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Ponto extra - 6ª nota

Total questions: 20

Worksheet time: 30mins

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1.

2019


1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade.

2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia.

3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco.

4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo enriqueceu-se de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo... um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.

5. Nós queremos entoar hinos ao homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.

6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, fausto e munificiência, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.


MARINETTI, F. T. Manifesto futurista. In: TELES, G. M. Vanguardas europeias

e Modernismo brasileiro. Petrópolis Vozes, 1985.


O documento de Marinetti, de 1909, propõe os referenciais estáticos do Futurismo, que valorizam a

a)

(a) composição estática.

b)

(b) inovação tecnológica.

c)

(c) suspensão do tempo.

d)

(d) retomada do helenismo.

e)

(e) manutenção das tradições.

2.

2019


HELOÍSA: Faz versos?

PINOTE: Sendo preciso... Quadrinhas... Acrósticos... Sonetos...

Reclames.

HELOÍSA: Futuristas?

PINOTE: Não senhora! Eu já fui futurista. Cheguei a acreditar na independência... Mas foi uma tragédia! Começaram a me tratar de maluco. A me olhar de esguelha. A não me receber mais. As crianças choravam em casa. Tenho três filhos. No jornal também não pagavam, devido à crise. Precisei viver de bicos. Ah! Reneguei

tudo. Arranjei aquele instrumento (Mostra a faca) e fiquei passadista.


ANDRADE, O. O rei da vela. São Paulo: Globo, 2003.


O fragmento da peça teatral de Oswald de Andrade ironiza a reação da sociedade brasileira dos anos 1930 diante de determinada vanguarda europeia. Nessa visão, atribui-se ao público leitor uma postura

a)

(a) preconceituosa, ao evitar formas poéticas simplificadas.

b)

(b) conservadora, ao optar por modelos consagrados.

c)

(c) preciosista, ao preferir modelos literários eruditos.

d)

(d) nacionalista, ao negar modelos estrangeiros.

e)

(e) eclética, ao aceitar diversos estilos poéticos.

3.

O farrista

Quando o almirante Cabral

Pôs as patas no Brasil

O anjo da guarda dos índios

Estava passeando em Paris.

Quando ele voltou de viagem

O holandês já está aqui.

O anjo respira alegre:

“Não faz mal, isto é boa gente,

Vou arejar outra vez.”

O anjo transpôs a barra,

Diz adeus a Pernambuco,

Faz barulho, vuco-vuco,

Tal e qual o zepelim

Mas deu um vento no anjo,

Ele perdeu a memória...

E não voltou nunca mais.

MENDES, M. História do Brasil,

Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992.


A obra de Murilo Mendes situa-se na fase inicial do Modernismo, cujas propostas estéticas transparecem, no poema, por um eu lírico que

a)

(a) configura um ideal de nacionalidade pela integração regional.

b)

(b) remonta ao colonialismo assente sob um viés iconoclasta.

c)

c) repercute as manifestações do sincretismo religioso.

d)

(d) descreve a gênese da formação do povo brasileiro.

e)

(e) promove inovações no repertório linguístico.

4.

A obra de Rubem Valentim apresenta emblemas que, baseando-se em signos de religiões afro-brasileiras, se transformam em produção artística. A obra Emblema 78 relaciona-se com o Modernismo em virtude da

a)

(a) simplificação de formas da paisagem brasileira.

b)

(b) valorização de símbolos do processo de urbanização.

c)

(c) fusão de elementos da cultura brasileira com a arte europeia.

d)

(d) alusão aos símbolos cívicos presentes na bandeira nacional.

e)

(e) composição simétrica de elementos relativos à miscigenação

5.

O texto tem o formato de uma carta de jogo e apresenta dados a respeito de Marcelo Gleiser, premiado pesquisador brasileiro da atualidade. Essa apresentação subverte um gênero textual ao:

a)

Vincular áreas distintas do conhecimento.

b)

Evidenciar a formação acadêmica do pesquisador.

c)

Relacionar o universo lúdico a informações biográficas.

d)

Especificar as contribuições mais conhecidas do pesquisador.

e)

Destacar o nome do pesquisador e sua imagem no início do texto.

6.

Você pode não acreditar

Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os leiteiros deixavam as garrafinhas de leite do lado de fora das casas, seja ao pé da porta, seja na janela.

A gente ia de uniforme azul e branco para o grupo, de manhãzinha, passava pelas casas e não ocorria que alguém pudesse roubar aquilo.

Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os padeiros deixavam o pão na soleira da porta ou na janela que dava para a rua. A gente passava e via aquilo como uma coisa normal.

Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que você saía à noite para namorar e voltava andando pelas ruas da cidade, caminhando displicentemente, sentindo cheiro de jasmim e de alecrim, sem olhar para trás, sem temer as sombras.

