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Por D3 e D4

Total questions: 10

Worksheet time: 50mins

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1.

(SAEPE). Leia o texto abaixo.


Maneira de amar


O jardineiro conversava com as flores, e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.

Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na ocasião devida.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Maneira de amar. In: Histórias para o Rei. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 52.


Nesse texto, no trecho “... escutando o que lhe confiava um gerânio.”, (1° parágrafo) o pronome destacado refere-se

a)

A) ao jardineiro.

b)

B) à cravina.

c)

C) ao girassol.

d)

D) à natureza.

e)

E) à terra.

2.

(SAERO). Leia o texto abaixo e responda.


Doce bem salgado

Em restaurantes finos, sobremesas comuns têm preço de prato principal


Foram-se os tempos em que quem pagava a conta no restaurante se preocupava apenas com o preço do prato principal e da bebida. Agora, em casas elegantes do Rio de Janeiro e de São Paulo, os doces podem ser a parte mais salgada da notinha. E não se está falando, necessariamente, de sobremesas sofisticadas ou criações originais dos chefs. Uma torta de morango do Massimo, em São Paulo, abocanha 17 reais do cliente. Só para fazer uma comparação que os donos de restaurante detestam: com esse dinheiro é possível comprar onze caixas da fruta, com 330 moranguinhos. Ou um filé com fritas num restaurante médio.

No Le Champs Elisées, no Rio, uma torta de maçã sai por 15 reais, mesmo preço da torta de figo do Le Saint Honoré. “Nossos doces são elaborados e não estão na geladeira há dois dias, como os de outros lugares”, justifica o chef Alain Raymond, do Champs Elisées.

Disponível em: <http://veja.abril.com.br/150999/p_106a.html>. Acesso em: 25 mar. 2010.


No trecho “... os doces podem ser a parte mais salgada da notinha.” (1° parágrafo), a expressão em destaque foi utilizada no intuito de

a)

A) comparar os restaurantes.

b)

B) contradizer os chefs.

c)

C) dar clareza ao texto.

d)

D) enfatizar a ideia anterior.

e)

E) ironizar o preço dos doces.

3.

(SPAECE). Leia o texto abaixo.


Domingão


Domingo, eu passei o dia todo de bode. Mas, no começo da noite, melhorei e resolvi bater um fio para o Zeca.

– E aí, cara? Vamos no cinema?

– Sei lá, Marcos. Estou meio pra baixo...

– Eu também tava, cara. Mas já estou melhor.

E lá fomos nós. O ônibus atrasou, e nós pagamos o maior mico, porque, quando chegamos, o filme já tinha começado. [...]

Saímos de lá, comentando:

– Que filme massa!

– Maneiro mesmo!

Mas já era tarde, e nem deu para contar os últimos babados pro Zeca. Afinal, segunda-feira é dia de trampo e eu detesto queimar o filme com o patrão.

Não vejo a hora de chegar o final de semana de novo para eu agitar um pouco mais.

CAVÉQUIA, Márcia Paganini. Disponível em: <http://migre.me/rP9xe>. Acesso em: 16 out. 2015. Fragmento.

Nesse texto, no trecho “Estou meio pra baixo...” (3° parágrafo), a expressão destacada significa

a)

A) acamado.

b)

B) desanimado.

c)

C) indeciso.

d)

D) indiferente.

e)

E) nervoso.

4.

(SAEPE). Leia o texto abaixo.


Pela janela


Quando eu percebi que a Milena estava olhando para mim, lá do outro lado da classe, virei o rosto para a lousa, onde a professora acabava de escrever uma pergunta. Antes do recreio, a gente tinha assistido A guerra do fogo e agora estávamos em grupos de quatro, fazendo um trabalho sobre o filme.

A história se passava na Idade da Pedra, não tinha falas, só grunhidos saindo das bocas dos homens das cavernas. [...]

Em torno da minha mesa estavam Geandré, o Walter, o Duílio e eu. Estávamos sentados próximos à janela, de onde eu podia ver os menores correndo, lá embaixo. [...] Olhei para Milena, bem rápido, ela estava me olhando, de novo, mas virou o rosto, quando me viu.

No dia anterior, a Milena passou por mim, na saída e, sem me olhar, pôs um papel dobrado na minha mão. De um lado estava escrito “De Milena” e no outro “Para Rodrigo”.

Eu coloquei o papel no bolso e só tive coragem de ler quando cheguei em casa, depois de mais de uma hora na perua, com ele queimando no meu bolso.

PRATA, Antônio. Carta fundamental. Set. 2009. Fragmento.


Nesse texto, a expressão destacada em “... com ele queimando no meu bolso.” (Último parágrafo) tem o sentido de

a)

A) causar desconfiança.

b)

B) despertar curiosidade.

c)

C) esquentar.

d)

D) incomodar.

e)

E) pesar.

