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AVALIAÇÃO DE RECUPERAÇÃO - PORTUGUÊS - 3ºA

Total questions: 11

Worksheet time: 55mins

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1.

“‘A Declaração Universal dos Direitos Humanos está completando 70 anos em tempos de desafios

crescentes. quando o ódio, a discriminação e a violência permanecem vivos’, disse a diretora-geral da

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Audrey Azoulay.

‘Ao final da Segunda Guerra Mundial, a humanidade inteira resolveu promover a dignidade humana em

todos os lugares e para sempre. Nesse espírito, as Nações Unidas adotaram a Declaração Universal dos

Direitos Humanos como um padrão comum de conquistas para todos os povos e todas as nações’, disse

Audrey.

‘Centenas de milhões de mulheres e homens são destituídos e privados de condições básicas de

subsistência e de oportunidades. Movimentos populacionais forçados geram violações aos direitos em uma

escala sem precedentes. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável promete não deixar ninguém

para trás - e os direitos humanos devem ser o alicerce para todo o progresso.’

Segundo ela, esse processo precisa começar o quanto antes nas carteiras das escolas. Diante disso, a

Unesco lidera a educação em direitos humanos para assegurar que todas as meninas e meninos saibam

seus direitos e os direitos dos outros.”


Defendendo a ideia de que os direitos humanos devem ser o alicerce para todo o progresso a diretora-

geral da Unesco aponta, como estratégia para atingir esse fim, a

a)

inclusão de todos na Agenda 2030. extinção da intolerância entre os indivíduos.

b)

discussão desse tema desde a educação básica.

c)

conquista de direitos para todos os povos e nações.

d)

promoção da dignidade humana em todos os lugares.

2.

TEXTO ICriatividade em publicidade: teorias e reflexões

Resumo: O presente artigo aborda uma questão primordial na publicidade: a criatividade. Apesar de aclamada pelos departamentos de Criação das agências, devemos ter a consciência de que nem todo anúncio é, de fato, criativo. A partir do resgate teórico, no qual os Conceitos são tratados à luz da publicidade, busca-se estabelecer a compreensão dos temas. Para elucidar tais questões, é analisada uma campanha impressa da marca XXXX. As reflexões apontam que a publicidade criativa é essencialmente simples e apresenta uma releitura do cotidiano.

Depexe, S D. Travessias.


Os dois textos apresentados versam sobre o tema Criatividade. O Texto I é um resumo de Caráter Científico e o Texto II, uma homenagem promovida por um site de publicidade. De que maneira O Texto II exemplifica o conceito de criatividade em publicidade apresentado no Texto I?

a)

Fazendo menção ao difícil trabalho das mães em criar seus filhos.

b)

Promovendo uma leitura simplista do papel materno em seu trabalho de criar os filhos.

c)

Explorando a polissemia do termo “criação”.

d)

Utilizando recursos gráficos diversificados.

e)

Recorrendo a uma estrutura linguística simples.

3.

Essas moças tinham o vezo de afirmar o contrário do que desejavam. Notei a singularidade quando principiaram a elogiar o meu paletó cor de macaco. Examinavam-no sérias, achavam o pano e os aviamentos de qualidade superior, o feitio admirável. Envaideci-me: nunca havia reparado em tais vantagens. Mas os gabos se prolongaram, trouxeram-me desconfiança. Percebi afinal que elas zombavam e não me susceptibilizei. Longe disso: achei curiosa aquela maneira de falar pelo avesso, diferente das grosserias a que me habituara. Em geral me diziam com franqueza que a roupa não me assentava no corpo, sobrava nos sovacos.

a)

“a singularidade”

b)

“tais vantagens”

c)

“os gabos”

d)

“Longe disso”

e)

“Em geral”

4.

isso o que acontece nas redes sociais: a democracia racial apregoada por Gilberto Freyre passa ao largo do que acontece diariamente nas comunidades virtuais do país. Levantamento inédito realizado pelo projeto Comunica que Muda [...] mostra em números a intolerância do internauta tupiniquim. Entre abril e junho, um algoritmo vasculhou plataformas [...] atrás de mensagens e textos sobre temas sensíveis, como racismo, posicionamento político e homofobia. Foram identificadas 393 284 menções, sendo 84% delas com abordagem negativa, de exposição do preconceito e da discriminação.

