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WorksheetsArtes em tempos de crises
Total questions: 10
Worksheet time: 2hrs 40mins
(Fuvest) Em seu famoso painel Guernica, Picasso registrou a trágica destruição dessa cidade basca por:
ataques de tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial;
republicanos espanhóis apoiados pela União Soviética durante a Guerra Civil;
forças do Exército Francês durante a Primeira Guerra Mundial;
tropas do governo espanhol para sufocar a revolta dos separatistas bascos;
bombardeio da aviação alemã em apoio ao general Franco contra os republicanos.
O pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973) revolucionou a História das Artes visuais ao romper com padrões convencionais de representação da forma. A obra Guernica (1937, Museu do Prado, Madri) é considerada uma das obras mais importantes do século XX e representa a perplexidade do artista diante do bombardeio da cidade espanhola de Guernica, durante a Guerra Civil Espanhola. A opção que corresponde à descrição de uma característica da obra Guernica é:
Guernica fala de um tema distante da nossa época. São imagens de um tempo místico em que os Homens cultuavam os animais como ídolos.
a dissociação entre a forma e o conteúdo expresso nesta imagem representa uma característica da tendência estética referente ao naturalismo nas artes plásticas.
os conflitos humanos e suas vítimas são temas que marcam a atemporalidade da obra Guernica.
a mistura de animais às formas humanas é para reforçar o tema ecológico explorado pelo artista.
o naturalismo de Guernica revela-se na paisagem de fundo que compõe a cena.
A obra de arte propicia um tipo de comunicação no qual inúmeras significações se condensam pela combinação de elementos próprios de cada modalidade artística. Considerando essas informações e a obra Guernica (1937), de Pablo Picasso, acima apresentada, julgue os itens seguintes.
Na obra Guernica, apresenta-se a ideia de repúdio aos horrores da guerra.
Certo
Errado
O pintor espanhol Pablo Picasso (1881–1973), um dos mais valorizados no mundo artístico, tanto em termos financeiros quanto históricos, criou a obra Guernica em protesto ao ataque aéreo à pequena cidade basca de mesmo nome. A obra, feita para integrar o Salão Internacional de Artes Plásticas de Paris, percorreu toda a Europa, chegando aos EUA e instalando-se no MoMA, de onde sairia apenas em 1981. Essa obra cubista apre - senta elementos plásticos identificados pelo
painel ideográfico, monocromático, que enfoca várias dimensões de um evento, renunciando à realidade, colocando-se em plano frontal ao espectador.
horror da guerra de forma fotográfica, com o uso da perspectiva clássica, envolvendo o espectador nesse exemplo brutal de crueldade do ser humano.
uso das formas geométricas no mesmo plano, sem emoção e expressão, despreocupado com o volume, a perspectiva e a sensação escultórica.
esfacelamento dos objetos abordados na mesma narrativa, minimizando a dor humana a serviço da objetividade, observada pelo uso do claro-escuro.
uso de vários ícones que representam personagens fragmentados bidimensionalmente, de forma fotográfica livre de sentimentalismo.
Edvard Munch (18863-1944), artista norueguês, autor de O Grito, assim como outros artistas de sua época, alimentavam sentimentos tão fortes a respeito do sofrimento humano, da pobreza, da violência e da paixão, que eram propensos a pensar que a insistência na beleza e na harmonia em arte teria nascido exatamente de uma recusa à sinceridade. Queriam enfrentar os fatos nus e crus da existência, e expressar sua compaixão pelos feios e deserdados da sorte. A arte dos mestres clássicos parecia-lhes falsa e hipócrita.
As características descritas acima se referem ao movimento artístico intitulado:
Surrealismo
Dadaísmo
Expressionismo
Futurismo
Pop Art
Leia o fragmento pertencente ao poema José, de Carlos Drummond de Andrade. A seguir, observe o quadro O Grito do pintor norueguês Edvard Munch, e responda ao que se pede:
"E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José? [...]"
As duas obras de arte, o poema e a tela, embora pertençam, respectivamente, à Literatura e à Pintura, trazem à tona questionamentos semelhantes, como:
I- A questão das emoções humanas mais profundas frente ao mundo.
II- A possibilidade de a arte discutir o estar no mundo.
III- A angústia como sentimento inerente ao ser humano.
Das afirmações acima:
Somente a afirmação I está correta.
Somente a afirmação II está correta.
Somente a afirmação III está correta.
As afirmações I, II e III estão incorretas.
As afirmações I, II e III estão corretas.
