WorksheetsLanceiros Negros
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LANCEIROS NEGROS E O MASSACRE DOS PORONGOS
Durante a Revolução Farroupilha, negros e indígenas fizeram parte das tropas farroupilhas e foram essenciais para lutarem a favor da República Rio-Grandense. Vamos conhecer essa HISTÓRIA QUE A HISTÓRIA NÃO CONTA ATRAVÉS DO JOGO. Reflita sobre cada opção e marque VERDADEIRO OU FALSO.
Ok! Eu entendi como será o jogo e não conheço nada sobre o assunto.
Ok! Eu entendi como será o jogo e conheço um pouco sobre a história dos Lanceiros Negros.
A Revolução Farroupilha foi um conflito entre grandes autoridades da República Rio-Grandense contra o Império do Brasil. Iniciou em 20 de setembro de 1835 e terminou dia 28 de fevereiro de 1845.Durou 10 anos e foi a guerra mais longa na história do Brasil. Para lutar contra o Império, foram formadas as Tropas Farroupilhas compostas por autoridades, negros e indígenas.
NEGROS E INDÍGENAS ACEITARAM FORTALECER AS TROPAS FARROUPILHAS PELO SEGUINTE MOTIVO:
Naquela época o sistema de escravidão existia, por isso negros e indígenas fizeram um acordo com as grandes autoridades: aceitariam fortalecer as tropas farroupilhas se, em troca, recebessem suas liberdades, ao final da guerra.
Naquela época o sistema de escravidão existia, por isso negros e indígenas aceitaram fortalecer as tropas farroupilhas, pois estavam enjoados dos seus trabalhos atuais, e desejavam exercer um trabalho novo dentro das Tropas Farroupilhas.
Esses guerreiros negros e indígenas ficaram conhecidos como LANCEIROS NEGROS. Durante as guerras, os Lanceiros Negros faziam a linha de frente das tropas, cumprindo as missões mais arriscadas dentro do exército farroupilha. Eles eram disciplinados, inteligentes, habilidosos. Organizados em duas tropas, representavam mais de mil soldados.
PARA ATUAR NA LINHA DE FRENTE, OS LANCEIROS NEGROS USAVAM AS SEGUINTES MUNIÇÕES E PROTEÇÕES:
Armas de fogo, flechas, lanças e bombas que assustavam o inimigo. Carregavam escudos protetores e uma roupa bem resistente as batalhas.
Lanças de três metros, formando uma floresta de lanças que assustava o inimigo. Não carregavam escudos protetores, para amortecer ou desviar de golpes, usavam apenas poncho enrolado no braço.
Por volta de 1843, os republicanos gaúchos desconfiavam que estavam longe de ganhar a guerra. Além disso, os Republicanos e, também, os Imperialistas, estavam com medo de que os Lanceiros Negros se voltassem contra o Império do Brasil e contra a própria República Rio-Grandense, cobrando pela liberdade que foi prometida a eles. Por isso um grande plano de traição foi traçado para acabar com esses “problemas”.
SOBRE ESSE PLANO DE TRAIÇÃO:
Os Lanceiros Negros não imaginavam que o plano estava sendo criado e continuavam a lutar a favor da Republica Rio-Grandense, contra o Império do Brasil! Afinal, as grandes autoridades gaúchas haviam lhe prometido suas liberdades
Os Lanceiros Negros desconfiaram que o plano estava sendo criado e combinaram de parar de lutar a favor da Republica Rio-Grandense, contra o Império do Brasil! Afinal, as grandes autoridades gaúchas haviam lhe prometido suas liberdades.
Dia 13 de novembro de 1844, um dia antes do plano de traição ser colocado em ação, UMA DAS GRANDES AUTORIDADES FEZ O SEGUINTE:
Reuniu os Lanceiros Negros para conversar, dizendo que o plano, na verdade, era uma negociação de paz para não haver mais batalhas.
Retirou as lanças e proteção dos Lanceiros Negros, dizendo que a munição velha seria substituída por outra mais nova e que, com as negociações de paz, já não haveria mais batalhas.
Na madrugada do dia 14 de novembro de 1844, o plano foi colocado em prática. Inclusive há uma carta em que descreve o planejamento da traição: as Tropas Imperiais receberam informações do exato lugar que estariam as tropas farroupilhas e os lanceiros negros. Na carta, receberam ordens de não matar os indígenas e as grandes autoridades. O objetivo do Massacre dos Porongos era matar os negros que tanto lutaram em troca de sua liberdade ao lado dos farroupilhas.
QUANDO AS TROPAS IMPERIAIS CHEGARAM OS LANCEIROS ESTAVAM:
Saboreando um mate. A maioria não teve tempo nem de encilhar os cavalos. Lutando a pé, apenas com a força do corpo, pois suas lanças e proteções haviam sido recolhidas no dia anterior, esses guerreiros lutaram contra a tropa imperial, que estava armada.
Vigiando o acampamento e preparados para qualquer batalha que acontecesse. Tiveram tempo de traçar estratégias para se protegerem e terem condições de vencerem a briga.
Após três meses do Massacre de Porongos, no dia 28 de fevereiro de 1845, o general comandante do exército farroupilha desistiu da guerra e assinou um acordo de paz chamado ACORDO DE PONCHO VERDE. Após conhecermos essa HISTÓRIA QUE A HISTÓRIA NÃO CONTA, esperamos que:
Em cada 20 de Setembro tu te recordes da verdadeira história da Revolução Farroupilha.
Nessa história gaúcha, a República Rio-Grandense não ganhou guerra nenhuma e, ainda por cima, teve uma grande traição aos Lanceiros Negros, chamada MASSACRE DOS PORONGOS.