Acesso em: 6 dez. 2017 (adaptado).

Ao abordar a postura do internauta brasileiro mapeada por meio de uma pesquisa em plataformas virtuais, o texto

a)

minimiza o alcance da comunicação digital.

b)

refuta ideias preconcebidas sobre o brasileiro.

c)

relativiza responsabilidades sobre a noção de respeito.

d)

exemplifica conceitos contidos na literatura e na sociologia.

e)

expõe a ineficácia dos estudos para alterar tal comportamento.

5.

Quebranto

às vezes sou o policial que me suspeito me peço documentos

e mesmo de posse deles

me prendo e me dou porrada


às vezes sou o porteiro

não me deixando entrar em mim mesmo a não ser

pela porta de serviço


[...]


às vezes faço questão de não me ver e entupido com a visão deles

sinto-me a miséria concebida como um eterno começo


fecho-me o cerco

sendo o gesto que me nego

a pinga que me bebo e me embebedo o dedo que me aponto

e denuncio

o ponto em que me entrego.


às vezes!...

CUTI. Negroesia. Belo Horizonte: Mazza. 2007 (fragmento).


Na literatura de temática negra produzida no Brasil, é recorrente a presença de elementos que traduzem experiências históricas de preconceito e violência. No poema, essa vivência revela que o eu lírico

a)

incorpora seletivamente o discurso do seu opressor.

b)

submete-se à discriminação como meio de fortalecimento.

c)

engaja-se na denúncia do passado de opressão e injustiças.

d)

sofre uma perda de identidade e de noção de pertencimento.

e)

acredita esporadicamente na utopia de uma sociedade igualitária.

6.

Textos e hipertextos: procurando o equilíbrio

Há um medo por parte dos pais e de alguns professores de as crianças desaprenderem quando navegam, medo de elas viciarem, de obterem informação não confiável, de elas se isolarem do mundo real, como se o computador fosse um agente do mal, um vilão. Esse medo é reforçado pela mídia, que costuma apresentar o computador como um agente negativo na aprendizagem e na socialização dos usuários. Nós sabemos que ninguém corre o risco de desaprender quando navega, seja em ambientes digitais ou em materiais impressos, mas é preciso ver o que se está aprendendo e algumas vezes interferir nesse processo a fim de otimizar ou orientar a aprendizagem, mostrando aos usuários outros temas, outros caminhos, outras possibilidades diferentes daquelas que eles encontraram sozinhos ou daquelas que eles costumam usar. É preciso, algumas vezes, negociar o uso para que ele não seja exclusivo, uma vez que há outros meios de comunicação, outros meios de informação e outras alternativas de lazer. É uma questão de equilibrar e não de culpar.

COSCARELLI, C. V. Linguagem em (Dis)curso, n. 3, set.-dez. 2009.


A autora incentiva o uso da internet pelos estudantes, ponderando sobre a necessidade de orientação a esse uso, pois essa tecnologia

a)

está repleta de informações confiáveis que constituem fonte única para a aprendizagem dos alunos.

b)

exige dos pais e professores que proíbam seu uso abusivo para evitar que se torne um vício.

c)

tende a se tomar um agente negativo na aprendizagem e na socialização de crianças e jovens.

d)

possibilita maior ampliação do conhecimento de mundo quando a aprendizagem é direcionada.

e)

leva ao isolamento do mundo real e ao uso exclusivo do computador se a navegação for desmedida.

7.

