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Revisão para prova bimestral - 2º bimestre - 1º ano

Total questions: 10

Worksheet time: 24mins

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1.

No 5° século antes de Cristo, Atenas emergiu como uma proeminente cidade-estado (polis) grega. Marque a única alternativa que condiz com a organização política e econômica ateniense.

a)

O modelo de democracia ateniense é uma criação da era moderna. Uma sociedade escravocrata, onde mulheres nada decidem e só os homens com posses é que podem votar e ser votados não pode ser mesmo aceita como democrática.

b)

Atenas não conseguiu fazer crescer o comércio terrestre e marítimo, mesmo tendo desenvolvido seu sistema político-democrático, já que, ao contrário das outras cidades-estado gregas, não se situava na costa.

c)

A formação de uma economia escravista contribuiu para o florescimento da civilização urbano-democrática ateniense, pois liberou os cidadãos livres do trabalho, dando-lhes tempo para se dedicarem à vida política e social da polis.

d)

Ao contrário de todas as outras cidades-estado gregas, em Atenas se aceitava que estrangeiros participassem das assembleias que decidiam o funcionamento da sociedade. Isto a colocava como a polis mais democrática de toda a Grécia clássica.

e)

A existência de clãs e tribos alfabetizados, independentes econômica e militarmente, pouco contribuiu para o desenvolvimento da democracia, já que defendiam formas de governos tiranos ou autocratas.

2.

Na Grécia Antiga, a cidade de Esparta desenvolveu um modo de vida profundamente militarista. Os esparciatas, descendentes dos primitivos invasores dórios, eram os únicos que gozavam de direitos políticos. Ocupavam-se com atividades guerreiras, estando, por isso, impedidos de exercer qualquer trabalho manual para a sua subsistência.


Para garantir o sustento dessa classe dominante em Esparta, o Estado:

a)

tomava medidas que estimulavam o comércio no mar Mediterrâneo, gerando grandes lucros devido à cobrança de taxas alfandegárias.

b)

desenvolvia intenso programa imperialista na bacia do mar Mediterrâneo, dominando toda a Grécia e recebendo, então, tributos das cidades dominadas.

c)

distribuía aos esparciatas lotes de terras, que eram cultivados por escravos, obrigados a fornecer àqueles, anualmente, uma quantidade fixa de alimentos.

d)

entregava aos esparciatas o controle dos genos, pequenas comunidades rurais que desenvolviam uma economia natural e coletivista.

3.

“Alexandre desembarca lá onde foi fundada a atual cidade de Alexandria. Pareceu-lhe que o lugar era muito bonito para fundar uma cidade e que ela iria prosperar. A vontade de colocar mãos à obra fez com que ele próprio traçasse o plano da cidade, o local da Ágora, dos santuários da deusa egípcia Ísis, dos deuses gregos e do muro externo.”

Flávio Arriano. Anabasis Alexandri (séc. I d.C.).


Desse trecho de Arriano, sobre a fundação de Alexandria, é possível depreender

a)

o significado do helenismo, caracterizado pela fusão da cultura grega com a egípcia e as do Oriente Médio.

b)

a incorporação do processo de urbanização egípcio, para efetivar o domínio de Alexandre na região.

c)

a implantação dos princípios fundamentais da democracia ateniense e do helenismo no Egito.

d)

a permanência da racionalidade urbana egípcia na organização de cidades no Império helênico.

e)

o impacto da arquitetura e da religião dos egípcios, na Grécia, após as conquistas de Alexandre.

4.

Sobre a Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.), é correto afirmar que

a)

as suas origens encontram-se num momento especial da história ateniense, pois a sua democracia atingia então o seu máximo desenvolvimento.

b)

a vitória militar de Atenas permitiu a ampliação dos direitos de cidadania, com a incorporação dos estrangeiros nas instâncias da democracia ateniense.

c)

a sua mais importante decorrência foi a criação da democracia ateniense, fruto do contato de Atenas com a cidade-Estado de Esparta.

d)

a vitória de Atenas, aliada aos tebanos, permitiu que a democracia fosse levada a todas as cidades-Estado, além de aumentar o poderio militar grego.

e)

a surpreendente vitória de Corinto permitiu o seu expansionismo territorial pela Ásia Menor e a consolidação da democracia em Esparta.

5.

Frank Miller inspirou-se na verdadeira Batalha de Termópilas, ocorrida em 438 a.C, na Grécia, para escrever “Os 300 de Esparta”. A adaptação da história em quadrinhos de Miller foi levada ao cinema, em 2006, pelo diretor Zack Snyder, com o título “300”.


A respeito do contexto das Guerras Médicas (500-479 a.C), tema abordado no filme, assinale a alternativa correta.

a)

O domínio e a expansão naval fenícia ameaçavam a hegemonia da Grécia sobre o mar Egeu, o que ocasionou a formação de uma aliança defensiva grega.

b)

Desenvolvendo uma política imperialista, Atenas entrou em conflito com Esparta que, agrária e oligárquica, permaneceu fechada à expansão territorial.

c)

O expansionismo persa, que já havia dominado cidades gregas da Ásia Menor e estabelecido o controle persa sobre rotas comerciais do Oriente, ameaçava a soberania da Grécia, tornando inevitável o conflito grego-pérsico.

d)

Esparta, por priorizar a formação física e militar, cultivando no indivíduo o patriotismo incondicional ao Estado, liderou a ofensiva grega contra os assírios, que ameaçavam as instituições democráticas gregas.

e)

O forte espírito militarista presente na cultura helenística e difundido em todas as pólis gregas permitiu que, no conflito contra os medos, a Grécia obtivesse a supremacia militar e se sagrasse vencedora.

