NEW
Font size
WorksheetsLINGUAGENS ENEM
Total questions: 10
Worksheet time: 18mins
[Questão 125/ 2014]
linguagem rebuscada utilizada pelo narrador no tratamento do discurso.
inserção de perguntas diretas acerca do conhecimento narrado.
caracterização dos lugares onde se passa a história.
emprego de termos bíblicos de forma descontextualizada.
contraste entre o tema abordado e a linguagem utilizada.
[Questão 107/ 2014]
estratégia para estimular relações de amizade.
espaço para exposição de opiniões e circulação de ideias.
gênero discursivo substituto dos tradicionais diários pessoais.
ferramenta para aperfeiçoamento da comunicação virtual escrita.
recurso para incentivar a ajuda mútua e a divulgação da rotina diária.
[Questão 100/ 2014]
diário, por trazer lembranças pessoais.
fábula, por apresentar uma lição de moral.
notícia, por informar sobre um acontecimento.
aforismo, por expor uma máxima em poucas palavras.
crônica, por tratar de fatos do cotidiano.
O texto tem o formato de uma carta de jogo e apresenta dados a respeito de Marcelo Gleiser, premiado pesquisador brasileiro da atualidade. Essa apresentação subverte um gênero textual ao:
Vincular áreas distintas do conhecimento.
Evidenciar a formação acadêmica do pesquisador.
Relacionar o universo lúdico a informações biográficas.
Especificar as contribuições mais conhecidas do pesquisador.
Destacar o nome do pesquisador e sua imagem no início do texto.
Você pode não acreditar
Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os leiteiros deixavam as garrafinhas de leite do lado de fora das casas, seja ao pé da porta, seja na janela.
A gente ia de uniforme azul e branco para o grupo, de manhãzinha, passava pelas casas e não ocorria que alguém pudesse roubar aquilo.
Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os padeiros deixavam o pão na soleira da porta ou na janela que dava para a rua. A gente passava e via aquilo como uma coisa normal.
Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que você saía à noite para namorar e voltava andando pelas ruas da cidade, caminhando displicentemente, sentindo cheiro de jasmim e de alecrim, sem olhar para trás, sem temer as sombras.
Você pode não acreditar: houve um tempo em que as pessoas se visitavam airosamente. Chegavam no meio da tarde ou à noite, Contavam casos, tomavam café, falavam da saúde, tricotavam sobre a vida alheia e voltavam de bonde às suas casas.
Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que o namorado primeiro ficava andando com a moça numa rua perto da casa dela, depois passava a namorar no portão, depois tinha ingresso na sala da família. Era sinal de que já estava praticamente noivo e seguro.
Houve um tempo em que havia tempo.
Houve um tempo.
SANT’ANNA, A. R. Estado de Minas. 5 maio 2013 (fragmento).
Nessa crônica, a repetição do trecho “Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que…” configura-se como uma estratégia argumentativa que visa:
Surpreender o leitor com a descrição do que as pessoas faziam durante o seu tempo livre antigamente.
Sensibilizar o leitor sobre o modo como as pessoas se relacionavam entre si num tempo mais aprazível.
Advertir o leitor mais jovem sobre o mau uso que se faz do tempo nos dias atuais.
Incentivar o leitor a organizar melhor o seu tempo sem deixar de ser nostálgico.
Convencer o leitor sobre a veracidade de fatos relativos à vida no passado.
2018
Eu sobrevivi do nada, do nada
Eu não existia
Não tinha uma existência
Não tinha uma matéria
Comecei existir com quinhentos milhões
e quinhentos mil anos
Logo de uma vez, já velha
Eu não nasci criança, nasci já velha
Depois é que eu virei criança
E agora continuei velha
Me transformei novamente numa velha
Voltei ao que eu era, uma velha
PATROCÍNIO, S. In: MOSÉ, V. (Org.). Reino dos bichos e dos
animais é meu nome. Rio de Janeiro: Azougue, 2009.
Nesse poema de Stela do Patrocínio, a singularidade da expressão lírica manifesta-se na
(a) representação da infância, redimensionada no resgate da memória.
(b) associação de imagens desconexas, articuladas por uma fala delirante.