Trecho do texto As raízes do expressionismo, publicado no jornal Folha de São Paulo (Folha on-line):
“Além de colocar a Noruega no mapa artístico da Europa, a obra de Edvard Munch foi um dos marcos fundadores do Expressionismo, movimento que se caracterizou pela tentativa de passar para a tela o impacto emocional, os sentimentos e as experiências interiores do artista. O pintor não era mais apenas um mero observador das aventuras e desventuras humanas. Era parte integrante e indissociável delas. ‘Assim como Leonardo da Vinci estudou a anatomia humana e dissecou cadáveres, eu procuro dissecar a alma humana’, observou Munch. A obra mais famosa do artista norueguês, O Grito, sintetizou os principais ingredientes do expressionis-mo. O cenário tenso, a distorção da forma humana que chega a beirar o caricatural, a agressividade das pinceladas, tudo colabora para compor uma atmosfera dramática, que emana desolação, tragédia e pessimismo. ‘A imagem expressionista tenta impressionar não o olho, mas penetrar, atingir profunda-mente quem vê’, definiu o crítico italiano Giulio Carlo Argan, autor do já clássico Arte Moderna. A estética expressionista procurou refletir as angústias e inquietações do homem contemporâneo, um ser atônito, imerso em um mundo povoado pela dúvida, pela alienação e pela incerteza. (...)”
Disponível em: <http://mestres.folha.com.br/pintores/15/contexto_historico.html>.
A partir da análise da tela de Edvard Munch e da interpretação do texto, assinale a alternativa CORRETA.
A tela representa exclusivamente os conflitos individuais do autor, que era sabidamente uma pessoa com transtornos psíquicos.
A tela deve ser associada aos problemas políticos e sociais da Noruega nesse período, os quais o autor desejou representar.
O medo, a angústia e a aflição representados na tela são próprias do período contemporâneo, no qual a inexistência de normas sociais rígidas faz os indivíduos sentirem-se perdidos.
A tela representa especificamente o contexto do final do século XIX, quando houve o crescimento dos sentimentos nacionalistas.
A tela representa o medo, a aflição e as incertezas do ser humano, sentimentos próprios do período histórico contemporâneo, podendo ser associada ao desenvolvimento do individualismo.
“O Tropicalismo botou guitarra na música brasileira e a fez dialogar com o que havia de mais revolucionário na cultura fora do país – com os Beatles, os Rolling Stones, o cinema francês, a cultura pop.(...)" diz o cantor, compositor e performer baiano Tom ZÉ sobre o movimento tropicália do fim da década de 60. A arte moderna e a sociedade industrial estavam recebendo os valores contemporâneos da sociedade urbana com comunicação de massa. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. A tropicália retomava princípios ligados ao conceito de Antropofagia na visão de Oswald de Andrade.
II. Artistas se manifestavam politicamente através de suas obras.
III. Os destaques do movimento eram principalmente músicos com Caetano Veloso e Gilberto Gil.
IV. Tinha postura contestatória, bem-humorada e irreverente.
V. Queriam quebrar as barreiras entre o tradicional e o moderno.
Estão corretas as afirmativas:
I, III, VI apenas
II, IV, V apenas
III, IV, V, VI apenas
I, II, III, IV, V
IV, V, VI apenas
O álbum de músicas Tropicália ou Panis et circensis foi lançado em 1968. A fotografia que estampou sua capa foi realizada na casa de Oliver Perroy, fotógrafo da Editora Abril, em São Paulo. Cada um levou seus apetrechos, até um penico, comicamente usado por Rogério Duprat como se fosse uma xícara. A imagem ficou tão famosa que se tornou uma espécie de cartão-postal do movimento tropicalista.
No contexto do final da década de 1960, o Tropicalismo, que causou polêmicas com produções como a do álbum citado, tornou-se símbolo de
purismo estético
extremismo político
tradicionalismo artístico
experimentalismo cultural
nacionalismo e apego ao clássico
(UFPE) O movimento tropicalista lançou novas idéias culturais no Brasil, influindo na transformação de concepções estéticas que predominavam naquele período. Pode-se destacar como Tropicalismo:
as obras musicais de Chico Buarque, que seguiam a tradição da bossa nova dos anos de 1950.
os filmes de Nelson Pereira dos Santos, com análises bastante renovadoras da sociedade brasileira.
as composições de Caetano Veloso, com experiências musicais renovadoras.
a participação de Roberto Carlos, que empolgou a juventude da época com suas músicas.
os arranjos do Cid Guerreiro, os quais confirmaram a tradição musical clássica existente.
