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Heterónimos Pessoanos

Total questions: 20

Worksheet time: 20mins

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1.

Bernardo Soares é um semi-heterónimo, porque

a)

não difere em praticamente nada da personalidade de Pessoa.

b)

a sua obra apresenta alguns aspetos semelhantes à do Ortónimo.

c)

a sua personalidade não foi bem definida por Pessoa.

2.

Alberto Caeiro, o Mestre de Fernando Pessoa, é

a)

o heterónimo com mais capacidade de intelectualização.

b)

é o poeta da Natureza com tendências neopagãs.

c)

é o poeta da Natureza com tendências classicistas.

3.

Caeiro apresenta-se como

a)

um mero guardador de rebanhos, que vê de forma objetiva e natural a realidade circundante.

b)

um grande defensor da Natureza e da sua preservação, valorizando os sentidos.

c)

um mero guardador de rebanhos, que contesta a importância da poesia

4.

Alberto Caeiro utiliza uma linguagem

a)

simples, coloquial, visível no vocabulário erudito e nas construções frásicas complexas.

b)

simples, com bastantes incorreções ortográficas e sintáticas, com ausência de rima.

c)

simples, coloquial, com um vocabulário concreto e predomínio da coordenação.

5.

Alberto Caeiro é um poeta sensacionista,

a)

que privilegia o olhar e a intelectualização das emoções.

b)

porque privilegia aquilo que capta pelas sensações, valorizando a visual.

c)

porque valoriza as sensações, que lhe permitem interpretar a Natureza.

6.

Alberto Caeiro vive no presente,

a)

uma vez que o passado se torna demasiado doloroso, o que é descrito no poema "O Guardador de Rebanhos".

b)

recusando o passado, mas mantendo-se ansioso no que diz respeito ao futuro, daí que recorra sobretudo ao modo indicativo nas construções verbais.

c)

recusando o passado e o futuro, recorrendo, por isso, a nível estilístico, a aforismos, ao presente do indicativo e ao imperativo.

7.

Os versos “Eu não tenho filosofia, tenho sentidos” e “Pensar é não compreender”

a)

confirmam o primado dos sentidos e o seu caráter antimetafísico.

b)

confirmam a recusa do pensamento e a defesa de uma atitude de indiferença perante as adversidades.

c)

confirmam a defesa do sensacionismo e a importância da observação subjetiva da realidade.

8.

Ricardo Reis evidencia na sua poesia

a)

um neoclassicismo, ou seja, um revivalismo da cultura da Antiguidade Clássica.

b)

um neoclassicismo que pretende utilizar a cultura da Antiguidade Clássica para atingir um estado de alegria suprema.

c)

muitas influências de autores da Antiguidade Clássica, mas também de autores portugueses do século XIX.

9.

O Epicurismo defendia

a)

a procura de uma felicidade suprema, evitando as sensações que causassem sofrimento.

b)

a procura de um estado de felicidade, baseada em memórias de serenidade, ou seja, a ataraxia.

c)

a procura da felicidade e do prazer moderados, com ausência de inquietações e indiferença perante as emoções excessivas.

10.

O Estoicismo implica

a)

a aceitação das leis do Destino implacável, a aceitação do sofrimento e o cultivo de uma forte autodisciplina.

b)

a aceitação de tudo o que o momento presente nos proporciona, ou seja, o "Carpe Diem".

c)

a aceitação do Destino e de todo o sofrimento que possa implicar, recusando a intelectualização dos sentimentos.

11.

Ricardo Reis defende

a)

que devemos ignorar a morte, para que possamos ser felizes, sem sofrimento.

b)

que devemos aceitar a morte com serenidade, dada a sua inevitabilidade.

c)

que devemos encarar a morte no momento presente, comparando-a com um rio que acaba por desaguar no mar.

12.

Na poesia de Ricardo Reis, verificamos a presença de

a)

uma linguagem culta, erudita, com algumas influências dos movimentos de vanguarda na sintaxe.

b)

uma linguagem culta, erudita, com predomínio da coordenação e influência da sintaxe latina.

c)

uma linguagem culta, erudita, da regularidade estrófica, bem como da influência da sintaxe latina.

13.

Na poesia de Ricardo Reis, o rio que corre e o barqueiro sombrio

a)

sugerem, respetivamente, a transitoriedade da vida e a inexorabilidade da morte.

b)

representam, respetivamente, a morte que está acima dos deuses e a importância da mitologia clássica.

c)

evidenciam a efemeridade da vida e a necessidade de se temer a morte.

14.

Ricardo Reis assume frequentemente

a)

um tom didático e moralista, recorrendo ao uso do imperativo e do conjuntivo com valor exortativo.

b)

um tom didático e condenatório, recorrendo ao uso do imperativo e do condicional.

c)

um tom moralista, dirigindo-se sobretudo a Lídia, que repreende de forma assertiva.

15.

Álvaro de Campos é

a)

o único heterónimo com tendências futuristas.

b)

o heterónimo que nos apresenta duas fases distintas na sua poesia.

c)

o heterónimo futurista, mas com influências clássicas na terceira fase da sua poesia.

16.

Em alguns poemas de Álvaro de Campos, vemos

a)

uma postura provocatória e transgressora da moral, com o propósito de evidenciar a intelectualização das emoções.

b)

uma postura provocatória e transgressora, com o propósito de escandalizar a civilização moderna, industrial e tecnológica que celebra.

c)

uma postura provocatória, mas moralista, que elogia a civilização moderna, industrial e tecnológica celebrada.

17.

O Futurismo caracteriza-se

a)

pelo elogio do cosmopolitismo, pela exaltação eufórica da máquina, da força, da velocidade e pela necessidade de se preparar o futuro.

b)

pela exaltação das capacidades do Homem e de todas as inovações que permitem a produção poética.

c)

pela exaltação da energia, da velocidade e da força de todas as dinâmicas até ao paroxismo.

18.

Há poemas de Álvaro de Campos em que

a)

está patente a angústia existencial, a solidão, a abulia, o cansaço e a morbidez.

b)

verificamos a evocação de um passado de mágoa, que angustia o sujeito poético.

c)

é percetível a introspeção, o pessimismo e a procura da ataraxia, devido à "dor de pensar".

19.

Na poesia de Álvaro de Campos, verificamos

a)

a influência clássica e temas como a "dor de pensar".

b)

a influência do sensacionismo e temas como a aceitação do Destino inexorável.

c)

a presença de temas como a "dor de pensar" e a "nostalgia da infância".

20.

Na terceira fase da poesia de Campos,

a)

a "Fase Intimista", há uma grande proximidade com a produção poética do Ortónimo.

b)

a "Fase Decadentista", há uma grande proximidade com a produção poética do Ortónimo.

c)

a "Fase Sensacionista", há uma grande proximidade com a produção poética do Ortónimo.