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SAEB TREINO 5

Total questions: 20

Worksheet time: 26mins

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1.

Receitas da vovó

Lembra aquela receita que só sua mãe ou sua avó sabem fazer? Pois saiba que, além de gostoso, esse prato é parte importante da cultura brasileira. É verdade. Os cadernos de receita são registros culturais. Primeiro, porque resgatam antigas tradições, seja familiares ou étnicas. Além disso, mostram como se fala ou se falava em determinada região. E ainda servem como passagens de tempo, chaves para alcançarmos memórias emocionais que a gente nem sabia que tinha (se você se lembrou do prato que sua avó ou sua mãe fazia, você sabe do que eu estou falando).

> A tese defendida pelo autor do texto é de que as receitas culinárias:

a)

Fazem com que lembremos a nossa infância.

b)

Resgatam nossas tradições familiares ou étnicas.

c)

São as que só nossas mães ou avós conhecem.

d)

São uma parte importante da cultura brasileira.

e)

Indicam o modo de falar em determinada região.

2.

Decida

Em um mundo cada vez mais complexo, com excesso de informação, pressão por desempenho e repleto de alternativas, as pessoas precisam tomar decisões também a respeito de assuntos delicados. E devem fazer isso sem ter muito tempo para pensar.

Cada vez mais, o sucesso e a satisfação pessoal dependem da habilidade de fazer escolhas adequadas. Com frequência, as pessoas são instadas a tomar uma decisão que pode modificar sua vida pessoal. Devo ou não me casar? Que tal só morarmos juntos? Devo ou não me separar? [...] Em que escola matricular nosso filho? Aliás, ele vai ganhar carro aos 18 anos ou sairá à noite de carona [...]? É certo comprar aquela casa maior e contrair um financiamento a perder de vista? No trabalho, acontece a mesma coisa. Devo dar uma resposta dura àquela provocação feita pelo chefe? Peço ou não peço aumento? Posso ou não baixar os preços dos produtos que vendo de forma a aumentar a saída? Que tal largar tudo e abrir aquela pousada na praia? Psicólogos americanos que estudaram a vida de gerentes empregados em grandes companhias descobriram que eles chegam a tomar uma decisão a cada nove minutos. São mais de 10.000 decisões por ano – 10.000 possibilidades de acertar, ou de errar. Não há como fugir. Ou você decide, ou alguém decide em seu lugar.

> Qual é a tese defendida nesse texto?

a)

A compra de uma casa é um problema a longo prazo.

b)

A vida moderna exige a tomada de decisões difíceis.

c)

Os casais têm dúvidas quanto à educação dos filhos.

d)

Os gerentes de grandes empresas tomam milhares de decisões.

e)

O casamento ainda é uma dúvida de poucos.

3.

Desmatar não vale a pena

Desmatar é ruim, mas traz crescimento econômico. Isso é o que fizeram você acreditar durante muito tempo. A realidade é bem diferente. O modelo de ocupação predominante na Amazônia é baseado na exploração madeireira predatória e na conversão de terras para agropecuária. É o que eu chamo de “boom-colapso”: nos primeiros anos da atividade econômica baseada nesse modelo, ocorre um rápido e efêmero crescimento (o boom). Mas, em seguida, vem um declínio significativo em renda, emprego e arrecadação de tributos (o colapso). A situação de quem era pobre fica ainda pior.

Esse modelo é nefasto em todos os sentidos. O avanço da fronteira na Amazônia é marcado pelo desmatamento, pela degradação dos recursos naturais e, se não bastasse tudo isso, pela violência rural.

Em pouco mais de três décadas, o desmatamento passou de 0,5% do território da floresta original para quase 18% do território, em 2008. Além disso, áreas extensas de florestas sofreram degradação pela atividade madeireira predatória e devido a incêndios florestais.


> Nesse texto, o autor discorda de qual tese?

a)

“Desmatar é ruim, mas traz crescimento econômico.”

b)

“É o que eu chamo de “boom-colapso”: nos primeiros...”

c)

“A situação de quem era pobre fica ainda pior.”

d)

“Esse modelo é nefasto em todos os sentidos.”

e)

“O avanço da fronteira na Amazônia é marcado...”

4.

