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Auto da Barca do Inferno

Total questions: 40

Worksheet time: 19mins

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1.

O autor da peça Auto da Barca do Inferno é

a)

Luís de Camões.

b)

Gil Vicente.

c)

Sá de Miranda.

2.

O seu autor viveu entre os

a)

séculos XIV e XV.

b)

séculos XV e XVI.

c)

séculos XVI e XVII.

3.

A ação decorre

a)

a bordo da Barca do Inferno, comandada pelo Diabo.

b)

a bordo de duas barcas, durante a viagem destas até ao seu destino.

c)

num cais, onde se encontram as duas barcas.

4.

O Auto da barca do inferno é uma alegoria porque:

a)

tem um personagem que é um Anjo.

b)

usa uma linguagem adequada a cada personagem.

c)

dá forma humana a seres espirituais e materializa ideias abstratas.

5.

O Anjo e o Diabo representam respetivamente:

a)

o Bem e o Mal.

b)

as boas ações e os pecadores.

c)

o Paraíso e a Terra.

6.

A mensagem deste Auto é:

a)

as pessoas salvam-se por rezarem muito em vida.

b)

as pessoas salvam-se se forem sinceras no seu arrependimento.

c)

as pessoas salvam-se ou perdem-se conforme as ações praticadas.

7.

As personagens deste auto (exceto o Anjo e o Diabo) são tipos sociais porque:

a)

são definidas por alguns traços psicológicos.

b)

são definidas pelos traços característicos de grupos sociais.

c)

são definidas por traços físicos.

8.

O Fidalgo é condenado pela:

a)

sua riqueza e infidelidade.

b)

sua presunção e tirania.

c)

sua avareza e orgulho.

9.

Quando diz ao Fidalgo que a barca "Vai pera a Ilha Perdida", o Diabo refere-se

a)

ao Inferno, servindo-se da metáfora.

b)

ao Inferno, servindo-se do eufemismo.

c)

ao Purgatório, servindo-se da metáfora.

d)

ao Paraíso, servindo-se da metáfora.

10.

O Fidalgo defende-se dizendo:

a)

ter rezado muitas missas.

b)

ter gente que reza por ele.

c)

ter dado muitas ofertas ao povo.

11.

Apesar de ter sido tirano e de ter cometido adultério, o Fidalgo esperava ser aceite no Paraíso, por

a)

ter deixado na Terra quem rezasse por ele.

b)

ter respeitado os preceitos cristãos.

c)

se ter confessado antes de morrer.

12.

A cadeira do Fidalgo não entra na barca infernal, porque o Diabo:

a)

informa já não haver espaço.

b)

a oferece ao moço.

c)

rejeita o que já esteve na igreja.

d)

a considera muito frágil.

13.

O símbolo cénico que representa o Onzeneiro é:

a)

Um bolsão cheio de dinheiro.

b)

Um bolsão com os seus pertences.

c)

Um bolsão vazio.

14.

O Onzeneiro é:

a)

A. generoso e faz-se acompanhar de um bolsão cheio de dinheiro.

b)

B, ganancioso, mas empresta dinheiro a baixo custo.

c)

C. ganancioso e suborna o Diabo com o dinheiro que traz.

d)

D. ganancioso e empresta dinheiro com juros muito elevados.

15.

O Onzeneiro é condenado:

a)

Por ser mentiroso e interesseiro.

b)

Pela sua ganância e avareza.

c)

Por não trazer uma moeda para pagar ao barqueiro.

16.

O Parvo vai na barca do Anjo porque:

a)

Praticou sempre o bem.

b)

Era simples e rezou muito em vida.

c)

Nunca agiu com maldade.

17.

A função do Parvo é:

a)

Apenas cómica e lúdica.

b)

Apenas comentador crítico.

c)

Cómica e crítica.

18.

Na cena do Parvo, o autor recorre ao calão e a obscenidades para provocar o riso. Esta estratégia denomina-se:

a)

cómico de situação.

b)

cómico de linguagem.

c)

cómico de carácter.

19.

O Sapateiro é acusado de:

a)

roubar o povo com a sua profissão.

b)

roubar os ricos com a sua atividade.

c)

não confessar os seus pecados.

20.

O Sapateiro apresenta os seguintes argumentos de defesa:

a)

ter morrido confessado e comungado, ir a missas e funerais e dar esmolas.

b)

fabricar o melhor calçado que havia na época.

c)

fabricar calçado de alta qualidade a preço baixo.

d)

levar pouco dinheiro pelo seu trabalho.

21.

O Frade, em sua defesa, diz:

a)

ter confessado os seus pecados em vida.

b)

ter respeitado os preceitos religiosos.

c)

usar o hábito de frade e ter rezado muito salmo.

