WorksheetsTeoria do Conhecimento
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Em 4 de julho de 2012, foi detectada uma nova partícula, que pode ser o bóson de Higgs. Trata-se de uma partícula elementar proposta pelo físico teórico Peter Higgs, e que validaria a teoria do modelo padrão, segundo a qual o bóson de Higgs seria a partícula elementar responsável pela origem da massa de todas as outras partículas elementares.
O que se descreve no texto possui relação com o conceito de arqué, desenvolvido pelos primeiros pensadores pré-socráticos da Jônia. A arqué diz respeito
À retórica utilizada pelos sofistas para convencimento dos cidadãos na pólis.
A uma explicação da origem do cosmos fundamentada em pressupostos mitológicos.
À investigação sobre a constituição do cosmos por meio de um princípio fundamental da natureza.
Ao desenvolvimento da lógica formal como habilidade de raciocínio.
O Oráculo de Delfos teria declarado que Sócrates (470-399 a.C.) era o mais sábio dos homens. Essa profecia marcou decisivamente a concepção socrática de filosofia, pois sua verdade não era óbvia: “Logo ele, sem qualquer especialização, ele que estava ciente de sua ignorância? Logo ele, numa cidade [Atenas] repleta de artistas, oradores, políticos, artesãos? Sócrates parece ter meditado bastante tempo, buscando o significado das palavras da pitonisa. Afinal concluiu que sua sabedoria só poderia ser aquela de saber que nada sabia, essa consciência da ignorância sobre as coisas que era sinal e começo da autoconsciência.”
Sobre a filosofia de Sócrates, é incorreto afirmar que
A filosofia de Sócrates consiste em buscar a verdade, aceitando as opiniões contraditórias dos homens; quanto mais importante era a posição social de um homem, mais verdadeira era sua opinião.
Em saber que nada sabe, enquanto os homens em geral estão impregnados de preconceitos e noções incorretas, e não se dão
O reconhecimento da própria ignorância é o primeiro passo para a sabedoria, pois, assim, podemos nos livrar dos preconceitos e abrir caminho para a verdade.
O caminho socrático para a sabedoria deve ser trilhado pelo próprio indivíduo, que deve por ele mesmo reconhecer seus preconceitos e opiniões, rejeitá-los e, através da razão, atingir a verdade imutável.
Após muito questionar os valores e as certezas vigentes, Sócrates foi acusado de não respeitar os deuses oficiais (impiedade) e corromper a juventude; foi julgado e condenado à morte por ingestão de cicuta.
“Logo, desde o nascimento, tanto os homens como os animais têm o poder de captar as impressões que atingem a alma por intermédio do corpo. Porém, relacioná-las com a essência e considerar a sua utilidade, é o que só com tempo, trabalho e estudo conseguem os raros a quem é dada semelhante faculdade. Naquelas impressões, por conseguinte, não é que reside o conhecimento, mas no raciocínio a seu respeito; é o único caminho, ao que parece, para atingir a essência e a verdade; de outra forma é impossível.”
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria do conhecimento de Platão, assinale a alternativa correta.
Homens e animais podem confiar nas impressões que recebem do mundo sensível e assim atingem a verdade.
As impressões são comuns a homens e animais, mas apenas os homens têm a capacidade de formar, a partir delas, o conhecimento.
As impressões não constituem o conhecimento sensível, mas são consideradas como núcleo do conhecimento inteligível.
As impressões bastam, assim como as opiniões, para que se possa chegar ao conhecimento verdadeiro.
A essência e a verdade estão nas impressões, que é o lugar onde reside o conhecimento das coisas.
A filosofia de Aristóteles representou uma nova interpretação sobre o problema do ser. Nesse sentido, Aristóteles define a ciência como
Conhecimento verdadeiro, isto é, conhecimento que se fundamenta apenas na compreensão do mundo inteligível porque as ideias, enquanto entidades metafísicas, não mudam.
Conhecimento relativo, porque o ser é mobilidade, eterno fluxo, e a verdade não pode, portanto, ser absoluta.
Conhecimento verdadeiro, isto é, conhecimento pelas causas, capaz de compreender a natureza do devir e superar os enganos da opinião.
Conhecimento relativo, porque a ciência, enquanto produção do homem, é determinada pelo desenvolvimento histórico.
No livro Discurso do método (1537), Descartes estabeleceu algumas regras para bem conduzir a razão. Assinale a alternativa que não contenha uma dessas regras.
Somente acolher alguma coisa como verdadeira após conhecê-la de maneira evidente.
Dividir cada dificuldade a ser examinada em quantas partes forem possíveis e necessárias para resolvê-la
Conduzir em ordem os pensamentos, começando a examinar as coisas a partir da sua importância moral até chegar a sua importância histórica
Conduzir em ordem os pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir, pouco a pouco, como por degraus, até o conhecimento dos mais complexos compostos.
Fazer, para todos os procedimentos, revisões e enumerações completas para ter certeza de que nada foi omitido.
John Locke afirma em Ensaio acerca do entendimento: “É de grande utilidade para o marinheiro saber a extensão de sua linha, embora não possa com ela sondar toda a profundidade do oceano. É conveniente que saiba que ela é suficientemente longa para alcançar o fundo dos lugares necessários para orientar sua viagem, e preveni-lo de esbarrar contra escolhos que podem destruí-lo. Não nos diz respeito conhecer todas as coisas, mas apenas as que se referem à nossa conduta. Se pudermos descobrir aquelas medidas por meio das quais uma criatura racional, posta nesta situação do homem no mundo, pode e deve dirigir suas opiniões e ações delas dependentes, não devemos nos molestar porque outras coisas escapam ao nosso conhecimento”.
Tendo em conta o texto acima e a teoria do conhecimento de Locke, é incorreto afirmar que
o homem, utilizando suas faculdades racionais, pode conhecer tudo sobre todas as coisas do mundo.
o homem deve saber os limites da razão para ter conhecimento certo daquilo que é possível conhecer
há certas coisas que a razão do homem não pode conhecer
o conhecimento, para Locke, só é certo se houver conformidade entre nossas ideias e a realidade das coisas.
Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento. A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma condição estranha, continuem, no entanto, de bom grado menores durante toda a vida.
Kant destaca no texto o conceito de esclarecimento, fundamental para a compreensão do contexto filosófico da modernidade. Esclarecimento, no sentido empregado por Kant, representa
o exercício da racionalidade como pressuposto menor diante das verdades eternas
a imposição de verdades matemáticas, com caráter objetivo, de forma heterônoma.
a reivindicação de autonomia da capacidade racional como expressão da maioridade.
a compreensão de verdades religiosas que libertam o homem da falta de entendimento
