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Tópicos de Filosofia contemporânea - Filosofia das Ciências, Bioética e os desafios éticos e políticos.

Total questions: 5

Worksheet time: 17mins

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1.

(Unesp/SP, 2021) É relativamente consensual que uma era biotecnológica se aproxima. Em um futuro cenário de desenvolvimento biotecnológico, que será instaurado com o progresso tecnológico no século XXI, alterar-se-á um dos mais tradicionais dilemas da moralidade. Em vez de enfrentarmos a questão de que atitudes e deveres morais temos para com os seres compreendidos atualmente como animais não humanos (por exemplo, gato, cachorro, cavalo etc.), a questão será que obrigações teremos com outro tipo de não humano, isto é, os chamados pós-humanos. A pós-humanidade seria alcançada por meio da aplicação de técnicas de manipulação, instrumentalização e artificialização da vida, do patrimônio biológico do humano. O humano, por iniciativa própria e com vistas ao melhoramento da sua natureza, deixaria de ser humano.


(Murilo Mariano Vilaça e Maria Clara Marques Dias. “Transumanismo e o futuro (pós-)humano”. Physis – Revista de Saúde Coletiva, 2014. Adaptado.)


Ao tratar de aspectos da bioética, o texto propõe uma reflexão sobre:

a)

os conflitos atuais entre os humanos e os seres pós-humanos.

b)

a procedência de recursos empregados nas pesquisas tecnológicas.

c)

os limites técnicos das pesquisas em biotecnologia.

d)

a amoralidade do esforço de imaginar e prever o futuro humano.

e)

a necessidade futura de redefinição do conceito de humanidade.

2.

(Enem 2ª aplicação 2016) Fundamos, como afirmam alguns cientistas, o antropoceno: uma nova era geológica com altíssimo poder de destruição, fruto dos últimos séculos que significaram um transtorno perverso do equilíbrio do sistema-Terra. Como enfrentar esta nova situação nunca ocorrida antes de forma globalizada e profunda? Temos pessoalmente trabalhado os paradigmas da sustentabilidade e do cuidado como relação amigável e cooperativa para com a natureza. Queremos, agora, agregar a ética da responsabilidade.


BOFF, L. Responsabilidade coletiva. Disponível em: http://leonardoboff.wordpress.com.

Acesso em: 14 maio 2013.


A ética da responsabilidade protagonizada pelo filósofo alemão Hans Jonas e reivindicada no texto é expressa pela máxima:

a)

“A tua ação possa valer como norma para todos os homens.”

b)

“O efeito de tuas ações não destrua a possibilidade futura da vida das novas gerações.”

c)

“A norma aceita por todos advenha da ação comunicativa e do discurso.”

d)

“A tua ação possa produzir a máxima felicidade para a maioria das pessoas.”

e)

“O teu agir almeje alcançar determinados fins que possam justificar os meios.”

3.

[…] A bioética é um campo da ética que trata da investigação e problematização específica das práticas das ciências biológicas e das relações humanas com o meio ambiente e a vida em seu sentido mais literal possível.

GALLO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento. Vol. Único – 1ª ed. São Paulo: Scipione, 2014 (adaptado)

Tendo como base a citação acima, assinale a alternativa que corresponde de forma correta o pensador a sua respetiva forma de pensamento acerca da bioética.

a)

Lipovetsky, o declara que jamais daria a uma margem para um desenvolvimento da bioética, pois, esse campo da ética é indevido na sociedade pós-moralista.

b)

Emmanuel Levinas considera que a bioética deve preocupar-se com uma análise estrutural da sociedade como produção da vida, impedindo qualquer questionamento sobre as condições de saúde nos processos de exclusão social.

c)

Para Bauman, não é atribuição da bioética e nem a ecologia discutir os princípios morais que orientam a pesquisa científica, pois isso significa colocar obstáculos ao progresso da ciência.

d)

Michel Serres, defende a necessidade de um “contrato natural”, pois, transformaria os seres humanos em seres simbiontes, superando sua “natureza” parasitária.

e)

Para Peter Singer, os resultados das descobertas científicas estiveram sempre a serviço da humanidade, portanto uma reflexão sobre o sentido moral da prática científica é desnecessária.

4.

(UECE, 2020 - adaptada) [...] O mundo vivido é considerado a partir do processo de entendimento no qual diferentes pessoas se entendem sobre algo no mundo objetivo dos fatos, no mundo social das normas de ação e mundo subjetivo das vivências. O mundo vivido garante aos sujeitos de uma comunidade de comunicação convicções a partir das quais se forma o contexto dos processos de entendimento.

OLIVEIRA, M. A. de. Reviravolta linguístico-pragmática na filosofia contemporânea. São Paulo: Edições Loyola, 1996. (Adaptado).

A passagem acima apresenta uma visão sobre os desafios éticos e políticos contemporâneos que:

a)

se trata da ideia da ética e política na contemporaneidade, sobretudo da filosofia de Antônio Negri, na qual o agir moral e o princípio da eticidade se fundamentam na razão dos sujeitos, que se universaliza após o entendimento.

b)

representa uma eticidade nos moldes do pensamento Jacques Rancière, em que o sujeito moral só pode ser compreendido como membro de uma democracia, e a ética está intimamente ligada à política como “polícia”.

c)

se aproximam da noção de moral proposta por Jürgen Habermas, que considera a ação comunicativa entre os sujeitos e a construção do consenso a partir dessa ação como substanciais para pensar a moral.

d)

expressa a visão de Bauman de pós-moralidade, visto que esta define que qualquer perspectiva de uma moral autêntica requer a superação da moral de classe e a instituição de uma justiça social baseada no diálogo.

e)

define a conceituação de moral na perspectiva de Gilles Lipovetsky, para quem a ética é discursiva e origina-se das relações pós-moralista, da construção de consenso entre os indivíduos e de uma ação comunicativa.

5.

O filósofo francês Michel Serres, levanta a necessidade de transformação dos seres humanos em “simbiontes”. Nesse sentindo, o ser humano deve ser responsável também pelo equilíbrio ecológico, evitando desastres naturais e, consequentemente, o desaparecimento do planeta. Tendo responsabilidade não é só com o momento presente, mas também com as gerações futuras.

(Texto da banca examinadora do vestibular da Unimontes/MG – adaptado)

O fragmento expõe que a:

a)

consciência ecológica deturpa a ideia de que a natureza é um convite para vivermos em harmonia com as demais formas de vida presentes no planeta.

b)

bioética é uma revolução no conhecimento ético que permite uma atitude crítica sobre todos os saberes, inclusive, sobre a própria ética. Porém, esse campo de conhecimento não exerce nenhum tipo de influência nas questões ambientais, pois as discussões ecológicas atrapalham a compreensão da ideia de vida.

c)

consciência ecológica nos faz compreender que a natureza é um convite para vivermos em harmonia com as demais formas de vida presentes no planeta.

d)

bioética não nos permite uma consciência ecológica, muito menos uma compreensão acerca da importância da natureza e das demais formas de vida presentes no planeta.

e)

consciência ecológica e a bioética são obstáculos para compreendermos que a natureza é um convite para vivermos em harmonia com as demais formas de vida presentes no planeta.