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Revisão Bimestral - 1º ano - 1º bimestre

Total questions: 20

Worksheet time: 42mins

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1.

A diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. Tudo o que o homem diz ou escreve, tudo o que fabrica, tudo o que toca pode e deve informar sobre ele.


BLOCH, Marc. Apologia da História ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001, p. 79. (Adaptado).


Sobre as fontes históricas, com base no texto acima, assinale a alternativa CORRETA.

a)

O pensamento marxista aboliu a utilização de fontes escritas nas pesquisas históricas.

b)

A afirmação do texto sintetiza a nova perspectiva historiográfica sobre as fontes históricas.

c)

Os utensílios produzidos pelo homem se enquadram como registros arqueológicos e não como fontes para o historiador.

d)

Marc Bloch, no texto, defende a primazia das fontes escritas.

e)

A escola positivista foi a primeira a fazer uso da chamada história oral.

2.

Observe a charge do Ziraldo acima


No período de 1964 a 1985, a estratégia do Regime Militar abordada na charge foi caracterizada pela.

a)

priorização da segurança nacional.

b)

captação de financiamentos estrangeiros

c)

execução de cortes nos gastos públicos.

d)

nacionalização de empresas multinacionais.

e)

promoção de políticas de distribuição de renda.

3.

“A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado. Mas talvez não seja menos vão esgotar-se em compreender o passado se nada se sabe do presente.”


Marc Bloch. Apologia da História ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001, p. 65


Assinale a alternativa que contém a definição de história mais coerente com a citação do historiador Marc Bloch.

a)

A História é a ciência que resgata o passado para explicar o presente e fazer previsões sobre o futuro.

b)

A História é uma ciência que visa promover o entretenimento dos expectadores do presente e um conhecimento inútil sobre o passado.

c)

A História é, tal como a literatura, uma narrativa sobre o passado determinada pela imaginação do historiador.

d)

A História é a ciência que se refugia no passado para não compreender as questões do presente.

e)

A História é uma ciência que formula questões sobre o passado a partir de inquietações e experiências vividas no presente.

4.

Leia o texto a seguir.


Origens do regime feudal, diz-se. Onde buscá-las? Alguns responderam em “Roma”. Outros “na Germânia”. As razões dessas miragens são evidentes […]. Das duas partes, sobretudo, eram empregadas palavras – tais como “benefício” (beneficium) para os latinos, “feudo” para os germanos – das quais essas gerações persistiram em se servir, ainda que lhes conferindo, sem se dar conta, um conteúdo quase inteiramente novo. Pois, para o grande desespero dos historiadores, os homens não têm o hábito, a cada vez que mudam o costume, de mudar de vocabulário.

BLOCH, Marc. Apologia da História ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Zahar. p. 58. (Adaptado).


Neste fragmento, Marc Bloch discute de que forma os historiadores lidam com a questão das origens, indicando que a

a)

origem dos fenômenos históricos deve ser buscada no encadeamento dos acontecimentos, o que confere à História um sentido de continuidade.

b)

origem é o ponto de partida da mudança que demarca a ruptura com as formas históricas precedentes.

c)

ideia de origem desconsidera a cronologia, ferramenta metodológica que concede sentido à explicação histórica.

d)

busca da origem dos fenômenos históricos encobre a relação entre as forças de conservação e de mudança que compõem a vida social.

e)

origem dos fenômenos históricos pode ser encontrada na permanência dos costumes e do uso do vocabulário.

5.

Observe a imagem acima:


Os calendários são fontes históricas importantes, na medida em que expressam a concepção de tempo das sociedades. Essas imagens compõem um calendário medieval (1460-1475) e cada uma delas representa um mês, de janeiro a dezembro. Com base na análise do calendário, apreende-se uma concepção de tempo

a)

Cíclica, marcada pelo mito arcaico do eterno retorno.

b)

Humanista, identificada pelo controle das horas de atividade por parte do trabalhador.

c)

Escatológica, associada a uma visão religiosa sobre o trabalho.

d)

Natural, expressa pelo trabalho realizado de acordo com as estações do ano.

e)

Romântica, definida por uma visão bucólica da sociedade.

6.

