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WorksheetsSeminario 2
Total questions: 16
Worksheet time: 1hrs 20mins
No texto "As notícias como procedimento intencional:acerca do uso estratégico de acontecimentos de rotina, acidentes e escândalos', os autores Molotoch e Lester trazem uma definição de notícia. De acordo com o texto, marque a alternativa CORRETA
Notícias são fatos que interessam ao público e que os jornalistas tornam público
Notícias são fatos relevantes de interesse público que os jornalistas selecionam e publicam
As notícias são o resultado da necessidade invariante de relatos do inobservado, da capacidade de informar os outros, e o trabalho de produção daqueles que estão na mídia
Notícias são as informações a respeito de acontecimento, sobre um tema atual ou algum acontecimento real, veiculada pelos principais meios de comunicação: jornais, revistas, meios televisivos, rádio, internet, dentre outros.
Notícia pauta-se por relatar fatos condicionados ao interesse do público em geral
Os três tipos de agências envolvidas no trabalho jornalísticos que Molotch e Lester formularam são:
Jornalistas, Políticos e Meios de comunicação social
News promoters, news assemblers e news consumers
News assemblers, medias e news consumers
News sources, news makers e news consumers
Sources, journalists e public
Para Vera França, os acontecimentos são fatos que:
Impactam a vida e mudam o presente.
São estáticos e não causam efeitos na sociedade.
Ocorrem a alguém, mudam a rotina, mas não provocam ações.
Provocam uma ruptura no cotidiano; fazem pensar e agir, e se relacionam com o passado, o presente e o futuro.
Provocam ações, mas não se relacionam com o passado, apenas com o presente e o futuro.
Sendo Vera França, a natureza relacional do acontecimento deve ser pensando nos seguintes aspectos:
Na convergência entre fatos e sentidos, discursos e ações, que afetam a sociedade no contexto de sua experiência construída socialmente.
Na existência do acontecimento apenas quando é narrado no meio jornalístico.
No acontecimento que suscita uma ação, narra uma história, na individualidade de cada um.
No acontecimento como uma narrativa que não provoca reações e que não se relaciona com a subjetividade de cada indivíduo.
No acontecimento como uma narrativa que não provoca reações, apesar de se relacionar com a subjetividade de cada indivíduo.
Baseado em Rodrigues, sobre discurso do acontecimento e a notícia, é correto afirmar:
apresenta-se como história e pertence ao mundo do aleatório, negando a previsibilidade dos fatos
apresenta-se como história, considerando a racionalidade das coisas.
é anti-histórico e pertence ao mundo do regular, racionalizando os fatos.
é histórico, situado no mundo do ideal, negando a racionalidade dos fatos.
é uma anti-história e pertence ao mundo do acidente, sendo negativo à previsibilidade dos fatos.
Rodrigues define acontecimento como
fatos pontuais que chamam a atenção na sociedade.
a junção de fatos com alta probabilidade de ocorrência.
os fatos aleatórios com maior imprevisibilidade, como um homem morder um cão e ser preso.
tudo aquilo que irrompe na superfície lisa da história entre uma multiplicidade aleatória de fatos virtuais.
a matéria-prima das notícias, sendo muito pontuais e certos.
Katz (1993) aponta três tipos de acontecimento midiático. Quais são eles?
partidarismo, revolução e social.
políticas públicas, ocasião de estado e economia.
missão heróica, ocasião de estado e competição
social, econômico e político.
competição, revolução e políticas sociais.
O tratamento midiático do acontecimento, segundo Katz (1993), começa:
muito antes da hora oficial do início do acontecimento propriamente dito
durante a realização do acontecimento propriamente dito
após o acontecimento propriamente dito
com interrupções programadas assim que o acontecimento tem início
condicionado ao tempo de duração do acontecimento
Schudson (1993), no artigo “A política da forma narrativa: a emergência das convenções noticiosas na imprensa e na televisão”, explora mudanças percebidas nas reportagens americanas no decorrer do tempo. O autor aponta duas grandes mudanças que se tornaram padrão na narrativa construída pelas reportagens a partir de 1850. São elas:
Uso do lead e cobertura dedicada à abertura do congresso
Atenção à reação do congresso diante da fala do presidente e implementação do lead
A cobertura dedicada à abertura do congresso e a atenção à reação do congresso à fala do presidente
Veiculação total de mensagens e omissão de nome do presidente
Implementação da estrutura da pirâmide invertida e veiculação total de mensagens do congresso
De acordo com Schudson (1993), convenções noticiosas são perceptíveis em notícias e reportagens no decorrer do tempo. Para o autor, o que motivou estas convenções?
