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Português SAEB

Total questions: 13

Worksheet time: 12mins

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1.

Magia das árvores

 Eu já lhe disse que as árvores fazem frutos do nada e isso é a mais pura magia. Pense agora como as árvores são grandes e fortes, velhas e generosas e só pedem em troca um pouquinho de luz, água, ar e terra. É tanto por tão pouco! Quase toda a magia da árvore vem da raiz. Sob a terra, todas as árvores se unem. É como se estivessem de mãos dadas. Você pode aprender muito sobre paciência estudando as raízes. Elas vão penetrando no solo devagarinho, vencendo a resistência mesmo dos solos mais duros. Aos poucos vão crescendo até acharem água. Não erram nunca a direção. Pedi uma vez a um velho pinheiro que me explicasse por que as raízes nunca se enganam quando procuram água e ele me disse que as outras árvores que já acharam água ajudam as que ainda estão procurando.

— E se a árvore estiver plantada sozinha num prado?

— As árvores se comunicam entre si, não importa a distância. Na verdade, nenhuma árvore está sozinha. Ninguém está sozinho. Jamais. Lembre-se disso.

 Máqui. Magia das árvores. São Paulo: FTD, 1992.

No trecho “Ninguém está sozinho. Jamais. Lembre-se disso”, as frases curtas produzem o efeito de

a)

continuidade

b)

dúvida

c)

ênfase

d)

hesitação

2.

No trecho, "Você pode aprender muito sobre paciência estudando as raízes. Elas vão penetrando no solo devagarinho, vencendo a resistência mesmo dos solos mais duros" o termo destacado refere-se a

a)

árvores

b)

raízes

c)

mãos

d)

velhas

3.

A expressão de Rex Holmes, no último quadrinho da história, revela ao leitor que ele estava:

a)

emocionado por ter desvendado um caso tão complicado

b)

em dúvida sobre a identidade do verdadeiro culpado

c)

aborrecido por perceber que seu fiel companheiro Zíper havia desvendado o mistério antes.

d)

envaidecido por ter solucionado, com sucesso, mais um crime.

4.

POR QUE LER?   

    

  

   Uma pergunta frequente em círculos de pedagogos é: por que o brasileiro lê tão pouco? Antes de mais nada, note-se, eles esquecem que ler não é apenas ler livros. Ler a imprensa também é primordial. Pode verificar as estatísticas: os maiores índices de leituras de jornais e revistas estão nos países mais desenvolvidos do mundo. E agora há a leitura pela  internet.        

      Mas, claro, a falta do hábito de ler livros é triste. Não vamos falar em analfabetismo funcional, pobreza etc. Pense nos que podem ler e não leem. Que desculpas dão? A mais comum é falta de tempo. Balela.

      Esta falta de tempo não as impede de ver em média mais de três horas de TV por dia. Outra desculpa: dinheiro. Concordo que livros são caros no Brasil, por um misto de razões (escala, cartelização, incompetência), mas muita gente que vai ao cinema duas vezes por semana - R$ 20, mais estacionamento - não compra um livro por semana ou por quinzena, ao mesmo preço. (...)   

      E há uma terceira e mais grave desculpa: preguiça. "Ah, tenho preguiça de ficar lendo aquela coisa lenta, chata, comprida." É curioso como o adjetivo "chato" se tornou autojustificável: "Então, você gostou do filme?" "Não, achei muito chato." Não se dão nem o crédito de perguntar se eles é que não perceberam o interesse que há naquele filme. Mas voltemos aos livros. As pessoas acham chato ler porque estão perdendo a capacidade de concentração, de sustentar em silêncio uma atenção contínua, num mundo carregado de trânsito, videoclipe e cançãozinha. Mas reservar meia horinha por dia ou duas horas no fim de semana para a leitura de bons livros é bem mais simples do que parece. (...)           

       Então quem é o bom leitor? É aquele que não troca o ardor pelo argumento, mas que sabe que bom argumento é o que tem ardor (entusiasmo). É o que não se ofende por uma opinião diferente e realmente está aberto a novas ênfases (ideias) (...). É o que se concentra nas grandes ideias, não nos pequenos erros. É uma ave rara. (...)

PISA, Daniel. Leituras, livros, leitores. São Paulo,

O Estado de S. Paulo,(adaptado)

No último parágrafo, o autor afirma que bons leitores há poucos com a seguinte expressão:

a)

"opiniões diferentes".

b)

"grandes ideias".

c)

"grandes ideias".

d)

"ave rara"

5.

MENINAS

Descalças na praça, cabelos ao vento…

Se que são fadas cantando ao relento?

E chegam em bando alegres meninas,

saltando e dançando que nem bailarinas.

Depois se acomodam, conversam na grama,

enquanto, das casas, alguém não as chama.

Mas falta uma delas! Sumiu a menina?

Helena procura: “Marina! Marina!”

E encontra Marina na sombra do ipê,

cismando, quietinha, com tudo o que vê.