(c) expressão autobiográfica, fundada no relato de experiências
de alteridade.
(d) incorporação de elementos fantásticos, explicitada por versos incoerentes.
(e ) transgressão à razão, ecoada na desconstrução de referências temporais.
[Questão 23/2017]
TEXTO I
Frevo: Dança de rua e de salão, é a grande alucinação
do Carnaval pernambucano. Trata-se de uma marcha
de ritmo frenético, que é a sua característica principal. E a multidão ondulando, nos meneios da dança fica a ferver. E foi dessa ideia de fervura (o povo pronuncia
frevura, frever) que se criou o nome frevo.
CASCUDO, L. C. Dicionário do folclore brasileiro. São Paulo: Global, 2001(adaptado)
TEXTO II
Frevo é Patrimônio Imaterial da Humanidade
O frevo, ritmo genuinamente pernambucano, agora é
do mundo. A música que hipnotiza milhões de foliões e dá o tom do Carnaval no estado foi oficialmente reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade. O anúncio foi feito em Paris, nesta quarta-feira, durante cerimônia da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Disponível em: www.diariodepernanbuco.com.br Acesso em: 14 de jun. de 2015
Apesar de abordarem o mesmo tema, os textos I e II
diferenciam-se por pertencerem a gêneros que cumprem, respectivamente, a função social de
resumir e avaliar
analisar e reportar
definir e informar
comentar e explanar
discutir e conscientizar
(Enem - 2012) “Ele era o inimigo do rei”, nas palavras de seu biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, “um romancista que colecionava desafetos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil”. Assim era José de Alencar (1829-1877), o conhecido autor de O guarani e Iracema, tido como o pai do romance no Brasil.
Além de criar clássicos da literatura brasileira com temas nativistas, indianistas e históricos, ele foi também folhetinista, diretor de jornal, autor de peças de teatro, advogado, deputado federal e até ministro da Justiça. Para ajudar na descoberta das múltiplas facetas desse personagem do século XIX, parte de seu acervo inédito será digitalizada.
História Viva, n.° 99, 2011.
Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alencar e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que
a digitalização dos textos é importante para que os leitores possam compreender seus romances.
o conhecido autor de O guarani e Iracema foi importante porque deixou uma vasta obra literária com temática atemporal.
a divulgação das obras de José de Alencar, por meio da digitalização, demonstra sua importância para a história do Brasil Imperial.
a digitalização dos textos de José de Alencar terá importante papel na preservação da memória linguística e da identidade nacional.
o grande romancista José de Alencar é importante porque se destacou por sua temática indianista.
Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero [...].
Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver, mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.
ASSIS, M. A causa secreta. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 9 out. 2015.
(ENEM 2017) No fragmento, o narrador adota um ponto de vista que acompanha a perspectiva de Fortunato. O que singulariza esse procedimento narrativo é o registro do(a):
indignação face à suspeita do adultério da esposa.
tristeza compartilhada pela perda da mulher amada.
espanto diante da demonstração de afeto de Garcia.
prazer da personagem em relação ao sofrimento alheio.
superação do ciúme pela comoção decorrente da morte.
[Questão 7/2017]
O comportamento do público, em geral, parece indicar o seguinte: o texto da peça de teatro não basta em si mesmo, não é uma obra de arte completa, pois
ele só se realiza plenamente quando levado ao palco.
Para quem pensa assim, ler um texto dramático equivale
a comer a massa do bolo antes de ele ir para o forno. Mas ele só fica pronto mesmo depois que os atores deram vida àquelas emoções; que cenógrafos compuseram os espaços, refletindo externamente os conflitos internos dos envolvidos; que os figurinistas vestiram os corpos sofredores em movimento.
LACERDA, R. Leitores. Metáfora, n. 7, abr. 2012.
Em um texto argumentativo, podem-se encontrar diferentes estratégias para guiar o leitor por um raciocínio e chegar a determinada conclusão. Para defender sua ideia a favor da incompletude do texto dramático fora do palco, o autor usa como estratégia argumentativa a
comoção.
analogia.
identificação.
contextualização.
enumeração.