Você pode não acreditar: houve um tempo em que as pessoas se visitavam airosamente. Chegavam no meio da tarde ou à noite, Contavam casos, tomavam café, falavam da saúde, tricotavam sobre a vida alheia e voltavam de bonde às suas casas.

Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que o namorado primeiro ficava andando com a moça numa rua perto da casa dela, depois passava a namorar no portão, depois tinha ingresso na sala da família. Era sinal de que já estava praticamente noivo e seguro.

Houve um tempo em que havia tempo.

Houve um tempo.

SANT’ANNA, A. R. Estado de Minas. 5 maio 2013 (fragmento).


Nessa crônica, a repetição do trecho “Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que…” configura-se como uma estratégia argumentativa que visa:

a)

Surpreender o leitor com a descrição do que as pessoas faziam durante o seu tempo livre antigamente.

b)

Sensibilizar o leitor sobre o modo como as pessoas se relacionavam entre si num tempo mais aprazível.

c)

Advertir o leitor mais jovem sobre o mau uso que se faz do tempo nos dias atuais.

d)

Incentivar o leitor a organizar melhor o seu tempo sem deixar de ser nostálgico.

e)

Convencer o leitor sobre a veracidade de fatos relativos à vida no passado.

7.

(Enem - 2012) “Ele era o inimigo do rei”, nas palavras de seu biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, “um romancista que colecionava desafetos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil”. Assim era José de Alencar (1829-1877), o conhecido autor de O guarani e Iracema, tido como o pai do romance no Brasil.

Além de criar clássicos da literatura brasileira com temas nativistas, indianistas e históricos, ele foi também folhetinista, diretor de jornal, autor de peças de teatro, advogado, deputado federal e até ministro da Justiça. Para ajudar na descoberta das múltiplas facetas desse personagem do século XIX, parte de seu acervo inédito será digitalizada.

História Viva, n.° 99, 2011.


Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alencar e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que

a)

a digitalização dos textos é importante para que os leitores possam compreender seus romances.

b)

o conhecido autor de O guarani e Iracema foi importante porque deixou uma vasta obra literária com temática atemporal.

c)

a divulgação das obras de José de Alencar, por meio da digitalização, demonstra sua importância para a história do Brasil Imperial.

d)

a digitalização dos textos de José de Alencar terá importante papel na preservação da memória linguística e da identidade nacional.

e)

o grande romancista José de Alencar é importante porque se destacou por sua temática indianista.

8.

6 - Desabafo

Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha divertida hoje. Simplesmente não dá. Não tem como disfarçar: esta é uma típica manhã de segunda-feira. A começar pela luz acesa da sala que esqueci ontem à noite. Seis recados para serem respondidos na secretária eletrônica. Recados chatos. Contas para pagar que venceram ontem. Estou nervoso. Estou zangado.

CARNEIRO, J.E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento)


Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. No fragmento da crônica Desabafo, a função de linguagem predominante é a emotiva ou expressiva, pois

a)

o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem.

b)

o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da comunicação.

c)

o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais.

d)

discurso do enunciador tem como foco o próprio código.

e)

a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que está sendo dito.

9.

8 - Mandioca - mais um presente da Amazônia Aipim, castelinha, macaxeira, maniva, maniveira. As designações da Manihot utilissima podem variar de região, no Brasil, mas uma delas deve ser levada em conta em todo o território nacional: pão-de-pobre — e por vários motivos óbvios. Rica em fécula, a mandioca — uma planta rústica e nativa da Amazônia disseminada no mundo inteiro, especialmente pelos colonizadores portugueses — é a base de sustento de muitos brasileiros e o único alimento disponível para mais de 600 milhões de pessoas em vários pontos do planeta, e em particular em algumas regiões da África.

O melhor do Globo Rural. Fev. 2005 (fragmento).

De acordo com o texto, há no Brasil uma variedade de nomes para a Manihot utilissima, nome científico da mandioca. Esse fenômeno revela que

a)

os nomes designam espécies diferentes da planta, conforme a região.

b)

existem variedades regionais para nomear uma mesma espécie de planta.

c)

“pão-de-pobre” é designação específica para a planta da região amazônica.

d)

a planta é nomeada conforme as particularidades que apresenta.

e)

mandioca é nome específico para a espécie existente na região amazônica.

10.

15 - O texto introduz uma reportagem a respeito do futuro da televisão, destacando que as tecnologias a ela incorporadas serão responsáveis por

a)

estimular a substituição dos antigos aparelhos de TV.

b)

minimizar a importância dessa ferramenta como meio de comunicação de massa.

c)

contemplar os desejos individuais com recursos de ponta.

d)

renovar técnicas de apresentação de programas e de captação de imagens.

e)

transformar a televisão no principal meio de acesso às redes sociais.

11.

