marcado pelos ideais dos clichês árcades (expressões em latim).

9.

Relacione este trecho ao seu respectivo estilo, de acordo com as informações contidas nas alternativas a seguir:

“Sou pastor, não te nego; os meus montados

São esses, que aí vês; vivo contente

Ao trazer entre a relva florescente

A doce companhia dos meus gados.”

a)

BARROCO:

O homem barroco é angustiado, vive entre religiosidade e paganismo, espírito e matéria, perdão e pecado. As obras refletem tal dualismo, permeado pela instabilidade das coisas.

b)

ARCADISMO:

Em oposição ao Barroco, esse estilo procura atingir o ideal de simplicidade. Os árcades buscam na natureza o ideal de uma vida simples, bucólica, pastoril.

c)

ROMANTISMO:

A arte romântica valoriza o folclórico, o nacional, que se manifesta pela exaltação da natureza pátria, pelo retorno ao passado histórico e pela criação do herói nacional.

d)

PARNASIANISMO:

A poesia é descritiva, com exatidão e economia de imagens e metáforas.

e)

MODERNISMO:

Original e polêmico, o nacionalismo nele se manifesta pela busca de uma língua brasileira e informal, pelas paródias e pela valorização do índio verdadeiramente brasileiro.

10.

O texto I é barroco; o texto II é arcádico. Comparando-os, é correto afirmar, EXCETO:


Texto I

“Discreta e formosíssima Maria,

Enquanto estamos vendo claramente

Na vossa ardente vista o sol ardente,

e na rosada face a aurora fria;


Enquanto pois produz, enquanto cria

Essa esfera gentil, mina excelente

No cabelo o metal mais reluzente,

E na boca a mais fina pedraria.


Gozai, gozai da flor da formosura,

Antes que o frio da madura idade

Tronco deixe despido o que é verdura.


Que passado o zenith da mocidade,

Sem a noite encontrar da sepultura,

É cada dia ocaso da beldade.”

(Gregório de Matos)


Texto II

“Minha bela Marilia, tudo passa;

A sorte deste mundo é mal segura;

Se vem depois dos males a ventura,

Vem depois dos prazeres a desgraça.

Estão os mesmos deuses

Sujeitos ao poder do ímpio Fado:

Apolo já fugiu do Céu brilhante,

Já foi pastor de gado.

Ah! enquanto os Destinos impiedosos

Não voltam contra nós a face irada,

Façamos, sim façamos, doce amada,

Os nossos breves dias mais ditosos,

Um coração, que frouxo

A grata posse de seu bem difere,

A si, Marília, a si próprio rouba,

E a si próprio fere.

Ornemos nossas testas com as flores;

E façamos de feno um brando leito,

Prendamo-nos, Marília, em laço estreito,

Gozemos do prazer de sãos Amores.

Sobre as nossas cabeças,

Sem que o possam deter, o tempo corre;

E para nós o tempo, que se passa,

Também, Marília, morre.”

(Tomás Antônio Gonzaga)

a)

Os barrocos e árcades expressam sentimentos, porém de forma diferente.

b)

As construções sintáticas barrocas revelam um interior conturbado.

c)

O desejo de viver o prazer é dirigido à amada nos dois textos.

d)

Os árcades têm uma visão de mundo mais angustiada que os barrocos.

e)

A fugacidade do tempo é temática comum aos dois estilos, no Arcadismo isso ocorre sem sofrimento e no Barroco com sofrimento.