História, como área do conhecimento, possui, hoje, especificidades que a definem, dentre as quais encontra-se a característica de:

a)

ater-se apenas a documentos escritos, não aceitando como fonte outros tipos de informação tais como informações originadas na oralidade ou produzidas pela mídia.

b)

não se ater apenas aos fatos realizados por governantes e poderosos, tomando os eventos cotidianos e as práticas sociais como importantes temas históricos.

c)

entender o tempo histórico e o tempo cronológico como iguais, uma vez que ambos são caracterizados por ter medidas constantes e exatas de tempo.

d)

reconhecer apenas grandes eventos documentados oficialmente como um fato histórico.

7.

Com o termo “pré-história” convencionalmente indica-se o período que precede à invenção da escrita. É correto afirmar que a pré-história trata

a)

de um breve período da trajetória da humanidade.

b)

única e exclusivamente dos primeiros hominídeos.

c)

de uma fase em que não há presença humana no planeta.

d)

do maior período da história humana no planeta.

8.

Os arqueólogos dividem a Pré-História humana em vários períodos, de acordo com as características tecnológicas e com as formas de exploração da natureza.

Com relação a um desses períodos, o Paleolítico, é correto afirmar:

a)

Os sítios arqueológicos do Paleolítico caracterizam-se pela existência de grandes casas de madeira, às vezes, acompanhadas de pequenos “altares” de pedra, demonstrando, assim, a presença de um pensamento religioso.

b)

Os homens iniciaram a domesticação de cabras e ovelhas, fazendo uso da lã e do leite, e confeccionando roupas de couro para enfrentarem o rigoroso clima glacial.

c)

Os homens viviam da caça e da coleta, utilizando instrumentos de pedra lascada, madeira e osso, vestindo peles de animais nas regiões mais frias, e elaborando belíssimas pinturas nas paredes das cavernas.

d)

O homem começou, de forma ainda rudimentar, a trabalhar com metais, como o ferro e o ouro, deixando alguns belos ornamentos pessoais e iniciando a fabricação de armas e instrumentos mais eficientes.

e)

Os homens já cultivavam algumas plantas, como o trigo e a cevada, armazenando sua pequena produção em recipientes muito simples, feitos de palha e madeira.

9.

O período mais longo considerado a mais antiga Era da Pré-história é chamado de Paleolítico. Ele iniciou-se há pelo menos 2,5 milhões de anos, como atestam os instrumentos simples de pedra encontrados no sítio de Hadar, Etiópia, e se estendeu até 10 000 anos aproximadamente. O modo de produção de sua população hominídea pode ser descrito como o de carniceiros, caçadores, coletores e pescadores.

(GUGLIELMO, Antonio Roberto. A Pré-História: Uma abordagem ecológica. São Paulo: Brasiliense, 1999. p. 35. Adaptado)


Sobre o período descrito no texto, assinale a alternativa CORRETA.

a)

Não havia a domesticação de plantas ou animais, com exceção dos cães e, talvez, cavalos, que surgiram só mais para o fim do período.

b)

Os grupos humanos se organizavam socialmente em tribos, dado o recente processo de sedentarização.

c)

A economia não se limitava às atividades predatórias, considerando uma larga experiência com a agricultura.

d)

O Homo sapiens sapiens não pertence a esse período, tendo surgido só no Neolítico.

e)

Os instrumentos de pedra confeccionados pelos hominídeos desse período já passavam por um processo manual de polimento.

10.

A arqueologia é técnica científica usada pelos historiadores para resgatar o passado mais remoto da humanidade através de seus vestígios materiais; graças à arqueologia é que existe o conhecimento da Pré-história.


Assinale a alternativa que não corresponde à Pré-história:

a)

Estudos comprovam que os tipos Neanderthalenses e Arcantropinos habitavam parte da África, Ásia e Europa há cerca de 200 mil anos atrás.

b)

As raças Grimalde e a Cro-Magnon são consideradas Homo Sapiens.

c)

No mesolítico as técnicas de produção dos artefatos variavam entre as formas paleolíticas anteriores e as formas neolíticas posteriores.

d)

O Homem de Neanderthal desenvolveu sua cultura material no paleolítico médio.

e)

Os historiadores têm compreendido mais claramente a vida cotidiana da cidade de Pompéia, na Itália, a partir das escavações arqueológicas.

11.