5.

(SAEPE). Leia o texto abaixo e responda.


No último quadrinho, a expressão “Bah!” revela que a menina ficou

a)

A) apontar surpresa.

b)

B) enfatizar crítica.

c)

C) expressar irritação.

d)

D) indicar gritaria.

e)

E) mostrar desprezo.

6.

(SAEPE). Leia o texto abaixo.


Segunda-feira, 15 de junho de 1942


Minha festa de aniversário foi no domingo à tarde. O filme de Rin Tin Tin fez o maior sucesso entre minhas colegas de escola. Ganhei dois broches, um marcador de livros e dois livros.

Vou começar dizendo algumas coisas sobre minha escola e minha turma, a começar pelos alunos.

Betty Bloemendaal [...] mora numa rua que não é muito conhecida, no lado oeste de Amsterdã, e nenhuma de nós sabe onde fica. Ela se dá muito bem na escola, mas é porque estuda muito [...]. É muito quieta.

Jacqueline van Maarsen é, talvez, minha melhor amiga, mas nunca tive uma amiga de verdade. No começo, achei que Jacque seria uma, mas estava redondamente enganada.[...]

Henry Mets é uma garota legal, tem um jeito alegre, só que fala em voz alta e parece mesmo uma criança quando estamos brincando no pátio. [...]

Hanneli Goslar [...] é meio estranha. Costuma ser tímida – expansiva em casa, mas reservada quando está perto de outras pessoas. Conta para a mãe tudo que a gente diz a ela. Mas ela diz o que pensa, e ultimamente passei a admirá-la bastante. [...]

Nannie van Praag-Sigaar é pequena, engraçada e sensível. Apesar de só ter 12 anos, é a própria lady. Age como se eu fosse um bebê. Além disso, é muito atenciosa, e eu gosto dela. [...]

FRANK, Anne. O diário de Anne Frank. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. Fragmento.


De acordo com a autora desse texto, Nannie van Praag-Sigaar é

a)

A) educada.

b)

B) fofoqueira.

c)

C) implicante.

d)

D) irritante.

e)

E) reservada.

7.

(SAEPB). Leia o texto abaixo.


Dona Idalina


Ela não tinha muito mais do que 1,5 metro de altura. Por isso, o coque de dois andares, no estilo “bolo de noiva” e os infalíveis saltos 12. O tec-tec nos corredores nos avisava da chegada da baixinha, mas assim que aparecia na porta da classe, ela crescia e sua gigantesca autoridade preenchia a sala. Alunas de pé, 40 ginasianas tagarelas, e nenhum pio. [...]

E nunca a ouvi aumentar o tom de voz. Bastava a inflexão e já nos púnhamos no nosso lugar. Voz poderosa e mágica que sabia também modular-se em doçuras quando lia um poema, vibrar uma passagem mais emocionante de um romance, e ainda ser firme e clara quando explicava a gramática. Felicidade para mim era ter uma redação escolhida por ela. Porque ela a lia. L-i-a. Lia se transportando e nos transportando para um mágico mundo de sons melodiosos, pausas, tons, ritmos. Palavras que ganhavam vida e beleza. Ao ouvi-la, até eu duvidava: teria sido eu mesma que escrevera tão bonito? [...]

PAMPLONA, Rosana. Carta na escola: set. 2010. Fragmento.


Nesse texto, predomina um sentimento de

a)

A) admiração.

b)

B) exagero.

c)

C) felicidade.

d)

D) inveja.

e)

E) saudade.

8.

(SAEPE). Leia o texto abaixo.


Segredos do mar


Quando chega o verão, nós, humanos, nos sentimos atraídos pelo mar. Multidões se reúnem nas praias buscando um contato com as ondas que nos proporcionam prazer e descanso.

Porém, o caminhar do ser humano deixa sua trilha fatal nas areias da praia.

Milhões de sacolas de nylon e plásticos de todo o tipo são largados na costa, o vento e as marés se encarregam de arrastá-los para o mar.

Uma sacola de nylon pode navegar várias dezenas de anos sem se degradar.

As tartarugas marinhas confundem-nas com as medusas e as comem, afogando-se na tentativa de engoli-las.

Milhares de golfinhos também morrem afogados...

Eles não têm capacidade para reconhecer os lixos dos humanos, até porque, “tudo o que flutua no mar se come”.

A tampa plástica de uma garrafa, de maior consistência do que a sacola plástica, pode permanecer inalterada, navegando nas águas do mar por mais de um século.

O Dr. James Ludwing, que estava estudando a vida do albatroz na ilha de Midway, no Pacífico, a muitas milhas dos centros povoados, fez uma descoberta espantosa.