O teatro da etiqueta

No século XV, quando se instalavam os Estados nacionais e a monarquia ab­soluta na Europa, não havia sequer garfos e colheres nas mesas de refeição: cada comensal trazia sua faca para cortar um naco da carne – e, em caso de briga, para cortar o vizinho. Nessa Europa bárbara, que começava a sair da Idade Média, em que nem os nobres sabiam escrever, o poder do rei devia se afirmar de todas as manei­ras aos olhos de seus súditos como uma espécie de teatro. Nesse contexto surge a etiqueta, marcando momento a momento o espetáculo da realeza: só para servir o vinho ao monarca havia um ritual que durava até dez minutos.

Quando Luís XV, que reinou na França de 1715 a 1774, passou a usar lenço não como simples peça de vestuário, mas para limpar o nariz, ninguém mais na corte de Versalhes ousou assoar-se com os dedos, como era costume. Mas todas essas regras, embora servissem para diferenciar a nobreza dos demais, não tinham a petulância que a etiqueta adquiriu depois. Os nobres usavam as boas maneiras com naturali­dade, para marcar uma diferença política que já existia. E representavam esse teatro da mesma forma para todos. Depois da Revolução Francesa, as pessoas começam a aprender etiqueta para ascender socialmente. Daí por que ela passou a ser usada de forma desigual – só na hora de lidar com os poderosos.

> Nesse texto, o autor defende a tese de que

a)

a etiqueta mudou, mas continua associada aos interesses do poder.

b)

a etiqueta sempre foi um teatro apresentado pela realeza.

c)

a etiqueta tinha uma finalidade democrática antigamente.

d)

as classes sociais se utilizam da etiqueta desde o século XV.

e)

as pessoas evoluíram a etiqueta para descomplicá-la.

5.

Etanol de cana é o que menos polui

O etanol de cana-de-açúcar produzido pelo Brasil é melhor que todos os outros. A conclusão é de um estudo divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 30 países entre os mais industrializados do mundo e da qual o Brasil não faz parte. A pesquisa mostra que o etanol brasileiro reduz em até 80% as emissões dos gases que provocam o efeito estufa. “O percentual de redução na emissão de gases é muito mais baixo nos biocombustíveis produzidos na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá”, afirmou Stefan Tangermann, diretor de Agricultua da OCDE. O etanol do milho americano reduz em apenas 30% as emissões. Já o trigo utilizado pelos europeus tem efeito de 50% na diminuição da poluição.

A pesquisa também critica os subsídios dados por europeus e americanos a seus produtores – US$ 11 bilhões por ano e que devem chegar US$ 25 bilhões até 2015. [...] É uma vitória da postura brasileira de defesa incessante da cana como energia alternativa.

Revista da semana. nº 28. 24 jul. 2008. p. 34.

> O argumento que sustenta a tese de que o etanol da cana de açúcar brasileira é melhor que todos os outros é que

a)

o nosso etanol reduz em até 80% as emissões de gases.

b)

o etanol americano reduz apenas 30% das emissões.

c)

o etanol europeu tem efeito de 50% na poluição.

d)

o Brasil defende a cana-de-açúcar como energia alternativa.

e)

os Estados Unidos subsidiam em muito os produtores.

6.

Cultura e sociedade

A importância da água tem sido notória ao longo da história da humanidade, possibilitando desde a fixação do homem à terra, às margens de rios e lagos, até o desenvolvimento de grandes civilizações, através do aproveitamento do grande potencial deste bem da natureza. A sociedade moderna, no entanto, tem se destacado pelo uso irracional dos recursos hídricos, o desperdício desbaratado de água potável, a poluição dos reservatórios naturais e a radical intervenção nos ecossistemas aquáticos, de forma a arriscar não só o equilíbrio biológico do planeta, mas a própria natureza humana.

> Um argumento que sustenta a tese de que “a sociedade moderna tem utilizado de forma irracional seus recursos hídricos” é que

a)

a água acompanha a história através dos séculos.

b)

a água possibilitou o surgimento de grandes civilizações.

c)

a importância da água é reconhecida ao longo da história.

d)

o equilíbrio biológico do planeta está em grande risco.

e)

o homem tem sempre se fixado às margens dos rios.

7.

Qual é a afirmação feita no início (TESE), em torno da qual a autora desenvolve o texto?

a)

Crise das relações humanas.

b)

Comportamento de ódio e desdém.

c)

Dificuldade de manter a saúde mental.

d)

Dificuldade de manter a qualidade de vida.

8.

O fenômeno apontado no 1º parágrafo diz respeito a um termo apresentado no 2º parágrafo. Qual?

a)

Adolescentes

b)

Diferenças

c)

Crianças

d)

Empatia

9.