Ordem emitida pela presidência da República
Uma decisão coletiva, tomada por repórteres e editores em reunião
A necessidade de adaptação dos editores ao período presidencial
A necessidade de refletir a realidade social e política
Exigências feitas pelo Movimento Progressista
No artigo “O conflito Israel/Palestina como acontecimento jornalístico: análises de narrativas do jornal Folha da Manhã (1936/1946)”, Resende e Rossignoli (2015) apontam que a palavra terrorista é utilizada frequentemente pelas narrativas do Jornal da Manhã. Contudo, o termo passa a mudar de referente de acordo com os desdobramentos do conflito entre os palestinos e judeus. A razão disso se deve:
ao serem declaradas as estratégias políticas britânicas, que deram início às ações judias contra o governo britânico. A partir da explosão do Hotel Rei Davi, os jornais passaram a usar o significante para se referirem aos judeus que integravam grupos e organizações extremistas ou paramilitares.
à brusca mudança da linha editorial das agências de notícias internacionais que passaram a apoiar os povos árabes em sua jornada pela reconquista de seus territórios
à pressão da ONU na veiculação de notícias sensacionalistas sobre o conflito Israel-Palestina.
ao teor imediato e instável da situação geopolítica entre israelenses e palestinos, forçando o Folha da Manhã a se reposicionar acerca dos acontecimentos e tornando-se mais neutro, sem atender aos interesses hegemônicos.
à desmobilização dos grupos de resistência palestinos, os quais encerraram seus atos de rebelião e declararam publicamente a soberania de Israel.
Para Resende e Rossignoli (2015), ao considerar a narrativa jornalística, é preciso reconhecer que o acontecimento jornalístico é:
um apanhado de histórias contadas por pessoas comuns, narrando um fato específico.
um amálgama quase infinita de vozes opinando sobre um assunto noticioso.
uma construção complexa e repleta de elementos discursivos e culturais implicados.
um monólogo meramente expositivo e descritivo de uma situação atual.
uma leitura factual de um acontecimento, com averiguação das verdades e relatos das fontes.
Ao explorarem a reportagem “A ‘Disneylândia’ de Aécio Neves” produzida pela revista Época traz na versão para internet, Mielniczuk e Souza (2010) apontam algumas características de narrativa transmidiática. São elas:
Disponibilidade para os leitores publicarem seus comentários, um estilo textual mais direto e uma infografia interativa com ilustrações dos locais onde os internautas poderão visitar de maneira virtual, a cidade administrativa de Minas Gerais.
Um texto mais analítico, amplo e rico em detalhes sobre os depoimentos da reportagem, além de entrevista exclusivas que não estavam disponibilizadas na versão impressa
Uma riqueza de detalhes e depoimentos sobre a reportagem e uma participação do público com comentários a serem postados.
Trouxe apenas a opção de infografia interativa, onde os internautas poderão visitar de maneira virtual a cidade a ministra ativa de Minas Gerais, e analisar detalhe que a versão impressa não trouxe.
Um estilo textual mais detalhado e extenso e disponibilização de vídeos das entrevistas na íntegra
Ao explorarem a narrativa transmidiática, Mielniczuk e Souza (2010) indicam que, dentro do campo jornalístico, a ideia de convergência de conteúdo
Refere-se a um formato de “contar” uma história de entretenimento.
Remete a apresentação de conteúdos de um mesmo tema em suportes midiáticos diferentes, porém sempre com à combinação da linguagem em suportes iguais, sem contemplar muita multimidialidade.
Uma situação em que múltiplas ferramentas midiáticas narram um fato jornalístico.
Refere-se a presença de portais de acesso entre os conteúdos diferentes dos suportes midiáticos, a criação de um universo narrativo próprio e a participação ativa dos consumidores.
Remete a utilização de formatos midiáticos semelhante.
Segundo Motta, Costa e Lima, a narrativa jornalística se caracteriza por ser:
perceptível numa única notícia, que obedece fielmente ao formato da pirâmide invertida e respeita o limite mínimo de espaço para exposição
composta por uma sequência de notícias, que compõem uma cobertura jornalística – portanto, acompanhando fatos que se sucedem ao longo de dias ou semanas seguidas
composta por várias notícias, sem ligação entre si nem entre os fatos sobre os quais se debruçam, mas veiculadas todas num mesmo di
identificada a partir da autoria de quem a produziu, bem como das características do veículo jornalístico a partir do qual foi publicizada
um exemplo contemporâneo e largamente consumido das obras literárias, encontradas apenas em livros-reportagem.
Para Motta, Costa e Lima, como produto cultural, as notícias são capazes de:
construir histórias totalmente separadas da realidade histórica, mas respeitando o contexto social
estruturar documentos e orientações organizacionais dos veículos aos quais os jornalistas estão ligados
criar narrativas sem vínculo com a realidade vivenciada pelos profissionais da redação, mas experimentada pela comunidade local
narrar fatos que destroem a realidade, apoiada em elementos práticos do cotidiano dos jornalistas
narrar fatos historicamente localizados e construir a realidade ressignificando-a mediante elementos presentes no universo cultural.