Quando começou a recolher o conteúdo do estômago de oito filhotes de albatrozes mortos, encontrou: 42 tampinhas plásticas de garrafa, 18 acendedores e restos flutuantes que, em sua maioria, eram pequenos pedaços de plástico. Esses filhotes haviam sido alimentados por seus pais que não conseguiram fazer a distinção dos desperdícios no momento de escolher o alimento.

A próxima vez em que você for à sua praia preferida, talvez encontre na areia, lixo que outra pessoa ali deixou. Não foi lixo deixado por você, porém, é SUA PRAIA, é o SEU MAR, é o SEU MUNDO e você deve fazer algo por ele.

Disponível em: <http://mercedeschavarria.multiply.com/journal/item/50>. Acesso em: 9 dez. 2010. Fragmento.


De acordo com esse texto, a atração do ser humano pelo litoral deve-se

a)

A) à beleza da paisagem marítima.

b)

B) à busca de lazer e descanso.

c)

C) à caminhada nas areias da praia.

d)

D) ao comprometimento de recolher o lixo.

e)

E) ao contato com os animais marinhos.

9.

(SAEPE). Leia o texto abaixo e responda.

CRISE ECONÔMICA AMEAÇA CRISTAIS DE MURANO

Os efeitos da crise econômica já afetam o belíssimo artesanato de uma pequena ilha na Itália


No ano de 1200, o murano já era uma atividade consagrada em Veneza. O vidro e o cristal preciosos se transformam em arte por meio de uma técnica tão refinada que os artesãos ganhavam o título de nobreza.

Ainda na Idade Média, o setor se mudou para Murano, uma pequena ilha da Lagoa Veneta. A tradição e os segredos da técnica única pertencem a poucos homens. Da pasta de materiais, fundidos a 1.400 graus de temperatura, são criadas peças inigualáveis, presentes em museus do mundo inteiro.

A primeira grande crise da história de Murano aconteceu no século 15, quando começou a fabricação dos cristais tchecos e de toda a região da Boêmia. A atual pode ser considerada a segunda maior recessão da pequena ilha.

Já não bastassem as falsificações feitas em vários países a preços muito menores, a crise econômica mundial está trazendo a Murano um quadro pessimista demais. As vendas caíram 50%.

Um vidreiro diz que muitos deles estão em casa, parados, e que os ateliês estão fechando as portas. “Numa crise como esta, objetos exclusivamente de decoração tornam-se desnecessários”, lembra um trabalhador.

Um empresário do ramo propõe mudar de mercado. “Os Estados Unidos e a Europa estão saturados. Temos que vender no Leste Europeu, na Rússia, China, Índia, e Emirados Árabes”, acredita.

Todo ano, cinco milhões de turistas visitam a ilha de Murano. Conversamos com uma americana que não pode comprar os objetos coloridos e caros, mas se encanta com eles:

“Se eu fosse colecionadora, viria pra cá só pra conhecer esta arte”, diz.

Mas Murano não ganha com os turistas: 95% da sua produção sempre foram exportados.

Agora, correm o risco de não sair dos canais de Veneza.

A técnica do vidro soprado, inventada no século 1 antes de Cristo, era praticada na Antiga Roma, no tempo do Imperador Nero. Hoje, o governo italiano está estudando medidas para evitar que a arte dos cristais de Murano seja extinta.

SCAMPARINI, Ilze. Disponível em: <http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1009689-16022,00-CRISE+ECONOMICA+AMEACA+CRISTAIS+DE

+MURANO.html.>.


A respeito das informações evidenciadas nesse texto, Murano é

a)

A) um local da Itália que vive da arte dos cristais.

b)

B) um cristal antigo encontrado numa ilha da Itália.

c)

C) uma arte que existe desde o século 1 antes de Cristo.

d)

D) uma arte em vidro soprado para fins decorativos.

e)

E) uma arte com vidro explorada desde o ano de 1200.

10.

(SAEPE). Leia o texto abaixo e responda.

Mundo grande


Não, meu coração não é maior que o mundo.

É muito menor.

Nele não cabem nem as minhas dores.

Por isso gosto tanto de me contar.

Por isso me dispo.

Por isso me grito,

por isso frequento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:

preciso de todos.


Sim, meu coração é muito pequeno.

Só agora vejo que nele não cabem os homens.

Os homens estão cá fora, estão na rua.

A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.

Mas também a rua não cabe todos os homens.

A rua é menor que o mundo.

O mundo é grande.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Mundo Grande. Disponível em: <http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_

comentarios/m/mundo_grande_poema_drummond>. Acesso em: 9 nov. 2011.


Uma característica do modernismo em evidência nesse texto é

a)

A) a apresentação de uma paródia da realidade brasileira.

b)

B) a aversão aos valores estrangeiros.

c)

C) a busca do equilíbrio psicológico.

d)

D) a preocupação do poeta com o seu papel no mundo.

e)

E) a presença da metalinguagem.