Mas logo dispara a correr da colega:

“Agora eu quero é ver quem me pega!”

No verso "Descalças na praça, cabelos ao vento" a palavra destacada refere-se:

a)

às bailarinas

b)

às fadas

c)

às folhas

d)

às meninas

6.

Todos os bichos dormem? Muitos animais dormem como os humanos, mas a maioria apenas repousa, passando por períodos de menor atividade, em que ocorrem uma baixa do metabolismo e a entrada num estado de letargia (leia os exemplos de quatro espécies). Os macacos dormem cerca de dez horas por dia e até sonham. O período de sono ocorre tanto durante o dia quanto à noite. O camaleão e outros répteis têm metabolismo muito baixo. Por isso passam grande parte do dia dormindo. As aves, como a coruja, repousam, mas o cérebro é mantido em um estado de consciência para que não sejam surpreendidas por um predador ou caiam do galho. As formigas apenas descansam. Elas diminuem sua atividade em períodos frios porque não conseguem manter sua temperatura num nível adequado. Tanto o sono como o repouso são importantes para promover o descanso do corpo e da mente e para a produção e liberação de substâncias indispensáveis para a manutenção do metabolismo. No caso dos mamíferos, por exemplo, durante o sono profundo há a liberação de hormônios que ajudam a controlar a fome e a saciedade, além de evitar a perda de cálcio. O tempo de sono varia muito entre as espécies: girafas dormem por duas horas, ratos por 11 horas e o tatu- canastra chega a 18 horas seguidas.

De acordo com o texto, que espécie de animais apenas descansam?

a)

Macacos

b)

Formigas

c)

Corujas

d)

Girafas

7.

O Coveiro Millôr Fernandes Ele foi cavando, cavando, cavando, pois sua profissão - coveiro - era cavar. Mas, de repente, na distração do ofício que amava, percebeu que cavara demais. Tentou sair da cova e não conseguiu. Levantou o olhar para cima e viu que sozinho não conseguiria sair. Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite. Sentou-se no fundo da cova, desesperado.

A noite chegou, subiu, fez-se o silêncio das horas tardias. Bateu o frio da madrugada e, na noite escura, não se ouviu um som humano, embora o cemitério estivesse cheio de pipilos e coaxares naturais dos matos. Só pouco depois da meia-noite é que vieram uns passos. Deitado no fundo da cova o coveiro gritou. Os passos se aproximaram. Uma cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: "O que é que há?" O coveiro então gritou desesperado: "Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível!" "Mas, coitado!" - condoeu-se o bêbado - "Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho!" E, pegando a pá, encheu-a e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.

De acordo com a leitura do texto, pode-se deduzir que o coveiro

a)

desempenhava com dificuldade seu trabalho, cavava mal.

b)

distraiu-se, caiu na cova, mas logo conseguiu ajuda para sair.

c)

trabalhava durante a madrugada, sob uma noite fria e silenciosa.

d)

distraiu-se, caiu na cova e não foi feliz no momento que surgiu ajuda.

8.

O Coveiro Millôr Fernandes Ele foi cavando, cavando, cavando, pois sua profissão - coveiro - era cavar. Mas, de repente, na distração do ofício que amava, percebeu que cavara demais. Tentou sair da cova e não conseguiu. Levantou o olhar para cima e viu que sozinho não conseguiria sair. Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite. Sentou-se no fundo da cova, desesperado.

A noite chegou, subiu, fez-se o silêncio das horas tardias. Bateu o frio da madrugada e, na noite escura, não se ouviu um som humano, embora o cemitério estivesse cheio de pipilos e coaxares naturais dos matos. Só pouco depois da meia-noite é que vieram uns passos. Deitado no fundo da cova o coveiro gritou. Os passos se aproximaram. Uma cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: "O que é que há?" O coveiro então gritou desesperado: "Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível!" "Mas, coitado!" - condoeu-se o bêbado - "Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho!" E, pegando a pá, encheu-a e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.

No texto acima, pode-se afirmar que a palavra em destaque “... meu pobre mortinho!” expressa :

a)

Uma característica própria de alguém sem recursos financeiros.

b)

Uma situação que não permite a compra de tudo o que se precisa.

c)

Uma forma de definir que pessoa está necessitando de dinheiro.

d)

Um termo muito usado para se dizer que se tem pena de alguém.

9.

Segue o seco

A boiada seca

Na enxurrada seca

A trovoada seca

Na enxada seca

Segue o seco

sem sacar que o caminho é seco

sem sacar que o espinho é seco

sem sacar que o seco é o Ser Sol

Sem sacar que algum espinho seco secará

E a água que sacar será um tiro seco

E secará o seu destino seca

Ô chuva vem me dizer

Se posso ir lá em cima prá derramar você

Ó chuva preste atenção

Se o povo lá de cima vive na solidão

Se acabar não acostumando

Se acabar parado calado

Se acabar baixinho chorando

Se acabar meio abandonado

Pode ser lágrimas de São Pedro

Ou talvez um grande amor chorando

Pode ser o desabotoado céu

Pode ser coco derramando

BROWN, Carlinhos. Segue o seco. Intérprete: Marisa Monte. In: Verde, anil, amarelo, cor-de-rosa e carvão. Emi-Odeon Brasil, 1994. 1 CD. Faixa 4

A palavra que sintetiza o tema tratado nessa música é

a)

a boiada

b)

a seca

c)

a chuva

d)

a enxurrada

10.