A ascensão social por meio do esporte mexe com o imaginário das pessoas, pois em poucos anos um adolescente pode se tornar milionário caso tenha um bom desempenho esportivo. Muitos meninos de famílias pobres jogam com o objetivo de conseguir dinheiro para oferecer uma boa qualidade de vida à família. Isso aproximou mais ainda o futebol das camadas mais pobres da sociedade, tornando-o cada vez mais popular.

Acontece que esses jovens sonham com fama e dinheiro, enxergando no futebol o único caminho possível para o sucesso. No entanto, eles não sabem da grande dificuldade que existe no início dessa jornada em que a minoria alcança a carreira profissional. Esses garotos abandonam a escola pela ilusão de vencer no futebol, à qual a maioria sucumbe.

O caminho até o profissionalismo acontece por meio de um longo processo seletivo que os jovens têm de percorrer. Caso não seja selecionado, esse atleta poderá ter que abandonar a carreira involuntariamente por falta de uma equipe que o acolha. Alguns podem acabar em subempregos, à margem da sociedade, ou até mesmo em vícios de correntes dese fracasso e dessa desilusão. Isso acontece porque no auge da sua formação escolar e na Condição juvenil de desenvolvimento, eles não se preparam e não são devidamente orientados para buscar alternativas de experiências mais amplas de ocupação fora e além do futebol.

BALZANO, O N MORAIS, J. S. A formação do jogador de futebol e sua relação Com a escola EFDeportes, n. 172, set 2012 (adaptado)


Ao abordar o fato de, no Brasil, muitos jovens depositarem suas esperanças de futuro no futebol, o texto critica o(a)

a)

despreparo dos jogadores de futebol para ajudarem suas famílias a superar a miséria.

b)

garantia de ascensão social dos jovens pela carreira de jogador de futebol.

c)

falta de investimento dos clubes para que os atletas possam atuar profissionalmente e viver do futebol.

d)

investimento reduzido dos atletas profissionais em sua formação escolar, gerando frustração e desilusão profissional no esporte.

e)

despreocupação dos sujeitos com uma formação paralela à esportiva, para habilitá-los a atuar em Outros setores da vida.

8.

Declaração de amor

Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. […] A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.

Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. As vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – Como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes a galope. Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo em minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.

Essas dificuldades, nós as temos. Mas não fale do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

Se eu fosse muda e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria. inglês, que é preciso e belo. Mas, como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida.

LISPECTOR, C. A descoberta do mundo Rio de Janeiro Rocco, 1999 (adaptado).


O trecho em que Clarice Lispector declara seu amor pela língua portuguesa, acentuando seu caráter patrimonial e Sua capacidade de renovação, é

a)

“A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve.”

b)

“Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita.”

c)

“Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê Vida.”

d)

“Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada.”

e)

“Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse Virgem e límpida.”

9.

TEXTO 1

Sons que confortamMartha Medeiros

Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um colapso cardíaco. Só estavam os três na casa: o pai, a mãe e ele, um garoto de 13 anos. Chamaram o médico da família. E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram. Até que o garoto escutou um barulho lá fora. É ele que conta, hoje, adulto: Nunca na vida ouvira um som mais lindo, mais calmante, do que os pneus daquele carro amassando as folhas de outono empilhadas junto ao meio-fio.

Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro do médico se aproximando, o homem que salvaria seu pai. Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um sem-número de sons que nos confortam. A começar pelo choro na sala de parto. Seu filho nasceu. E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes baladeiros: o barulho da chave abrindo a fechadura da porta. Seu filho voltou.

E pode parecer mórbido para uns, masoquismo para outros, mas há quem mate a saudade assim: ouvindo pela enésima vez o recado na secretária eletrônica de alguém que já morreu.

Deixando a categoria dos sons magnânimos para a dos sons cotidianos: a voz no alto-falante do aeroporto dizendo que a aeronave já se encontra em solo e o embarque será feito dentro de poucos minutos.

O sinal, dentro do teatro, avisando que as luzes serão apagadas e o espetáculo irá começar.


O telefone tocando exatamente no horário que se espera, conforme o combinado. Até a musiquinha que antecede a chamada a cobrar pode ser bem-vinda, se for grande a ansiedade para se falar com alguém distante.

