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1 T filo e socio bim

Total questions: 7

Worksheet time: 16mins

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1.

A felicidade é, portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade.

ARISTOTELES. A Política. São Paulo: Cia das Letras, 2010.

De acordo com a ética de Aristóteles, a felicidade

a)

só pode ser alcançada fora da polis ou da política.

b)

é a finalidade última da ação do indivíduo e da política.

c)

é impossível ser alcançada pelo fato dos humanos serem egoístas.

d)

não pode ser tido como critérios de avaliação de uma ação boa ou ruim.

2.

Se é verdade que a verdade da fé cristã ultrapassam as capacidades da razão humana, nem por isso os princípios

inatos naturalmente à razão podem estar em contradição com esta verdade sobrenatural.”

AQUINO, Tomás de. Súmula contra os gentios. São Paulo: Nova Cultura, 1996.

De acordo com Tomás de Aquino,

a)

as verdades reveladas e opunham naturalmente contra a ciência.

b)

os princípios da fé se contradizem com os princípios da razão.

c)

a filosofia está sempre em contradição com a teologia por negar a existência da verdade.

d)

a verdade da fé não contradiz os princípios inerentes à razão.

3.

No capitalismo, os trabalhadores produzem todos os objetos existentes no mercado, isto é, todas as mercadorias; após havê-las produzido, entregam-nas aos proprietários dos meios de produção, mediante um salário; os proprietários dos meios de produção vendem as mercadorias aos comerciantes, que as colocam no mercado de consumo; e os trabalhadores ou produtores dessas mercadorias, quando vão ao mercado de consumo, não conseguem comprá-las. [...] Embora os diferentes trabalhadores saibam que produziram as diferentes mercadorias, não percebem que, como classe social, produziram todas elas, isto é, que os produtores de tecidos, roupas, alimentos [...] são membros da mesma classe social. Os trabalhadores se vêem como indivíduos isolados [...], não se reconhecem como produtores da riqueza e das coisas.

(CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. 13 ed. São Paulo: Ática, 2004. p. 387.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre alienação e ideologia, considere as afirmativas a seguir:

a)

A consciência de classe para os trabalhadores resulta da vontade de cada trabalhador em superar a situação de exploração em que se encontra sob o capitalismo.

b)

É no mercado que a exploração do trabalhador torna-se explícita, favorecendo a formação da ideologia de classe.

c)

A ideologia da produção capitalista constitui-se de imagens e idéias que levam os indivíduos a compreenderem a essência das relações sociais de produção.

d)

O processo de não identificação do trabalhador com o produto de seu trabalho é o que se chama alienação. A ideologia liga-se a este processo, ocultando as relações sociais que estruturam a sociedade.

4.

“A indústria cultural, com suas vantagens e desvantagens, pode ser caracterizada pela transformação da cultura em mercadoria, com produção em série e de baixo custo, para que todos possam ter acesso. É uma indústria como qualquer outra, que deseja o lucro e que trabalha para conquistar o seu cliente, vendendo imagens, seduzindo o seu público a ter necessidades que antes não tinham”.

(PARANÁ. Livro didático de Sociologia. Curitiba, 2006, p. 156.)

Assinale a alternativa CORRETA:

a)

A indústria cultural não é uma característica da sociedade contemporânea; ela é um produto natural em qualquer sociedade.

b)

A indústria cultural é responsável por criar no indivíduo necessidades que ele não tinha e transformar a cultura em mercadoria.

c)

A indústria cultural não influencia as necessidades do indivíduo com a sua produção em série e de baixo custo.

d)

A indústria cultural faz com que o indivíduo reflita sobre o que necessita, não desejando lucro.

5.

Cada cultura tem suas virtudes, seus vícios, seus conhecimentos, seus modos de vida, seus erros, suas ilusões. Na nossa atual era planetária, o m ais importante é cada nação aspirar a integrar aquilo que as outras têm de melhor, e a buscar a simbiose do melhor de todas as culturas. A França deve ser considerada em sua história não som ente segundo os ideais de Liberdade-Igualdade-Fraternidade promulgados por sua Revolução, m as também segundo o comportamento de uma potência que, como seus vizinhos europeus, praticou durante séculos a escravidão em massa, e em sua colonização oprimiu povos e negou suas aspirações à emancipação. Há uma barbárie europeia cuja cultura produziu o colonialismo e os totalitarismos fascistas, nazistas, comunistas. Devemos considerar uma cultura não som ente segundo seus nobres ideais, m as também segundo sua maneira de camuflar sua barbárie sob esses ideais.

(Edgard Morin. Le Monde, 8. fev. 2012. Adaptado).

No texto citado, o pensador contemporâneo Edgard Morin desenvolve

a)

reflexões elogiosas acerca das consequências do etnocentrismo ocidental sobre outras culturas.

b)

um ponto de vista idealista sobre a expansão dos ideais da Revolução Francesa na história.

c)

argumentos que defendem o isolamento como forma de proteção dos valores culturais.

d)

uma reflexão crítica acerca do contato entre a cultura ocidental e outras culturas na história.

6.

“Apresentada na sua nudez, a descolonização deixa adivinhar por todos os poros balas ardentes, navalhas sangrentas. Porque, se os últimos devem ser os primeiros, tal só poderá acontecer depois de um confronto decisivo e mortal entre os dois protagonistas. Essa vontade firme de trazer os últimos para a frente, de os fazer subir (a um cadência demasiado rápida, dizem alguns) os célebres degraus que definem uma sociedade organizada, só poderá triunfar se lançarmos na balança todos os meios, inclusive, evidentemente, a violência.”

FANON, Frantz. Os condenados da terra. Lisboa: Livraria Letra Livre, 2021, p. 41.

De acordo com Frantz Fanon,

a)

a libertação nacional dos territórios africanos colonizados pelos países europeus inclui a violência do colonizado contra o colono.

b)

a violência do colonizado africano está ligado a sua natureza selvagem que deve ser civilizado pela cultura superior.

c)

a cultura dos países africanos, árabes e asiáticos produz indivíduos e povos violentos que ataquem seus próprios semelhantes.

d)

com a presença da civilização europeia nos territórios africanos diminui consideravelmente a violência dos nativos.

7.

Analise os trechos a seguir.

I. Formas de poder exercidas pelos sujeitos dominantes sem a ação física direta, mas pela imposição de uma visão de mundo, dos papéis sociais, das categorias cognitivas, das estruturas mentais por meio das quais o mundo é percebido e pensado.

II. Mecanismo de poder no qual técnicas disciplinares de controle concorrem para o estabelecimento de um padrão de normalidade que é, ao mesmo tempo, um dispositivo de poder e uma forma de saber.

Os trechos citados descrevem, respectivamente, dois conceitos sociológicos definidos como

a)

naturalização e coerção social.

b)

violência simbólica e disciplina.

c)

ideologia e subordinação.

d)

mais-repressão e punição.