6.

Nas últimas décadas do século II a.C., os irmãos Tibério e Caio Graco propuseram um extenso programa de reformas políticas e sociais na cidade de Roma.


O principal objetivo das reformas era:

a)

garantir a igualdade política e jurídica entre patrícios e plebeus, através da criação de magistraturas plebeias.

b)

controlar a inflação e a crise econômica que assolava o mundo romano.

c)

combater o militarismo da elite dirigente romana e a concentração de riquezas nas mãos dos generais.

d)

promover a democracia plena, através da extensão do direito de voto às mulheres e analfabetos.

e)

fortalecer a população camponesa, que compunha a base do exército republicano, através da distribuição de terras.

7.

A Civilização Romana politicamente apresentou as fases da Realeza, República e Império ou Principado.


Sobre o tema, assinale a alternativa correta:

a)

Durante a fase da Realeza ocorreu notável expansão territorial, tendo ocorrido a conquista de toda a Península Itálica.

b)

Roma revelou-se potência marítima durante o Império, quando conquistou o mar Mediterrâneo, após derrotar Cartago, nas Guerras Púnicas.

c)

Fundada no Lácio, Roma contou com a contribuição de duas civilizações presentes no solo italiano, a etrusca e a grega, respectivamente situadas ao norte e ao sul.

d)

O auge da expansão territorial do Império Romano ocorreu sob o governo de Augusto ou Caio Otávio, quando as legiões conquistaram a Dácia, atual Romênia.

e)

Durante a fase da República, já enfraquecida, Roma lutou longamente contra os bárbaros germânicos e os hunos, povos bárbaros que forçavam suas fronteiras.

8.

Os romanos deram o nome de Pax Romana ao período de estabilização das fronteiras. Nesse período, 300 mil soldados, deslocando-se rapidamente pelas estradas do Império, defenderam as fronteiras junto aos rios Reno e Danúbio contra as incursões das tribos germânicas, contiveram invasões orientais e sufocaram rebeliões internas. A paz romana foi, antes de tudo, uma “paz armada”, o maior símbolo do apogeu do Império, que, no entanto, já carregava em seu interior os sinais de sua decadência.

(Flavio de Campos e Renan Garcia Miranda, A escrita da História)


O fim das conquistas romanas

a)

fortaleceu os plebeus, em especial os mais ricos, que conquistaram a instituição do tribunato da plebe e a permissão do casamento com os patrícios.

b)

provocou a guerra de Roma contra Cartago – as Guerras Púnicas –, pois os cartagineses colocaram em risco as conquistas romanas na Sicília e no norte da África.

c)

gerou o término do suprimento de escravos, decorrendo disso todo um processo de desordem econômica em Roma, com a fragilização do Exército e o avanço dos germanos.

d)

estabeleceu uma nova condição jurídica para os plebeus, que não podiam mais ser vítimas da escravização por dívidas e foram beneficiados com a distribuição de terras.

e)

motivou o crescimento dos espaços urbanos no Império, com o consequente aumento das atividades manufatureiras e comerciais, além do crescimento da população.

9.

César não saíra de sua província para fazer mal algum, mas para se defender dos agravos dos inimigos, para restabelecer em seus poderes os tribunos da plebe que tinham sido, naquela ocasião, expulsos da Cidade, para devolver a liberdade a si e ao povo romano oprimido pela facção minoritária.

Caio Júlio César. A Guerra Civil. São Paulo: Estação Liberdade, 1999, p. 67.


O texto, do século I a.C, retrata o cenário romano de

a)

implantação da Monarquia, quando a aristocracia perseguia seus opositores e os forçava ao ostracismo, para sufocar revoltas oligárquicas e populares.

b)

transição da República ao Império, período de reformulações provocadas pela expansão mediterrânica e pelo aumento da insatisfação da plebe.

c)

consolidação da República, marcado pela participação política de pequenos proprietários rurais e pela implementação de amplo programa de reforma agrária.

d)

passagem da Monarquia à República, período de consolidação oligárquica, que provocou a ampliação do poder e da influência política dos militares.

e)

decadência do Império, então sujeito a invasões estrangeiras e à fragmentação política gerada pelas rebeliões populares e pela ação dos bárbaros.

10.

No contexto histórico da Roma Antiga o Império sucedeu à República. Em relação à ordem imperial é correto afirmar que:

a)

a criação do Império, obra organizada pelo Primeiro Triunvirato, representou o produto da vontade dos generais no sentido de criar um governo capaz de controlar a crise social do final da República.

b)

o Império nasceu no interior da crise econômica que caracterizou os últimos tempos da República, crise provocada pelas derrotas de Roma nas guerras pela conquista da Itália.

c)

a organização do Império contou com expressiva participação popular, haja vista a importância que o Partido Democrático ocupou na queda do regime republicano.

d)

as bases políticas do Império foram sustentadas pelo poder dos camponeses romanos, principais interessados na existência de uma ordem que lhes assegurasse o domínio da terra.

e)

a concentração dos poderes de Otávio, nos primeiros momentos do Império, respondia pelas necessidades de um governo eficiente para administrar as extensas conquistas e manter a ordem interna.