22.

Quando o Diabo pergunta se os seus irmãos do convento não o censuravam pela sua atitude, o Frade defende-se dizendo que...

a)

fazia as coisas muito disfarçadamente.

b)

eles faziam o mesmo que ele.

c)

sofrera por isso mesmo muitos castigos.

d)

ninguém se metia na vida dos outros.

23.

A Alcoviteira traz consigo muitos elementos cénicos porque:

a)

é muito rica e avarenta.

b)

pretende continuar a sua atividade no seu destino.

c)

são os objetos de que gostava mais.

24.

Na cena de Brízida Vaz, critica-se...

a)

aquelas mulheres que levavam raparigas para a prostituição e aqueles que usufruíam desses arranjos, como os padres.

b)

as mulheres que se prostituíam.

c)

as mulheres que faziam feitiços.

d)

mulheres que enganavam as raparigas e as levavam para a prostituição ou as faziam casar.

25.

O Judeu dirige-se diretamente para:

a)

a barca do Diabo.

b)

a barca do Anjo.

c)

a barca do Anjo e depois para a barca do Diabo.

26.

O Corregedor e o Procurador aparecem em cena carregados:

a)

com os bens que ganharam em vida.

b)

com os processos judiciais e com os livros respetivamente.

c)

com o dinheiro e as perdizes que serviram de subornos.

27.

O Corregedor e o Procurador são julgados na mesma cena:

a)

porque ambos sabiam falar latim.

b)

porque ambos já se conheciam em vida pela sua atividade.

c)

porque ambos representam a justiça corrupta.

28.

Com a expressão "Ó amador de perdiz", o Diabo quer dizer que o Corregedor...

a)

gostava muito da caça.

b)

gostava de mulheres roliças.

c)

se deixava subornar.

d)

não gostava de perdiz.

29.

O Anjo, ao chamar ao Corregedor e ao Procurador "filhos da ciência", está a...

a)

tecer um elogio à sua sabedoria.

b)

criticar o facto de terem enganado e abusado da ignorância dos outros.

c)

dizer que eles não sabem nada.

d)

dizer que a ciência é incompatível com a religião.

30.

Na cena do Enforcado, pretende-se:

a)

denunciar aqueles que agiram contra a lei.

b)

criticar a doutrina de Garcia Moniz por convencer os criminosos da salvação divina.

c)

criticar a ingenuidade dos criminosos que não se arrependem dos seus atos.

31.

Na cena do Enforcado, critica-se não só os bandidos mas também...

a)

aqueles que se aproveitavam da sua ingenuidade.

b)

os ingénuos.

c)

os carcereiros.

d)

os ladrões comuns.

32.

Os Cavaleiros são aceites na Barca do Anjo porque:

a)

morreram a combater pela fé Cristã.

b)

não cometeram pecados em vida.

c)

ignoraram o Diabo e não caíram em tentação.

33.

Após o seu julgamento, as personagens:

a)

vão todas para a mesma barca, exceto o Parvo e os Cavaleiros .

b)

vão metade para uma barca e a outra metade para outra.

c)

vão todas para a mesma barca, exceto o Parvo, o Corregedor e o Procurador.

34.

Nas peças de Gil Vicente, temos patentes...

a)

a comédia e a tragédia.

b)

o cómico de situação.

c)

o riso e a euforia.

d)

os cómicos de situação, de linguagem e de caráter.

35.

A expressão latina "ridendo castigat mores" significa...

a)

a rir se castigam os costumes.

b)

rir é o melhor remédio.

c)

o riso castiga-nos.

d)

o riso castiga os maiores.

36.

Entende-se por personagem-tipo aquela que...

a)

não tendo personalidade própria, representa um grupo social ou profissional.

b)

não tem personalidade.

c)

tem uma personalidade rebuscada.

d)

usa constantemente a expressão "tipo".

37.

O discurso do Diabo é marcado pelo recurso constante à:

a)

A. personificação.

b)

B. anástrofe.

c)

C. ironia.

d)

D, anáfora.

38.

Esta obra é também considerada uma sátira, ou seja,

a)

um texto que ridiculariza vícios ou defeitos de uma pessoa, época ou instituição.

b)

uma peça de teatro com mais do que dez personagens.

c)

um texto em verso que pretende elogiar as virtudes de uma pessoa.

39.

A intenção do autor é

a)

mostrar que o crime compensa.

b)

caricaturar a sociedade.

c)

provar que as pessoas importantes têm lugar no Paraíso.

40.

A maior parte das personagens segue o seguinte percurso cénico:

a)

Anjo > Diabo

b)

Diabo > Anjo

c)

Diabo > Anjo > Diabo

d)

Anjo > Diabo > Anjo