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WorksheetsAvaliação formativa - Geografia - 2 série
Total questions: 12
Worksheet time: 2hrs 0mins
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, celebraram o 30º aniversário do fim da Cortina de Ferro. Convidada por Orbán, Merkel viajou até a cidade fronteiriça de Sopron, na Hungria. Lá, em 19 de agosto de 1989, mais de 600 alemães da parte oriental aproveitaram a abertura de um posto de fronteira com a Áustria, por ocasião de um “piquenique pan-europeu”, para fugir para o lado ocidental. O evento foi uma fissura crucial na Cortina de Ferro. “Eu não poderia ser uma política e não poderia ser chanceler de uma Alemanha reunificada se esses eventos não tivessem acontecido”, declarou Merkel.
A comemoração citada no excerto faz referência
à adoção da livre circulação como estratégia para tornar os produtos europeus homogêneos e mais competitivos mundialmente.
à construção de vias de acesso sobre acidentes geográficos, que deram início à União Europeia.
ao fim das investidas neocolonialistas dos Estados Unidos, que mantinham a Europa fragmentada.
ao fim das zonas econômicas especiais, que estabeleciam espaços socioeconômicos segregacionistas.
ao fim da divisão física e ideológica entre a Europa Ocidental e o Leste Europeu durante a Guerra Fria.
Observe a charge
A charge se trata de uma representação da chamada Guerra Fria. A Guerra Fria foi uma disputa pela superioridade mundial entre Estados Unidos e União Soviética, após a Segunda Guerra Mundial. É chamada de Guerra Fria por ser uma intensa guerra econômica, diplomática e ideológica, travada pela conquista de zonas de influência. Durante a Guerra Fria, foram criadas duas grandes organizações militares.
Marque a alternativa que apresenta tais organizações e suas finalidades.
COMECON, para defender os interesses dos socialistas; e a OTAN, para defender os interesses dos capitalistas.
PACTO DE VARSÓVIA, para defender os interesses dos países capitalistas; e a OTAN, para defender os interesses dos países socialistas.
ALCA, para defender os países do Sul; e o NAFTA, para defender os países do Norte.
OTAN, para defender os interesses dos países capitalistas; e o PACTO DE VARSÓVIA, para defender os interesses dos países socialistas.
OTAN, para defender o socialismo; e o NAFTA, para defender o capitalismo.
Em 2014 a queda do Muro de Berlim completa 25 anos. Foi um fato marcante e simbólico para a geopolítica mundial, largamente debatido nos meios acadêmicos e representado também pelas artes. Um dos filmes produzidos sobre o tema, em 2003 na Alemanha, é “Adeus Lênin”, dirigido por Wolfgang Becker.
Ele conta a estória da mãe de Alex Kerner, uma alemã que entrou em estado de coma em 1989 e não acompanhou as transformações que seu país sofreu. No verão de 1990 ela recobra a consciência, mas não pode sofrer emoções fortes. Alex tenta esconder da mãe a extinção do Partido Socialista Único, fazendo parecer que a Berlim Oriental ainda existe. A ilusão funciona por um bom tempo, mas chega o momento em que a verdade não poderá mais ser ocultada. Essa verdade está relacionada:
à ditadura comunista que pôs fim ao Partido Socialista e cria o pluripartidarismo.
à dominação de Berlim por tropas soviéticas que a controlam inteiramente.
à unificação alemã que simboliza o fim da Guerra Fria e abertura dos mercados.
ao esfacelamento da Alemanha em pequenas repúblicas independentes.
ao crescente poder da União Soviética que passa a liderar a economia mundial.
A “Nova Ordem Mundial” foi uma expressão assinalada no momento da queda do Muro de Berlim e da dissolução da URSS. Pode-se afirmar que, após o encerramento da Guerra Fria, o cenário geopolítico mundial caracteriza-se pela
crescente pluripolaridade de poder econômico e emergência dos grandes países em desenvolvimento.
ausência de um poder supracontinental e de um governo mundial capaz de impor regras universais.
desintegração das organizações internacionais e a adoção de leis de direitos políticos, sociais e ambientais por países membros da ONU.
expansão imperialista das potências europeias e o desenvolvimento acelerado de armas nucleares.
articulação de uma política de neutralidade mundial e a adesão dos países emergentes a OTAN.
Após o ataque terrorista em 11 de setembro de 2001, o governo dos Estados Unidos publicou um documento que sistematizava as novas diretrizes para a estratégia de segurança nacional. Essas orientações político-militares, mas também econômicas, que levaram à guerra no Afeganistão em 2002 e no Iraque em 2003, ficaram conhecidas como Doutrina
Jurídica.
Bush.
Truman.
Militar.
Monroe.
O período posterior à Segunda Guerra Mundial ficou conhecido como Guerra Fria, em que as duas maiores potências mundiais EUA e URSS travaram uma disputa por áreas de influência, a fim de propagar suas respectivas ideologias, o capitalismo e o comunismo.
São eventos originados neste contexto.
Guerra do Vietnã, construção do muro de Berlim, Crack da bolsa de Nova Yorque, Revolução Cubana e Crise dos Mísseis.
Guerra do Vietnã, Guerra do Golfo, Pacto de Varsóvia, corrida espacial e Tratado de Latrão.
Revolução Chinesa, Guerra do Vietnã, Revolução Cubana, construção do muro de Berlim e Revolução Russa.