A denominação "Revolução Neolítica", cunhada nos anos 60 pelo arqueólogo Gordon Childe, refere-se a uma série de intensas transformações. Entre essas mudanças, é correto citar:

a)

a criação do poder político centralizado associado ao domínio do poder religioso.

b)

o desenvolvimento de conglomerados urbanos baseados no trabalho escravo.

c)

a instituição privada das terras, com o cultivo de cereais e a criação de animais.

d)

o surgimento da divisão natural do trabalho, com a atribuição de papel produtivo relevante à mulher.

e)

a transição da economia de subsistência para uma economia industrial.

12.

A prática da agricultura e a criação de rebanhos implicaram alterações nas sociedades neolíticas. Nesse contexto, em diversas comunidades do Oriente Próximo, identifica-se, entre outras transformações, o(a):

a)

desenvolvimento de Impérios caracterizados pelo afastamento das tradições mítico-religiosas em favor de um pensamento racional e naturalista.

b)

ampliação das atividades lucrativas, como, por exemplo, o comércio realizado pelos estrangeiros e seus escravos nos domínios das diversas cidades.

c)

surgimento de uma prática política descentralizadora, que permitiu o livre desenvolvimento econômico das diferentes regiões ocupadas.

d)

diferenciação social baseada na riqueza e no poder, com o surgimento do Estado, instrumento de controle e apropriação dos recursos naturais.

13.

A transição do Paleolítico Superior para o Neolítico (entre 10 000 a.C. e 7000 a.C.) foi acompanhada por algumas mudanças básicas para a humanidade. Entre essas, poderíamos citar:

a)

o aparecimento da linguagem falada.

b)

a domesticação dos animais e plantas, isto é o aparecimento da agricultura e do pastoreio.

c)

o aparecimento da magia e da arte.

d)

o povoamento de amplas áreas antes não povoadas, como a Europa Central e Ocidental.

e)

o aparecimento de vários novos instrumentos, como a agulha de osso, os arpões, os anzóis, a machadinha, a lança e a faca.

14.

Leia os artigos do código de Hamurábi:


Artigo 200: Se um homem arrancou um dente de um outro homem livre igual a ele, arrancarão o seu dente.

Artigo 201: Se ele arrancou o dente de um homem vulgar pagará um terço de uma mina de prata.

Artigo 202: Se um homem agrediu a face de um outro homem que lhe é superior, será golpeado sessenta vezes diante da assembleia com um chicote de couro de boi.

CÓDIGO DE HAMURÁBI. In: VICENTINO; DORIGO. História para o Ensino Médio. São Paulo: Scipione, 2001. p. 47.


Estes artigos pertencem ao célebre Código de Hamurábi, primeiro registro escrito de leis de que se tem notícia. Com base na leitura dos exemplos apresentados, conclui-se que

a)

a pena pelo delito cometido pode variar de acordo com a posição social da vítima e do agressor.

b)

para a legislação de Hamurábi, a Lei de Talião era absoluta, sempre “olho por olho, dente por dente”.

c)

Hamurábi conseguiu unificar a Babilônia a partir da implantação de um só código de leis para todo o território.

d)

os antigos babilônios consideravam que agredir a face de um homem era mais grave do que arrancar seu dente.

15.

Como no Egito, a base da economia na Mesopotâmia era a agricultura. Sobre a agricultura na Mesopotâmia, é correto afirmar que foi marcada:

a)

Pelo controle das cheias dos rios Tigre e Eufrates. Esse controle exigia uma ação coletiva intensa.

b)

Pela presença das cheias do Rio Nilo, fator determinante para definição das épocas de plantio e colheita.

c)

Pelo uso de um sistema de rodízio nas plantações, associado ao emprego de adubos artificiais, proporcionados pelos avanços nas técnicas de cultivo.

d)

Por uma localização geográfica muito favorecida pelas chuvas constantes, o que lhe proporcionava boas condições à plantação.

e)

Pelo emprego da tração animal, como o alce e o lhama.

16.

[Na Mesopotâmia,] todos os bens produzidos pelos próprios palácios e templos não eram suficientes para seu sustento. Assim, outros rendimentos eram buscados na exploração da população das aldeias e das cidades. As formas de exploração eram principalmente duas: os impostos e os trabalhos forçados.

(Marcelo Rede. A Mesopotâmia, 2002.)