A falta de empatia se manifesta, por exemplo, na dificuldade de conviver com pessoas diferentes.

a)

Verdadeiro

b)

Falso

10.

AS LETRAS


Na tênue casca de verde arbusto

Gravei teu nome, depois parti;

Foram-se os anos, foram-se os meses,

Foram-se os dias, acho-me aqui.

Mas ai! O arbusto se fez tão alto,

Teu nome erguendo que não mais vi!

E nessas letras que aos céus subiam

Meus belos sonhos de amor perdi!


(Fagundes Varella. Disponível em: www.grude.ufmg.br)

Com base no texto 'AS LETRAS', leia as afirmativas a seguir:

I. Em “acho-me aqui” há o retorno do eu poético ao local onde está o arbusto.

II. Em “Gravei teu nome”, a forma verbal está no futuro.


Marque a alternativa CORRETA.

a)

As duas alternativas são verdadeiras.

b)

A afirmativa I é verdadeira e a II é falsa.

c)

A afirmativa II é verdadeira e a I é falsa.

d)

As duas afirmativas são falsas.

11.

Os textos publicitários são produzidos para cumprir determinadas funções comunicativas. Os objetivos desse cartaz estão voltados para a conscientização dos brasileiros sobre a necessidade de:

a)

as crianças frequentarem a escola regularmenbte.

b)

a formação leitora começar na infância.

c)

a literatura ter seu mercado consumidor ampliado.

d)

as ecolas desenvolverem campanhas a favor da leitura.

12.

TEXTO- Racismo, discriminação, preconceito.

Colocando os pingos nos “is”.

Maria Aparecida da Silva

Recentemente assisti ao programa esportivo Cartão Verde, da TV Cultura, no qual se discutia, de maneira tímida, a discriminação racial que um jogador branco do Palmeiras (Paulo Nunes) teria praticado contra dois jogadores negros, Rincón (Corinthians) e Wagner (São Paulo), em momentos distintos.

Havia controvérsias quanto à veracidade dos fatos, quanto à sinceridade dos protagonistas, quanto à oportunidade ou oportunismo das denúncias. Mas o que de fato despertou minha atenção foi a relativização do racismo presente no futebol brasileiro. Os cronistas utilizavam a todo tempo a expressão pre conceito, quando as situações em foco constituíam, na verdade, práticas de discriminação racial. Depois de feita essa constatação, procurei explicar para mim mesma porque existe tanta confusão em torno das palavras preconceito, discriminação racial e racismo. É preciso entender exatamente o significado de cada uma dessas expressões.

Estabelecendo diferenças

O preconceito é basicamente um sentimento negativo (é necessário que haja alguma possibilidade de comparação), um estado de espírito negativamente determinado com relação a um grupo ou pessoa. Ele é fruto da ignorância, de opiniões inexatas e de estereótipos. Os preconceitos são muito genéricos e disseminados. Em todas as épocas e em todo o mundo, os grupos humanos alimentaram preconceitos uns em relação aos outros. Diariamente, enfrentamos inúmeros preconceitos. O racial é um deles.

A discriminação é a materialização dos preconceitos. São as atitudes práticas que dão corpo e ação à disposição psicológica dos preconceitos. No caso específico da discriminação racial são as atitudes de vetar, impedir, dificultar, preterir pessoas (predominantemente negras, no caso brasileiro) em seu processo de desenvolvimento pleno como seres humanos.

O racismo. Ah, o racismo... tão presente em nossas vidas, nas instituições, na cultura e nas relações pessoais e tão ausente do rol de preocupações da intelectualidade brasileira e dos veículos formadores de opinião. A dificuldade de defini-lo – e assumir sua existência entre nós – vem do fato de o racismo constituir-se numa prática social negativa, cruel, humanamente repreensível, com a qual, ninguém, em sã consciência (afora os racistas declarados), deseja se identificar.

Revista Raça Brasil. São Paulo: Símbolo, ano 4, n.39, nov. 1999, p. 51.

01 - A expressão “colocando os pingos nos “is”, que serve de subtítulo ao texto, tem o valor equivalente a:

a)

(A) reagindo contra algo ofensivo;

b)

(B) dizendo a verdade;

c)

(C) esclarecendo uma dúvida;

d)

(D) argumentando contrariamente a algo;

e)

(E) examinando melhor a questão.

13.