Revolução Chinesa, Guerra do Vietnã, Revolução Cubana, construção do muro de Berlim e Revolução Mexicana.
Guerra do Vietnã, Guerra das Coréias, Revolução Cubana, corrida espacial e Crise dos Mísseis.
Os dois documentos abaixo reproduzidos dizem respeito a aspectos das relações internacionais no início do século XXI.
Documento 1
Ataque ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001
Documento 2
Fragmento textual de Eric Hobsbawm
A reação aos atentados de 11 de setembro de 2001 provou que vivemos todos em um mundo no qual um único hiperpoder global finalmente resolveu que, a partir do fim da União Soviética, não há limites de curto prazo para seu poderio nem para sua disposição em utilizá-lo, embora os objetivos de seu uso não sejam nada claros – exceto a manifestação de sua supremacia.
HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. [Adaptado].
Analisando a imagem e o fragmento textual, é possível inferir que
a reação bélica dos EUA a esses ataques contou com o respaldo do Conselho de Segurança da ONU, que se indignou com a ação terrorista em Nova Iorque.
a geopolítica no mundo pós-Guerra Fria foi abalada e surgiram outras formas de contestação ao poder que se pretende hegemônico.
a destruição de um símbolo do capitalismo internacional fragilizou a economia estadunidense, desencadeando o maior abalo financeiro das últimas décadas.
a política externa dos EUA tornou-se pacifista, em claro antagonismo àquela adotada no período da Guerra Fria.
O agravamento do terrorismo ganhou relevância mundial após o atentado de 11 de setembro de 2001, em que membros da Al Qaeda explodiram as Torres Gêmeas, em Nova York. Atualmente um grupo terrorista tem se destacado nas ações no Oriente Médio e em alguns países da Europa, causando um grande número de mortos em seus atentados.
Estamos nos referindo ao grupo:
Hezbollah.
Boko Haram.
Hamas.
Talibã.
Estado Islâmico.
O mundo sofreu mudanças marcantes após os atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Entre essas alterações, é correto apontar:
o deslocamento da política externa norte-americana, que passou de uma atitude intervencionista para uma posição de distanciamento em relação aos países do Oriente Médio.
a assinatura imediata da Agenda 21, pelos Estados Unidos da América do Norte, como um caminho viável de aceleração da economia, abalada pelo evento.
o maior controle na movimentação e entrada de pessoas nas fronteiras da América do Norte e da Europa Ocidental, com restrições para a emissão de vistos, mesmo para turistas, e cobrança de elevadas taxas de segurança em muitos dos aeroportos e portos internacionais.
a ação dos Estados Unidos, com o apoio da Inglaterra, na invasão do Iraque imediatamente após o episódio, para buscar armas biológicas e capturar os líderes talibãs.
a declaração da União Européia no sentido de considerar a Coréia do Norte, a Síria, a Venezuela e o Irã como países pertencentes ao Eixo do Mal, e a conseqüente retirada do apoio financeiro e militar do Bloco.
Em 1985, o estadista Mikhail Gorbachev assumiu o poder do Partido Comunista, realizando profundas reformas políticas (Glasnost) e econômicas (Perestroika) com o objetivo de fortalecer as repúblicas soviéticas e evitar a sua desagregação. Apesar dos esforços adotados, a URSS chegou ao fim em dezembro de 1991. As causas da desagregação da URSS estiveram relacionadas
à presença de reservas de petróleo em praticamente todas as repúblicas, o que favoreceu a independência econômica.
à intransigência de Mikhail Gorbachev que, apesar das reformas realizadas, impediu a abertura política e econômica.
ao acidente nuclear de Chernobil na Ucrânia, que causou descontentamento generalizado entre a população e enfraqueceu o Estado.
ao descontentamento da população em relação ao sistema de governo vigente, que a impedia de obter melhorias na qualidade de vida.
à presença de multipartidarismo que dificultava a ação do Estado nas tomadas de decisões.
A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), também denominada União Soviética, retrata o passado de uma grande potência européia, em especial a Rússia. Rica é a história política e econômica da URSS. Sobre suas transformações políticas e econômicas é correto o que se afirma, EXCETO.
Os Planos Quinquenais, elaborados pelo Gosplan — Órgão de Planejamento Central —, definiam metas a serem alcançadas pelos vários setores econômicos, priorizando quantidade e qualidade.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a URSS representou a segunda economia do planeta. Essa posição rendeu divergências mundiais, principalmente frente aos Estados Unidos, culminando com a conhecida Guerra Fria.
Mikhail Gorbatchev implementou a reestruturação econômica da União Soviética, buscando superar as contradições vivenciadas no pós-guerra, em especial no momento em que a palavra-chave solidificava-se no integracionismo. A perestroika, assim denominada tal reestruturação, foi o marco da reforma econômica e para a paz com os Estados Unidos, o que lhe rendeu o prêmio Nobel da Paz, em 1990.
Na história da União Soviética, a glasnost pode ser interpretada como o ápice da Guerra Fria, pois reflete o pleno exercício da ditadura, marcando sua implementação com total autoritarismo, fechamento político e econômico.
Durante a década de 1980, a U.R.S.S. passou por profundas transformações que culminaram em sua desintegração. No âmbito da Perestroika, destacaram-se medidas que visavam à:
liberalização e à abertura política.
libertação dos presos ou dissidentes políticos.
reestruturação econômica.
implantação da coexistência pacífica.
liberdade de expressão, de imprensa e das artes.
