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WorksheetsCidadania - Propaganda, poluição digital, "fake news"
Total questions: 15
Worksheet time: 8mins
Online, há uma verdadeira "intoxicação digital": muito do que vemos, tem o objetivo de nos manipular!
As fake news com mais impacto são as
que mentem descaradamente, distorcendo tudo e levando-nos a acreditar nelas.
que contam meias verdades, que contam apenas parte dos factos e os descontextualizam.
que têm, no seu contexto, apenas uma pequena mentira, mas enganam totalmente.
Quanto aos tipos de "notícias falsas", o número estende-se até
9 tipos.
15 tipos.
19 tipos.
29 tipos.
1º TIPO de "notícia falsa": PROPAGANDA.
Pretende "vender" ideias ou valores e é usada por grupos económicos/empresas que pretendem ter mais lucro (as ideias publicitárias de empresas, pois não há leis que nos protejam).
Pretende "vender" ideias ou valores e é usada por governos ou instituições sem fins lucrativos. A informação é transmitida com forte componente emocional (as políticas e discursos de Hitler, por exemplo).
2º TIPO de "notícia falsa": MILITÂNCIA.
Faz uma abordagem pouco crítica e deturpada/enviesada de apoio o uma causa, um movimento/ideia ou uma pessoa. Privilegia factos e favorece uma narrativa/história positiva (defesa do uso de armas pelos cidadãos nos Estados Unidos, por exemplo, dizendo que "é um direito").
Faz uma abordagem muito crítica de uma causa, um movimento/ideia ou alguém que pretende destruir. Não privilegia os factos e favorece uma narrativa/história negativa.
3º TIPO de "notícia falsa": TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO.
Assentam na boa disposição e na anedota e desacreditam pelo ridículo e pelo riso, pondo em causa factos comprovados e aceites pela comunidade científica (movimentos anti-vacinas, desacreditar a ida à Lua ou a forma da Terra) e são conspirações baseadas numa pseudo-ciência/falsa ciência.
Assentam no medo e promovem o ce(p)ticismo/a dúvida, pondo em causa factos comprovados e aceites pela comunidade científica (movimentos anti-vacinas, desacreditar a ida à Lua ou a forma da Terra), são conspirações baseadas numa pseudo-ciência/falsa ciência.
4º TIPO de "notícia falsa": o "CLICKBAIT" ("isco" para clicarmos na "notícia" e render dinheiro a quem inventa).
São "notícias" enganadoras, que levam as pessoas a "morder o isco" e clicar nas notícias ou nas publicidades, para assim as pessoas e empresas desonestas ganharem dinheiro (normalmente, são sobre vidas íntimas, para aguçar a curiosidade das pessoas que "seguem" as vidas de outros e apresentam imagens que lhes dão um ar "verdadeiro")...
São "notícias" mais ou menos verdadeiras que levam as pessoas a "morder o isco" e clicar nas notícias ou nas publicidades, para assim as pessoas e empresas desonestas ganharem dinheiro (normalmente, são sobre frases ditas por pessoas e que aparecem deturpadas, mas nunca há imagens das pessoas em causa nestas "falsas notícias")...
5º TIPO de "notícia falsa": CONTEÚDO PATROCINADO.
É um conteúdo divertido, com o objetivo de anunciar uma marca, produto ou serviço e o seu design não engana: vê-se logo que é uma publicidade, que não está ali para enganar ninguém: se aparece num jornal online, percebemos logo que é publicidade e... só clicamos se quisermos mesmo!
É um conteúdo pago, com o objetivo de anunciar uma marca, produto ou serviço e o seu design fá-lo parecer parte da página de notícias onde se integra e, se aparece num jornal online, nem sempre percebemos se é realmente uma notícia e... clicamos numa publicidade!
6º TIPO de "notícia falsa": ERRO.
Faz parte da atividade humana, é um engano, podendo conter "gralhas"/erros ou imprecisões. As instituições sérias corrigem estes erros e pedem desculpa, seja aos envolvidos, seja aos leitores.
Faz parte da atividade humana, ou seja, tem mesmo o propósito de enganar e o erro nunca é inocente, prevalecendo durante meses, até que quem o publicou consiga o que quer: dividir a sociedade! Claro que quem faz isto nunca pede desculpa!
7º TIPO de "notícia falsa": DESCONHECIMENTO.
Este tipo de "notícia falsa" pode levar à publicação de dados com enganos totais ou parciais e, muitas vezes, tratou-se apenas de um autor que não verificou a veracidade dos factos que apresentou, não foi suficientemente cuidadoso com a forma como soube ou leu uma informação e... transmite mentiras sem o saber! Apenas revela desconhecimento dos factos.
Este tipo de "notícia falsa" leva à publicação de dados com enganos gravíssimos, quando um autor é preguiçoso e quer causar polémicas "à toa", publicando o que lhe apetece, porque isso vende mais, sem querer saber do seu prestígio ou do prestígio do seu jornal e... transmite mentiras porque quer! Não receia/Não tem medo das consequências para si ou outros...
8º TIPO de "notícia falsa": DESINFORMAÇÃO.
Os dados são manipulados com vista a enganar: guerrilha política (pequenas guerras pessoais entre políticos), publicidade ou outras tentativas de fazer lucro de forma desonesta...
Os dados são publicados por acidente, mas nunca tentando enganar: trata-se de trabalhos feitos sem rigor, por jornalistas irresponsáveis, que trabalham naquilo apenas em part-time e não ligam às consequências, porque também lhes pagam pouquíssimo e eles... vingam-se!
9º TIPO de "notícia falsa": SÁTIRA.
Também o humor recorre, por vezes, a "notícias falsas", para caricaturar/fazer o público rir de situações ou pessoas: dizer, por exemplo, que o Ministro da Administração Interna escreveu ao Pai Natal para deixar as prendinhas aos bombeiros em primeiro lugar!
Também o humor recorre, por vezes, a "notícias falsas", para caricaturar/fazer o público rir de situações ou pessoas: dizer, por exemplo, que o Ministério da Educação vai escrever ao Pai Natal para trazer "positivas" a todos os alunos do país!
As "notícias falsas" são muito abrangentes e causam danos diferentes: nem tudo o que parece, é!
Que estratégias temos para detetar este tipo de "notícias"?... (SELECIONA várias ou todas as respostas, se te parecer que fazem sentido!)
O título parece ser realista? Não devemos acreditar em tudo o que lemos!
O URL (link) do site é fidedigno/de confiança? é .EDU, .ORG ou .GOV?
Podemos também consultar outras fontes concorrentes e comparar a informação.
Há contas falsas no Twitter, por exemplo e também publicações anónimas...
O título e as imagens correspondem ao conteúdo? As imagens e os vídeos são manipuláveis! Até os gráficos que, normalmente, são respeitáveis, podem ser enganadores!
As "notícias falsas" não resultarão se fizermos o + importante:
comprar, perguntar e pesquisar.
comparar, duvidar e repensar.
pensar, perguntar e olhar.
As "falsas notícias" já existiam em jornais e televisões, mas na web, onde a informação é produzida, consumida e partilhada, há um perigo maior:
o aspeto sério que têm todos os sites hoje em dia!
a rapidez com que se espalham tanto as notícias, como as "notícias"!
O essencial é, pois:
acreditarmos que TODOS têm SEMPRE boas intenções.
sermos crédulos, inocentes e "bonzinhos" e acreditarmos em tudo o que vemos e lemos.
sermos críticos e não "cair na teia" ("web")!