O barulho da chuva forte no meio da madrugada, quando você está no quentinho da sua cama.

Uma conversa em outro idioma na mesa ao lado da sua, provocando a falsa sensação de que você está viajando, de férias em algum lugar estrangeiro. E estando em algum lugar estrangeiro, ouvir o seu idioma natal sendo falado por alguém que passou, fazendo você lembrar que o mundo não é tão vasto assim.

O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado. Ou mesmo a chegada da pizza.

O aviso sonoro de que entrou um torpedo no seu celular.

A sirene da fábrica anunciando o fim de mais um dia de trabalho. O sinal da hora do recreio.

A música que você mais gosta tocando no rádio do carro. Aumente o volume.


O aplauso depois que você, nervoso, falou em público para dezenas de desconhecidos. O primeiro eu te amo dito por quem você também começou a amar.

E o mais raro de todos: o silêncio absoluto.


Considerando o propósito da crônica de Martha Medeiros, assinale a afirmação verdadeira.

a)

O texto tem, como principal objetivo, contar como os sons fazem parte do nosso cotidiano, ora consolando-nos, ora incomodando-nos.

b)

A crônica tem a preocupação de refletir sobre como variados tipos de sons acompanham inúmeros momentos da nossa vida, trazendo-nos alento.

c)

O interesse principal da crônica é o de mostrar como a escuta de determinados sons podem trazer grande alegria e alívio aos pais em diferentes fases da vida de seus filhos.

d)

A finalidade maior do texto de Martha Medeiros é protestar contra nossa exposição involuntária a diversos sons barulhentos ao longo de nossa vida na grande cidade.

10.

A repetição da expressão “E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram” (linhas 04-05) imprime ao trecho de onde ela foi extraída o sentido de

a)

paciência por parte dos membros da família que esperavam calmamente a ambulância chegar para salvar a vida do pai.

b)

resiliência dos familiares que souberam, mesmo diante de uma situação crítica, se adaptar ao obstáculo e, dessa forma, superá-lo.

c)

ansiedade do garoto que aguardava, aflito, a vinda da ambulância para socorrer o seu pai acometido de um problema cardíaco.

d)

morosidade na chegada de socorro médico para acudir o pai que sofria um colapso cardíaco.

11.

Texto 2 – Mulher proletária

Jorge de Lima

Mulher proletária — única fábrica

que o operário tem, (fabrica filhos)

tu

na tua superprodução de máquina humana

forneces anjos para o Senhor Jesus,

forneces braços para o senhor burguês.

Mulher proletária,

o operário, teu proprietário

há de ver, há de ver:

a tua produção,

a tua superprodução,

ao contrário das máquinas burguesas

salvar o teu proprietário.

(In: Poesia completa. 2.ed. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980. v.1)

Jorge de Lima é um poeta representativo da segunda geração modernista. Analise as proposições abaixo acerca dos recursos expressivos que constroem a imagem da “mulher proletária”.

Leia o que se afirma a seguir sobre a voz poética presente nos versos do poema Mulher Proletária:

I. O enunciador do poema apresenta a mulher proletária como um ser subjugado aos ditames da burguesia industrializada.

II. No poema, a mulher trabalhadora é reificada, sendo vista, assim, não como mãe ou esposa, mas como máquina presa à lógica de produção do sistema burguês capitalista. III. Há uma voz no poema que denuncia a depreciação da mulher no mundo do trabalho como pessoa humana, em favor da necessidade de superprodução mercantil, sustentadora das desigualdades sociais.

IV. Vê-se, no poema, a emergência de uma voz alinhada com a visão de orientação marxista que defende que a sociedade capitalista se ergue na malbaratada oferta de mão de obra do trabalhador para a indústria mercantil.


Está correto o que se diz em

a)

I, II, III e IV.

b)

I, II e III apenas.

c)

I, II e IV apenas.

d)

III e IV apenas.