33 - Quarto de despejo

Carolina Maria de Jesus

Do diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus surgiu este autêntico exemplo de literatura-verdade, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela. Com uma linguagem simples, mas contundente e original, a autora comove o leitor pelo realismo e pela sensibilidade na maneira de contar o que viu, viveu e sentiu durante os anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com seus três filhos. Ao ler este relato — verdadeiro best-seller no Brasil e no exterior — você vai acompanhar o duro dia a dia de quem não tem amanhã. E vai perceber com tristeza que, mesmo tendo sido escrito na década de 1950, este livro jamais perdeu a sua atualidade.

JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2007.

Identifica-se como objetivo do fragmento extraído da quarta capa do livro Quarto de despejo

a)

destacar a biografia da autora.

b)

analisar a linguagem da autora.

c)

resumir o enredo da obra.

d)

retomar trechos da obra.

e)

convencer o interlocutor a ler a obra.

12.

39 - “O rap, palavra formada pelas iniciais de rhythm and poetry (ritmo e poesia), junto com as linguagens da dança (o break dancing) e das artes plásticas (o grafite), seria difundido, para além dos guetos, com o nome de cultura hip hop. O break dancing surge como uma dança de rua. O grafite nasce de assinaturas inscritas pelos jovens com sprays nos muros, trens e estações de metrô de Nova York. As linguagens do rap, do break dancing e do grafite se tornaram os pilares da cultura hip hop.”

DAYRELL, J. A música entra em cena: o rap e o funk na socialização da juventude. Belo Horizonte: UFMG, 2005 (adaptado).

Entre as manifestações da cultura hip hop apontadas no texto, o break se caracteriza como um tipo de dança que representa aspectos contemporâneos por meio de movimentos

a)

suaves, como sinônimo da rotina dos espaços públicos.

b)

ritmados pela sola dos sapatos, como símbolo de protesto.

c)

retilíneos, como crítica aos indivíduos alienados.

d)

improvisados, como expressão da dinâmica da vida urbana.

e)

cadenciados, como contestação às rápidas mudanças culturais.

13.

Na linguagem mista, texto e imagem se complementam. A separação das letras da palavra em balões diferentes contribui para expressar principalmente a ideia de:

a)

desencontro de pensamentos sobre um assunto

b)

desconhecimento das possibilidades de diálogo

c)

dificuldade de conexão entre as pessoas

14.

TEXTO I


TEXTO II

A body art põe o corpo tão em evidência e o submete a experimentações tão variadas, que sua influência estende-se aos dias de hoje. Se na arte atual as possibilidades de investigação do corpo parecem ilimitadas - pode-se escolher entre representar, apresentar, ou ainda apenas evocar o corpo - isso ocorre graças ao legado dos artistas pioneiros.


Nos textos, a concepção de body art está relacionada à intenção de:

a)

estabelecer limites entre o corpo e a composição.

b)

fazer do corpo um suporte privilegiado de expressão.

c)

discutir políticas e ideologias sobre o corpo como arte.

d)

destacar o corpo do artista em contato com o expectador.

15.

O grupo O Teatro Mágico apresenta composições autorais que têm referências estéticas do rock, do pop e da música folclórica brasileira. A originalidade dos seus shows tem relação com a ópera europeia do século XIX a partir da:

a)

disposição cênica dos artistas no espaço teatral.

b)

integração de diversas linguagens artísticas.

c)

sobreposição entre música e texto literário.

d)

manutenção de um diálogo com o público.

16.

Efetue a concordância, escolhendo a(s) forma(s) verbal(is) adequada(s):


Um bando de alunos __________.

a)

chegou

b)

chegaram

c)

ambas

17.

Levando-se em consideração a regência dos verbos dependendo da semântica de cada contexto, preencha a lacuna com a preposição adequada:


Alessandra finalmente vai começar a assistir _______ o Naruto.

a)

A

b)

DE

c)

EM

d)

COM

e)

SEM PREPOSIÇÃO

18.

Levando-se em consideração a regência dos verbos dependendo da semântica de cada contexto, preencha a lacuna com a preposição adequada:


Augusto Lustosa visa ____ o gabarito na próxima prova.

a)

A

b)

DE

c)

EM

d)

COM

e)

SEM PREPOSIÇÃO

19.

Levando-se em consideração a regência dos verbos dependendo da semântica de cada contexto, preencha a lacuna com a preposição adequada:


Cecília sabe que estudo e dedicação implica _____ bons resultados.

a)

A

b)

DE

c)

EM

d)

COM

e)

SEM PREPOSIÇÃO

20.

Diante das orações que seguem, analise-as e indique aquela que NÃO se adéqua ao uso da preposição “a”:

a)

a – Estou ávido * boas notícias.

b)

b – Esta canção é agradável * alma.

c)

c – O respeito é essencial * boa convivência.

d)

d – Mostraram-se indiferentes * tudo.