Nesse texto, busca-se convencer o leitor a mudar seu comportamento por meio da associação de verbos no modo imperativo à

a)

indicação de diversos canais de atendimento.

b)

divulgação do Centro de Defesa da Mulher.

c)

informação sobre a duração da campanha.

d)

apresentação dos diversos apoiadores.

e)

utilização da imagem das três mulheres.

14.

Leia o texto para responder às próximas 5 questões.


Sobre os perigos da leitura


Nos tempos em que eu era professor da Unicamp, fui designado presidente da comissão encarregada da seleção dos candidatos ao doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer esse entra, esse não entra é uma responsabilidade dolorida da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, em 20 minutos de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa amedrontada? Mas não havia alternativas. Essa era a regra.

Os candidatos amontoavam-se no corredor recordando o que haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura era exigida. Aí tive uma ideia que julguei brilhante. Combinei com os meus colegas que faríamos a todos os candidatos uma única pergunta, a mesma pergunta. Assim, quando o candidato entrava trêmulo e se esforçando por parecer confiante, eu lhe fazia a pergunta, a mais deliciosa de todas: “Fale-nos sobre aquilo que você gostaria de falar!”. [...]

A reação dos candidatos, no entanto, não foi a esperada. Aconteceu o oposto: pânico. Foi como se esse campo, aquilo sobre o que eles gostariam de falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os pensamentos dos outros, tudo bem. Para isso, eles haviam sido treinados durante toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas falar sobre os próprios pensamentos – ah, isso não lhes tinha sido ensinado!

Na verdade, nunca lhes havia passado pela cabeça que alguém pudesse se interessar por aquilo que estavam pensando. Nunca lhes havia passado pela cabeça que os seus pensamentos pudessem ser importantes.


(Rubem Alves, www.cuidardoser.com.br. Adaptado)


A palavra “a”, em –...no entanto, não foi a esperada.(3.º parágrafo), refere-se a

a)

Candidatos.

b)

Pergunta.

c)

Reação.

d)

Falar.

e)

Gostaria.

15.

Um anjo dorme aqui; na aurora apenas,

disse adeus ao brilhar das açucenas

em ter da vida alevantado o véu.

- Rosa tocada do cruel granizo Cedo

finou-se e no infantil sorriso passou do

berço pra brincar no céu!

(Casimiro de Abreu, in Primaveras)


O tema do texto é:

a)

a inocência de uma criança

b)

o nascimento de uma criança

c)

a morte de uma criança

d)

o sofrimento pela morte de uma criança

16.

“Os felídeos são uma família de animais mamíferos e carnívoros, originários da Europa e que podem ser encontrados em todos os continentes do planeta. Um exemplo desse animal é o gato-maracajá, de nome científico Leopardus wiedii. Suas características mais marcantes são a longa cauda, olhos e patas grandes.


Qual é o gênero desse texto?

a)

conto

b)

informativo

c)

notícia

d)

poema

17.

TEXTO I:


Aquisição à vista. A Bauducco, maior fabricante de panettones do país, está negociando a compra de sua maior concorrente, a Visconti, subsidiária brasileira da italiana Visagis. O negócio vem sendo mantido sob sigilo pelas duas empresas em razão da proximidade do Natal. Seus controladores temem que o anúncio dessa união - resultando numa espécie de AmBev dos panettones - melindre os varejistas.

(Cláudia Vassallo, na Exame, dez./99)


1) As duas empresas de que fala o texto são:

a)

Bauducco e Visagis

b)

Visconti e Visagis

c)

AmBev e Bauducco

d)

Bauducco e Visconti

18.

A FINALIDADE DO TEXTO É:

a)

a) trazer argumentos e opiniões para convencer o leitor.

b)

b) criticar acontecimentos atuais de interesse público. 

c)

c) apresentar uma mensagem informativa para o leitor.

d)

d) narrar uma história cômica para divertir as pessoas.

19.

6. A principal finalidade do texto é

a)

a) trazer uma reflexão.

b)

b) apresentar uma crítica.

c)

c) provocar humor.

d)

d) expor uma informação.

 

20.

Estou com saudade de ficar bom. Escrever é consequência natural.

(Jorge Amado, na Folha de São Paulo, 22/10/96)

Segundo o texto:

a)

o autor não escreve porque está doente.

b)

o autor está doente e continua escrevendo.

c)

o autor está doente porque não escreve.

d)

o autor esteve doente e voltou a escrever.

e)

o autor ficou bom, mas não voltou a escrever.