Aposta na prevenção

 

         A prevenção da obesidade deve ser feita desde o nascimento e uma das ferramentas mais eficazes é a amamentação. “Bebês amamentados no peito têm menos chances de se tornarem adultos gordos porque, no esforço de sugar o seio, desenvolvem a percepção da saciedade, ou seja, sentem que a fome acaba e param de mamar”, afirma o médico pediatra Fábio Ancoria Lopes. Já o leite oferecido na mamadeira, além de chegar à boca com mais facilidade, o que faz o bebê receber mais alimento do que necessita, costuma ser muito calórico, principalmente se for engrossado com farinhas e adoçado. Para saber se o bebê caminha para ser um adulto com peso normal ou um obeso, basta ficar de olho na balança.

         De acordo com o padrão internacional de pediatria, no primeiro ano de vida é normal que ele triplique o peso que tinha ao nascer. A partir do segundo aniversário e até a adolescência, a criança pode ganhar em média de 2 a 3 quilos, por ano.

 Revista crescer, ano 2001.

De acordo com esse texto, qual alimento que pode evitar que o bebê se torne um adulto gordo?

a)

Misturas calóricas

b)

Mamadeiras

c)

Leite materno

d)

Farinhas

11.

Carta aberta

(Déo Lopes)

A carta que eu te escrevi, ô magrinha

Você não me respondeu

Será que eu não te convenci

Será que você não entendeu

Será que eu não te convenci, ô magrinha

Ou será que você nem leu

Passo em frente à sua casa, você entra e fecha a porta

Meio dia o sol em brasa, você finge que está morta

Faz assim uma cara torta, tentando dissimular

Depois fica na beira da linha Esperando o trem que vai passar...

As palavras são palavras, quando escritas num papel

Ficam ditas duas vezes, deixam tinta no pincel

Do pincel você pode lavar, do papel você pode queimar

Mas se você leu a carta, magrinha você vai me procurar...

O uso de “inha” na palavra “magrinha” reforça no texto o sentimento de

a)

carinho pela menina amada.

b)

tristeza pela separação da amada

c)

esperança de reconciliação.

d)

raiva porque a amada não leu a carta.

12.

Atena, Aracne e o concurso de tecelagem Em uma pequena cidade da Lídia, na Ásia Menor, vivia outrora uma linda jovem, chamada Aracne, que era uma tecelã muito hábil. Aracne era também vaidosa e não parava de alardear seu talento. Dizia que havia aprendido a tecer sozinha e que ninguém era capaz de fazer tapeçarias tão delicadas quanto ela. Falava que poderia competir até mesmo com Atena, deusa das artes, e vencê-la com facilidade. [...] Depois de algum tempo, deusa e tecelã finalizaram seus trabalhos. Atena dera o melhor de si, e o resultado ficara uma maravilha. A tapeçaria de Aracne, além de ser bela, era tecnicamente perfeita, mas mostrava desprezo pelos deuses. Quando viu o trabalho de Aracne, Atena ficou terrivelmente ofendida e disse a ela: — Você pode ser tola e teimosa, mas ama sua arte. Por que não continua tecendo para sempre? Ela borrifou então a tecelã com um suco de ervas mágicas. O corpo de Aracne foi encolhendo até se transformar no animal pequeno e feio que hoje é conhecido como aranha. Amaldiçoada pela deusa, ela ficaria presa para sempre em sua própria teia e condenada a tecer indefinidamente.

Baseado em: Edith Hamilton. Aracne. In: Mitologia. São Paulo: Martins Fontes, 1992. p. 445 e em: . Acesso em: 18 maio 2011

Em “Em uma pequena cidade da Lídia vivia outrora uma linda jovem...”, a palavra em destaque refere-se:

a)

antigamente

b)

uma hora indeterminada

c)

a outro lugar.

d)

outra história.

13.

O Casaco

 

Um homem estava anoitecido.

Se sentia por dentro um trapo social.

Igual se, por fora, usasse um casaco rasgado e sujo.

Tentou sair da angústia.

Isto ser:

Ele queria jogar o casaco rasgado e sujo no lixo.

Ele queria amanhecer.

 

Manoel de Barros

No trecho "um homem estava anoitecendo" a palavra destacada foi empregada para:

a)

ressaltar o estado de pobreza do homem

b)

evidenciar a revolta do homem

c)

enfatizar o estado interior do homem

d)

destacar o cansaço físico do homem