Entre os trabalhos forçados a que o texto se refere, podemos mencionar a

a)

internação de doentes e loucos em áreas rurais, onde deviam cuidar das plantações de algodão, cevada e sésamo.

b)

utilização de prisioneiros de guerra como artesãos ou pastores de grandes rebanhos de gado bovino e caprino.

c)

escravidão definitiva dos filhos mais velhos das famílias de camponeses, o que caracterizava o sistema econômico mesopotâmico como escravista.

d)

servidão por dívidas, que provocava a submissão total, pelo resto da vida, dos devedores aos credores.

e)

obrigação de prestar serviços, devida por toda a população livre, nas obras realizadas pelo rei, como templos ou muralhas.

17.

Os Estados Teocráticos da Mesopotâmia e do Egito evoluíram acumulando características comuns e peculiaridades culturais. Os egípcios desenvolveram a prática de embalsamar o corpo humano porque:

a)

se opunham ao politeísmo dominante na época.

b)

os seus deuses, sempre prontos para castigar os pecadores, desencadearam o dilúvio.

c)

depois da morte, a alma podia voltar ao corpo mumificado.

d)

acreditavam que a preservação do corpo de um faraó poderia torna-lo mais rico e poderoso que os outros faraós do Egito.

e)

os camponeses constituíam categoria social inferior.

18.

Em suas narrativas históricas, Heródoto, observando o cotidiano dos camponeses ou agricultores egípcios, afirmou que estes aproveitavam a fertilidade propiciada pelos insumos orgânicos deixados nas áreas alagadas, após as cheias do Nilo, para espalharem suas sementes de cereais, geralmente enterradas com o auxílio de bois, carneiros ou porcos, restando-lhes apenas “cruzar os braços” e aguardar o tempo da colheita. A “ingenuidade” de tal afirmação reside no fato de que, na prática:

a)

O rio Nilo por si só fertilizava a terra e irrigava as plantações.

b)

A estação chuvosa se responsabilizava pela irrigação dos plantios.

c)

Era obrigação do lavrador o trabalho de irrigar as plantações.

d)

Os grandes canais de irrigação, coordenados por engenheiros ligados ao aparelho estatal faraônico, eram os únicos responsáveis pela irrigação das plantações.

e)

O rio Nilo produzia uma argila especial que propiciava tranquilidade aos lavradores após a semeadura.

19.

(...) um dos traços mais visíveis da economia egípcia antiga era, sem dúvida, o estatismo faraônico: a quase totalidade da vida econômica passava pelo faraó e seus funcionários, ou pelos templos. Estes últimos devem ser considerados parte integrante do Estado, mesmo se, em certas ocasiões, houve atritos entre a realeza e a hierarquia sacerdotal (...). As atividades produtivas e comerciais, mesmo quando não integravam os numerosos monopólios estatais, eram estritamente controladas, regulamentadas e taxadas pela burocracia governamental.

(Ciro F. Cardoso. O Egito Antigo, 1982. Adaptado.)


A partir do texto, conclui-se que, no antigo Egito,

a)

a economia era ineficiente, pois funcionários corruptos exploravam os camponeses e desviavam os impostos devidos ao Estado.

b)

as constantes disputas entre a burocracia estatal e os sacerdotes levaram à separação entre o poder político e religioso, o que comprometeu o poder do faraó.

c)

o domínio do poder público sobre a sociedade inibiu o surgimento de iniciativas privadas, capazes de racionalizar a produção e evitar o desperdício.

d)

a cobrança de impostos constituía-se na principal atividade do Estado, que não dispunha de exércitos organizados para enfrentar inimigos externos.

e)

a organização da economia garantia ao estado o controle dos excedentes de produção, que se constituíam em importante fator de poder político.

20.

Analise a imagem:


É correto afirmar que a imagem representa:

a)

uma cena do cotidiano dos hititas, na pesagem de mercadorias comercializadas com o povo egípcio.

b)

acontecimentos do sonho de Moisés, de libertação do povo hebreu, quando era prisioneiro do faraó egípcio.

c)

o início do mundo para os antigos egípcios, quando Nut, deusa do céu e das estrelas, anuncia sua vitória diante de Chu, deus do Ar.

d)

o livro dos mortos dos egípcios, com Osíris à direita e Anúbis ao centro, pesando o coração de um morto para avaliar sua vida.